Com a opinião do Arlindo sobre o tema…
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Envelhecimento dos docentes
Em condições normais, sem o cenário das penalizações, não faltariam professores com carreiras suficientemente longas para passarem à reforma. De acordo com o último relatório Perfil do Docente, do Ministério da Educação, o envelhecimento da classe é notório: só 0,4% dos 104 386 que davam aulas nas escolas públicas em 2015-16 tinham menos de 30 anos. E mesmo nos recentes ingressos nos quadros de cerca de 3300, diz ao DN Arlindo Ferreira, diretor escolar e autor do blogue Arlindovsky, especializado em questões profissionais dos professores, “a idade média estava situada entre os 42 e os 43 anos”.
Este professor aponta outra explicação para a quebra das reformas, que atingiu valores mínimos no ano passado, em que apenas 623 se reformaram: a esperança no descongelamento da progressão nas carreiras, a qual, recorda, “está inscrita no programa do governo” desde 2015. “Há muitos professores que se mantêm na carreira neste momento na expectativa de uma futura progressão para os escalões de topo. Conheço bastantes que estão à espera”, confirma. “Não vão para a aposentação por estarem à espera de poder mudar.”
Pelas regras que vigoravam até recentemente, recorda, os primeiros professores elegíveis para aceder ao 10.º escalão – no qual não existe qualquer docente – “estavam à espera de entrar no dia 1 de janeiro de 2018”. “Há professores de 58, 59 anos que se forem para a aposentação perdem rendimentos. A expectativa é ficar um ou dois anos no topo para ajudar a compensar.” O problema, acrescenta, “é que as normas do descongelamento não lhes vão permitir mudarem”.
Na proposta do Orçamento do Estado para 2015, já aprovada na generalidade, para além de ter optado por não considerar o tempo de serviço respeitante ao período do congelamento da carreira desde 2005 – o que está a gerar enorme contestação (ver texto ao lado) -, o governo retomou artigos do Estatuto da Carreira Docente de 2010 que implicam uma maior permanência dos professores entre escalões, o que leva Arlindo Ferreira a prever que “muitos poderão desmobilizar”. Nesse cenário, acrescenta, “seria provável que as aposentações aumentassem em 2018”.




3 comentários
Todos sabemos o que andaram a prometer pelas escolas para paparem os votos. Ah e tal, aguentem mais uns anos que vem aí o descongelamento. Nem regime especial de aposentação, merecido e justo, nem progressões. Vão dar banho ao cão e desapareçam das escolas. Ou vão dar aulas que só lhes faria bem. O pior que nos aconteceu foi o facto dos sindicalistas terem deturpado a Lei e terem convertido a possibilidade de redução da componente lectiva para actividade sindical em ausência total da componente lectiva. Ninguém quer falar no assunto, mas o que fazem é batota pois junto as horas de redução a que vários professores teriam direito e convertem para que um fique sem componente lectiva. Se eles tivessem que dar aulas por certo já teríamos um regime de aposentação igual a polícias ou militares, assim ficam com as quotas dos mais velhos no saco e vão-se divertindo com a actividade de convívio com os colegas.
Que monumento à ignorância, ou à desinformação deliberada, que foi feita neste comentário de lope! Como entram aqui os sindicalistas?! Não há uma ideia, uma pequenina sobre o que está na notícia? Sabia que o dr. Arlindo é sindicalista? Com 50% de redução? Agora já não, porque é diretor. Mas isso nem vem ao caso, porque ele é livre de usar um direito conferido pela Constituição. Não sei quem é lope, mas é um grande falhanço como comentador.
Acho este comentário bem lamentável….Sou dos tais velhos, neste caso velha,pois no próximo ano farei 40 anos de serviço. Continuo a trabalhar e já agora digo-lhe que o faço ,não por estar “à espera de mudar de escalão” ,mas por me recusar e não poder ir para casa com metade do salário a que tenho direito…Não foi isso que o meu patrão contratou comigo, portanto vai ter que me aguentar!!!!