
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno “sacrifício”
De trinta contos – só! – por seu ofício
Receber, a bem dele… e da nação.
JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969.
Dedico aos Ricardos Gonçalves deste Pais.




2 comentários
O mal do nosso país é crónico, não há remédio que nos valha!
Essa caricatura é da minha autoria! Anda por aí a circular com o soneto. Nuns “sites” é referida a autoria da mesma, noutros é omissa, ainda assim é um prazer encontrá-la aqui neste espaço.
Cumprimentos : Hermínio Felizardo
Pde encontrar esta caricatura e outras em http://felizardocartoon.blogspot.com