Junho 2011 archive

Isabel Segunda

Se o perfil do Jornal Público for o correcto relativamente à nova secretária de Estado da Educação, Isabel Maria Santos Silva, temos uma nova Isabel que vem do Plano Nacional de Leitura e utiliza também outro nome próprio tal como Isabel Alçada.

Neste documento do Plano Nacional da Leitura está identificada a Professora auxiliar no Departamento de Psicologia da Universidade de Évora como Isabel LEITE.

Espero que as semelhanças não sejam também no nível cognitivo.

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Perfil de Isabel Maria Santos Silva, Isabel segunda?

Isabel Maria Santos Silva é professora auxiliar no departamento de Psicologia da Universidade de Évora, sendo doutorada em Psicologia, pela mesma universidade, sobre os processos cognitivos e conhecimentos envolvidos nas etapas iniciais da aprendizagem da leitura.

 

Desde 2009, a nova secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário integra o grupo de trabalho responsável pelo estudo psicolinguístico para “Estabelecimento de níveis de referência na aprendizagem da leitura e da escrita do 1.º ao 6.º ano de escolaridade”, realizado no âmbito do programa de acompanhamento e de monitorização do Plano Nacional de Leitura.

Outra Isabel do PNL?

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Lista completa dos Secretários de Estado

Fonte: Diário Económico

 

Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros – Luís Marques Guedes (já anunciado)

Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro – Carlos Moedas (já anunciado)

Secretário de Estado da Cultura – Francisco José Viegas (já anunciado)

Secretário de Estado do Orçamento – Luís Filipe Morais Sarmento (já anunciado)

Secretário de Estado da Administração Pública – Hélder Rosalino

Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação – Luís Brites Pereira

Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas –
José Cesário

Subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros – Vânia Dias da Silva

Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional – Paulo Braga Lino

Secretário de Estado da Administração Interna –
Filipe Lobo D’Ávila

Secretário de Estado da Administração Interna – Bernardo Bairrão

Secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça – Fernando Santo

Secretário de Estado Administração Local e Reforma Administrativa – Paulo Simões Júlio

Secretário de Estado do Desporto e Juventude – Alexandre Miguel Mestre

Secretário de Estado Adjunto e da Imigração –
Feliciano Barreiras Duarte

Secretário de Estado Emprego – Pedro Miguel Silva Martins

Secretário de Estado Empreendorismo, Competitividade e Inovação – Carlos Nunes Oliveira

Secretário de Estado Obras Públicas, Transportes e Comunicações –
Sérgio Silva Monteiro

Secretário de Estado da Energia – Henrique Gomes

Secretária de Estado do Turismo – Cecília Meireles

Secretário de Estado da Agricultura – Diogo Santiago Albuquerque

Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural – Daniel Campelo

Secretário de Estado do Mar – Manuel Pinto de Abreu

Secretário de Estado Ambiente e Ordenamento do Território – Pedro Afonso de Paulo

Secretário Adjunto e da Saúde – Fernando Leal da Costa

Secretário de Estado da Saúde – Manuel Teixeira

Secretário de Estado do Ensino Superior – João Filipe Rodrigues Queiró

Secretário de Estado da Ciência – Maria Leonor Parreira

Secretário de Estado Ensino e Administração Escolar – João Casanova de Almeida

Secretário de Estado Ensino Básico e Secundário – Isabel Maria Santos Silva

Secretário de Estado dos Assuntos Europeus –
Miguel Morais Leitão

Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares – Teresa Morais 

Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais – Paulo Núncio

Secretário de Estado da Economia – António Almeida Henriques

Secretário de Estado da Segurança Social – Marco António Costa

Secretário de Estado do Tesouro – Maria Luís Albuquerque

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Setlist – Grinderman – 8 de Julho

É provável que seja esta a setlist do concerto de Grinderman para o dia 8 de Julho no Optimus Alive.

Mickey Mouse and the Goodbye man

Worm Tamer

Get it On

Heathen Child

Evil

When My Baby Comes

what i know

Honey Bee

Kitchenette

No Pussy Blues

Bellringer Blues

Palaces Of Montezuma

Love Bomb

Grinderman

Man in The Moon

httpv://www.youtube.com/watch?v=FjV_JpNyw5c

httpv://www.youtube.com/watch?v=PAWvlpGcAeo

httpv://www.youtube.com/watch?v=qw4TMn-T4M0

httpv://www.youtube.com/watch?v=ileYc7lL2Ag

httpv://www.youtube.com/watch?v=bBh3G7LL4Hk

httpv://www.youtube.com/watch?v=t_Eh1k0fIbs

httpv://www.youtube.com/watch?v=ad5S3gDAAGc

httpv://www.youtube.com/watch?v=mXjh9TJH4j4

httpv://www.youtube.com/watch?v=m1wzBV-SZXY

httpv://www.youtube.com/watch?v=YsvBEBNcsh4

httpv://www.youtube.com/watch?v=y3NhbWb96U4

httpv://www.youtube.com/watch?v=NkTDirzUn1k

httpv://www.youtube.com/watch?v=4UBpsFbvSBg

httpv://www.youtube.com/watch?v=g8M0Jk0TWMA

httpv://www.youtube.com/watch?v=wsqUajizV_c

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Fez ontem 25 anos

E ainda parece que foi ontem.

httpv://www.youtube.com/watch?v=jk-kXwjASEE

O golo do século três minutos após a mão de deus.

httpv://www.youtube.com/watch?v=DbbsytHDp2o

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A ilegalidade da anulação da compensação por caducidade de contrato

Ministério da Educação usou lei obsoleta para poupar milhões

Já neste post tinha dado conta da ilegalidade que o Ministério da Educação fez e contínua a querer fazer com a anulação da compensação por caducidade do contrato e os fundamentos que se apresntam na notícia são idênticos aos que apresentei nessa altura.

Uma circular baseada numa lei obsoleta acabou com a compensação financeira que desde Janeiro de 2009 os professores contratados recebiam do Ministério da Educação sempre que não ficavam colocados nas escolas no ano lectivo seguinte – dois a três dias de remuneração-base por cada mês que trabalharam. A decisão chegou às escolas através de uma circular da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE), mas, como qualquer mudança implica uma fundamentação jurídica, a anterior tutela, da ex-ministra Isabel Alçada, foi buscar legislação revogada para justificar uma medida que tem por objectivo poupar uns quantos milhões de euros por todos aqueles docentes que a partir de Setembro vão ficar no desemprego.

Assim, aconselho a todos os que no mês de Setembro não tenham renovados os seus contratos e que não recebam a compensação por caducidade que entrem em contacto com os diversos sindicatos de forma a que as escolas reponham essa compensação.

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As primeiras boas medidas de Passos Coelho

Extinção dos Governos Civis

Eleição de Assunção Esteves para Presidente da Assembleia da República

Passos muda bilhetes de executiva para económica

Só espero que estas medidas sejam para continuar e que sejam efectivamente cortadas as despesas naquilo que é dispensável.

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Os cumps da DGRHE…

…após um mail da qual não se percebe se os avaliados é que têm de fazer o registo no site da DGRHE ou se é o director que o faz ou até mesmo se são os avaliadores que o têm de fazer.

Exmo. (a) Sr. (ª) Director (a) Informa-se que se encontra disponível no portal da DGRHE a aplicação electrónica para a avaliação do desempenho do pessoal docente, bem como o respectivo manual de utilizador.

Aconselhamos que indique aos docentes do seu agrupamento ou escola não agrupada, a necessidade de efectuarem o registo no portal da DGRHE, de forma a poder indicar quais os avaliadores e correspondentes avaliados na aplicação disponibilizada para que posteriormente os avaliadores possam continuar o preenchimento e emissão do anexo.

Cumps,

DGRHE

Depois de eu ter entrado na aplicação, enquanto avaliado, aparece isto:

Todos os docentes têm que estar registados na base de dados da DGRHE para que seja possível efectuar a sua avaliação.
Saiba como proceder para registar ou actualizar o registo de docente.
Para efectuar o registo, o docente deverá aceder ao portal da DGRHE seguindo os passos:

  1. Aceder através da internet ao link http://www.dgrhe.min-edu.pt/web/guest
  2. Seleccionar Registo
  3. Preencher o formulário apresentado

Após efectuado o registo, deverá guardar o número de utilizador exibido no topo do ecrã, pois é através deste código de 10 dígitos que o docente inscrito irá aceder às aplicações da DGRHE.
Para actualizar o registo o docente deverá aceder ao portal da DGRHE seguindo os passos:

  1. Aceder através da internet ao link http://www.dgrhe.min-edu.pt/web/guest
  2. Seleccionar Iniciar Sessão
  3. Autenticar-se (inserir número de utilizador e palavra-chave)
  4. Seleccionar o separador “Área Reservada” > Seleccionar “Ficha de Docente”
  5. Actualizar os dados, nomeadamente o NIF.

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Vade Retro Satana

José Sócrates renuncia a mandato de deputado do PS

Com jeitinho ainda vamos ter o Valter Lemos como deputado na Assembleia da República.

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Falta o Dias

Já que está lá o Passos, o Aguiar e o Mota.

Mas, Nuno Crato pediu Dias.

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O discurso da tomada de posse

Só achei estranha aquela passagem da chegada a um porto seguro. Premonições?

Sr. Presidente da República,

Sr. Presidente da Assembleia da República em exercício,

Sr. Presidente do Supremo Tribunal de Justiça,

Sr. Presidente do Tribunal Constitucional,

Srs. representantes das mais altas instituições e autoridades do Estado,

Srs. Embaixadores e ilustres convidados,

Hoje nesta cerimónia de tomada de posse os portugueses esperam do seu Primeiro-Ministro que lhes fale com franqueza e que poupe nas palavras.Não escondemos a dimensão e a urgência dos desafios que se nos colocam, mas também não os receamos. Vivemos tempos difíceis e mais tormentas ainda nos aguardam. Mas temos de confrontar os nossos problemas com os olhos bem abertos e afugentar o medo paralisante. Temos de confrontá-los sem optimismos vazios, nem fatalismos estéreis. Somos e seremos sempre realistas. No entanto, o realismo em política não é sinónimo de resignação contemplativa. A resposta realista aos problemas consiste na procura e concretização de soluções, com a consciência de que não existem varinhas de condão que instantaneamente consertam o que durante tantos anos se foi arruinando.

Governar com realismo também significa fazer assentar a relação do Governo com os Portugueses naquela confiança que só o contacto constante e permanente com a realidade pode cultivar, sem recorrer a falsas promessas, sem vislumbrar admiráveis mundos virtuais, mas decidindo e agindo com responsabilidade, abertura e transparência.

Portanto, esta tomada de posse marca a celebração de um pacto de confiança, mas também de responsabilidade e de abertura, entre o Governo e a sociedade portuguesa. Um novo pacto de confiança, responsabilidade e abertura é imprescindível para a resolução dos problemas nacionais e para retomar a prosperidade.

A confiança que em nós foi depositada peloseleitores devolve-se com trabalho e gera o dever indeclinável de governar para mudar.

Chegou ao fim um certo tipo de governação e um certo entendimento da relação entre o Estado e a Sociedade. A crise que hoje atravessamos mostrou o esgotamento dos modos antigos e fez ressoar o apelo à mudança. Ora neste momento solene o Governo assume que atenderá a esse apelo. Na verdade, essa vontade de mudança é a sua maior justificação política e a sua maior vocação. Não certamente a mudança gratuita e irreflectida. Não certamente a mudança inspirada em obsessões ideológicas. Mas a mudança que é exigida pelo confronto com os bloqueios que paralisaram o nosso País, e que decorre de um espírito reformista enérgico e corajoso.

O meu Governo será o agente dessa mudança, de uma mudança que é desejada pelos portugueses,num grande desígnio colectivo para o qual convocamos a participação dos cidadãos, dos agentes económicos e das instituições sociais. Contamos com o esforço, o trabalho, a coragem, a cooperação de todos, mas sabemos que para isso o Governo terá de merecer todos os dias a confiança do povo português. O povo português pode contar com o seu Governo, e nós sabemos que podemos contar com a sua dedicação, com a sua coragem, com a sua persistência, com o seu engenho, com a sua boa vontade, com a sua paciência.

Falo da mudança de acordo com um rumo que é o nosso. Seguir o nosso rumo não exclui que se escutem as opiniões, que se avaliem os resultados e que porventura se reexaminem as decisões. Mas desse rumo não nos desviaremos.

Haverá sempre nesta ou naquela encruzilhada erros e omissões. Afinal, quem se atreveria a assegurar que tudo será perfeito quando se trata de governar um país nas circunstâncias tão difíceis que todos conhecem? Mas no essencial, no que é vital para Portugal, estou certo de que não falharemos.

E que rumo é esse? É o que conduz a um país mais aberto. Mais aberto tanto no plano interno, para termos uma sociedade mais aberta e dinâmicado ponto de vista social, económico e político, quanto no plano externo, para nos abrirmos ao mundo.Queremos um país aberto ao mundo globalizado, à Europa, aos países de expressão portuguesa, às potências emergentes. Um país que olha para o mundo como um imenso lugar de oportunidades e de aprendizagem.

Queremos uma sociedade mais aberta, com um Estado que não é um instrumento de obtenção de regalias injustificadas, que não se torna opaco para esconder relações pouco apropriadas entre osrecursos que são públicos e os interesses que são privados. Um Estado que não desista do combate à corrupção. Um Estado que articula e realiza o interesse comum. Um Estado que ajuda a sociedade a florescer e não a sufocá-la. Um Estado que não intimida a criatividade empresarial, nem a inovação.

Um país aberto no tecido social, onde cada um acalenta legítimas aspirações de melhorar a sua condição através do trabalho, do esforço e do mérito, da criatividade, da cooperação com os outros, em suma, onde cada um pode concretizar os seus sonhos e projectos de vida de acordo com os valores que escolhe. Uma sociedade aberta e descentralizada.

Com um País mais aberto teremos uma sociedade mais democrática. E Portugal pode ser um dos Países mais abertos e uma das sociedades mais democráticas da Europa. É esse o nosso horizonte.

Propomos um pacto de confiança, responsabilidade e abertura porque as três são indissociáveis umas das outras. A responsabilidade a que me refiro inclui necessariamente a exposição das instituições governamentais ao escrutínio democrático e à respectiva prestação de contas. Por exemplo, o Conselho das Finanças Públicas, órgão que será independente do Governo, e que será muito mais do que uma instância de transmissão de informação, cumprirá o duplo papel de credibilização interna e externa da execução orçamental e de tornar transparente o exercício de dispêndio dos recursos públicos e o acautelamento dos imperativos da justiça inter-geracional. Servirá parareadquirir a confiança dos agentes económicos internos e externos e para melhorar a qualidade da democracia portuguesa. Exactamente o mesmo se poderia dizer da exposição ao escrutínio público e do Tribunal de Contas a que sujeitaremos todas as Parcerias Público-Privadas e Concessões. Medidas como estas consolidarão a acção política de um Governo que se quer ágil, sem ser intrusivo; decidido, sem ser cego. Um Governo firme no fortalecimento do Estado perante a intrusão de interesses privados, ou de clientelas partidárias e corporativas, nas decisões que dizemrespeito a todos e que envolvem os recursos que são de todos.

Queremos um Estado mais pequeno, mais ágil e mais forte, por um lado, e uma sociedade mais livre, mais autónoma e mais próspera, por outro. Na verdade são como que duas faces da mesma moeda.

Este também é um pacto de confiança, responsabilidade e abertura entre o Governo e as instituições, a começar pela Presidência da República e pela Assembleia da República. Mas que se alarga às restantes instituições e, com uma atenção particular, aos parceiros sociais. Porém, num Estado de Direito como é o nosso, nenhumoutro sector clama mais por confiança, responsabilidade e abertura do que a Justiça. Sabemos que a Justiça afecta quase todos os domínios da nossa vida, desde o sentimento de segurança constitutivo da experiência da liberdade, até ao entorpecimento da dinâmica empresarial, passando pelo cabal exercício dos direitos. A preservação da independência judicial e da autonomia do Ministério Público são tarefas primordiais, mas que não podem ser contraditórias com o escrutínio democrático adequado a esta esfera do exercício da soberania. Além disso, uma justiça lenta degrada a qualidade do Estado de Direito, o que implica uma revisão da arquitectura do sistema de Justiça. Simplificação processual, avaliação de desempenho dos agentes, gerir bem os tribunais, incrementar a justiça arbitral, são medidas cruciais para tornar a justiça mais célere, mais eficaz, mais transparente, mais confiável, numa palavra, para termos uma justiça mais justa. O dia de hoje assinala também um novo pacto de confiança entre Portugal, os seus parceiros europeus e os agentes internacionais. Honraremos os nossos compromissos políticos e não abdicaremos de trabalhar, de igual para igual, em conjunto com os nossos parceiros, não só para a resolução dos problemas que nos afligem como nação, mas também para o aperfeiçoamento das instituições europeias e da resolução dos dilemas que confrontam a União. A história portuguesa está ligada à história da Europa, e isso é ainda mais verdadeiro para a história da nossa jovem democracia. Nem por um momento nos esquecemos de que foi em grande parte a Europa que veio em nosso auxílio quando precisámos.

Seremos como sempre fomos: europeus atlânticos, virados simultaneamente para a Europa, para o mar e para o resto do mundo. É com os olhos postos no mundo inteiro que voltaremos a crescer. E também sabemos quão preciosa é para a Europa a nossa vocação atlântica e universalista.

As nossas tarefas prioritárias são claras: estabilizar as finanças, socorrer os mais necessitados, fazer crescer a economia e o emprego.

À grave situação financeira respondemos com um Programa de Estabilização Financeira, que aponta para o equilíbrio sustentado das contas públicas e para o estancamento da dívida externa e pública, traçando objectivos concretos em conformidade com o memorando de entendimentoestabelecido com a Missão (EU/BCE/FMI). O objectivo de regressar a uma trajectória sustentável das contas públicas é um imperativo urgente para fazer face aos problemas de curto prazo. Mais do que isso: é uma condição necessária para termos uma economia próspera e criadora de emprego no médio prazo. Portugal jamais poderá regressar à ilusão de que a dívida em espiral alimenta crescimento. Portugal sabe por experiência própria que a embriaguez da dívida se limita a encenar um falso e curto bem-estar até ao dia em que chega a factura e o colapso.

E agora Portugal também sabe o preço que se paga em autonomia política. Reduziremos a dívida para recuperarmos a capacidade de decidirmos mais livremente os nossos próprios assuntos e de fazer as nossas próprias escolhas.

À ameaça de crise social e ao sofrimento gerado pelas actuais dificuldades respondemos com um Programa de Emergência Social, orientado para as pessoas com maiores carências e para os que mais severamente têm sido atingidos. Ninguém pode ser deixado para trás. Não queremos uma sociedade que abandona os seus pobres, que ignora as pessoas com deficiência, que não socorre os seus aflitos, que esquece os seus emigrantes, que rejeita os que procuram o nosso País para trabalhar e viver, que desampara os seus idosos, que se fecha aos seus desempregados. Ninguém será deixado para trás. O valor incomensurável da dignidade da pessoa humanaobriga a que haja uma preocupação com o auxílio aos mais vulneráveis e uma justa repartição dos custos e sacrifícios associados à superação da crise e ao próprio projecto de mudança orientadora da política do Governo. O Estado dará o exemplo de rigor e contenção para que haja recursos para os que mais necessitam; e o meu Governo será o líder desse exemplo, como de resto a decisão de não nomear novos Governadores Civis já sinaliza.

À estagnação económica respondemos com o Programa para o Crescimento, a Competitividade e o Emprego, que ataca os bloqueios à produtividade e à iniciativa empresarial, e que aposta nos sectores dos bens transaccionáveis. É aqui que se joga o futuro da nossa prosperidade. Só teremos uma economia competitiva se tornarmos mais favoráveis as condições de concretização dainiciativa empresarial e do potencial inovador dos cidadãos. É urgente reduzir os custos de contexto; acentuar a intensidade concorrencial, em particular nos sectores que geram bens e serviços consumidos pela generalidade das empresas (como a energia e as telecomunicações); quebrar a rede de incentivos formais e informais que favorecem artificialmente o sector dos bens não transaccionáveis.

Também neste aspecto pretendemos iniciar um processo de abertura da nossa economia: de abertura à actividade interna num jogo concorrencial equilibrado; de abertura ao exterior, isto é, aos grandes fluxos mundiais de pessoas, de ideias, de iniciativas, de trocas, de investimento. As nossas dificuldades nunca servirão de pretexto para nos fecharmos ao mundo. Pelo contrário, serão um estímulo adicional para convertermos Portugal numa das economias mais abertas da Europa.

As medidas da chamada “desvalorização fiscal” constituem uma aposta decisiva na reaquisição decompetitividade externa, de crescimento do sector de bens transaccionáveis, mas também na criação de emprego, ao diminuírem a penalização fiscal do trabalho. Além disso, levaremos a cabo umPrograma Nacional de Poupança com o intuito de elevar a taxa de poupança para reduzir o endividamento das famílias e das empresas, e que inclui um esforço de atracção das poupanças dos portugueses que vivem no estrangeiro, travando assim a dependência extrema e insustentável da economia nacional relativamente ao financiamento externo. Do mesmo modo que em face das presentes restrições teremos todos de aprender a fazer mais e melhor com menos, teremos também todos de conseguir ainda assim poupar mais. Aumentar a poupança converteu-se num imperativo económico de primeira ordem de recuperação da economia portuguesa.

Perante a complexidade dos problemas que nos assolam, perante a complexidade das condicionanteseuropeias e as grandes mudanças em curso, poderá parecer que estamos agora em “mares nunca dantes navegados”. Mas fiéis às nossas mais nobres tradições dizemos convictamente que atravessar “mares nunca dantes navegados” jamais assustou os Portugueses. Com empenho e imaginação, competência e transparência, com a convocação das nossas melhores energiastransporemos as tormentas e vergaremos velhos medos e novas dificuldades. Não nos desataremos do nosso leme até chegarmos a um porto seguro, ao porto que juntos escolhermos. Porque é aí que chegaremos com o nosso esforço comum, com inteligência, com perseverança e com coragem.

As responsabilidades do meu Governo são enormes. Tenho bem consciência disso. E digo-vos que as assumo por inteiro com honra e entusiasmo. Não podemos aspirar a menos do que isto. Portugal não merece menos do que isto. Portugal não pode falhar.

Eu sei que Portugal não falhará.

Lisboa, 21 de Junho de 2011

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Se a moda pega…

… para o próximo ano lectivo não vai faltar formação gratuita.

No blog do adduo.

Formadores “gratuitos” não têm de fazer formação

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A vingança serve-se fria

MP acusa ex-ministra da Educação

Maria de Lurdes Rodrigues acaba de ser acusada pelo DIAP de Lisboa do crime de prevaricação, por ter contratado ilicitamente João Pedroso – investigador universitário e irmão do ex-dirigente do PS, Paulo Pedroso – para consultor jurídico do Ministério da educação, entre 2005 e 2007.

Em causa estão contratos no valor global de mais de 300 mil euros feitos pelo gabinete da ex-ministra, por ajuste directo, com o objectivo de João Pedroso elaborar trabalhos de investigação para o Ministério da Educação.

A acusação foi deduzida pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa no passado dia 15. Além de Lurdes Rodrigues, são também arguidos o próprio João Pedroso, e ainda João da Silva Baptista, então secretário-geral do Ministério da Educação, e Maria José Matos Morgado, que era chefe de gabinete da ex-ministra. São todos acusados em co-autoria, do crime de «prevaricação» praticado por titular de cargo político.MP acusa ex-ministra da Educação

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Aplicação para a Avaliação de Desempenho

A DGRHE lançou hoje uma aplicação para os Directores e Avaliadores gerirem e registarem os elementos da Avaliação de Desempenho dos docentes.

Contínuo à espera para ver a inutilidade de tudo isto. Clicar na imagem para aceder ao Manual de Utilizador.

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