Chamo também a atenção para as situações seguintes:
Independentemente de quando vier a ser descongelada a carreira e por conseguinte as progressões (ainda tenho alguma esperança no chumbo do OE2011) serão tidas em conta as duas últimas ADD para efeitos de progressão na carreira. Não vou repetir o que escrevi aqui.
Se existir concurso em 2013 (já não falo do que seria previsto acontecer em 2011) e caso não seja alterado o diploma de concursos a nota da ADD do ciclo 2009/2011 será a considerada para todos os professores dos quadros num concurso a abrir entre Janeiro e Março de 2013.
O jornal “i” escreve hoje que, nesse contexto, Cavaco Silva chamará a segunda figura do Estado, o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a liderar um governo de “salvação nacional”.
Sem Orçamento e com o Governo demissionário, “Cavaco Silva irá convocar audiências com todos os partidos com assento parlamentar para perceber sensibilidades e estudar alternativas à actual configuração de poderes. Nos encontros, Jaime Gama será apresentado como uma solução para encabeçar um governo de salvação nacional”, escreve o “i”.
O jornal adianta que esta solução de recurso permitiria que o governo apresentasse outra proposta de Orçamento do Estado, que seria posteriormente votada na Assembleia da República. Mas “para tal, era preciso que Gama aceitasse esta solução, algo que não é considerado líquido em Belém”, escreve ainda o “i”.
Até acho que eram capaz de colocar Portugal nos eixos se por cá aparecessem.
A perigosa cadeia de eventos pós-chumbo colocaria o FMI e a UE mais próximos de Portugal. Veja aqui a infografia.
Um chumbo ao OE colocaria em sério risco a capacidade do País conseguir cumprir os objectivos orçamentais traçados com Bruxelas. Os próximos seis a sete meses seriam marcados por (ainda) mais guerras políticas e os impostos não subiriam, mas as taxas de juro deveriam disparar. Cortes de “rating”, já agora prováveis, seriam quase certos. Este é o prognóstico reservado da economia portuguesa traçado por um número crescente de economistas. FMI e UE poderiam passar a dividir-se entre Atenas e Lisboa
Se acham que alguma vez se vai cortar nos Institutos Públicos, nos Jobs for the Boys, na aldrabrice e na oportunice sem a vinda do FMI, enganem-se.