Divulgação – Sinopse dos assuntos apresentados pela Federação Portuguesa de Professores ao novo Ministro da Educação

Sinopse dos assuntos apresentados pela Federação Portuguesa de Professores ao novo Ministro da Educação

 

I

 

Após termos sido a primeira organização representativa de Pessoal Docente a ser recebida pela Comissão de Educação e Ciência da A. R., nesta nova Legislatura, representámos hoje os seguintes tópicos nesta primeira reunião com a nova equipa governativa da pasta da Educação:

– Reposição dos índices remuneratórios e descongelamento das carreiras.

– Revisão da legislação sobre concursos com respeito pela graduação profissional de modo a torná-los mais justos. Extinção da BCE – Bolsa de Contratação de Escola, no caso das Escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e com contrato de autonomia.

– Abandono da deriva da chamada municipalização da educação que poderia dar lugar a centralismos locais perversos.

– Reformulação dos horários de trabalho, art. 79º do ECD, componente letiva e não letiva.

Pagamento das deslocações entre estabelecimentos de ensino do mesmo Agrupamento de Escolas.

– Redução do número de alunos por turma, que foi aumentado a pretexto da era da Troika.

– Redução dos programas curriculares demasiado extensos.

– Reflexão mais aprofundada e mais abrangente sobre os modelos de avaliação dos alunos dos 1º e 2º Ciclos.

– Alívio da burocracia e instabilidade profissional, e das condições laborais que provocam stress, bournaut, com revisão do regime jurídico das doenças profissionais.

– Regime Especial de Aposentação aos 36 anos completos de serviço, independentemente da idade.

 

II

 

Expusemos à equipa governativa o porquê de uma Ordem dos Professores:

– A Profissão Docente é uma profissão que – pela sua própria natureza – tem enorme relevância social.

– A Profissão Docente – que foi sendo construída socialmente ao longo dos séculos – tem saberes próprios, exige um determinado grau de especialização.

– A Profissão Docente – hoje em dia – não pode ser concebida como uma mera vocação. Há muito que – felizmente – se ultrapassou a conceção do Professor-Missionário.

– A Profissão Docente hodiernamente tem que dar resposta aos desafios da Escola de Massas, tem que atender todos os públicos que a procuram e que usufruem do direito constitucional à Educação e ao Ensino.

– À Profissão Docente cabe garantir não só o acesso, mas também o sucesso escolar e cívico dos alunos.

Em síntese, a Profissão Docente é uma profissão que se reveste de um caráter eminentemente Ético e Deontológico.

É esta a ordem de razões pelas quais a nossa Federação defende a constituição de uma Ordem dos Professores.

A exemplo do que, nos últimos anos, tem vindo a acontecer com outras profissões de caráter mais especializado, tentámos sensibilizar a tutela para a necessidade de se vir a criar uma Ordem dos Professores, para zelar pela função social e a dignidade da função docente.

Embora não se tendo reportado especificamente a cada uma das reivindicações expostas pela FPP e pela Pró-Ordem (com vista à constituição de Mesas Negociais sobre matérias específicas), o Senhor Ministro afirmou, genericamente, que existe abertura negocial e que, das questões apresentadas pelos sindicatos, surgirão muitas soluções e um diálogo frutífero. Assim o esperamos…

 

 

 

Lisboa, 17 de dezembro de 2015

 

P’la Direção Nacional

 

Filipe do Paulo

 

P.S. – As matérias específicas do Ensino Superior Politécnico e Universitário, público e privado, serão representados na audiência que iremos ter com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

 

Também pode ser consultada em:

http://www.federacaodosprofessores.com/foco.php?id=212

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/12/pedido-de-divulgacao-sinopse-dos-assuntos-apresentados-pela-federacao-portuguesa-de-professores-ao-novo-ministro-da-educacao/

3 comentários

    • croc on 18 de Dezembro de 2015 at 0:51
    • Responder

    A vinculação dos professores contratados com muitos anos de serviço não interessa aos sindicatos. Muito triste!

      • lia on 18 de Dezembro de 2015 at 18:42
      • Responder

      Pois, colega.
      Penso exatamente o mesmo. Sinto que já nos descartaram para privilegiar os professores do ensino privado e os professores que conseguiram renovações sistemáticas durante 5 anos…
      Não vejo qualquer preocupação pelos docentes de longuíssima duração e que, infelizmente, ou tiveram horários incompletos/temporários e/ou mudaram de grupo, mas que, durante toda a sua vida, serviram o ensino público… É esta a justiça dos que nos defendem…
      O que nos resta????? não há nenhum sindicato, associação ou qualquer outra entidade a falar de nós…

    • Maria Correia on 21 de Dezembro de 2015 at 13:11
    • Responder

    Propostas mais ou menos iguais às dos outros sindicatos e que peca por falha de outros assuntos pertinentes como a contratação de professores bem como alterações ao estatuto da carreira docente que urge alterar… A ideia de existir uma ordem de professores é matar a essência de ser professor, normas de conduta e normativos já temos em demasia vindos do ministério, temos é que pensar seriamente que formação inicial se dá aos futuros professores…

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