Conferência de imprensa apresenta resolução aprovada pelo Secretariado Nacional FNE
Assim, é urgente:
a) o agendamento do processo negocial para regulamentação dos artigos 36º e 37º do Estatuto da Carreira Docente – respeitantes, por um lado, a docentes vinculados e congelados no 1º escalão da carreira e, por outro lado, a docentes retidos nos 4º e 6º escalões;
b) o reconhecimento do direito ao descongelamento universal da carreira docente, a partir de 1 de janeiro de 2018;
c) o reconhecimento do direito à recuperação de todo o tempo de serviço congelado, incluindo todas as perdas de tempo de serviço efetivamente prestado e acumuladas nos processos de transição de carreira que ocorreram desde 2009;
d) a determinação de processos negociais que conduzam à determinação de novos enquadramentos de carreira e aposentação que valorizem estes profissionais.
Em nome destes objetivos, o Secretariado Nacional da FNE, na reunião extraordinária do seu Secretariado Nacional, realizada no Porto no dia 30 de outubro de 2017, decide:
1 – Enviar novo ofício ao Ministro da Educação a solicitar a marcação de reunião que possa responder a estas preocupações;
2 – Pedir reuniões a todos os Grupos Parlamentares, para exposição das graves opções que estão incluídas no Orçamento de Estado e que desconsideram todos e cada um dos docentes portugueses;
3 – Realizar reuniões nas escolas, entre 6 e 10 de novembro, promovendo debates com todos os educadores e professores, para os mobilizar para as ações que vão ser desenvolvidas;
4 – Realizar uma concentração no dia 15 de novembro de 2017, a partir das 11h, em Lisboa, em lugar a determinar, deslocando-se depois para uma outra concentração a ocorrer junto à Assembleia da República, e que se enquadre em organização a ser promovida em articulação com outras organizações sindicais de docentes, para o que se convocará um Plenário Nacional de Professores, apresentando-se também um pré-aviso de greve que possibilite a participação dos docentes que nela queiram participar;
5 – Declarar greve, à primeira hora de trabalho de cada dia em que cada docente tem atividade letiva atribuída, a partir de 13 de novembro e até 27 de novembro;
6 – Declarar greve a toda a atividade letiva, de trabalho com os alunos, inscrita na componente não letiva, a partir de 13 de novembro e até 29 de dezembro de 2017;
7 – Convidar todas as restantes organizações sindicais a participarem nestas iniciativas, para o que a FNE se disponibiliza para com elas as articular e desenvolver.
Por seu turno, cada Sindicato membro da FNE não deixará de, neste período de tempo, e até à última votação do Orçamento de Estado, realizar atividades de manifestação da indignação dos docentes que representam.
Oportunamente, o Secretariado Nacional da FNE procederá à análise do desenvolvimento das ações de contestação, no sentido de vir a identificar outras iniciativas que venham a ser promovidas, nomeadamente em articulação e em convergência com outras organizações sindicais.
Porto, 30 de outubro de 2017




7 comentários
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E os contratados??
Os contratados enquanto os mais velhos não saírem não têm direito a nada.
Eu fiz greve no dia 27 . Agora considero ridícula a greve às primeiras horas. Não resultará. As lutas devem ser feitas a sério! A classe dos professores tem pouca fibra. Sejamos honestos a greve do passado dia 27 só resultou porque os funcionários também participaram. Acho que devíamos ser mais imaginativos, fazer uma greve à correção dos testes ou melhor a devolução dos resultados dos instrumentos de avaliação só seria feita quando esta situação se resolvesse. A avaliação final de período poderia estar comprometida. Os alunos faziam normalmente os testes e até poderiam saber de forma não oficial o resultado mas para a escola ou para os pais nada seria entregue.
http://www.stss.pt/negociacao-colectiva-carreiras/negociacao-das-carreiras-publicadas-por-dl-110-e-111-de-2017/greve-0211—por-tempo-indeterminado
Ponham os olhos nisto, outras classes é greves por tempo indeterminado, os professores é greves de faz de conta!!!!
Os Sindicatos são uma vergonha!
Os principais responsáveis pelo estado a que chegou a classe docente. Outros profissionais conseguiram dar oportunidade aos mais jovens, deixando que os mais velhos saíssem em tempo útil e justo, mas nos professores preferiram pagar reposições a pensões milionárias que conceder a pensão de aposentação aos 60. O PS desculpa-se com o PC que não exigiu essa medida nas negociações. Enfim… é o que se vê. Conseguiram entalar novos menos novos e não novos.
Se o governo fosse de direita já tinha havido uma guerra.
Vergonhosos estes Sindicatos.
E o Ministro da Educação (Sr. Mário Nogueira)? Mente diariamente.