O que esperam os professores do novo Ministério da Educação

O Educare publicou uma entrevista realizada a alguns professores sobre o que esperam do novo Ministério da Educação. Destaco a parte do José Alberto Rodrigues.

Para José Alberto Rodrigues, professor de Educação Visual e Tecnológica e presidente da associação que representa os docentes da disciplina, o novo Ministério da Educação terá nas mãos dois assuntos quentes para tratar e resolver: a avaliação de desempenho e as questões curriculares. Quanto ao primeiro, refere, “é fundamental desburocratizar e tornar o sistema menos complexo e ‘agarrado’ a um emaranhado de papéis que está a afastar os professores do seu papel principal, que é ensinar”. O que se pede é transparência, equidade, rigor e isenção.

E quanto à reorganização curricular? No seu caso, a Associação Nacional de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) espera que o novo Governo diga claramente o que pensa sobre o par pedagógico da disciplina, que o anterior Ministério queria reduzir. “Pela parte do PSD nunca houve uma posição clara na defesa do par pedagógico. Os outros partidos da Oposição fizeram questão de salientar a importância fundamental do mesmo. Além do mais, trata-se de uma disciplina que agrega duas áreas curriculares: a de Educação Visual e a da Educação Tecnológica”. José Rodrigues espera diálogo numa eventual revisão curricular. “O currículo constrói-se com as escolas e com os professores. Disso estamos certos e queremos ter um papel ativo nesse campo”, avisa.

Joaquim Azevedo, Nuno Crato, Santana Castilho, José Manuel Canavarro. Estes são alguns dos nomes que andam a ser falados para assumir a pasta da Educação – haverá outros a ser referidos nos corredores do poder. José Rodrigues tem a sua preferência. “Numa perspetiva estritamente pessoal, escolheria sem grandes dúvidas o professor Joaquim Azevedo, pela sua personalidade, rigor e competência. No entanto, algo me diz que para esta ‘pasta’ estará reservada uma surpresa”.

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1 comentário

    • luis on 14 de Junho de 2011 at 13:16
    • Responder

    O que irão fazer não faço ideia, que os próprios professores (excluindo os directamente interessados) entendem esse par um despropósito, isso entendem. Agora há as associações, os lobbys do costume e tal…

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