Memorando enviado por um representante de um grupo de Educadores/Professores de 1º Ciclo diplomados pelas Escolas do Magistério Primário que expuseram, junto da Assembleia da República (a todos os grupos parlamentares), de Sua Excelência o Senhor Ministro da Educação, da Associação Nacional de Professores e de vários Sindicatos de Professores, num documento a que apelidaram de «Memorando» onde fazem uma reflexão sobre a situação de desigualdade que se verifica na aposentação/horas letivas nesta classe profissional.
Concordo em absoluto com o pedido formulado neste memorando.
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17 comentários
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Como professora do 1º Ciclo, concordo plenamente! E não são 25 horas semanais, acabam por ser 27h e, nalguns agrupamentos para “tapar” “buracos” das AEC’s, mais horas semanais!
Obrigada aos que redigiram este memorando e com o qual estou plenamente de acordo.Apelo aos sindicatos para que não nos abandonem e que insistam junto do MEC para que se acabe com esta injustiça.
Cansaço, desmotivação e muita revolta.
maria, 56 anos de idade e 34 de serviço.
obrigada Arlindo
Têm de ser os próprio a reunir esforços e vontades porque a maioria dos sindicatos…
Obrigada a todos os colegas que honesta e justamente estão a batalhar por esta mais que justa reposição de direitos perdidos. E note-se que o docente. de 1.º ciclo trabalha muito mais que 25h letivas semanais. Espero que toda a classe esteja à altura deste momento decisivo e mais que merecido.
Tenho 56 anos e trabalho dou aulas desde os 19. Nunca tive uma redução de horário. Só aumentos. Quero reformar-me com o mínimo de dignidade aos olhos de alunos e pais. E não sei se aos 66 anos terei condições físicas para tal. Hoje já eu me sinto exausta e a arrastar-me, certos dias, para a escola.
Vamos lutar JUNTOS.
Parabéns aos autores do memorando. Chegou o momento dos professores do 1º ciclo mostrarem a sua revolta e indignação. Não podemos ficar calados perante a constante discriminação que os professores do pré-escolar e do 1º ciclo são alvos. Congratulo-me por verificar que ainda há quem se movimente em defesa dos direitos destes docentes, já que os sindicatos os ignoram.
Os Parabéns…não é difícil dá-los…mas é, apenas, um inglório exercício académico! Não tem qualquer hipótese de
sucesso. A colega vai ter de trabalhar, pelo menos, até aos 67
anos de idade e perfazer mais de 40 anos de serviço se quiser ser abonada por
uma aposentação considerada “completa”. “Completa”, uma treta. Porque
“completa” já são só 79% do último vencimento. Como, naturalmente, a
colega não se vai conseguir arrastar até aos 67 anos de idade…vai
fazer a vontade aos ideólogos dos governos e vai aposentar-se
antecipadamente e sobre isso, ter uma penalização de 6% por cada ano a
menos do que os 67 anos. É a estratégia que está delineada. Não cortam
nas aposentações mas não dão outra alternativa às pessoas senão irem
para casa com 50% ou menos do último vencimento.
Depois de analisar a PACC e de ver que se trata apenas de um teste à nossa concentração, às capacidades dos nossos sentidos, penso que esta não se deveria aplicar aos colegas principiantes mas a todos os colegas que estão cansados de trabalhar e a desejar a aposentação. Não deveriam ser divulgados resultados, mas depois de analisados, deixar aposentar-se quem revelasse essa necessidade. Não concordam?!
Será que tens capacidade para fazer a prova? Ou será que estás revoltada porque não és ou não foste capaz? Não ataques quem já deu muito ao ensino e que está a tentar defender-te a ti também.
Esse humor negro está mal atirado… Quando saírem pessoas que estão referenciadas no memorando exposto mais possibilidade têm os novos de entrar. Ou não será ? Pois.. mas temos que lutar JUNTOS ó classe desgraçada.
Estou muito feliz por alguém elaborar um documento, que finalmente dá a conhecer a “todos”, a injustiça e a aberração das alterações à lei.
Sinto-me cansada!
Sou educadora e tenho 57 anos, 34 de serviço.
E mais se vai cansar até aos 67 anos…este documento não qualquer hipótese de
sucesso, não tem. A colega vai ter de trabalhar, pelo menos, até aos 67
anos de idade e perfazer 44 anos de serviço se quiser ser abonada por
uma aposentação considerada “completa”. “Completa”, uma treta. Porque
“completa” já são só 79% do último vencimento. Como, naturalmente, a
colega não se vai conseguir arrastar até aos 67 anos de idade…vai
fazer a vontade aos ideólogos dos governos e vai aposentar-se
antecipadamente e sobre isso, ter uma penalização de 6% por cada ano a
menos do que os 67 anos. É a estratégia que está delineada. Não cortam
nas aposentações mas não dão outra alternativa às pessoas senão irem
para casa com 50% ou menos do último vencimento.
Este Memorando está muito bem elaborado, muito bem fundamentado mas NÃO TEM quaisquer hipóteses de sucesso! Tinha todo o cabimento nos anos setenta ou mesmo ainda nos anos oitenta. Neste século em que, desde o advento da Maria de Lurdes Rodrigues, desde 2005, tudo tem sido cortar e aumentar a idade da reforma ou aposentação – veja-se que em 2016 passam a ser 62 anos e 2 meses…no ano seguinte, pela certa, 62 anos e 4 meses e por aí fora… – pedir uma coisa destas e pensar uma coisa destas é, desculpem que vos diga, não se ter os pés assentes na terra! Ninguém percebe que a estratégia é, formalmente, parecer não se diminuirem as aposentações e reformas e ir-se aumentando a idade de aposentação e reforma de modo a que sejam os subscritores da CGA ou da Segurança Social, voluntariamente, antes da idade, com pesadas penalizações, antecipadamente, acederem às reformas?! Assim, de facto, as reformas que pagam são muito inferiores àquelas que, em teoria, poderiam ter direito. A estratégia é esta! Seja de PS, seja de PPD/PSD e CDS… A menos que…haja um novo 25 de Abril…mas, desta vez, sem dinheiro para distribuir, sem barras de ouro nem colónias para vender…
Graça silva
Sou professora do 1º ciclo, tenho 56 anos de idade e 35 de serviço.
Concordo em absoluto e agradeço aos autores do memorando o trabalho que tiveram, que é para todos nós. Espero que dê os merecidos frutos.
Bem hajam.
Lá concordar…não é difícil…agora, que não qualquer hipótese de sucesso, não tem. A colega vai ter de trabalhar, pelo menos, até aos 67 anos de idade e perfazer 46 anos de serviço se quiser ser abonada por uma aposentação considerada “completa”. “Completa”, uma treta. Porque “completa” já são só 79% do último vencimento. Como, naturalmente, a colega não se vai conseguir arrastar até aos 67 anos de idade…vai fazer a vontade aos ideólogos dos governos e vai aposentar-se antecipadamente e sobre isso, ter uma penalização de 6% por cada ano a menos do que os 67 anos. É a estratégia que está delineada. Não cortam nas aposentações mas não dão outra alternativa às pessoas senão irem para casa com 50% ou menos do último vencimento.
Ainda não uvi falar a ninguém em 67 anos de idade para a aposentação.
Não estará a colega a ser mais papista que o papa?
Sou professora do Primeiro Ciclo com 35 anos e 6 meses de serviço em monodocencia e tenho 54 anos de idade… Sinto-me vítima de uma grande injustiça pois, por este andar, terei de trabalhar 48 anos para sair sem reforma alguma… Haja bom senso e revejam a situação daqueles que começaram a trabalhar com 18 anos e não conseguiram reformar-se por não terem idade… Estou muito revoltada pois há anos que vejo colegas com menos tempo de serviço do que eu reformarem-se pela lei especial de monodocencia e eu vou ficando por não ter idade, nem sequer para a reforma antecipada…
Penso que a ideia é cairmos por exaustão. Vou fazer 61 anos, com 39 anos de serviço. Estou a sentir os reflexos de tanto trabalho, sobretudo pela atenção que as crianças exigem e merecem. Elas não têm quem as ouça (salvo algumas exceções) . Têm dificuldades de aprendizagem, muitas vezes porque não conseguem controlar emoções que não compreendem. Tanto me chamam mãe, tia avó. E eu assumo esses “papeis” durante os intervalos. O pior é que no portão de saída, as preocupações não ficam na escola… Gostaria de ver professores jovens nas escolas. Essa será a esperança da mudança que é urgente. Todos estamos a ser “números”. Precisamos de humanizar e refrescar a escola. As crianças precisam de professores com energia renovada e, certamente muito mais atualizados do que eu, apesar de me considerar uma pesquisadora persistente, atenta, mas “demasiado esquecida de mim”. Se não estamos bem, dificilmente somos canais de transmissão do que há de melhor. Felicidades jovens professores. Não percam a esperança. Todos precisamos de vós.