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Principais acontecimentos na educação desde o início da pandemia

Dinheiro Vivo/Lusa 09.04.2020 / 18:34

Coronavírus

(Photo by Jung Yeon-je / AFP)
(Photo by Jung Yeon-je / AFP)

Cronologia dos principais acontecimentos na área da educação em Portugal desde o início da pandemia de covid-19.

26 de fevereiro de 2020:

O Ministério da Educação, através de uma nota da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), publicada na página oficial do organismo, aconselha “a ponderação sobre a oportunidade e conveniência de se realizarem visitas de estudo e outras deslocações ao estrangeiro, em particular a países ou a zonas com maior incidência de casos de infeção” de covid-19.

27 de fevereiro:

– O primeiro-ministro, António Costa, considera que o encerramento de escolas não se justifica, num momento em que o país não regista ainda qualquer caso confirmado, mas aconselhou o cumprimento das instruções da Direção-Geral da Saúde (DGS) e a que se evitem as viagens de finalistas para o estrangeiro.

– O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, confirma que as escolas não receberam mais comunicações relativas à covid-19, além da recomendação divulgada pela DGEstE. Já o líder da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, explica que as escolas têm tentado travar o alarme social e informar a comunidade escolar para esta situação. A Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap), pela voz do presidente, Jorge Ascenção, partilha recomendação do Governo e diz que “não vale a pena o risco”.

Continue a ler

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Não Abram as Escolas / Não Estraguem o que Está a ser Feito – Coronavirus : pourquoi le Portugal semble épargné ?

Coronavirus : pourquoi le Portugal semble épargné ?

 

PS:

Não baixem a guarda!

Coronavírus: 30 crianças em estado grave no Hospital Dona Estefânia – Executive Digest

Covid-19: mangas compridas e sapatos à porta. O que deve fazer quando sai e regressa a casa | Coronavírus | PÚBLICO

Mais:

As coisas às vezes não são o que parecem e está tudo muito mal explicadinho…

E se a pandemia do Covid-19 tivesse começado nos EUA?

Eu não disse nada:

Last Man Standing, by Godfree Roberts – The Unz Review

 

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Estamos à espera do quê para começar a produção em larga escala?

É para ontem!

 

(…)

Continua aqui:

Portugueses criam ventilador “low cost”. Custa mil euros e é feito com materiais de distribuição de gás – Observador

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Só Lido – Banca – custo acumulado para os portugueses já vai em 20,6 mil milhões de euros

Enquanto os portugueses “rebentam” cartão de crédito para garantir liquidez, a banca ainda tem a lata de aumentar os juros dos cartões de crédito para um máximo de 15,8%?

Isto chama-se roubar e é pura e simplesmente vergonhoso!

Mais: a Banca ainda tem a lata de  continuar a praticar spreads altos, na ordem dos 3%, em linhas de crédito bonificado para pequenas e micro empresas, muitas delas à beira da falência?

Onde é que anda o Banco de Portugal e onde é que anda o Governo?

(…)

A ler…com muita atenção:

Banca custou ao Estado mais 1,5 mil milhões de euros em 2019, agora ajude

 

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“Posso ir?” Esta app diz-lhe se há fila para ir às compras

(…)

Continua aqui:

“Posso ir?” Esta app diz-lhe se há fila para ir às compras – ECO

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Não Vivemos Em Ditadura, o Estado de Direito Ainda Existe e a Polícia de Segurança Pública e Quejandos Têm de Aprender a Ler e a Cumprir a Lei

Existe malta que não pode vestir uma farda…não vejam para onde isto caminha que não é preciso.

Pergunto é onde é que anda a Ordem dos Advogados e associações de comerciantes, assim como, outras associações de defesa dos direitos fundamentais e mais alguns?

Primeiro a PSP não pode dar ordem de prisão aos cidadãos, como já aconteceu, que quando são mandados parar pela PSP e lhes exigem um documento da entidade empregadora, os mesmos informam o cidadão polícia que tal não é obrigatório por lei.

Mais:

Lendo atentamente o Decreto n.º 2-A/2020, de 20 de março, que procede à execução da declaração do estado de emergência efetuada pelo Decreto do Presidente da República n.º 14-A/2020, de 18 de março, saliento os seguintes pontos – o negrito com parênteses retos são notas minhas:

 

Artigo 7.º

Encerramento de instalações e estabelecimentos

São encerradas as instalações e estabelecimentos referidos no anexo I ao presente decreto e que dele faz parte integrante.

Artigo 8.º

Suspensão de atividades no âmbito do comércio a retalho

1 – São suspensas as atividades de comércio a retalho, com exceção daquelas que disponibilizem bens de primeira necessidade ou outros bens considerados essenciais na presente conjuntura, as quais se encontram elencadas no anexo II ao presente decreto e que dele faz parte integrante.

2 – A suspensão determinada nos termos do número anterior [ponto 1] não se aplica aos estabelecimentos de comércio por grosso nem aos estabelecimentos que pretendam manter a respetiva atividade exclusivamente para efeitos de entrega ao domicílio ou disponibilização dos bens à porta do estabelecimento ou ao postigo, estando neste caso interdito o acesso ao interior do estabelecimento pelo público.”

Para mim a leitura é clara, as atividades de comércio a retalho que disponibilizam “bens de primeira necessidade ou outros bens considerados essenciais” não são suspensas, de acordo com o anexo II.

No meu entendimento – e não vejo outra leitura que não esta: o ponto 2 do art.º 8. aplica-se única e exclusivamente às atividades de retalho de bens que não sejam de primeira necessidade ou considerados essenciais e que para não terem a atividade suspensa a mesma só pode ser exercida “para efeitos de entrega ao domicílio ou disponibilização dos bens à porta do estabelecimento ou ao postigo, estando neste caso interdito o acesso ao interior do estabelecimento pelo público”. Só e unicamente nestes casos é que o cliente está interdito de entrar no estabelecimento.

No caso de estabelecimentos comerciais a retalho de bens de primeira necessidade ou outros bens considerados essenciais” aplica-se o negrito da alínea a) do art.º 13.º do Decreto n.º 2-A/2020, de 20 de março:

“Regras de segurança e higiene

No caso dos estabelecimentos de comércio a retalho ou de prestação de serviços que mantenham a respetiva atividade nos termos dos artigos anteriores, devem ser observadas as seguintes regras de segurança e higiene:

    1. a) Nos estabelecimentos em espaço físico, devem ser adotadas as medidas que assegurem uma distância mínima de dois metros entre pessoas, uma permanência pelo tempo estritamente necessário à aquisição dos produtos e a proibição do consumo de produtos no seu interior, sem prejuízo do respeito pelas regras de acesso e afetação previstas na Portaria n.º 71/2020, de 15 de março;
    2. b) A prestação do serviço e o transporte de produtos devem ser efetuados mediante o respeito das necessárias regras de higiene e sanitárias definidas pela Direção-Geral da Saúde.”

 

Sendo que a alínea a) do Art.º 13.º Decreto n.º 2-A/2020, de 20 de março, remete para o cumprimento da Portaria n.º 71/2020, de 15 de março, em anexo, nomeadamente do art.º 1.º:

Artigo 1.º

Restrições de acesso a espaços comerciais

1 – A afetação dos espaços acessíveis ao público dos estabelecimentos de comércio a retalho, das grandes superfícies comerciais e dos conjuntos comerciais deve observar regra de ocupação máxima indicativa de 0,04 pessoas por metro quadrado de área.

2 – Para efeitos do disposto no número anterior entende-se por «área» a área destinada ao público, incluindo as áreas de uso coletivo ou de circulação, à exceção das zonas reservadas a parqueamento de veículos.

3 – Os limites previstos nos números anteriores:

    1. a) Não incluem os funcionários e prestadores de serviços que se encontrem a exercer funções nos espaços em causa;
    2. b) Não se aplicam aos estabelecimentos de comércio por grosso.

 

Em conclusão:

Em nenhum lugar do artigo supra se impõe que o cliente seja proibido de entrar em estabelecimentos comerciais a retalho de bens de primeira necessidade ou outros bens considerados essenciais”. O que se impõe são restrições ao número de clientes que se pode ter no interior da loja em função dos metros quadrados da “área destinada ao público, incluindo as áreas de uso coletivo ou de circulação”.

Por exemplo, num estabelecimento com uma área destinada ao público de 25 m2, uma sala de 5 m por 5m (5 X 5), tem-se que a conta de 25 vezes 0,04, 25 X 0,04, o que dá 1, ou seja, por cada 25 m2 só se pode ter uma pessoa dentro do estabelecimento.

O que acontece é que a polícia anda a ameaçar com ordem de prisão e fecho da atividade, donos de estabelecimentos comerciais de bens de primeira necessidade ou outros bens considerados essenciais” que têm o direito de estar abertos e de ter, pelo menos, um cliente, dentro do estabelecimento, informando os mesmos que têm de pôr uma mesa na frente do estabelecimento e receber os clientes na rua!

Pergunto: quantos estabelecimentos é que já foram fechados ilegalmente pela polícia que anda numa de mostrar trabalho?

Sinceramente estou farto da campanha “ficamos em casa” quando se atropelam direitos fundamentais e farto dos justiceiros de varanda.

Volto a perguntar:

Onde é que anda a Ordem dos Advogados e associações de comerciantes, assim como, outras associações de defesa dos direitos dos cidadãos?

Calados que nem ratos?

Existe malta que não pode vestir uma farda e não sabe ler…não vejam para onde isto caminha que não é preciso.

PS:

E já agora façam-me o favor de fazer chegar este post a quem de direito, como, os Comandos Territoriais de Polícia, a Ordem dos Advogados, ao Ministério da Administração Interna (MAI), etc…

Façam o Vosso papel de cidadãos interventivos em vez de andarem a postar tretas sem interesse nenhum pelas redes sociais…

Update:

Os professores têm obrigação de defender o cumprimento da lei por todos, inclusive pelas forças de segurança.

E o burro sou eu?

Notícia de 1 de Abril

(…) AHRESP diz que polícias devem ser esclarecidos

A secretária-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) não duvida que desde que vendam para fora todos os associados podem, pela lei, vender tudo o que vendiam antes, mas diz que já tiveram casos em que a PSP contestou e mandou fechar os estabelecimentos.

Ana Jacinto explica que as queixas dos associados já chegaram, por exemplo, à Câmara de Lisboa, que se disponibilizou para dar uma declaração à empresa a dizer que pode estar aberta.

As queixas foram muitas na semana passada, a primeira do estado de emergência, mas diminuíram esta semana com a AHRESP a explicar que já contactou o Ministério da Administração Interna para tentar resolver os problemas que surgiram.

“As forças de segurança devem ser instruídas e esclarecidas para não incomodarem o funcionamento dos estabelecimentos”, refere Ana Jacinto que está convencida de que aos poucos os problemas detetados se vão resolvendo.”

Sobre os casos em que as pessoas ficam a consumir à porta, a AHRESP explica que concorda com a polícia, ou seja, os empresários também têm de tentar evitar que as pessoas fiquem à porta com os amigos.

Cafés, cervejas e bolos. PSP avisa clientes e empresários: takeaway não é para consumir à porta – TSF

 

 

 

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Entrevista do Ministro da Educação – “As 3 da Manhã da Renascença“ – “Tudo indica que aulas no 3.º período serão à distância”

(…)

Continua:

​“Tudo indica que aulas no 3.º período serão à distância”, diz ministro da Educação – Renascença

 

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Finalmente! – O teste “made in Portugal” que começa esta segunda-feira a ser aplicado nos lares do país

(…)

Continua aqui:

O teste “made in Portugal” que começa esta segunda-feira a ser aplicado nos lares do país – Observador

 

PS:

Dispensamos a politica “nazi” holandesa de deixar os velhotes morrer porque sim – eles não perderam os tiques…:

Holanda finca o pé e até critica Itália por “internar os mais velhos”

 

Um exemplo para a Holanda, a Alemanha e outros que tais que não perderam os tiques do Adolfo:

Um dos países mais pobres da Europa ajudou Itália quando “países riquíssimos viraram as costas”

Seguiram para Itália 30 médicos e enfermeiros da Albânia. “Os recursos humanos e logísticos não são ilimitados, mas não podemos mantê-los de reserva enquanto em Itália se precisa tanto de ajuda”, disse primeiro-ministro.

(…)

Continua aqui: Um dos países mais pobres da Europa ajudou Itália quando “países riquíssimos viraram as costas” – Sociedade – Correio da Manhã

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Porquê? Pergunto Eu – Coronavírus obriga Estado a compensar concessionárias

Não é um negócio privado?

Os outros negócios privados não correm o risco de ir à falência também?

O Estado tem de compensar porquê? Então o coronavírus não é uma causa de força maior para cessar obrigações contratuais?

Ou a mama vai continuar porque têm os políticos certos na mão?

Coronavírus obriga Estado a compensar concessionárias – ECO

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Mais Alguma Informação sobre o Zoom e Video Chat

Como instalar e utilizar o aplicativo Zoom – myfrontdesk

 

“Zoom” aí, mas com cuidadinho – TecheNet

 

How to prevent your Zoom meetings being Zoom-bombed (gate-crashed) by trolls | ZDNet

 

How to host a Zoom call like a pro

 

How to find keyboard shortcuts for Zoom – The Verge

 

Zoom: O passo a passo para sua agência aproveitar a plataforma!

 

The Best Ways to Video Chat from Windows, Mac, iPhone, or Android

 

The Tools You Need to Speed Up Your Home Internet – Review Geek

 

Com um limite de envio máximo de 100 GB, o Filesender assume-se como a melhor opção para a partilha segura de ficheiros. O Filesender foi desenvolvido tendo em conta requisitos específicos da comunidade académica e científica, permitindo, contudo, que qualquer pessoa possa receber os ficheiros. Esta é a melhor opção para aqueles ficheiros que são demasiado grandes para ser enviados por email.

https://filesender.fccn.pt/

Fonte: Outras ferramentas de ensino à distância – Técnico Lisboa

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A (Sempre) Análise Lúcida do Nosso Colega Paulo Guinote

O Paulo Guinote tem sido um Senhor.

Vou Ali Fustigar-me Já E Em Força! | O Meu Quintal

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Hoje e Sempre – You´ll Never Walk Alone / Nunca Caminharás Sozinho

 

When you walk through a storm
Hold your head up high
And don’t be afraid of the dark
At the end of a storm
There’s a golden sky
And the sweet silver song of a lark
Walk on through the wind
Walk on through the rain
Though your dreams be tossed and blown
Walk on, walk on
With hope in your heart
And you’ll never walk alone
You’ll never walk alone
Walk on, walk on
With hope in your heart
And you’ll never walk alone
You’ll never walk alone
Fonte: LyricFind
Compositores: Oscar Hammerstein II / Richard Rodgers
Letras de You’ll Never Walk Alone © Concord Music Publishing LLC

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Jorge Buescu – testes: temos solução em Portugal!

Os leitores perdoar-me-ão se deixar a análise aos números de hoje para segundo plano. Porque venho trazer-lhes uma mensagem de esperança que pode salvar muitas centenas ou milhares de vidas — mas exige acção imediata.

Muitos conhecerão de nome Maria Manuel Mota. Investigadora de primeiro plano mundial na área das Biociências e doenças infecciosas, em particular malária. Directora do Instituto de Medicina Molecular, onde trabalham mais de 600 pessoas. Prémio Pessoa em 2013.

Mais importante do que qualquer elemento curricular, a Maria Mota tem na mão uma chave para o problema da falta de testes COVID em Portugal. Conheço-a há muitos anos, falei com ela há pouco. Aqui segue o relato.

Os testes de detecção ao COVID são fabricados essencialmente por duas empresas, a Roche e a Qiagen. Os kits de teste contemplam duas fases: extracção e amplificação por processo PCR, sendo os reagentes bem conhecidos. O problema, claro, já se sabe qual é: nós não produzimos estes reagentes, fomos ao mercado tarde, já não encontramos à venda e agora estamos a racionar (ou a “racionalizar” – neste momento os malabarismos retóricos são o que menos importa) os poucos que temos e a fazer muito, MUITO menos testes do que devemos. A Alemanha, cuja indústria produz os reagentes necessários, faz 500.000 testes por semana. Portugal esta semana fez 17.000. Tendo em conta que a população alemã é 8 vezes maior, temos um nível de testes que é 20% do alemão.

Que entre a Maria Mota.

Há 17 dias, alertada para o problema por dois médicos de Santa Maria, a Maria Mota colcoua a sua equipa no IMM a desenvolver uma alternativa portuguesa ao kit de teste. Foi, num certo sentido, muito simples: em vez de desenvolver um processo a partir do início, a Maria Mota pegou no protocolo publicado pela OMS e pelo CDC americano para os testes ao COVID e adaptou-o à realidade portuguesa. Identificou os reagentes críticos em falta em Portugal para produzir um teste e concebeu alternativas. A alternativa existe em Portugal; a empresa que a produz, a NZY Tech, pode produzi-los em quantidade virtualmente ilimitada para todos os efeitos práticos.

Neste momento a Maria Mota já dispõe de um kit testado, que funciona perfeitamente na identificação quer de casos positivos quer de casos negativos. Há uma semana contactou a DGS por escrito, não tendo ainda obtido resposta. Felizmente para nós tem linha aberta para o Ministro da Ciência, Manuel Heitor, que compreende bem a urgência destes tempos, e que desbloqueou a situação. Obrigado por todos nós, amigo Manuel. Quando os tempos forem outros dar-te-ei um abraço muito apertado.

O kit foi testado e está certificado pelo Instituto Ricardo Jorge no sábado passado. Há dois dias foi validado pelo mesmo Instituto. Está pronto a ser aplicado em quantidades virtualmente ilimitadas. As limitações para a Maria Mota não são de número de testes disponíveis: são de mão de obra humana. O seu IMM tem neste momento capacidade para administrar 300 testes por dia, podendo talvez chegar aos 900 a 1000.

Isto são notícias extraordinárias. Temos um teste português, validado e certificado, que pode começar a produção em massa ONTEM. Podemos abrir centros de testes por todos o País e começar finalmente a política de testes massivos e rastreios sistemáticos recomendada pela OMS, que nunca seguimos. De que estamos à espera?

Dizia-me a Maria Mota que cada dia que passa conta. Se tivéssemos começado há uma semana tínhamos salvo muitas vidas. Já não vamos a tempo. Mas vamos a tempo de salvar muitas mais nas semanas que se avizinham e vão ser terríveis.

Ainda vamos a tempo de salvar milhares de vidas (e estou a medir as palavras). Mas temos de agir JÁ.

Senhores do Governo, do Ministério da Saúde, da DGS, de tudo quanto manda neste País: larguem os vossos papéis e agarrem na Maria Mota. Não interessam agora os vossos erros de avaliação do passado: não cometam agora o maior de todos. Dêem à Maria Mota tudo, TUDO o que ela pedir. E peguem nos kits dela, comecem a produção em massa daqui a uma hora, organizem a abertura urgente postos de teste de emergência nos pavilhões multiusos em todos os concelhos daqui a duas horas. Não queiram ser responsáveis por tudo: mobilizem a sociedade civil. Recrutem voluntários para administrar testes e realizar análises laboratoriais (que demoram 4 a 5 horas) entre estudantes de Medicina e Farmácia. Usem os estádios de futebol, os pavilhões desportivos, façam o que quiserem. Mobilizem as empresas para donativos, as indústrias para produzir, mexam-se. Organizem, não é para isso que servem os Governos? Mas DESPACHEM-SE! Não é para amanhã, é para ONTEM!

Porque cada dia conta, e cada hora perdida hoje representa mais mortos daqui a 15 dias.

Jorge Buescu, 27/3/2020

Retirado do Facebook | Mural de Aida Beirão

 

PS:

Instituto de Medicina Molecular prepara novos testes para diagnosticar Covid-19 – coronavirus – Jornal de Negócios / 24 de março de 2020

 

(…)

Continua aqui:

O teste “made in Portugal” que começa esta segunda-feira a ser aplicado nos lares do país – Observador

 

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Revista Forum Estudante cria “site” para alunos em tempos de isolamento

A Revista Forum Estudante inaugurou esta quinta-feira, 27 de março, o sitío na Internet  estudanteemisolamento.pt, que quer ser um ponto de encontro para toda a comunidade educativa. “Estudar em isolamento não é estudar sozinho” é o lema da plataforma, que reúne dicas de estudo, ferramentas úteis e recursos complementares ao estudo a distância.

Temas ligados à vida dos estudantes em isolamento, destacando vertentes indiretamente ligadas ao estudo, como a cultura, o lazer ou a atividade física serão também focados no site.

Serão também publicados testemunhos de vários intervenientes do sistema educativo, destacando os principais desafios, dificuldades e soluções num contexto de ensino a distância. “Acreditamos que dar eco às vozes dos vários intervenientes da Educação em Portugal será uma forma de aumentar a motivação e o conhecimento mútuo, neste contexto tão desafiante”, refere em comunicado de imprensa Gonçalo Gil, o diretor da revista.

A Forum Estudante nasceu em 1991, assumindo a missão de levar aos estudantes informação sobre cursos, escolas e profissões. É a segunda publicação para estudantes mais antiga da Europa.

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