Feliz Natal, Professor!

Tu,

Que ensinas os filhos dos outros

E lhes dás a mão

(Tantas vezes só,

tantas vezes gélida)

.

Tu,

Que aos filhos dos outros

Desenhas com firmeza um caminho no chão

(Tantas vezes rasgando espaço

no beco sem saída)

.

Tu,

que adormeces

Sob o peso da letra morta e alheia

(Tantas vezes insana,

tantas vezes feroz)

.

Recorda-te que

A tua humanidade é

Também

um menino desamparado

A quem deves descanso

E paz

.

Por isso

Respira agora

O frio manso da noite estelar

E enlaça com doçura

A mão terna de quem te ama

.

Abraça os teus

Com a força luminosa

Que ainda exala

O teu coração exausto

.

E respira

Respira o espanto

Respira o descanso

Que o silêncio

Deste outro tempo tranquilo te traz

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1 comentário

    • Anabela Pereira on 23 de Dezembro de 2015 at 21:50
    • Responder

    Belas palavras que ilustram de forma tão bonita o nosso dia a dia. Realço também os últimos versos que referem a importância de recuperarmos forças e energias junto dos nossos (filhos…) que tantas vezes reclamam e sofrem pela nossa ausência enquanto percorremos as estradas do nosso país ao encontro dos filhos dos outros… É tempo de dar-lhes a eles e a nós tempo de qualidade. Bom Natal para todos.

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