Para Breve Também o Fim dos Cursos Vocacionais

PS arrasa aposta educativa do anterior governo

 

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Vai acabar o ensino vocacional do 5.º ao 9.º ano. O básico volta a ser “integrado, global e comum a todas as crianças”

 

As 27 mil crianças que atualmente frequentam o ensino vocacional no básico (do 5.º ao 9.º anos) vão ser as últimas a frequentar esta via de ensino que prepara os alunos para uma profissão. O PS vai acabar com a grande bandeira de Nuno Crato, por considerar que os alunos são desviados muito cedo para um percurso alternativo. De acordo com o programa do governo socialista, os primeiros nove anos de escolaridade devem ser comuns a todas as crianças. Mais uma mudança na área da educação, na qual em poucas semanas de legislatura se acabou com as provas do 4.º ano e se introduziram alterações na prova dos professores contratados.

Ainda sem datas para o fim desta oferta nas escolas, pais e diretores antecipam que os alunos que estão nesta via vão poder terminar o seu plano de estudos (mesmo que implique ficarem até ao final do 3.º ciclo) antes de regressarem ao ensino regular ou profissional. Mas, se no próximo ano letivo já não existir vocacional, um estudante pode também fazer aí o 2.º ciclo (5.º e 6.º anos) e ser depois integrado do 7.º ao 9.º anos no ensino regular. Nestes casos, a maior dificuldade pode estar no facto de ter feito o ciclo anterior em apenas um ano e, logo, com menos horas e matéria dada a disciplinas como Ciências História ou Geografia.

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25 comentários

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    • Silviacon on 5 de Dezembro de 2015 at 12:36
    • Responder

    E pronto! Mais um governo mais uma mudança. Parem de brincar com a educação!!! Estabilidade é essencial!!!!

      • Silvia Pereira on 7 de Dezembro de 2015 at 14:29
      • Responder

      Parem mas é com a javardice dos Cursos Vocacionais que são o local onde os DEJECTOS são despejados.

      A colega devia lecionar apenas 1 ano os cursos vocacionais para perceber o que se passa.

      E já agora! Sabia que estes Cursos são financiados pelo POCH (Programa
      Operacional de Capital Humano). E sabia que se fazem todo o tipo de aldrabices para continuar a ser financiado?
      A colega não sabe rigorosamente nada desta IMUNDICE que são os Cursos Vocacionais.

        • Silviacon on 25 de Junho de 2016 at 3:29
        • Responder

        Deixem de despejar lá os “DEJECTOS”. Está escrito que cursos vocacionais são sanitas? E sim sei o que se passa lá. É para onde limpam as turmas dos maus comportados, repetentes e NEE. Depois é só puxar o autocolismo. O problema é entope.

    • manuelavaz on 5 de Dezembro de 2015 at 14:29
    • Responder

    Uma mudança com toda a razão de ser! Os cursos vocacionais são uma fraude!

      • Margarida on 5 de Dezembro de 2015 at 15:20
      • Responder

      EM parte concordo com a sua afirmação….em parte discordo!

      Seja pela experiência profissional, pessoal ou familiar, conheço miúdos, que têm que estar na escola até aos 18 anos, mas para os quais isso não faz sentido. Os vocacionais dão uma habilitação, é certo, mas o que pretendem MESMO é que estes miúdos tirem algum proveito da escola, mais que não seja, ao nível das atitudes!!!!!

      Que solução vai haver para os miúdos, que estão no 6º ano com 16 anos? (Sim, este ano não abriram vocacionais por aqui…).

      E aqueles que já estiveram presos e nem o 5º ano têm?

      E os que estão com a vida de pantanas? Há miúdos com histórias de vida dramáticas…. Alcool, droga, furto, homicídio, violência física e psicológica, proxenetismo, institucionalizações sucessivas……. Sim, é verdade…. Há miúdos que têm uma vida assim!!!!
      Estes miúdos que vão fazer integrados numa turma “regular”!!!!!???? Os colegas olham para eles como se tivessem peste (é verdade, a vida já está demasiado pesada, mas enquanto cumpram, têm direito ao mesmo respeito, que os outros!!!!!). E que fazem eles? Afirmam-se pela negativa. É o mundo que conhecem, o mundo em que cresceram e a escola pode introduzir algumas mudanças, mas para isso precisa de tempo, de estratégias e de recursos.

      Estive colocada numa TEIP onde vi, ouvi e soube de coisas, que não pertencem ao meu mundo. E voltei a aprender, que ninguém nasce bom ou mau! A vida também nos faz….

      E que se faz a estes miúdos!!!!???? Angustia-me….

    • eternamentecontratada on 5 de Dezembro de 2015 at 15:16
    • Responder

    Por onde tenho andado, os vocacionais são uma fonte de graves problemas. Portanto, esta poderá ser uma boa medida.

      • Andreia on 5 de Dezembro de 2015 at 18:54
      • Responder

      E esses problemas vêm de onde? De alunos com histórias de vida infelizes, com falta de educação e do mais básico que é uma família? Mas esses continuarão na escola a dar problemas, quer seja no regular ou no vocacional… Ou com o ensino vocacional desaparecerão também os alunos com vidas diferentes? O que se faz com eles?

        • Paulo on 5 de Dezembro de 2015 at 19:31
        • Responder

        Abram cursos noturnos.

        • eternamentecontratada on 6 de Dezembro de 2015 at 10:43
        • Responder

        «O que faz com eles?» O que posso e o que eles me permitem ajudá-los. Agora que sei que o caminho é muito difícil, é! E um dos motivos é porque juntaram alunos com graves problemas, como diz, mas também totalmente desinteressados da escola e muito pouco disponíveis para colaborar com aqueles que tentam fazer algo por eles. O processo começou mal e, nós professores, uma vez mais, é que temos que solucionar os graves problemas que aparecem. Isto não é falta de vontade de trabalhar ou de tentar arranjar soluções. É a realidade. Admito que há casos de cursos vocacionais que possam estar a ser um sucesso, mas a nossa «tarefa» tem sido muito difícil. Mudam-se estratégias, fala-se a bem, ajustam-se currículos e nada lhes agrada. Mas respeito a sua opinião, embora considere que não me acrescenta nada de novo. Dou aulas há anos que cheguem para saber que alguns/muitos alunos têm problemas e no que posso e tento resolver o que está ao meu alcance (penso que é isso que todos fazemos, ou quase todos), só não posso admitir as vezes que fui ofendida verbalmente o facto de irem drogados para a sala de aula, o não quererem fazer absolutamente nada, entre outras coisas. Se fiz alguma coisa, pois claro, as medidas são tomadas, se resultaram, na maioria não. Voltam sempre com a ideia que nada lhes acontece (é necessário que as direções das escolas colaborem). Portanto, mesmo não sabendo o que o futuro nos reserva (poderá ser pior, infelizmente), por agora, separá-los acho que não será má solução. Mas o tempo o dirá.

          • Andreia on 6 de Dezembro de 2015 at 12:16

          Eu sei bem do que fala, mas as coisas têm de ser feitas de outra forma. Vamos ver o que acontece. Mas isto de fazer projetos lei para terminar com algumas coisas sem antes encontrar soluções não pode trazer bons resultados. É preciso pensar e repensar, a educação é um assunto sério demais para que tudo seja feito apenas para mostrar quem manda. É muito fácil terminar com os cursos hoje, e amanhã? O que se faz? Logo se vê? Por isso é que a educação em Portugal está como está, apenas se rege por ideologias e caprichos políticos, esquecendo-se o essencial… O governo diz que até ao 9.º ano todos têm de seguir o ensino comum. O que é que será que isso significa? Será que os alunos são todos “comuns”? Parece-me bem que não…

    • António on 5 de Dezembro de 2015 at 15:54
    • Responder

    Os Cursos Vocacionais são uma FRAUDE.

    São uma FRAUDE para os alunos e suas famílias que julgam que dali resulta alguma coisa. São uma FRAUDE porque todo o sucesso é artificialmente forjado e deve ser denunciado. São um enorme pesadelo para os docentes que os lecionam e que, por questões de honestidade intelectual, deviam já ter denunciado o que se passa nestas LATRINAS PEDAGÓGICAS.

    Nunca deviam ter sido considerados e levados à prática. Uma autentica BANDALHEIRA.

    • Rui Pereira on 5 de Dezembro de 2015 at 16:59
    • Responder

    Mais Grave

    Estes Cursos Vocacionais são SUBSIDIADOS com dinheiro do POCH (Programa
    Operacional de Capital Humano).

    http://www.poch.pt/

    Isto é DINHEIRO dos CONTRIBUINTES deitado ao LIXO. Os alunos destroem
    os materiais que lhes são fornecidos gratuitamente (cadernos, lápis, borrachas,
    canetas, fotocópias, livros…).

    Excedem largamente os limites de faltas e para que a Escola continue a
    SER SUBSIDIADA as direções fazem pressão para que as faltas dadas pelos alunos
    sejam RECUPERADAS, isto é, sejam retiradas. É o faz de conta. É a BANDALHEIRA
    elevada ao expoente máximo.

    Mas atenção que isto dá dinheiro a ganhar a muita gente, nomeadamente às
    empresas selecionadas pelas direções das escolas para fazerem a CONTABILIDADE
    dos referidos cursos pseudo-vocacionais. Estas empresas fornecem também um
    alojamento virtual designada de BOX onde os docentes devem colocar os materiais
    produzidos em forma digital. Importa referir que estas empresas (em conivência com
    as direções das escolas) cobram anualmente MILHARES DE EUROS. Depois há os
    consultores externos fruto de protocolos entre a ESCOLA e uma instituição de
    Ensino Superior que também cobram anualmente MILHARES DE EUROS. Em troco dão aos elementos da gestão uns Cursos de aprofundamento em gestão escolar e uns beberetes.

    Quem fiscaliza isto??????

    Os Conselhos Gerais das (referidas) Escolas servem para quê??????

    A IGEC fiscaliza isto???? Ou os dinheiros públicos são para desbaratar????

    As Escolas TEIP e as restantes escolas onde funcionam estes pseudo-cursos devem ser alvo de fiscalização.

    • Luis Baiao on 5 de Dezembro de 2015 at 17:21
    • Responder

    Pois… Os vocacionais são um fraude??? Se juntarmos tudo o que é “mau”, que não quer saber da escola para nada, com tudo o que foi “maltratado” ao longo de anos de escolaridade obrigatória porque não tinha capacidades para acompanhar um currículo tão exigente… temos uma mistura explosiva.
    É o preço da escolaridade obrigatória.
    Se vai melhorar??? Acho que enquanto não fizermos um “menu à la carte” para os nossos jovens não vamos ter resultados. Não vale a pena obrigar os alunos a levar com o que não gostam sem lhes dar oportunidade de escolha. Quando escolhemos há um maior envolvimento e comprometimento, quando somos obrigados…dá no que temos hoje.
    É um desperdício de dinheiro dirão alguns? Desperdiçar, é obrigar, e constatar continuamente que essa fórmula não resulta. Desperdiçar é não ver que o tempo investido com professores naquele jovem não está a trazer resultados sociais.
    Dar oportunidade de escolha é um investimento, é fazer com que o jovem se envolva mais com a sua educação, que atravesse uma escolaridade obrigatória mais saudável e que seja um adulto realizado. Isso sim, tem impacto social porque vai reduzir custos de outras formas com menos violência, menos roubos, menos cadeias, menos subsídios…sim menos subsídios se for uma educação orientada para o empreendedorismo.
    Se tivéssemos ido por aí talvez hoje não houvesse este crescimento de agressividade, violência e dependência a que o mundo assiste.
    De onde surgem geralmente esses movimentos radicais? De bairros sociais cheios de jovens com muitas competências que adoraram a escola, que têm uma forte auto estima e que não são nada manipuláveis.

      • Rui Pereira on 5 de Dezembro de 2015 at 17:47
      • Responder

      Coitadinhos dos meninos e das meninas! Coitadinhos dos delinquentes!

      Destroem os materiais! Não tem mal, os que trabalham pagam.

      Faltam ao respeito aos Professores! Não faz mal, eles aguentam o ambiente de estrebaria em que vivem.

      A Escola é uma Bandalheira! Não faz mal, os contribuintes pagam.

      Vivam as Escolas da FAVELA (digo ESCOLAS TEIP)!

      Vivam os Cursos Marginais (digo, VOCACIONAIS)!

      Que se lixem os Contribuintes.

      Que se lixem aqueles que dão duro no batente e que pagam impostos para sustentar malandros, calaceiros e outros quejandos…

        • Luis Baiao on 5 de Dezembro de 2015 at 18:12
        • Responder

        Não podia estar mais de acordo (com alguns aspectos). Mas não vamos pensar que enfiar esta malta nas turmas vai melhorar.
        A questão também passa por fiscalização. Se ao destruírem material fossem ao bolso dos pais, com toda a certeza que a destruição diminuía.
        Por outro lado se lhes dessem a escolher eles não andavam na escola nem destruíam material (na escola).
        Antigamente iam para as obras e fábricas…Eram analfabetos??? Eram mais felizes??? Criavam menos problemas???
        Estes mesmos constituíram famílias que fizeram filhos que hoje estão em vocacionais??? O problema é mais complexo…A questão é que a escola não procurou atualizar-se e olhar para estes como clientes, mas sim como “selvagens” que precisavam de ser domados.

          • Rui Pereira on 5 de Dezembro de 2015 at 18:53

          Meu caro

          Nenhum empresário (grande ou pequeno) quer gente desta.

          Nenhum empresário quer alguém que não tem hábitos de trabalho, que não é pontual, que não cumpre horários, que não quer aprender…Estes são os alunos dos CURSOS VOCACIONAIS e que abundam nas Escolas da Favela (digo, ESCOLAS TEIP).

          Nenhum empresário aceita “meninas” vestidas com um top, barriga á mostra, unhas de gel e cujo único objeto que transportam consigo é um telemóvel de ultima geração. “Meninas” estas que quando abrem a boca até faz aflição. Talvez os “Empresários da Noite” aceitem estas “meninas” formadas nos CURSOS VOCACIONAIS e nas ditas Escolas da Favela.

          • Luis Baiao on 5 de Dezembro de 2015 at 19:18

          Caro Rui,

          Tudo depende da altura da história e da necessidade de mão de obra. Hoje o trabalho é pouco e os empresários podem-se dar ao luxo de explorar a malta licenciada, mestrada ou doutorada. Não falta dessa malta a trabalhar em caixas de supermercados. Quando há necessidade de mão de obra, até há trabalho para deficientes como já temos assistido na nossa história.
          A questão é que estamos sempre a olhar para baixo e a insultá-los e eles a olharem para nós e a “gozarem” connosco.
          Claro que quem está em cima é com isso que se governa como este vídeo explica de forma muito simples, como se fosse para “totós” que é o que acabamos por ser. Os empresários (com algumas excepções) querem é fazer dinheiro com licenciados ou vocacionais.
          https://www.facebook.com/marramvelez/videos/1137231179624231/?hc_location=ufi

        • Aguiar on 5 de Dezembro de 2015 at 21:51
        • Responder

        Não poderia dizer melhor… muito bem dito! Eu já por lá andei e agora ao lembrar-me desses tempos só sinto alivio e tristeza por não ter denunciado mais ainda… é um meio triste e corrupto que se serve dos miúdos e dos “formadores” para encher os bolsos a incapazes!
        É uma BANDALHEIRA à vista de todos em que só aguenta quem não tem qualquer carácter ou está desesperado por uma saída … seja ela qual for.

    • Virgulino Lampião Cangaceiro on 5 de Dezembro de 2015 at 21:04
    • Responder

    Têm muita pena destes “meninos” que muitas vezes são autênticos vândalos mas nunca vi ninguém oferecer-se como voluntário para “lecionar” a turmas constituídas por estes espécimes. Aliás, aqueles professores que ainda têm possibilidade de escolher um horário até fogem de turmas ditas normais mas que têm apenas um desses “desvalidos”…
    Sejamos honestos: de um modo geral, nos ditos cursos vocacionais, que nos querem impingir como sendo para alunos com uma certa vocação profissional, são depositados todos os alunos problemáticos: alunos que se recusam a cumprir quaisquer regras, alunos agressivos ou mesmo violentos, drogados, amigos do alheio, enfim, todos aqueles que transformam a vida de qualquer professor num inferno.
    E sobre a teoria do “coitadinho” que nasceu numa família desestruturada, apenas digo que há alunos com essa proveniência mas que são capazes de acatar regras e de singrar na vida, assim como há alunos ditos “de boas famílias” que descambam para a marginalidade. Portanto, o mito do bom selvagem não passa mesmo de um mito.
    Sendo estes cursos subsidiados, são menos uns milhões que se abatem no orçamento do Ministério Educação e, não sendo do ensino regular, não entram nas estatísticas dos “chumbos”.
    E por falar em “chumbos”, quem está por dentro deste assunto sabe muito bem que as direções das escolas onde funcionam estes cursos tudo fazem, mesmo ilegalidades, para fabricar um pretenso sucesso que mais não é do que uma gigantesca fraude.
    Além disso, e como já por aqui alguém referiu, há muita gente a “mamar” à custa destes cursos.
    Sendo assim, perguntar-me-ão: mas então o que fazer destes alunos? Parece-me que ninguém tem a receita para tal maleita. Aliás, também parece que nem as prisões conseguem educar esta gente, pois a grande maioria dos ex-presidiários acaba por reincidir.

    Perante as dificuldades, deveremos nós desistir? Desistir nunca resolveu nada mas tentar mascarar a realidade com cursos que, repito, são uma autêntica fraude, certamente não é a solução.

      • Elisabete Machado on 5 de Dezembro de 2015 at 21:37
      • Responder

      Meu Deus, estou desolada com estes comentários. Sou diretora de turma de
      alunos de um curso vocacional e gosto muito deles. Eles não gostam de estudar,
      gostam de realizar trabalhos mais práticos, mas o facto de terem essa
      oportunidade, motiva-os (uns mais, outros menos) para a aprendizagem possível.

      Todos os dias luto para que eles possam aprender e quando isso acontece,
      e acontece mesmo, é um prazer olhar para aquelas caras, por vezes
      surpreendidas, pelo facto de conseguirem perceber conteúdos que outrora eram
      incompreensíveis.

      Aprenderam a dizer “Bom dia”, “Obrigada,
      professora.”, “Desculpe, professora.”, raramente faltam e se tal
      acontece sou avisada pelo aluno ou pelo encarregado de educação. Realizaram, no
      passado ano letivo, a sua prática simulada. Foram distribuídos por 19 empresas
      locais e todas elas mostraram interesse em continuar a colaborar com o
      agrupamento onde leciono. Fiquei surpreendida quando os monitores me diziam que
      os meus alunos eram educados, claro que uns realizaram melhor as atividades do
      que outros, daí a distinção nos resultados obtidos. Na próxima segunda-feira,
      iniciarão a prática simulada de Comércio (2º ano e mais 14 empresas)… estou
      orgulhosa dos meus alunos e nem falarei aqui, por uma questão ética, da sua
      vida pessoal, o que eles precisam é de atenção, de acreditarem que é possível e
      de grandes doses de afeto. Eu e toda a equipa pedagógica trabalhamos
      arduamente, mas os alunos também, e vamos continuar, porque estes jovens
      existem.

      Ah! É verdade, eles nunca partiram materiais e se alguma vez o fizerem,
      terão de pagar, como é habitual no meu agrupamento. Poderão dizer-me que esta
      turma é uma exceção… pode ser, mas também sou professora da turma de 1º ano e
      até ao momento tudo está a correr como o esperado, porque nós, professores, NÃO
      desistimos.

      Respeito, no entanto, as vossas opiniões, porque todos podemos opinar,
      mas antes é preciso saber e para saber é preciso estar lá e viver diariamente
      com estes alunos e ajudá-los a ter um futuro melhor. É o nosso dever e o
      dever de toda a sociedade.

      Bom fim de semana. Eu preciso de trabalhar para preparar aulas para
      estes e outros alunos.

      • Reformado on 5 de Dezembro de 2015 at 22:25
      • Responder

      Mas vamos lá falar um bocadinho (poucochinho) das ditas Escolas da Favela e dos Cursos Marginais (digo, Vocacionais).

      Quais são o número de horas de redução letiva concedida aos Diretores dos Cursos Marginais?

      Quanto é pago ás ditas empresas das BOXES e que prestam assessoria em termos contabilísticos as Direcções das Escolas??? (eu conheço uma em que a factura era de 30.000 Euros por ano, repito 30.000 Euros por ano).

      Quanto é pago por existir um protocolo com uma Universidade Privada para prestar consultadoria sobre Cursos Vocacionais e profissionais (e que por vezes até tem assento no Conselho Geral das referidas Escolas)…eu conheço uma em que o valor era de cerca de 5.000 Euros por ano).

      Qual é a mais-valia disto para os alunos e suas famílias?

      Qual a importância disto para dar emprego aos amigos?

      E, no final, não há dinheiro para colocar um vidro partido numa sala de aula!… Que dizer disto?

    • João Encarnação on 5 de Dezembro de 2015 at 22:48
    • Responder

    Se trocarem os vocacionais pelos CEF então não é um retrocesso é um progresso, pois os CEF preparam os miudos para uma vida ativa com conhecimentos em determinada area, os vocacionais mostram aos miudos alternativas mas sem horario que permita que aprendam alguma coisa util.

  1. Fim dos vocacionais? Concordo, mas…
    https://escolapt.wordpress.com/2015/12/05/cursos-vocacionais-no-basico-vao-acabar/

      • Jeremias on 6 de Dezembro de 2015 at 0:00
      • Responder

      (eu continuo a frase) mas COITADINHOS (dos “meninos” e das “meninas”) a BANDALHEIRA deve prosseguir para BINGO.

      Em vez das “meninas” se andarem a prostituir nas ruas, dão umas quecas na Escola e os meninos em vez de andarem a gamar e na azeiteirice nas ruas, fazem-no dentro da Escola.

      Boa ideia. Vivam os Cursos Vocacionais.

    • José Silva on 7 de Dezembro de 2015 at 9:44
    • Responder

    Os Cursos Vocacionais nunca deviam ter existido. Tudo o que é lixo (3, 4 e 5 reprovações) dentro de qualquer escola é remetido para as referidas turmas subvertendo por completo o espirito dos Cursos Vocacionais.

    É lamentável que as Escolas através dos seus Conselhos Pedagógicos tenham implementado estes cursos de forma vergonhosa.

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