Fernando Alexandre aponta desigualdades entre Norte e Sul do País que colocam em causa missão da escola pública.
Abr 09 2026
“Mais de 10 mil professores do Norte não estão disponíveis para vir para Lisboa”
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/04/mais-de-10-mil-professores-do-norte-nao-estao-disponiveis-para-vir-para-lisboa/




6 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Uma questão complexa que não terá resolução à vista.
Aqui vão algumas ideias:
– Aumentar o incentivo monetário a quem aceite lecionar nessas zonas e que comprovem não ter residência fiscal nessas zonas.
– Abrir somente vagas para os quadros nessas zonas (ou limitar muito a abertura de vagas noutras zonas) e acabar com a mobilidade.
– Criar um incentivo para uma mais rápida progressão na carreira para os decentes que lecionam nessas zonas (exemplo: cada ano efetivamente lecionado num agrupamento dessa zona permitiria contabilizar 2 anos em termos de progressão na carreira – obviamente haveria um limite de 5 ou 6 anos de bónus para contabilizar).
– Permitir a entrada para os quadros dessas zonas de docentes somente com habilitação própria (O estado deveria obrigatoriamente proporcionar a profissionalização em serviço a esses docentes num prazo de 3 anos ou então, findos esses 3 anos, teria de os integrar definitivamente nos quadros).
Sobre a 2º medida, a primeira parte é um disparate pq haverá sempre de abrir vagas em todo o pais pq os professores aposentam-se em todo o pais. A 2ª parte, foi o que o Ministério anunciou que pretende fazer a partir do proximo ano, com o fim da Mobilidade interna.
A ultima medida já está a ser aplicada com os Concursos Externos Extraordinários e o Ministério já anunciou que pretende abrir o concurso externo a quem tem habilitação propria nas alterações que devem entrar em vigor no proximo ano
A última sugestão já está em prática.
A primeira medida vai criar muita insatisfação.
Se querem tornar a carreira atraente, têm de aumentar os salários para todos, para quem “passou as passas do Algarve” e já conseguiu ir para a sua zona de conforto, como para os professores da zona de Lisboa que são de lá. Se adotassem essa medida iam começar a chover moradas falsas.
Não é justo e seria inconstitucional pela desigualdade.
Arranjem subsidios de deslocação decentes, tipo empresas, subsidios de habitação para precos atuais em Lisboa , paguem o dobro.
Tudo se resolve.
1500 euros ao fim de 30 anos de serviço ide trabalhar vocês.