Foram colocados 301 contratados na Reserva de Recrutamento 11, distribuídos de acordo com a tabela abaixo.
Novembro 2024 archive
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Nov 08 2024
3.981 Aposentados em 2024
Com a publicação da listagem mensal de aposentados com efeitos ao dia 1 de dezembro de 2024 já consigo fechar o número de docentes aposentados ao longo deste ano civil.
A minha estimativa a meio do ano é que se aposentassem 4000 docentes.
Falhei a previsão apenas por 19, pois foram 3981 docentes que se aposentaram em 2024.
É hora de começar a fazer os meus estudos para prever o número de aposentados em 2025, mas assim à partida e sem grandes cálculos aponto já para os 4700.

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Nov 08 2024
Reserva de recrutamento 2024/2025 n.º 11
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 11.ª Reserva de Recrutamento 2024/2025.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 11 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 12 de novembro de 2024 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
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Nov 07 2024
Resultados Nacionais das Provas de Aferição 2024
Resultados Nacionais das Provas de Aferição 2024
Já se encontra disponível o Relatório com os Resultados Nacionais das Provas de Aferição do Ensino Básico, realizadas em 2024.
Estas provas foram realizadas entre 2 de maio e 18 de junho de 2024, por cerca de 260 mil alunos dos 2.º, 5.º e 8.º anos.
Download do documento (PDF, Unknown)
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Nov 07 2024
Ninguém? – Paulo Guinote
O Rui Cardoso acha que ninguém quer abordar a questão da ADD. Com a devida ironia provocatória, que ele percebe com facilidade, está a olhar para o seu umbigo. Se há coisa sobre a qual escrevi foi sobre ela, anos a fio, até porque desde o descongelamento meti o nariz num número muito razoável de recursos e reclamações e tenho a papelada para o comprovar. Diz ele que se não forem os professores a tratar do assunto, outros tratarão, como se não fosse certo e garantido que será isso a acontecer, com ou sem propostas dos professores, mesmo aquelas que se esqueceram ao fim de poucos anos e não se trata só das questões das quotas e das vagas.
Ninguém?
Ainda diz ele que “todos falam mal dela, ninguém a quer, mas todos se tentam aproveitar dela”, algo que não posso desmentir por completo, porque sempre achei que havia forma de a contornar, assim as SADD (e director@s) colaborassem, sem medo de pressões externas. Assim existisse “união” e as coisas poderiam ter sido bloqueadas a partir das escolas. Mas não foram e eu até penso que sei o porquê e porque o assunto até se tornou mais relevante a dado momento. Ainda me lembro de alguém se gabar de recusar menções de mérito, quando para isso teria de acumular mais essa benesse a outras decorrentes dos cargos ocupados, como ampla redução do horário lectivo e suplemento remuneratório que há quem queira ver aumentado. Se tivesse de apontar o dedo, não seria ao Rui Cardoso, que é muito frontal nestas coisas. Claro que falo naquelas outras criaturas, que parecem herdeiras do sonsismo, que se armam em muito éticas, sem parecerem perceber exactamente do que estão a falar, convivendo bem com conflitos de interesses mal declarados.
Por exemplo… vamos, de uma vez, tornar estanques os regimes geral e especial da ADD? Como será tudo feito se os directores e outros dirigentes escolares tiverem uma carreira própria? Terão uma ADD separada, estanque, deixando subcoisos e adjuntos de se gabar de não vir “papar” as quotas aos zecos, como se isso fosse um grande feito? Posso dar exemplos do contrário e de muita trafulhada e promiscuidade nos procedimentos. Não é por acaso que até eu já reclamei, como dei conta de forma pública, aqui neste blogue, há um par de anos, com recurso a documentação demonstrativa do abuso de uma presidente de SADD que, não satisfeita em baixar-me a menção, até tentou baixar-me a classificação quantitativa. Parece que há quem ache que, perante isso, devemos todos calar-nos. Ide dar banho à minhoca.
Se é sobre a ADD que querem falar, debater, confrontar ideias… vamos a isso. Mas, nesse caso, há quem precise de comprar espelhos, antes de fazer críticas. Há quem ache que por não ir ao pombal do vizinho, fica desculpado por ir ao galinheiro. E antes de ir ao galinheiro, tinha ido ao pomar. Há quem fale de barriga muito cheia, não sabendo do exemplo daquele sapo.
Já agora, a propósito das necessidades de uma “infraestrutura” ética no mundo actual, uma leiturinha interessante, não muito longa, mas um pouco complexa, para quem tiver receio de desgastar o tempo e o intelecto.
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Nov 07 2024
A crise geracional da educação – José Afonso Baptista
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades.
Luís de Camões tinha razão, o ser humano gosta de mudar. Precisa de mudar. É obrigado a mudar. Começou a escrever e a desenhar nas paredes das cavernas, logo passou aos papiros, antepassados do papel, e aos pergaminhos ou peles de animais. A minha geração aprendeu a escrever na pedra com um estilete também de pedra, o ponteiro. As ardósias substituíram papiros e pergaminhos. Eram miniaturas portáteis do quadro preto onde se escrevia com giz branco. Poupámos árvores e animais sacrificados para alimentar a escrita. O papel veio a seguir, livros, folhas de papel, cadernos, cartolinas, a escola tornou-se a principal consumidora da floresta. Os nossos filhos e netos vão abandonando o papel, a tinta, as canetas, as esferográficas, os lápis, as borrachas e os vernizes que escondem os erros que deram. A minha preciosa coleção de canetas de tinta permanente ficou esquecida no tempo. Os teclados poupam tudo isso e a “nuvem” guarda e arruma o que escrevemos. As receitas médicas são hoje enviadas pelo telefone e afixadas no SNS 24, disponíveis com um clic. Os infindáveis “Processos”, volumosos dossiers que guardavam e organizavam as nossas vidas de papel, nos hospitais, nas escolas, nas repartições, nas empresas, tudo isso são hoje sepulturas de pessoas e de um mundo que já não existe. Os exames escritos, os trabalhos académicos, os exames médicos, os impostos, tudo deixou de ter existência material. Se não deixou, é sintoma de atraso. O próprio dinheiro físico vai desaparecendo a pouco e pouco e não resistirá por muito tempo. Virá a seguir o desaparecimento dos teclados. Deixarão de ter utilidade porque podemos ditar vocalmente o que o computador transforma em texto e guarda em discos ou na nuvem. O computador e o smartfone são hoje “o anjo da guarda” da infindável memória que nos lembra ou ensina em segundos o que levamos anos a aprender ou a decorar. Que nos faz de imediato contas e cálculos que roubavam tempo e paciência. Aprender é preciso, a ouvir, a ler, a contar, a desenhar, a pensar, a memorizar. Mas hoje são outros os caminhos do aprender. Antes de mais são os que impõe o tempo presente, mais práticos, mais rápidos, mas sobretudo mais autónomos. Agora o aprendente tem outros incentivos para aprender e outros meios de acesso ao saber. A geração Z, nascida entre 1995 e 2010, está profundamente enraizada na Internet, no digital e nas novas tecnologias. Este é o seu mundo e o seu caminho e não adianta erguer sinais de trânsito proibido. A geração dos pais e dos avós, escravos da nostalgia conservadora do passado, bem podem clamar e reclamar, o mundo novo está contra eles, e nem a escola conservadora conseguirá resistir à força e ao fascínio de ter à mão, no momento, todas as respostas de enquadramento e relacionamento com todo o mundo à sua volta. Não adianta opinar, com ou sem razão, que as crianças aprendem melhor manuseando o lápis, a caneta ou a esferográfica. Que o saber dos livros em papel é mais eficaz que os computadores ou smartfones. A atração das crianças e jovens vai noutro sentido. O mercado e a publicidade, os potentes motores da economia, são os meios e os aliados mais poderosos para a mudança do analógico para o digital. Os mais idosos sempre se lembrarão das memórias da infância, da família, da escola, dos amigos e de todos os afetos que a idade preservou, tantas vezes os mais fortes de uma vida. O tempo não apaga as imagens das ruas, das veredas e dos caminhos percorridos. As primeiras memórias são as mais resistentes. Mas nem a nostalgia mais forte nos convida hoje a montar na albarda de um burro para ir à escola, nem no carro de bois para ir à cidade. Salazar, se vivesse nos nossos dias, não teria feito a viagem de Santa Comba para a Universidade de Coimbra montado num cavalo. Os caminhos de hoje estão bem definidos e conhecemos os meios mais adequados para os percorrer. O problema maior está ainda na acessibilidade. O mundo novo não está acessível para todos. Falta-nos construir as pontes e autoestradas do saber e da inteligência. Sem portagens. A escola em Portugal enfrenta mil problemas que estão à vista de todos. Um dos maiores é um problema geracional. É a transição da escola seletiva, enraizada na mente de altas personalidades do regime, para a escola inclusiva, a escola de todos. O 25 de Abril foi alargando a escolaridade obrigatória até aos 18 anos, mas manteve inalteráveis os mecanismos da seleção, excluindo sobretudo as crianças mais vulneráveis nos planos económico e social, e aquelas que não encaixam no perfil único igual para todos. Programas e exames iguais para todos excluem a diversidade e a diferença. As crianças que não encaixam no perfil único, por mais talentosas que sejam, são inexoravelmente excluídas, mesmo quando dotadas de uma inteligência superior em áreas específicas. No âmbito das impropriamente designadas “deficiências”, como a surdez, a cegueira ou a dislexia, mesmo com talentos de alto nível, a escola foi e continua implacável. No nosso país, a escola inclusiva ou escola para todos continua bloqueada, com o apoio de altos responsáveis de governos recentes que continuam a defender a exclusão, num processo de calibragem, como o das maçãs. Os calibres que não respeitam a norma são eliminados. É o paradigma do passado a impedir milhares de crianças de percorrer o caminho adequado ao seu perfil. A Diversidade, a Equidade e a Inclusão não entram nesta equação. Voltaremos a este tema.
Diário As Beiras 2024.11.07
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Nov 06 2024
Quando a criança-rei tem escola a tempo inteiro – Paulo Prudêncio
Qualquer que seja o ângulo de análise, conclui-se que a sociedade adoeceu quando se lê que mais de metade dos professores já foi vítima de “agressões físicas ou verbais por parte dos alunos”. Mas não se generalize: cada aluno não é um potencial agressor, nem cada professor um provável agredido. Se as generalizações são injustas, em educação acrescenta-se a dificuldade em realizar estudos empíricos. Por isso, não se explique. Descreva-se tendências, com consciência das intemporalidades do conflito de gerações e da desconfiança dos adultos na capacidade dos jovens em assegurar o futuro – há registos desde a Grécia Antiga.
Quando a criança-rei tem escola a tempo inteiro
Dito isto, descreva-se que esta indisciplina dos estudantes relaciona-se com um “estatuto” que fez do encarregado de educação um cliente que tem sempre razão em ambiente escolar – espelhado na burocracia, na gestão das escolas e na avaliação dos professores -, com a frequente alegação que os miúdos captam desde cedo: “se a professora não se portou bem, diz que eu vou à escola”.
Aliás e consultando opiniões ou outros estudos recentes, o psiquiatra Daniel Sampaio concluiu, em 2011, que o ambiente em muitas salas de aula dos ensinos básico e secundário “exige medidas urgentes“, e a OCDE, “poucos anos depois”, constatou que em Portugal reina a pequena indisciplina nas salas de aula.
Se associarmos o descrito à desvalorização a que o poder político sujeitou o estatuto dos professores, enfrentamos o fenómeno e a “fuga” desses profissionais.
Há duas tendências descritivas do desequilíbrio: escola a tempo inteiro e pedagogia da criança-rei. Não se aconselham desde meados do século passado e são mais nefastas se aplicadas em simultâneo.
A ideia de escola a tempo inteiro desresponsabiliza a sociedade na educação, porque dilui os limites educativos entre a sociedade, a família e a escola. Adoece a democracia, como se verificou na ascensão do nazismo. O imperativo democrático exige que a educação seja uma responsabilidade das famílias e da sociedade, tendo a escola um papel complementar essencial a par da gestão do território, da segurança social, da saúde ou da cultura.
Por outro lado, a pedagogia da criança-rei nasceu em oposição a outro desequilíbrio: o professor “todo poderoso”. Mas criou – como se observou no nazismo, mas também com os jovens eleitores na actualidade -, gerações de invencíveis, de ressentidos e de egoístas, com baixa valoração dos sentimentos de justiça, de razão e de responsabilidade.
Um exemplo dos efeitos da simultaneidade das duas categorias foi o tempo que se demorou a iniciar a discussão sobre o uso do smartphone por crianças e jovens, quando a adicção tecnológica e a exposição à selva digital – dominada pelos discursos de ódio, violência e misoginia e até por conteúdos pornográficos – eram indisfarçáveis há mais de uma década. Ficou-se à espera da escola. Só que a fantástica invenção do smartphone ultrapassa as suas fronteiras, com as gigantes tecnológicas interessadas no seu uso por todos num negócio que controla a decisão política.
Apesar da escola usar o smartphone como material didáctico “indispensável”, contribuindo para a desigualdade de oportunidades e dificultando a difícil tarefa dos encarregados de educação que sabem que a negação é essencial à formação da personalidade, a proibição em debate para as escolas é, além do mais, insuficiente: o tempo semanal é de 118 a 128 horas fora da escola e de 40 ou 50 horas no seu interior. Nesse sentido e como exemplo, as confederações de encarregados de educação financiadas pelo estado discutem as tecnicidades da gestão escolar – servindo de extensão partidária de quem governa e “sufragando” o cerne da crise vigente -, mas não existem no debate sobre tanto que há fazer nas desigualdades educativas.
Em suma, se o ensino usa conhecimentos, atitudes e valores como mediadores que equilibram a relação contraditória entre o professor e os alunos, o desrespeito pelas salas de aula, como preciosos reinos da sensatez, traduz-se em governantes que acreditam, ingloriamente, que mudam o seu interior por decreto. Aliás, prescrever a criança-rei nas sociedades da escola a tempo inteiro influencia mais as famílias do que quem ensina, e usar a aula semanal de Cidadania e Desenvolvimento como marketing partidário tem o mesmo efeito; e ainda desprestigia o professor. Seria semelhante se se repetisse a torrente mediática porque uma professora de Educação Moral e Religiosa afirmou, supostamente, que a terra é plana ou que Charles Darwin foi enviado por Satanás.
Durou demasiado tempo a distopia que associou as ideias de escola a tempo inteiro e criança-rei à desautorização do professor. O pêndulo da condição humana não pode oscilar nestes desequilíbrios. Afasta-se do humanismo que ergue a democracia. As tensões da indisciplina eliminam a poesia da perfeição imperfeita que é uma sala de aula – numa fase em que se contratam milhares de professores sem formação em ensino (já são mais de 3500) e se exaurem os existentes com horas extraordinárias a eito. A sugestão do sonho material, como remedeio meritocrático para pobres e remediados, concretiza-se numa minoria. Somos todos – alunos e professores de todas as condições – compostos pelas mesmas moléculas que constituem os sonhos diários.
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Nov 06 2024
Governo quer regularizar contratos ilegais de Técnicos Especializados nas escolas
Em resposta a deputados do PS e do PCP, o secretário de Estado disse haver mais de três mil técnicos especializados em situação “absolutamente ilegal, injusta e até difícil de entender”: alguns têm mais de seis ou sete renovações sucessivas de contratos, havendo outros nesta mesma situação há 13 anos.
A tutela disse estar a concluir um levantamento das necessidades, para desenhar um mapa de pessoal, que servirá para abrir concursos de vinculação e colocações sem termo desses profissionais.
“A nossa intenção é, no primeiro trimestre de 2025, avançar com um concurso público para a vinculação destas pessoas nas escolas”, disse o secretário de Estado, acrescentando que há escolas com seis ou sete técnicos ao lado de outras com apenas “um ou meio técnico”.
“Acho que temos o direito a perguntar se as crianças da escola A ou da escola B não têm o direito a ser apoiadas e tratadas da mesma maneira”, concluiu.
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Nov 05 2024
AJDF – Medicina do Trabalho – Ministério da Educação uniformiza procedimentos
Medicina do Trabalho – Ministério da Educação uniformiza procedimentos
Alguns diretores recusam-se a marcar consultas de Medicina do Trabalho e a aplicar as Fichas de Aptidão que a entidade emite. Após denúncias, Governo enviou email para uniformizar procedimentos.
Uma semana depois de o Observador noticiar que alguns professores têm sido obrigados a exercer mais funções do que a Medicina do Trabalho define — e após não esclarecer se tem conhecimento que as escolas não cumprem a lei —, o Ministério da Educação enviou aos diretores escolares de norte a sul do país uma nota informativa com três páginas. O objetivo foi “clarificar algumas questões” e “uniformizar procedimentos” no que toca à Medicina do Trabalho, lê-se no documento, levando a que os diretores escolares cumpram a lei.
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RELACIONADO:
(1): Nota Informativa – MECI – Medicina do Trabalho
https://ajdf.pt/wp/2024/10/26/nota-informativa-medicina-do-trabalho/
(2): Escolas ignoram lei – Medicina do Trabalho –> Notícia do OBSERVADOR
https://ajdf.pt/wp/escolas-ignoram-lei-medicina-do-trabalho/
(3): Press Release – Faltam professores e falta saúde
https://ajdf.pt/wp/2024/09/04/press-release-faltam-professores-e-falta-saude/
(4): Carta enviada a todos os Diretores dos Agrupamentos de Escolas do Continente –> “Medicina do Trabalho – Direito Fundamental e Obrigação Legal”
https://ajdf.pt/wp/2024/07/03/carta-aos-diretores-medicina-do-trabalho/
Noticia_Observador_Ministerio_envia_NI_Diretores_nao_cumpriam_a_lei_MT_site
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Nov 05 2024
Período Probatório 2024/2025– publicação listas
Encontra-se publicada a Nota Informativa Período Probatório 2024/2025, bem como a lista de docentes que realizam o Período Probatório e a Lista de docentes dispensados do Período Probatório
Consulte a nota informativa e as listas:
Lista de docentes que realizam o Período Probatório – 2024/2025
Lista de docentes dispensados do Período Probatório – 2024/2025
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Nov 05 2024
Comunicado da MEP ao MECI
Comunicado da Missão Escola Pública ao MECI, sobre o atual estado da Educação e as soluções que se avizinham:
“Aceitar baixas qualificações para a docência e profissionais não qualificados para o efeito, alargar o horário de trabalho dos mesmos, reduzir a carga horária das disciplinas ou aumentar o número de alunos por turma também não podem ser a solução para o problema, uma vez que são medidas que comprometerão, mais cedo ou mais tarde, a qualificação das gerações vindouras de profissionais deste país, retirando-lhes a hipótese de competir não apenas no mercado do trabalho interno, mas também no internacional.”
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Nov 05 2024
Há dois professores com 74 anos entre os 62 reformados que poderão voltar a dar aulas
Um bem haja à Clara Viana que terá escrito este artigo no Público como o seu último enquanto jornalista deste Jornal.
Há dois professores com 74 anos entre os 62 reformados que poderão voltar a dar aulas
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Nov 05 2024
Certificação do Tempo de Serviço (CTS)
Os pedidos de certificação do tempo de serviço, para efeitos de concurso de professores 2025/2026, têm de ser apresentados até ao dia 15 de novembro de 2024.
A partir do dia 16 de novembro de 2024, e até 31 de março de 2025, só serão admitidos os pedidos de certificação que sejam instruídos para efeitos de aposentação e/ou de retificação administrativa dos previamente submetidos.
Os novos requerimentos de certificação do tempo de serviço para efeitos de concurso nacional voltarão a ser admitidos a partir de 1 de abril de 2025.
Consulte a nota informativa.
Certificação do tempo de serviço – outubro 2024
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Nov 05 2024
Portugal tem mais de 500 escolas degradadas
Mais de 500 escolas do ensino básico e secundário em Portugal estão degradadas, reconheceu hoje o ministro da Educação, anunciando um plano de investimento para a recuperação do parque escolar que não fique dependente apenas de fundos europeus.
“Neste momento temos mais de 500 escolas que estão identificadas como estando em estado de degradação. São quase 10% do total das escolas e isso resultou da falta de planeamento”, criticou o ministro da Educação, Ciência e Inovação durante a audição no parlamento sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2025 (OE2025).
Fernando Alexandre lamentou que a lógica até agora fosse “quando há fundos europeus, gasta-se”.
Segundo o ministro, o parque escolar tem cerca de seis mil escolas, pelo que não é “muito complicado ter um plano de investimento anual”, que seja um plano independente que permita pensar numa ação a médio e longo prazo.
As obras tanto poderão vir a ser pagas por fundos comunitários, orçamento do estado ou empréstimos ao Banco de Investimento: “Não podemos trabalhar em função dos fundos europeus. A ideia é fazer um plano de investimento e os Governos vão à procura das verbas”, defendeu.
O ministro acrescentou que “o plano ainda não está feito” e “será sempre feito em articulação com as autarquias”.
Portugal tem mais de 500 escolas degradadas
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Nov 05 2024
Os números apresentados no Correio da manhã estão ratados…
A notícia, que hoje faz capa do correio da manhã, apresenta números desatualizados do número de professores. Tal facto faz com os cálculos apresentados estejam “ratados”.
A base que usaram para o cálculo foi o número de docentes de quadro a abril de 2024, mas entretanto entraram no quadro 6612 docentes. o que perfazia o número de 107889. Mas a esses temos que tirar os que entretanto passaram ao estado de aposentados, 1 980, deixando-nos com 105 909 professores do quadro, neste preciso momento.
A partir daqui é fazer as contas (como dizia o outro).
Os números apresentados para julho de 2025 e 2027 também não podem estar corretos porque, ao que me parece, não preveem o número de aposentações e entradas no quadro.
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Nov 04 2024
Mais uma Plataforma Para Preencher
Monitorização das medidas excecionais e temporárias aprovadas pelo Decreto-Lei n.º 51/2024
No âmbito da Monitorização das medidas excecionais e temporárias aprovadas pelo Decreto-Lei n.º 51/2024, a DGAE disponibiliza uma aplicação eletrónica para os AE/EnA efetuarem a indicação dos docentes/técnicos abrangidos.
Acordo para prestação de serviço docente extraordinário (n.º 3 e 6 do art.º 4.º DL51/2024)
Acordo para prestação de serviço docente extraordinário (n.º 5 e 6 do art.º 4.º DL51/2024)
Requerimento acréscimo remuneratório (art.º 6.º DL51/2024)
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Nov 04 2024
Projeto C.A.F.E. – Procedimento concursal 2025 – Publicação de listas provisórias
Publicação das Listas Provisórias dos candidatos admitidos e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2025.
Listas Provisórias de seleção e exclusão
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Nov 04 2024
Governo melhorou “um bocadinho” proposta para aumentos salariais
O Governo melhorou “um bocadinho” a proposta sobre aumentos da Função Pública para 2025, mantendo uma subida mínima de 55,27 euros, para vencimentos brutos até 2.620 euros e subindo para 2,15% para ordenados superiores, revelou o secretário-geral da Fesap.
Governo melhorou “um bocadinho” proposta para aumentos salariais
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Nov 04 2024
Procedimento de atribuição de serviço docente aos educadores de infância e aos professores dos ensinos básico e secundário aposentados e reformados 2024/2025 – Reclamação
A aplicação eletrónica que permite efetuar a Reclamação no âmbito do Procedimento de atribuição de serviço docente aos educadores de infância e aos professores dos ensinos básico e secundário aposentados e reformados, está disponível entre as 10:00 horas do dia 4 de novembro e as 18:00 horas do dia 8 de novembro de 2024 (hora de Portugal continental).
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Nov 03 2024
As práticas baseadas em traumas de acordo com o Berry Street Education Model
Às vezes penso nos dias de escola e sinto-os de uma outra pessoa, uma memória emprestada de um tempo quase absurdo de salas de aula rígidas de carteiras em fila onde cabíamos ombro a ombro à espera dos farrapos da aprendizagem descidos das alturas para nos acertar as cabeças e fazer qualquer coisa de novo.
Na óbvia ausência de tal milagre, eu vivia por iluminar as horas a fio passadas a copiar parágrafos em cadernos esfolados, ouvindo a professora debitar datas e fórmulas enquanto o mundo lá fora parecia chamar-me.
Olhando agora para o Berry Street Education Model, de autoria australiana, fico a pensar como talvez e finalmente alguém tenha entendido não serem as crianças meros depósitos.
Não são baldes vazios para encher com fragmentos de conceitos e tópicos. Ao contrário, são pequenos reservatórios de caos e sentimento previamente cheios pela vida e antes da primeira aula do primeiro professor.
São os medos de casa, as tristezas na família,
os desgostos, as raivas ainda sem nome e já de olhos cheios a transbordar de gritos e lágrimas, ou, pior ainda, em silêncio.
O Berry Street Education Model vem assim introduzir práticas baseadas em traumas,
partindo da premissa de muitas das crianças viverem já marcadas seja por acontecimentos vividos ou pelo simples peso de viver, construindo-se em torno de domínios tão práticos quanto poéticos: corpo, carácter, aprendizagem social e emocional, compromisso e previsibilidade.
Se há quarentena anos anos alguém me dissesse ser a escola um espaço para o fortalecimento do carácter de cada aluno, talvez risse. Para nós, carácter cabia apenas aos bravos a aguentar tudo calados e sem abrir a boca.
Agora, carácter não é sinónimo de resistência muda mas o capacitar do aluno para entender a sua constituição, os seus princípios na procura de uma direcção e um propósito de modo a dar sentido ao objecto de estudo.
E tudo porque os professores ao redor das crianças limitam-se ao raro e simples acto de escutar.
Igualmente curioso é o facto do modelo falar tanto da importância do relacionamento e os professores como os melhores terapeutas, guias para ajudar cada criança a encontrar-se num mundo onde tantas se perdem antes sequer de começarem a procurar.
Imaginem entrarem numa sala onde crianças aprendem a respirar fundo em grandes golfadas de ar antes de começar a aula, como quem se prepara para uma batalha, mas a batalha é interior, uma guerra contra o caos às vezes cá dentro a toldar quanto está diante de nós.
E os professores, em vez de impor uma disciplina, preocupam-se em criar laços de modo a conhecerem os desejos e as inseguranças de cada aluno e difícil é ensinar alguém a sonhar.
E se de acordo com o Berry Street Education Model os erros são oportunidades, onde está a liberdade nas salas de aula para dizer a uma criança como errar não é o fim do mundo e a falha não a define mas alumia o caminho em diante?
De outro modo, os miúdos, pequenos de corpo mas já velhos de espírito, continuarão a desistir antes de começar, mudos e calados a fugir da humilhação.
Pois só através do erro se aprende a resiliência, a capacidade de continuar quando o chão é um pântano. Eu, se pudesse voltar à escola, talvez gostasse de experimentar uma sala de aula onde se aprendesse a resiliência, não a do orgulho teimoso e seco de lágrimas mas a de quem é frágil e, ainda assim, avança. Quantos de nós teriam tomado outros caminhos?
Este modelo fala também do compromisso de cada professor em reconhecer cada aluno como um universo, só e à espera de quem abra a porta para olhar com olhos de ver e onde as actividades não são adaptadas ao aluno mas feitas com o aluno, um participante activo e com voz.
Ao aluno permite-se conhecer as próprias forças, criar um sentido, um propósito, um valor individual mesmo quando nos chamam loucos e os outros riem.
Em súmula, e aqui passo igualmente o testemunho ao meu colega do lado de lá deste texto, este é um modelo educativo onde o coração humano, o coração de uma criança, é um terreno cheio de raízes escondidas e cuja travessia implica a partilha e vivência dos mesmos com todos os seus riscos e benefícios.
E a escola, afinal, não é senão uma tentativa de trazer alguma luz a esse terreno, ensinando cada um a achar o seu caminho, mesmo se tortuoso, mesmo quando a luz é escassa, luz essa por demais pequena mas certa de nunca se apagar, não enquanto estivermos presentes.
https://www.berrystreet.org.au/learning-and-resources/berry-street-education-model
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Nov 03 2024
A avaliação docente. Um problema que ninguém quer abordar
A avaliação docente, como se faz neste momento, é uma abominação que nada avalia. Todos falam mal dela, ninguém a quer, mas todos se tentam aproveitar dela.
Dito isto, como se poderá realizar? Esse é o problema, ninguém se quer chegar à frente com uma proposta realista e que, de facto, avalie.
Os docentes são pagos para cumprirem os seus deveres, inscritos nos artigos 10.º, 10-ºA e 10-º B do ECD, está tudo lá. O problema é como medir esses deveres. Mas acima de tudo, perceber que se só se cumprir o que lá está escrito, nada mais se faz do que aquilo para que nos pagam. Para se ser Muito Bom ou Excelentíssimo é necessário fazer mais e muito mais do que só que é o “dever”.
Comecemos a discussão por aqui e vamos avançando e vendo quem se atravessa. final os docentes são especialistas em avaliação e passam muito tempo a avaliar alunos…
ATENÇÃO: ISTO É UMA PROVOCAÇÃO. SE NÃO FOREM OS DOCENTES A ARRANJAR UMA SOLUÇÃO, OUTROS A ARRANJARÃO E NÃO SERÁ A NOSSO GOSTO.
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Nov 02 2024
235 Contratados na RR10
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