O Maior Apoio às Artes Começa no Ensino Básico

… e não nos incentivos financeiros quando os artistas deixarem de existir.

Porque os artistas constroem-se muito cedo e não há incentivo qualquer que promova o que não existirá.

 

Este artista português com certeza teve no seu percurso escolar um currículo que valorizava as artes, algo que atualmente não acontece. E como nasceu em 1976 ainda apanhou um bom tempo de aprendizagem nas artes durante o ensino básico.
 

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MAIS 500 MIL EUROS DE INVESTIMENTO NOS PROGRAMAS DE APOIO ÀS ARTES PARA 2015/16

 

 

O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, anunciou que os concursos para os programas de apoio às artes para 2015-2016 abrem a 19 de dezembro, nas modalidades de apoio direto (anual e bienal) e de acordo tripartido (bienal).

Com um valor total de investimento de 3,020 milhões de euros, os programas de apoio às artes recebem agora mais 500 mil euros do que em 2014, para as mesmas tipologias de apoios. Enquanto os concursos de apoio direto terão disponíveis dois milhões de euros para promover a criação, produção e difusão das artes, aos acordos tripartidos serão atribuídas verbas no valor de 1,020 milhões de euros, para estimular o estabelecimento de parcerias de valor acrescentado entre entidades artísticas e autarquias.

Ao longo de 2015, a Direção-Geral das Artes disponibilizará 15, 728 milhões de euros para apoiar as artes. Para além das verbas atribuídas aos programas de apoio, estão aqui incluídos os montantes destinados às orquestras regionais (1,976 milhões de euros) e os valores atribuídos pelo programa «Pegada Cultural – Artes e Educação» (642 mil euros).

A apresentação das candidaturas aos programas decorre até 28 de janeiro de 2015 (para as modalidades apoio direto anual e bienal) ou até 10 de fevereiro de 2015 (caso do acordo tripartido bienal), sendo elegíveis projetos nas seguintes áreas: arquitetura, artes digitais, artes plásticas, cruzamentos disciplinares, dança, design, fotografia, música e teatro.

No início de 2015, abrirão os concursos de apoio às artes nas modalidades de apoio pontual e apoio à internacionalização. Estes programas destinam-se a entidades que desenvolvam o seu trabalho em Portugal e contribuam para a projeção nacional e internacional das artes e dos artistas nacionais, fomentando a produção, inovação e difusão da oferta cultural, e o desenvolvimento e formação de públicos.

Mais informação sobre os programas de apoio às artes disponível em www.dgartes.pt.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2014/12/o-maior-apoio-as-artes-comeca-no-ensino-basico/

2 comentários

    • Sandra Marmelo on 10 de Dezembro de 2014 at 19:56
    • Responder

    Podiam também valorizar os cursos de artes das escolas secundárias, onde os miúdos são um pouco “marginalizados”, chamados de “preguiçosos”, porque não têm disciplinas “a sério”. Onde as próprias escolas, quando os equipamentos específicos desta área avariam, não investem na sua reparação, onde não há debates com artistas contemporâneos, onde não há uma valorização desta área e um reconhecimento de que o trabalho que estes alunos e professores fazem é tão válido e com um grau de dificuldade igual aos outros cursos de ciências, humanidades, etc.

    • MariaJacinta on 11 de Dezembro de 2014 at 19:17
    • Responder

    Há décadas que se fala em educação pela Arte, mas poucos sinais há de avanço neste campo.Os professores de música muitos estão sem colocação, professores de Ev e EVT não são aproveitados para iniciarem as artes logo a partir do pré-escolar.Para quando um currículo artístico obrigatório desde o pré-escolar? Porque razão a música não é obrigatória desde o pré-escolar ao 9º ano?

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