A BCE da Discórdia

… entre organizações sindicais e diretores de escola.

Se as organizações sindicais pretendem um concurso baseado exclusivamente na graduação profissional os diretores entendem que este modelo é o melhor precisando apenas de uma afinação.

Mas por muitas afinações que este modelo tenha será sempre impraticável por haver 3 concursos a funcionar em simultâneo: Reserva de recrutamento, BCE e contratação de Escola.
 

As federações sindicais querem enterrar o concurso de colocação de professores que esteve na origem dos atrasos das contratações. Os directores das escolas não concordam.

 

As duas mais representativas federações sindicais de professores querem enterrar a Bolsa de Contratação de Escolas (BCE), o concurso, estreado este ano, que esteve na origem do atraso na colocação de professores. Mas não têm tarefa fácil. O Governo tem o apoio das associações de directores, que defendem que o que o modelo “tem de ser afinado”, mas não abrem mão da margem de autonomia que, ainda assim, aquele tipo de concurso lhes confere.

 

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16 comentários

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    • Diretores/professores! on 15 de Dezembro de 2014 at 15:41
    • Responder

    Os Srs. Diretores, em bom rigor, não passam de professores que hoje estão nas direções e amanhã poderão regressar à sala de aula. Já os sindicatos representam toda a classe e obviamente defendem o que é mais justo e sempre correu bem – a graduação profissional. Analisem-se os respetivos pesos.

    • bb on 15 de Dezembro de 2014 at 16:32
    • Responder

    Sempre acho que nas direções das escolas deveriam estar Licenciados em Gestão e Administração Pública. E no Conselho pedagógico, Professores.

    • on 15 de Dezembro de 2014 at 16:50
    • Responder

    Esses Senhores diretores também vão escolher os professores do quadro que concorrerem para as suas escolas??? Lá estamos nós a ir de encontro à injustiça, uns são filhos outros enteados…

    • REVOLTADA on 15 de Dezembro de 2014 at 17:57
    • Responder

    Quem são os Srs. Diretores? Passo a fazer uma breve descrição: são professores como todos os outros, mas sem ética sem respeito, com tendência para abusar do poder que têm para dar colocações aos amigos, aos familiares dos amigos, aos familiares e amigos dos presidentes de câmara, renovarem-lhes sucessivamente os contratos para vincularem, em troca de favores e muitas outras coisas aliadas à corrupção. São os que inventam subcritérios para poderem fazê-lo à vontade (desde Sócrates que a lei tem sido favorável a estas situações), que pedem autonomia para fingir que os contratados colocados são os melhores para os meninos,…
    Os Srs. Diretores são aqueles que deveriam ser investigados pela Polícia Judiciária. Foi a autonomia, foram os subcritérios, foram os Srs. Diretores que resolveram anular importância da Graduação e deixar no desemprego centenas de professores com muitos anos de trabalho. É que os melhores nem tempo de serviço têm, na maioria das vezes e, se não fosse o favor do Senhor Diretor, nunca teriam acedido à carreira docente.
    Como podem os nossos alunos tenham bons resultados?
    Evidentemente que os Sindicatos têm de ter mais peso, ou não representassem eles uma classe inteira.

    • REVOLTADA on 15 de Dezembro de 2014 at 18:00
    • Responder

    Alguma vez a graduação deixou de ter a sua importância no concurso dos docentes dos Quadros? Porque é que a graduação é posta em causa com os professore contratados? Temos de levar isto a público. Levantar esta questão é um absurdo!

      • mu sonem on 15 de Dezembro de 2014 at 19:02
      • Responder

      Por acaso já.
      Em 2009, nas TEIP, o concurso interno não foi com base na graduação mas sim com base nos seguintes critérios gerais, cada um deles com critérios específicos definidos por cada agrupamento/escola:
      – experiência profissional;
      – formação profissional;
      – perfil de competências.

      O perfil de competências foi estabelecido por avaliação curricular ou entrevista.

        • cor on 15 de Dezembro de 2014 at 19:16
        • Responder

        E por ter sido mau é que acabaram com isso! Pois para além de terem criado imensas injustiças, criaram rupturas, que ainda hoje existem!

          • mu sonem on 15 de Dezembro de 2014 at 19:52

          Não discordo.
          Apenas informei que, ao contrario do que foi dito, este tipo de concurso já foi aplicado aos efetivos.
          Não correu bem principalmente por dois motivos:
          – não houve recuperação de vagas, o que fez com que quem saiu tenha deixado um lugar vago (nesse ano também decorreu um concurso interno e externo normal);
          – não foi muito concorrido, provavelmente por, muitas delas, serem escolas complicadas.
          Por causa deste concurso muitas perderam muitos efetivos (muitas das vagas aina não foram ocupadas), deixando muitos horários livres, que foram ocupados, muitos deles, por contratados.

        • REVOLTADA on 15 de Dezembro de 2014 at 19:45
        • Responder

        Bem…se um professor com 10 anos de serviço pode ser ultrapassado por um com um ano de serviço ou menos, só porque é contratado, um colega dos quadros com 10, 20, ou 30 anos de serviço tb devia poder ser ultrapassado pelos mesmos colegas com cunha. Como isto não teve lógica, esse tipo de concurso acabou. Como não tem lógica devia acabar com os professores contratados tb. E isto não é puxar a brasa à minha sardinha, isto é pedir justiça, transparência e igualdade de direitos. Só faltava num tribunal o réu sentar-se do banco do Juiz por ter um melhor currículo.

          • mu sonem on 15 de Dezembro de 2014 at 19:57

          Não acabou por não ter lógica.
          Acabou porque estas escolas perderam muitos efetivos e foram obrigadas a contratar muitos colegas.

        • Liliana Ruivo on 15 de Dezembro de 2014 at 23:32
        • Responder

        Tenho a dizer que nesse ano como nos anteriores e até 2012, sempre foi por concurso com base na graduação (concurso externo). Eu fiquei numa escola TEIP assim.

          • mu sonem on 16 de Dezembro de 2014 at 18:58

          Em 2009 não houve concurso externo para as TEIP, apenas um concurso interno regulado pela Portaria n.º 365/2009, de 7 de abril.
          E se tem duvidas, pode verificar tudo em http://www.dgae.mec.pt/web/14654/concurso_prioritario

    • Vítor on 16 de Dezembro de 2014 at 14:17
    • Responder

    O que os senhores diretores querem sei eu…. Esta BCE é uma vergonha e tem de terminar já.

    • amarac on 16 de Dezembro de 2014 at 22:09
    • Responder

    Se respondessem pelos crimes que cometeram e cometem… já não eram Sr.ª Diretores mas reclusos.

    • amarac on 16 de Dezembro de 2014 at 22:09
    • Responder

    Venha a graduação!

    • eternamentecontratada on 17 de Dezembro de 2014 at 0:26
    • Responder

    É, ao mesmo tempo, triste e vergonhoso.

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