… por utilizar a sua filha menor para gravar as conversas dentro de uma sala de aula?
Alunos insultados pela professora
Insultos, palavrões e muitos gritos. Uma pressão constante exercida pela professora Maria do Céu Almeida sobre os 23 alunos, do 2º ano, da EB1 da Ortigueira, em Palmeira, Braga, e que foi descoberta pelo pai de uma das crianças: colocou um gravador na mochila da filha e ficou horrorizado com o ambiente vivido na sala de aula.
Vai fazer uma queixa contra a docente no Ministério Público e a filha, de sete anos, só volta às aulas quando a professora – e diretora da EB1 – for substituída.
Burros, estúpidos, parvalhões e patetas são alguns dos nomes que se ouve a docente chamar aos alunos que, amedrontados, tentam ler algumas palavras, entre os berros da professora. Chega mesmo a gritar: “Já não sabe a m… da letra”, e a fazer ameaças: “é bom que tu leias […], nem sei o que vou fazer contigo”, ouve-se.
“A minha filha estava estranha, sobretudo no início do ano. Não aprendia, não queria falar da escola e ficava violenta. Chegava a casa com as cuecas sujas. Mas só à semana”, recorda o pai. “Não consegui ouvir tudo de uma vez. É horrível o que ela faz à minha filha e aos coleguinhas. Eu sei defender-me, eles não”, diz. Exige a mudança de professora e comunicou o caso à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
O CM tentou, este sábado, sem sucesso, ouvir a professora e o agrupamento de escolas.




35 comentários
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Pessoalmente, não me interessa nada a penalização para o pai. Enoja-me o discurso deste professora. Nada o justifica… Repito: NADA! Julgo que se este pai não usasse este método, nunca se descobriria este problema. Porquê? Porque as pessoas têm 2 caras e este tipo de situações são dificílimas de provar.
O lugar desta professora não é, com toda a certeza, perto de crianças.
A verdade deve ser apurada e as consequências dos atos devem ser assumidos, de parte a parte. Se a história é, como aqui contada, o pai agiu em defesa da filha e o preço que tiver a pagar valerá a pena com certeza se conseguir que a filha tenha uma professora digna do cargo que exerce!
O pai deveria ter falado com os outros pais e depois terem pedido para que fosse investigado o comportamento odioso da professora.Claro que não pode fazer o que bem lhe dá na cabeça.Isto é contra a lei.Agora nem me admiro que os professores comecem a gravar conversas uns dos outros para se tramarem.
Se fosse minha filha fazia o mesmo… Isto é culpa das ESECS e privadas. Acesso fácil à carreira dá nesta falta de educação e cultura.
Atenção: Ter cultura e ser culto não é corrigir os erros dos outros, ler livros à venda no Continente e falar pelos cotovelos!
Falta de educação e cultura é julgar todos por um…
Quem és tu?
Não lês livros do Continente mas escreves «Ter cultura e ser culto». Estás muito preocupado com o acesso à carreira mas dás erros do tipo «à»/«há» e «trás»/«traz». És um arrogante do pior tipo: o arrogante ignorante, que ignora sobretudo as suas limitações. Fazes lembrar alguns alunos que se acham a melhor coisa do mundo e nem percebem a figurinha que fazem. Adorava encontrar-te um dia numa escola por aí… por acaso não andarás pelo Norte?…
Ele anda pelo Norte. Não gosta é de dar a outra face.
Sim, interessa saber qual a penalização. Isso muda tudo. Muda a responsabilidade e o direito dos autores (para cometerem os atos).
Toca a apedrejar….Somos os maiores!
Apedrejar este tipo de comportamento? Sempre…
Toca a branquear isto… Somos os maiores!
Inacreditável…Como eu lamento pelos alunos e pais…
A gravação de som e imagens é sempre perigosa.
Tipo 1
-Na situação do artigo, aparentemente, o professor passou os limites…
-Um aluno que transgride durante uma aula, poderá ser filmado pelo professor.
Tipo 2
– Um conjunto de alunos (ou um aluno) decide gravar uma aula (sem autorização) provocando o professor sem que isso fique evidente no vídeo/audio.
– Um prof. que grava a aula conduzindo-a de forma a que os alunos transgridam.
– Um prof. grava as aulas para evidenciar o mau comportamento dos alunos junto dos pais ou direção da escola.
Corremos o risco que todos (alunos e prof.) gravem as aulas.
Corremos o risco que todos gravem as suas conversa para eventual prova futura.
Fica à reflexão…
Toda esta argumentação seria lógica e correta se não estivéssemos a falar de miúdos do 2º ano… Repito: 2.º ano!
Coitada! Mais uma que se passou depois de anos a suportar as nossas criancinhas que são do mais inocente que há e que de maldade, má educação, total ausência de valores e défice cognitivo é coisa que não lhes assiste. A culpa? Só pode ser dos professores pois os pais são sempre ainda melhores que as criancinhas.
Que a colega não está bem, parece-me evidente; que não deveria estar a lecionar, também. Mas a gravação não serve de nada, é uma prova obtida ilegalmente, e só pode ser útil se servir para a senhora ter consciencia de que precisa de qualquer tipo de ajuda. De resto, quem cometeu uma ilegalidade foi o pai, e se quiserem afastar a professora e ela for torta, vai dar mau resultado.
Um juiz pode validar a gravação e permitir o seu uso.
A culpa? Bem, muito se podia dizer ou especular sobre o mau comportamento e a falta de civismo dos alunos nas escolas… Mas, repito: nada justifica este comportamento com alunos do 2º ano. NADA! Podem espernear à vontade, dizer isto, aquilo ou até aqueloutro, mas usar este tipo de linguagem com miúdos desta idade é mesmo falta de classe, de profissionalismo, de educação, de chá, de noção, de modos… de tudo!
O défice cognitivo de certo alunos justifica atitudes destas ( a serem verdade)? E havendo alunos mal educados e/com ausência de valores terão os outros alunos de ouvir barbaridades duma pessoa que, supostamente, está ali para os ensinar?
Nem os pais são sempre os melhores nem os professores estão acima de qualquer critica.
Já agora gostaria de saber qual a sua atitude numa situação destas com um filho seu ( se o tiver claro). Iria desculpa a Sra. professora ou ai o paizinho ( neste caso a mãezinha) já seria intocável?
Colegas: Tratem de colocar gravadores nas mochilas dos vossos alunos.
Não é admissível os meninos serem insultados, muito bem! O mesmo vale em casa!
Temos a obrigação moral de zelar pelo interesse dos nossos alunos e garantir a sua integridade psicológica e física!!! Gravadores nas mochilas! Assim teremos oportunidade de denunciar às autoridades e defender os nossos alunos quando estes, em casa, forem alvo de insultos e agressões!
Isto é subverter a questão, numa inadmissível atitude corporativista. Devemos branquear a questão, queriam ver? Devemos defender a atitude desta professora?
Um professor deve aspirar a ser um exemplo, principalmente quando trabalha com faixas etárias tão baixas. Pode ser mal educado e boçal? Pode… Mas não na escola. Que o seja em casa, no café, com os filhos e a mulher, no tasco, no estádio…
Não podemos é distorcer a questão, ironizando que devemos colocar gravadores nas mochilas dos alunos para aferir os comportamentos em casa. Só por acaso… quantas queixas são feitas à CPCJ, e bem, por professores, denunciando abusos (e muitas outras coisas) que ocorrem em casa, perpetrados por familiares? Por que razão os pais não podem fazer o mesmo com os professores, quando as circunstâncias assim o exigem?
A ironia aqui evidenciada só descredibiliza a classe. Temos que ser corajosos e condenar o que merece ser condenado, e louvar aquilo que é digno de ser louvado. Agora, não contem comigo para desculpar o comportamento desta professora, desviando a atenção para a atitude do pai desta criança.
Caro colega Do Contra,
Concordo inteiramente consigo no que diz, espero não ser necessário reforçar a ideia que efetivamente eu estava a ser irónico no comentário!
Em relação a este caso e tentando ser o mais direto possivel, questiono-me se seria necessário o pai da criança ter ido assim tão longe.Se assim for provado, a professora errou. Mas não me parece que o o pai tenha agido da melhor forma, aliás,gravações sem consentimento são ilegais! Porque não confrontou ele a professora? Não existe direção no agrupamento para apresentar queixa? Ou mesmo a dren? Considero ridículo termos chegado ao ponto de se usar este tipo de métodos, e isto sim colega, serve para descredibilizar a nossa classe! Imagine-se caso o pai ganhe a causa em tribunal, quantos outros pais irão fazer o mesmo, por muito menos e muito pouco? Deveremos começar a ter que pensar 10 vezes antes de adverter ou castigar os nossos alunos?
Muitas pessoas não admitem ser questionadas, confrontadas e a dissimulação é o prato do dia… Se o pai fez bem? Talvez não, mas foi um método eficaz (espero)…
Todos dão palpites e argumentam mas esquecem-se, que todos temos telhados de vidro. Esperemos que o uso do gravador não pegue moda, às vezes até dava jeito para os pais das “criancinhas” acreditarem como eles são insolentes.
Mas que raio de classe!…
Não estarão outros motivos, que levaram a este descontrolo?
E agora o pai não cometeu nenhum crime?
Encobrir este tipo de comportamento? Que raio de classe…
Os miúdos de agora? São insolentes por isso vamos descer de nível, vamos ser iguais aos miúdos…
Enfim…
Boa tarde,
A colega está não está bem e como tal devia ser penalizada !!! Dar aulas assim é triste…
Mas cuidado com os telhados de vidro !!!
O Enc. de Educação que gravou a aula devia antes ter pedido informação e justificações ao responsável por este docente !!!
A dar aulas temos muitas pessoas , professores,? Poucos…. e a grande maioria de esses “gajos” a dar aulas somos nós. Olhem para o vosso umbigo, por vezes também tem cotão….como o dos outros !!!
Se este pai tivesse feito o sugerido, talvez passasse por mentiroso ou caluniador… Estas coisas são tão difíceis de provar sem estes mecanismos traiçoeiros. Quando confrontadas, muitas pessoas têm duas caras, mentem, não admitem uma acareação… Não foi bonito o que este pai fez. Talvez venha a ser o mais eficaz e isso é o que mais importa agora.
Quem não tem telhados de vidro?Errou,O.K.Vamos enterrar mais a pessoa, ou dar-lhe a mão?Que Classe sem classe nenhuma.Que as virgens e os virgens, cheios de pudor, não venham a comer do mesmo veneno!Pq. como andam, muitas vezes as pessoas!Que histórias poderá haver por trás?Onde há os psicólogos em número mínimo, para se darem conta destas situações e poderem atuar atempadamente. Pq. há tantos problemas nas escolas?A que se deve tanta má educação e indisciplina?Não virá em grande parte de casa?Quem manda hoje nas escolas, não serão os pais?Os professores têm de se organizar melhor. Já não bastam os sindicatos.É preciso criarem–se associações, para se defenderem os professores qd. são atacados por todos os lados.Por alunos, encarregados de educação e até por outros, que nada sabem, nada viram e tudo dizem.
Não pretendo branquear situações mas tb. não quero crucificar ninguém.Imaginem, por um momento, e se esta professora tomasse uma atitude trágica, contra ele mesma.
Se calhar, os grandes críticos, vinham chorar lágrimas de crocodilo!A professora errou, O.K.E o pai? Agiu com uma grande nobreza!Eu que não sou nada Salazarista, quase me apetece dizer: volta Salazar, estás perdoado!
Tudo desculpas de mau pagador, desculpas esfarrapadas, subterfúgios, circunstâncias imperdoáveis,…
Se esta professora andava mal e não tinha noção do que andava a fazer/a dizer, o lugar dela não é mesmo junto de crianças.
Telhados todos temos, agora desta categoria de vidro nem todos… Sempre que haja alguém com este tipo de telhado, espero que venha alguém e o quebre.
Isto de dizer cuidado com os cuidados de vidro faz-me lembrar aquelas conversas em que, quando afirmamos a nossa incredulidade em bruxas, vem alguém e nos diz: “espero bem que nunca precises”. Isso é tentar amedrontar ou intimidar.
Se a colega não andava bem, tinha que pedir ajuda ou tomar outro tipo de medidas. Agora isto? Isto não…
Concordo, com tudo…. O Pai esteve mal, muito mal mesmo… Mas na educação não vale tudo para ambas as partes?
A escola anda esquecida sim, principalmente o meu 1º ciclo ! Apoio a sua afirmação de melhoria de condições de vigilância e melhor preparação de todos os “técnicos” que trabalham na preparação dos bons adultos de amanhã !!! Salazar volta estás perdoado, …mas com calma !
Pois, caro sr. do Contra!O que interessa é na escola ser um prof anjo, depois , no estádio, em casa, no café ,etc, já pode valer tudo , não é como disse em anteriores comentários.Deus tenha pena dos hipócritas!
Quando se fala de lidar com crianças a nível profissional, há que ter uma postura e uma linguagem dignas de tal. Porquê? Porque, em primeiro lugar, são crianças… e, em segundo lugar, porque é-se pago para tal. Se, na sua vida privada, essa pessoa tiver um comportamento igual, ótimo para ela e para quem a rodeia… Esclarecendo: se um professor é uma besta na sua vida privada, nada tenho a ver com isso. Porquê? Porque é a sua VIDA PRIVADA. Agora, se, ao ensinar os meus filhos, também o é… Alto lá que caso muda de aspeto. Isto não é ser hipócrita ou é?
Ou será que o Filipe é um santo, um exemplo, em todas as situações da sua vida? Ou será mesmo que um professor não tem direito a dizer umas “carvalhadas” (sem o “v”) ao ver um jogo de futebol, com os amigos ou quando martela involuntariamente um dedo?
Deus tenha é piedade dos ignorantes e daqueles que julgam que sabem quando, na verdade, não o fazem. Enfim…
Sr. do Contra: não seja tão implacável.O Sr. faz-me lembrar Rousseau, descreveu o Emile, a “bíblia pedagógica”, até se perceber que era uma utopia.O pregador das criancinhas que deixou a mulher e os filhos para melhor se dedicar à sua obra.Tenha cuidado, que o mal não lhe venha pelo caminho.
Sempre este discurso do “tenha cuidadinho”, “veja lá”, ” olhe os telhados de vidro”… Já chateia!! De filosofias baratas está este mundo cheio! Eu não defendo “utopias”, nem idealidades. Defendo sim o razoável: a procura de uma sociedade melhor e comportamentos como o desta professora em nada contribuem para tal. Há que condenar o que tem de ser condenado e louvar o que merece ser louvado. Agora branquear esta situação, ser um exímio corporativista, chegando mesmo a pedir a condenação do pai… Bem… Cada um vive com a sua consciência e a minha não me permite pactuar com este tipo de comportamentos. Vivamos com a nossa consciência, mas não associe a hipocrisia às minhas palavras.
sr. do Contra: seja mais modesto.O mal dos blogues é que entram todas as consciências: as de que dizem palavrões como nos campos de futebol. cospem para o chão como os jogadores, têm uma moral altíssima como os moralistas de café, um enorme umbigo,etc.Apesar de tudo e com antecipação, tenha um Feliz Natal.