Cegueira Política

Tudo em nome da poupança de uns trocos.
 
Quando depois se esbanjam milhões na salvação das fortunas.

 

Menino cego percorre 120 km para ir à escola

 

 

Diogo Santos, sete anos, sofre de amaurose congénita de Leber, uma forma hereditária de perda de visão. Um caso raro que acontece à nascença. Perdeu a visão nessa altura.

 

diogo

 

Nos primeiros cinco anos, frequentou o infantário da cidade, mas desde o ano letivo 2014/2015, altura em que passou para o primeiro ciclo, Mirandela deixou de ter capacidade de resposta, porque não existe uma escola de referência nem foi colocada qualquer professora especializada em Braille.

O Estado criou uma rede de escolas de referência para a inclusão de alunos cegos ou baixa visão. Na região transmontana, só havia duas: ou o Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, em Bragança, ou Diogo Cão, em Vila Real, escola sobre a qual recaiu a escolha.

A rotina diária foi completamente alterada. Diogo levanta-se todos os dias às sete horas para, meia hora depois, estar à porta de casa pronto a viajar até Vila Real, onde frequenta a escola, numa turma com mais 25 alunos. São cerca de 60 quilómetros de táxi. “A escola contratou uma empresa para levar o Diogo e outra menina de Cabanelas”, conta o pai, Miguel Ângelo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/12/cegueira-politica/

3 comentários

1 ping

    • lusi on 28 de Dezembro de 2015 at 16:35
    • Responder

    Se os professores de educação especial tivessem preparação em todos os domínios e uma preparação a sério e não curselhos de correspondência, apoiariam os alunos nas suas problemáticas.Mas perdia-se a mama dos grupos 910, 920 e 930

    • complemento oblíquo on 28 de Dezembro de 2015 at 17:41
    • Responder

    Isto das escolas de referência só existe quando calha. Veja-se o que se passa com os alunos cegos do ensino secundário numa cidade, capital de distrito, do centro de Portugal. Há uma escola de referência, com uma docente colocada, mas tem sido feita itinerância dessa docente por outras escolas do distrito, para apoiar alunos que não são encaminhados para a escola de referência, e que permanecem nas suas localidades, ou até mesmo em outras dentro da cidade onde existe a escola de referência.
    Por isso questiono: A obrigatoriedade de frequentar as escolas de referência existe em função das DRE’s?, ou no caso noticiado, não houve pressão suficiente para manter o aluno na sua localidade?

    • maria on 28 de Dezembro de 2015 at 17:43
    • Responder

    Revoltante e triste! Dinheiro aos milhares de milhões para bancos, políticos e grandes empresários….o povo só é lembrado quando interessa. Para os pafiosos, isto deveria ser alguma das tais gorduras do Estado…Carniceiros!

  1. […] JN e não consigo ter, sobre o caso retratado, uma opinião tão negativa como o José Morgado, o Arlindo Ferreira ou o Paulo […]

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