Os alunos especiais cresceram e já andam no secundário
Enquanto os colegas de turma estudam trigonometria e lêem o Sermão de Santo António aos Peixes estes jovens estão a aprender quanto são “três mais um” e como se escreve um sumário. Com o alargamento da escolaridade obrigatória chegaram às escolas secundárias.





5 comentários
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Os alunos disléxicos ou com síndrome de Asperger ou problemáticas não cognitivas fazem o ensino secundário, com melhores ou piores notas.Logo não est~~ao sujeitos à exclusão e barreiras postas antes de 2008.Os alunos com défice inteletual(não fica bem dizer cognitivo) estão agora muito bem na escola inclusiva secundária pois se mal sabem as operações aritméticas deviam ser postos a ensinar trignometria aos professores do secundário.O futuro da escola inclusiva irá estender-se em breve aos elitistas e bandidos do secundário.O novo ministro de educação irá e bem conceder habilitação às senhoras educadoras de infância (hoje brilhantes professoras do ensino secundário de educação especial) para em breve aplicarem a pedagogia do Movimento Escola Moderna e pedagogia de Waldorf ao secundário.È muito mais produtivo ensinar séries e funções com cantigas de roda a turmas de 30 alunos, que querem ser engenheiros.E a pedagogia de Waldorf muito prática para ensinar biologia aos futuros médicos.A Geometria descritiva passa a ser dada sem cotas nem abcissas.Viva a escola inclusiva…
Concordo com algumas coisas.
De facto, há muitos “especializados” em Educação especial que não sabem o que andam a fazer.
Considero que os professores de EE só deveriam dar apoio aos alunos do ciclo para o qual têm formação.
Educadoras a apoiar disléxicos do secundário com desenhos, cantigas, trabalhos de corte e costura… É assim que se integram alunos com NEE?
Acho que a formação de base deveria ser considerada na colocação dos professores de EE. Só assim poderá haver um apoio verdadeiro aos alunos que dele necessitam.
Eu gostaria de fazer aqui um comentário mas fica para a próxima. Talvez em altura de Carnaval…
Pois. Lá na escola (com 3.º ciclo e ensino secundário/ não agrupada) onde trabalho está uma educadora de infância com Curso de Educadoras de Infância (1981) e um DESE para a educação especial (DESE específico para o pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico) e foi avaliadora do desempenho docente (júri) dos professores de todas as áreas curriculares do ensino secundário e avaliadora directa dos professores de geometria descritiva, história da arte etc, sendo que alguns destes professores têm doutoramento anterior a Bolonha, mestrado anterior a Bolonha (além de formador de professores acreditados pelo CCPFC, ex-docentes no ensino politécnico público, etc etc). Ora, o docente avaliado (com quase 30 anos de serviço e posicionado no 8.º escalão, índice 299) queixou-se e o Director com o apoio dos seus amigos do Conselho Geral aplicou-lhe um processo disciplinar! Diz o director (e os seus amigos) que mestrados e doutoramentos pela Universidade de Lisboa e pela Universidade do Porto não valem para nada, a certificação do CCPFC também não vale para nada, a experiência profissional e antiguidade na carreira também não vale para nada, o currículo académico e profissional também não vale para nada.
Por isso, retirou todo o ensino secundário aos dois professores mais qualificados da escola (e do ensino não superior público em Portugal), com mais antiguidade e experiência profissional, etc etc. Pois, as amigsa do Director só tem três turmas e outra sua amiga só têm 5 turmas (e um dia livre, sendo a última professora da lista graduada de antiguidade, no 3.º escalão da carreira, etc), mas os professores referidos (no 8.º e no 6.º escalão) têm 6 turmas e 8 turmas.
O ministro Nuno Crato PSD (2014) concordou com o processo disciplinar, o director da DGEsTE (2014) também e a DGAE (2014) também! Tudo pela qualidade do ensino e da escola pública: educadoras de infância sem quaisquer habilitações para o ensino secundário exercem funções no ensino secundário e avaliam os professores de todas as áreas curriculares deste nível de ensino!
Também foi oportunamente solicitado o documento de provimento da referida educadora de infância neste estabelecimento de ensino público e, até ao momento, ninguém sabe do dito documento legal nem sequer qual foi a forma de provimento da mesma nesta escola secundária não agrupada com 3.º ciclo e ensino secundário. Tudo o que existe documenta que a educadora de infância nunca ficou colocada nem foi provida na referida escola secundária: Diário da República com o registo de colocação da educadora de infância no Jardim de Infância (grupo 100), listas de concurso da DGAE confirmando a colocação no grupo 100 do Jardim de Infância e a lista de não colocados no destacamento para a educação especial!
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Onde está o documento legal de provimento? Parece que não existe, uma vez que já foi pedido pelo docente queixoso e nem o ministro Crato, nem a DGEsTE (2014), nem a DGAE (2014), nem a IGEC (2014) não mostraram ainda o referido documento de provimento nesta escola pública!
Também foi apresentada queixa à CITE em Maio de 2015, mas esta entidade nem sequer acusou a recepção da queixa! Presume-se que em defesa da qualidade da escola pública! Assim, a água é vinho, o alto é baixo, a montanha é planície e o deserto é a floresta!