Governo vai propor novas regras para a progressão dos professores

Imagino a vontade deste governo em fazer regressar Maria de Lurdes Rodrigues à pasta da Educação.
 

Governo vai propor novas regras para a progressão dos professores

 

Executivo fecha a porta a progressões com regras atuais. Adivinha-se novo braço de ferro

 

 

O governo está a estudar cenários para conseguir contabilizar os nove anos e meio de trabalho dos professores para efeitos de progressão na carreira, mas partindo da premissa de que, até 2019, não há verbas para suportar a despesa em causa, que ascende a 630 milhões de euros.

Para conseguir conciliar a contagem de todo o tempo de serviço dos docentes com a falta de verbas, a estratégia do governo vai passar por propor novas regras para a evolução na carreira dos professores, de acordo com fonte do governo. A revisão da progressão nas carreiras deverá passar pelo alargamento do número de anos necessários para subir de escalão.

Desta forma, o governo irá conseguir contabilizar todo o tempo de serviço dos docentes, mas alargando os ciclos entre os escalões, não só vai atrasando as progressões dos docentes como também reduz a despesa com os salários. Isto porque, em vez de progredirem três escalões (a cada quatro anos sobem um escalão), caso a partir de 2018 os docentes passem a progredir a cada dez anos, por exemplo, (como em alguns setores da função pública) vão subir apenas um escalão. Desta forma, a diferença salarial para a progressão será reduzida.

Este é um dos temas que vai ser hoje discutido durante as reuniões negociais com os sindicatos, que vão decorrer durante a tarde.

A proposta de revisão das progressões vai ainda ao encontro das declarações da secretária de Estado Adjunta da Educação, Alexandra Leitão, que ontem durante o debate na especialidade do OE/2018 disse que “vai ser encontrada uma forma de recuperar esse tempo de serviço” dos professores. No entanto, ainda durante o debate, Alexandra Leitão avisou que “fazer a correção do tempo de serviço enquanto vigorou o congelamento é algo difícil, desde logo devido ao impacto financeiro que isso comporta”, sendo que a verba para fazer os acertos salariais “não está neste Orçamento do Estado (para 2018), nem tinha que estar”, afastando essa possibilidade no próximo ano.

A governante remeteu para a negociação sindical as “condições, limites, termos e faseamento com que essa correção se fará”, revendo as progressões dos professores.

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37 comentários

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    • Jose on 16 de Novembro de 2017 at 14:33
    • Responder

    Adeus carreira docente. De mal a pior. Espero que quem nos representa, não durma.

      • Nelson Sousa on 16 de Novembro de 2017 at 15:02
      • Responder

      Esperemos que quem escreve isto não adormeça.
      Só está assim porque os professores deixaram… Deixaram acumular, acumular, acumular… Ou pensavam que isto ia lá com uma greve de 1 dia?

        • Jose on 16 de Novembro de 2017 at 17:50
        • Responder

        Nelson, que mais pode fazer um simples professor, além de participar nas greves convocadas pelos sindicatos?
        Mandei um email personalizado a cada deputado por causa do reposicionamento de quem vínculo depois de 2010. Mais nada posso fazer. E o Nelson que tem feito?
        Cumprimentos

          • Paulo on 16 de Novembro de 2017 at 18:59

          Não sabe o que pode fazer? um professor Pode fazer greve às avaliações.
          Não acha que é o suficiente?

      • Karim Shamsherally on 16 de Novembro de 2017 at 16:54
      • Responder

      Concordo em absoluto. Parabéns pelo comentário.

    • Jose on 16 de Novembro de 2017 at 14:34
    • Responder

    Adeus carreira. De mal a pior. Espero que quem nos representa, não durma.

    • Nelson Sousa on 16 de Novembro de 2017 at 14:59
    • Responder

    • 20 anos a contratos e ordenados de 900 € líquidos (ordenado mínimo 2018 600€)
    • querem roubar 10 anos de vida a esta gente

    Mas como se não fosse suficiente ainda

    • ex-ministros do PSD + o famosos PS: «É necessário criar filtros para os professores»

    Sucessivos governos PS e PSD habituados a que o sistema de ensino funcione com professores mal pagos e sem carreira.

    O PS NO SEU MELHOR CONTRA OS PROFESSORES…

    DEIXEM DE TRABALHAR…
    GREVE DE ZELO JÁ!

      • SapinhoVerde on 16 de Novembro de 2017 at 16:34
      • Responder

      repito, psd é ps são feitos da mesma mmmm (massa), logo o pão servido será sempre amargo e sem sal. Só com uma boa educação este país será competitivo.

        • anonimo on 16 de Novembro de 2017 at 18:50
        • Responder

        Porque não incluis o BE e PCP? Eles vão provar um orçamento que ignora os professores?
        Mais cego é aquele que não quer ver….

          • Nelson Sousa on 16 de Novembro de 2017 at 21:48

          Realmente porque será? Será talvez porque não ando aqui a dormir como tu. Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e ainda com a Soflusa e pouparão em administrações +- 7.000.000,00 €.

    • AC on 16 de Novembro de 2017 at 15:05
    • Responder

    “A revisão da progressão nas carreiras deverá passar pelo alargamento do número de anos necessários para subir de escalão.” E para acontecer isto já se podem socorrer da retroatividade???? Ou não estou a ver bem a coisa?

      • Paulo on 16 de Novembro de 2017 at 19:02
      • Responder

      Completamente ilegal. Ação em tribunal imediatamente.
      Acho que é a única solução.

    • Valter on 16 de Novembro de 2017 at 15:08
    • Responder

    O quê? Então vai acabar com a carreira? Mas que lata!

    • CJ on 16 de Novembro de 2017 at 15:21
    • Responder

    Esta secretária leitão é digna herdeira da mlr. Excrementos da sociedade.

    • Nelson Sousa on 16 de Novembro de 2017 at 15:23
    • Responder

    Olha o PS a preparar as legislativas para entregar o ceptro ao PSD…o bailinho do costume. Tão generosos! Já agora, a carreira de deputado é sustentável? E as subvenções vitalícias, também? É necessário criar filtros para toda esta escumalha que destruiu o país.

      • SapinhoVerde on 16 de Novembro de 2017 at 16:37
      • Responder

      Diria mais: Com “jeitinho” a Catarina ainda vai para o governo. Reparem se não existisse “jiringonçada”. A laranja podre continuava.

    • Contribuinte on 16 de Novembro de 2017 at 16:24
    • Responder

    Então não quiseram correr com o Passos? Agora queixam-se do quê? Se quem perdeu as eleições se juntou para não permitir o Passos governar, tem todo o direito de cumprir o mandato e de acordo com o seu programa. Nada de lamurias. Não votei na geringonça mas a democracia está a funcionar e só tenho de aceitar a maioria.

      • Afonso on 16 de Novembro de 2017 at 18:36
      • Responder

      Quisemos e corremos. Ninguém se está a queixar de ter corrido com o Passos, esse levou o pontapé no c* que mereceu e em outubro levou outro maior rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrssrrs. Quanto à geringonça tem feito um bom trabalho, mas tem de cumprir o seu mandato de acordo com o seu programa, (está a ver com estamos de acordo) se prometeu descongelar em 2018 que se amanhe.

        • anonimoo on 16 de Novembro de 2017 at 18:53
        • Responder

        Agora quem levou o pontapé no c* são os professores. O passos tem a vencimento e reforma asseguradas

          • Condu on 16 de Novembro de 2017 at 20:00

          Essa foi boa. Eh, Eh, Eh.
          Tem toda a razão. Os professores levaram um valente pontapé co c*. Viva a Geringoça. Nada de ceder aos profs.

          • Nelson Sousa on 16 de Novembro de 2017 at 21:57

          ahahah a primeira guerra já foi ganha com um valente pontapé no c* ao Passos agora vem aí a segunda…

          • Nuno Teixeira on 17 de Novembro de 2017 at 19:20

          até lhe pagava 2 reformas e 2 vencimentos, nada é ao pé do mal que fez e que andava ainda a preparar contra o país e as funções do Estado.
          A Geringonça não despediu nem mandou emigrar os profs e até os vai descongelar. Os profs querem é um acordo sobre a forma de contemplar os anos congelados, o governo não vai cair por causa disso.

          • rui filipe on 19 de Novembro de 2017 at 19:22

          Não sabe da novidade? A Geringonça vai contratá-lo para limpar os c*s ,do Passos e do Crato.Aproveite, olhe que poderá ser um bom tacho.

          • rui filipe on 19 de Novembro de 2017 at 19:08

          Como você não é o Passos nem professor, deve ter levado muitos pontapés no c* E ATÉ PODE SER, QUE GOSTE!

        • Nelson Sousa on 16 de Novembro de 2017 at 21:55
        • Responder

        Muito bem respondido.

    • SapinhoVerde on 16 de Novembro de 2017 at 16:30
    • Responder

    Parece-me que o BE vai ter um resultado muito “surpreendente” nas legislativas.
    Agora (ainda mais a sério) o desrespeito pelos professores, sim essas pessoas que ensinam a ler e a escrever o Sr Ministro da educação, o Primeiro Ministro …. São na realidade “medianos”, porque se fossem bons tinham ensinado a moral ética profissional e bom senso a esses “cavalheiros???”.
    E por falar em medianos, todos têm uma licenciatura de 5 anos, muitos deles mestrado e bastantes doutoramento. Medianos são pessoas como o Relvas, Sócrates, o tipo da proteção civil …. e outros que se venham a descobrir no futuro.

    • manuel on 16 de Novembro de 2017 at 17:19
    • Responder

    Ainda não ouvi o Presidente da República sobre este assunto. Só o ouvi falar no “direito à greve”. Mais nada! Ele que está sempre em todas, a distribuir bjs e abraços. Os professores não merecem, é? Onde está a paixão pela educação? Estão todos apaixonados, pois. Nota-se.

      • anónimo on 16 de Novembro de 2017 at 18:55
      • Responder

      os beijinhos e abraços não contam para o orçamento. Com papas e bolos se enganam os tolos.

    • João Revelo on 16 de Novembro de 2017 at 17:43
    • Responder

    Mais vale uma nova carreira que nenhuma. Ninguém comenta as desigualdades existentes na carreira docente, onde se ganha 1000€ no início e 3000€ e tal no fim (com uma componente letiva muito menor).
    Que seja uma carreira mais justa, que se ganhe mais no início e menos no fim. Nunca esquecer o princípio de trabalho igual salário igual.

      • Ana on 16 de Novembro de 2017 at 22:18
      • Responder

      Concordo plenamente. Os indices dos escalões inferiores deveriam subir.

      • Virgulino Cangaceiro Lampião on 16 de Novembro de 2017 at 23:07
      • Responder

      3000€ no fim? Mais um nabo. Informe-se.

    • greve on 16 de Novembro de 2017 at 18:48
    • Responder

    Greve por tempo indeterminado.

    • Nelson Sousa on 16 de Novembro de 2017 at 21:48
    • Responder

    Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e ainda com a Soflusa e pouparão em administrações dos Boys +- 7.000.000,00 €.

    • Nelson Sousa on 16 de Novembro de 2017 at 21:51
    • Responder

    Por mim o sistema de ensino em Portugal paralisava por tempo indeterminado ou mesmo definitivamente.

    • Nelson Sousa on 16 de Novembro de 2017 at 21:53
    • Responder

    NÃO ADMITAM ALTERAÇÕES AO ECD NEM OUTRAS ERVAS QUE ESTÃO A COZINHAR PARA BLOQUEAREM OS PROFESSORES.

    • Macedo Maria on 16 de Novembro de 2017 at 22:09
    • Responder

    Estou mesmo a ver que o melhor é mesmo acabar com a sindicalização, tantas quotas mensais e, afinal, o que conseguiram?… pagámos a crise duplamente e ninguém se lembra disso… ouço cada aventesma a falar da carreira docente e ninguém dos sindicatos se chega à frente para contradizer tanta asneira e desconhecimento da causa… chegaaaaaa, neste momento estou mesmo furiosa! … estamos a ser enganados por todos, a ser “comidos como tolos”, desrespeitados…

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