UM TEMPO NOVO PARA MAIS ESCOLA PÚBLICA
Exmos deputados da Assembleia da República Portuguesa e exmo Ministro da Educação
Nos últimos anos a Escola Pública, e quem lá trabalha, tem sido alvo de severos desinvestimentos e retrocessos. O aumento do número de alunos por turma, a diminuição de professores, psicólogos e funcionários, as revisões curriculares injustas e o fim da gestão democrática nas escolas são apenas alguns exemplos. Os mais prejudicados foram as crianças e jovens do nosso país porque foram impedidos de desenvolver todas as suas potencialidades, algo imprescindível para construir uma sociedade que se pretende cada vez mais justa e democrática.Em novembro de 2015 entrámos num novo ciclo político, em que pela primeira vez partidos que votaram contra muitas destas medidas constituem uma maioria absoluta na Assembleia da República e suportam o governo atual.
Os professores e os cidadãos abaixo-assinados solicitam que se concretize desde já um tempo novo na Escola Pública nas seguintes áreas:
– redução do número máximo de alunos por turma;
– aumento do número de técnicos superiores especializados (psicólogos escolares, terapeutas, assistentes sociais, etc.) e assistentes operacionais;
– fim da Bolsa de Contratação de Escola. Ordenação apenas por graduação profissional em todos os concursos, tornando-os mais céleres e
transparentes;– dotar o sistema de ensino de estabilidade ao nível das políticas educativas e dos currículos. Repor disciplinas e pares pedagógicos extintos;
– devolução da democracia às Escolas, repondo um órgão colegial na direção, eleito por quem está nas escolas, declinando o poder unilateral do diretor.
Algumas destas medidas não representariam custos acrescidos para o Estado. Mas, mesmo que assim fosse, está provado que a produtividade relaciona-se, também, com a qualidade da formação dos seus cidadãos. Sem educação um país não tem futuro!





4 comentários
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Eu já tinha assinado esta petição.
133 Sílvio Miguel Coimbra 8435039 2015-12-02 18:56
E mais Assistentes Técnicos porque os que se aposentam não são substituídos, os que vão de baixa por maternidade não são temporariamente substituídos e os que estão de Junta Médica muito menos e existem situações muito complicadas em que a Coordenadora Técnica não goza férias quase o ano inteiro para assegurar o serviço.
Bom dia
Assinarei petição quando se entenda, para além destas reivindicações justas, que onde se justifica par pedagógico é no 1º ciclo, prioritariamente no 1º ano. É muito interessante e politicamente correto dizer que o 1º ciclo é fundamental e, quando temos que pensar a sério nos assuntos, esquecer por completo este nível de ensino.
Arlindo, que diz o colega Rui Cardoso? Então e o 1.º Ciclo e a Educação de Infância e todas as suas “especificidades discriminatórias”???