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Vão cruzar os braços? Abdicar de 6 anos do vosso tempo de serviço? De milhares de euros que vos foram roubados?
Não acham que devem lutar por aquilo que é vosso?
Não acham que enquanto professores devem dar o exemplo praticando a democracia, ao mesmo tempo que lutam pelos vossos direitos?
Por isso pergunto-vos… Já desistiram?
Vamos assumir as coisas como elas são, a última greve e manifestação foram um fracasso, digam os números que disserem, todos nós sabemos que aquilo foi um fracasso. Porquê? Porque ninguém acreditou que uma greve e uma manif alterassem o que quer que seja. É óbvio… só mesmo a bandeirinha sindical é que continuou a acreditar, numa tentativa de camuflar toda uma estratégia de luta que perdeu em toda a linha.
Mas até eles, aqueles senhores que andaram a dizer que a ILC era desnecessária, que era perigosa, que podia levar à aprovação de uma lei que impedisse a devolução de todo o tempo de serviço… blá, blá, blá… viraram-se agora para o Parlamento, mordendo assim a língua e engolindo o veneno que andaram a atirar com mentiras e calúnias.
Afinal, não estávamos assim tão loucos, quando durante meses andámos a lutar por assinaturas para levar um Decreto-Lei ao Parlamento para os deputados votarem.
Colegas… A sério!!! ACORDEM!!! O Lei está pronta e prestes a ir ao Parlamento. Não é preciso mais nada!!! E mesmo que os deputados não aprovem a recuperação dos 942 para o dia 1 de janeiro de 2019, podem perfeitamente aproveitar a oportunidade para cumprir com o decretado no atual Orçamento de Estado que obriga à recuperação de todo o tempo de serviço.
Pergunto-vos… Querem ou não querem ver os deputados a votar a recuperação dos 942? Querem ou não querem ouvir os deputados falar sobre a recuperação de todo o tempo de serviço? Querem ou não querem ficar esclarecidos sobre qual dos partidos é coerente com as suas palavras e recomendações que fizeram? Querem ou não querem saber em quem vão votar nas próximas legislativas?
Eu não sei se consigo explicar melhor, mas imaginem um naufrago a ir ao fundo, e a escassos metros está um bote salva-vidas com um cartaz cheio de luzinhas pisca-pisca, dizendo ao pobre naufrago para se agarrar ao bote salva-vidas, mas o naufrago, esse, continua com a sua bandeirinha e com uma pala nos olhos, gritando 942! 942!!! Ao mesmo tempo vai ao fundo, até que finalmente vai mesmo. Isto é o que está a acontecer.
E agora não me levem a mal, mas eu também tenho de ter o meu momento de desabafo…
Eu não entendo qual é a dificuldade de “gentes” licenciadas perceberem o filme onde estão metidas. Eu não percebo qual é a dificuldade em colocar uma “porcaria” de uma assinatura numa plataforma online, mais simples do que preencher o IRS ou o INOVAR… A sério, expliquem-me, somos 150 mil e para chegar às 20 mil assinaturas foi preciso ir ao tutano da coisa… Agora a Assembleia da República quer entalar-nos dizendo que 4000 mil assinaturas estão incorretas. Só que isto não vai ficar assim e acreditem que já estamos a trabalhar nesse sentido e vão ter de suar muito para justificar essas 4000…
Meus caros, nós estamos a dar o nosso nome, a nossa cara, a nossa reputação pela ILC. Não estamos nisto para brincar convosco, para recolher algum dividendo futuro, para criar um sindicato, uma ordem, um sei lá o quê… Somos professores que damos aulas todos os dias e andamos nisto pois acreditamos que podemos conquistar algo melhor do que temos atualmente, mas para isso precisamos da vossa ajuda.
Por isso, e se não se importarem de perder 5 minutos do vosso tempo…
E quem já assinou, por favor verifique se introduziu os dados corretos! E se não for pedir muito, peçam ao tio, à tia, ao vizinho, à vizinha, ao sr. do talho e mais não sei quem, para também assinarem!
Políticos no activo a presidir a órgãos “técnicos” que fazem a análise das suas próprias políticas? Sendo que antes de entrarem em cargos executivos ninguém lhes conhecia tal “capacidade” técnica? A OCDE funciona mesmo assim? Ou depende dos sectores? É mais complicado de perceber do que parece.
Não são só essas, Amigo. São também as listas da mobilidade estatutária de professores para toda e qualquer tipo de associações, associações de professores e outras entidades que não se acham em lado nenhum. Quem se lixa é quem bate com os ossos na sala de aula. O resto é treta!
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Há uma proposta de acção do STOP baseada num mini-parecer do doutor Garcia Pereira. Deixo aqui uma outra sugestão, ligeiramente diferente:
“Ajudem-me a pensar numa possível solução para dia 2 de julho.
Exemplo: Cumprir os serviços mínimos mas mantendo os efeitos da greve, de forma a passar o problema para o ME.
Ao realizar os CT a partir de 2 de julho, com um (ou mais) professor em greve, cumpria-se a determinação dos serviços mínimos.
Nessas reuniões de CT os professores presentes deliberam por unanimidade reunir e entregar todas as propostas de avaliação, conforme ordens recebidas, deixando expresso em ata que a validação dessas propostas nas presentes circunstâncias viola o disposto na portaria n.º 243/2012 (secundário) ou no despacho normativo n.º 1-F/2016 (Básico), segundo os quais “para efeitos de avaliação dos alunos, o Conselho de Turma é constituído por todos os professores da turma.”
Os Diretores de Turma só assinarão as pautas de classificação final mediante ordem escrita da Direção. O problema da validação (ilegal) das classificações passa para o Ministério.
Se os serviços mínimos são ilegais e vão ser objeto de recurso, conforme já anunciado pelos sindicatos, todas essas classificações são suscetíveis de serem declaradas ilegais, tal como os efeitos que delas decorram. Deste modo a instabilidade criada pelo cumprimento das ordens do ME pode ser enorme.
Os professores cumprem, reclamam, mas não pactuam com ilegalidades.”
Fernando
No meu caso, por enquanto, o que recomendo é que, sempre que possível, em todas as escolas circule a informação disponível e sejam debatidas de forma aberta e colaborada as várias perspectivas em confronto, por forma a manter as opções assumidas o mais partilhadas possível. Tendo sempre em atenção que este é um conflito entre professores e governo que não deve, nem pode, ser instrumentalizado por cliques político-partidárias.
Uma prova de Matemática com dois programas: ansiedade aumenta
Neste ano a prova mais temida do secundário é ainda mais complexa: tem dois programas distintos num só enunciado e nem alunos nem professores sabem com o que contar.
Alunos foram “prejudicados” pelo tipo de exame proposto para Matemática A, dizem professores
Sociedade Portuguesa de Matemática diz que foi posta em prática “uma receita para o desastre”.
Os alunos do 12.º ano que realizaram nesta segunda-feira o exame de Matemática A foram “prejudicados” pelo tipo de prova que lhes foi proposta, alertam a Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) e a Associação de Professores de Matemática (APM) que, contudo, apresentam motivos distintos para sustentar esta conclusão em comum.
“Ficou reunida a receita para o desastre”, diz o presidente da SPM, Jorge Buescu. E isto aconteceu porque o Instituto de Avaliação Educativa (Iave), que elabora os exames, “mudou completamente a estrutura do exame sem que antes tenha elaborado uma prova-tipo, o que sempre recusou, ou promovido a realização e testes intermédios”, explicita Buescu.
“O exame do ano passado era um rebuçado. O deste ano? Sopa”
Alunos consideram prova de Matemática A do 12º ano longa e difícil. Divisão em dois cadernos complicou a vida.
Hélder, 17 anos, está com cara de poucos amigos enquanto revê o enunciado do exame nacional de Matemática A. Fazemos-lhe uma pergunta para início de conversa: “O exame correu bem?” A resposta é seca: “Não!” À porta da Escola Secundária Francisco de Holanda, em Guimarães, num grupo onde estão mais seis estudantes, a análise é unânime: a prova era longa e difícil. Outros colegas que saem do edifício nos minutos seguintes reforçam essa opinião.
Ao longo da conversa, Hélder é mais ilustrativo: “O exame do ano passado era um rebuçado. O deste ano? Sopa!”
Sociedade de Matemática diz que exame põe em causa igualdade no acesso ao superior
(…)
A SPM referiu que faltou ao longo do ano informação intermédia sobre o modelo de prova a aplicar, criticando o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), organismo responsável pela elaboração e aplicação das provas e exames, que, defende a SPM, “se limitou a fornecer uma Informação Prova com contornos menos claros e que agora se verifica ter pouca correspondência com o exame”.
“Como consequência desta inédita falta de informação, os alunos — tanto do novo programa como do antigo — foram hoje confrontados com uma prova que não traduz fielmente o trabalho realizado durante os três anos do ensino secundário. A tentativa de subordinar o enunciado a dois referenciais de avaliação distintos acabou por gerar itens desequilibrados, confusos e por vezes contraproducentes do ponto de vista pedagógico”, lê-se no comunicado.
A SPM dá o exemplo de um exercício da prova, no qual se pedia “textualmente aos alunos” para “não justificar a validade do resultado obtido na calculadora”, o que a SPM defende ser a “antítese do método científico e da boa utilização da tecnologia, que deve ser sempre acompanhada de espírito crítico”.
Aponta ainda outro exercício, ao qual “os alunos do antigo programa poderiam responder a qualquer uma das alternativas apresentadas, ao passo que o novo programa apenas contempla uma delas”.
“Em termos de substância, a prova é extensa e trabalhosa, gerando-se assim uma maior complexidade relativamente a edições anteriores. Por outro lado, a vertente calculatória do tema de funções, muito trabalhada por todos os alunos, é abordada de forma extremamente superficial”, defende a SPM.
Exame de Português do 9.º ano também teve “novidades” em relação a provas anteriores
Em ano de novidades nas provas de Português, a associação de professores da disciplina alertou que, no caso do 12.º ano, poderão “vir a ter reflexos nos resultados”.
(…)
As novidades do 12.º ano
No seu parecer sobre o exame de Português do 12.º ano, realizado por 74.354 alunos, a APP alertou que as novidades introduzidas poderão “vir a ter reflexos nos resultados”. E destaca duas. No item 7 do Grupo I (parte C) pede-se que os alunos “escrevam uma breve exposição [não há indicação de quantas palavras] na qual distinga o herói em Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, do herói em Mensagem, de Fernando Pessoa”, mas a cotação atribuída (16 pontos) é igual às da maioria das questões do mesmo grupo quando se limitam a exigir respostas restritas.
Por outro lado, o grupo III, onde se pede aos estudantes que escrevam um texto “sobre o poder das palavras nas relações humanas”, é cotado “com apenas 40 pontos (nas provas dos anos anteriores, este grupo tem sido contado com 50 pontos), o que perturba as expectativas de professores e alunos”, frisa a APP.
Logo no dia do exame, a 19 de Junho, os alunos ouvidos pelo PÚBLICO deram conta das mudanças registadas, tendo-se mostrado surpreendido com elas. Em resposta, o Instituto de Avaliação Educativa (Iave), o organismo público responsável pela elaboração e classificação dos exames, garantiu que não houve alterações estruturais, apenas ajustamentos. Estes “resultam da análise de resultados de anos anteriores e visam melhorar a validade da prova e das classificações”, explicou então o presidente do instituto, Hélder Sousa.
Afinal, São Tudo Simulações Para Parceiros e Imprensa Verem!
Junho 22, 2018 ~ Paulo Guinote
Os números que as Finanças lançam cá para fora sobre os encargos com as progressões dos professores (tal como para a recuperação do tempo de serviço) são apenas “simulações”. O esclarecimento a desmentir uma notícia do Público é verdadeiramente esclarecedor e um momento ao melhor estilo do absurdo monty python (Esclarecimento Notícia+Carreiras+Professores). Mas eu acho que quem o fez nem percebe o ridículo em que cai e o que acaba por admitir de forma clara e explícita. Os valores mudam mas não foram revistos; mudam, mas são os mesmos. São produzidos para servirem de “arma” negocial e mediática, mas não passam disso. Daqui por uns meses o mais certo é serem outros, mas os mesmos, alterados mas não revistos. E, como me farto de escrever, gostam de incluir a desonestidade da TSU na despesa, sem dizer que ela não sai do Estado. E pretendem integrar os custos com as vinculações mais recentes, mas ignoram as aposentações.
É pura e simplesmente abjecta , rasca…para não dizer nojenta.
Esta Posição do PCP é Absolutamente Lamentável…
… e faz lembrar o que algumas das suas práticas têm de pior no lançamento de suspeições sobre tudo o que não controla. Só o excerto que transcrevo contém suspeições não fundamentadas em quaisquer factos, informações falsas e outras truncadas. Uma das passagens é objectivamente difamatória para os promotores da ILC. Pessoalmente não me surpreende ou sequer ofende, porque conheço bem os meandros da “máquina”.
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Façam greve, mesmo se percebem que andam a ser usados todos os truques para darem a entender que será em vão.
Peçam para passar a escrito todas as “ordens” ou “recomendações” orais que vos sejam feitas e que atentem contra os vossos direitos. Usar o CPA, artigos 13º, 82º e 102º a 104º.
Informem-se, não desanimem e não se deixem levar por bocas de quem apenas quer ajudar a confundir e dividir.
Continuem a assinar a ILC até ela ter bem mais de 20.000 assinaturas e obrigar as cúpulas partidárias a pensar bem até que ponto estão dispostas a ir no seu vira-casaquismo.
Grupo de professores quer que contagem do tempo de serviço congelado seja feita de uma só vez
Há uma iniciativa independente de professores que exige que a contagem do tempo de serviço congelado seja feita de uma só vez, em janeiro de 2019. O grupo de cidadãos não se revê na posição nem dos sindicatos nem do Governo e por isso redigiu um projeto lei que vai ser discutido no Parlamento.
Não abram a pestana que não é preciso:
(…) E é mesmo melhor o pessoal ir continuando a subscrever a ILC pois cada vez se irão descobrindo mais coisas sobre estes “compromissos” que de nada valem, apesar de nos terem andado seis meses a dizer que sim e que a “ferramenta certa” é esta. (…)
Vejam bem a negociata que anda a ser cozinhada pelos mesmos do costume e quanto perdemos se aceitarmos uma recuperação faseada ou parcial (destas continhas não fala o Mário Nogueira):
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