Sobre a Prova Específica do Grupo 550

Chegou-me este desabafo.

Fica aqui o meu desabafo sobre a PACC, relativamente ao 550, informatica. Como se não bastasse já a humilhação que esta prova “oferece” a professores experientes, parece que também temos de saber tudo, sobre tudo, e tudo, no mundo binário é coisa que simplesmente não tem fim. Esta prova irá ser baseada num conjunto dos cursos profissionais existentes, alguns até CET,  basta para isso olhar para os conteúdos, que são “copy” “paste”, dos referenciais dos ditos profissionais, onde por exemplo o referencial do Curso de Técnico Especialista em Tecnologias e Programação de Sistemas de Informação, tem sensivelmente 28 páginas, onde na última página podemos encontrar cerca de 40, bem encorpados, livros, como sugestão didáctica. Não é humanamente possível, um informático saber todas estas matérias assim como um médico não é obrigado a saber tudo sobre cada uma das especialidades. Não desfazendo nem menosprezando a complexidade das outras disciplinas, mas a informática não é uma só disciplina, são dezenas de disciplinas completamente díspares umas das outras, em nos estão a pedir que saibamos tudo, é inconcebível esta situação, nem um curso de Engenharia versa sobre todos estes conteúdos, talvez uma junção de 3 cursos de Engenharia e a coisa lá se resolvesse. São milhões de pormenores, que se desse só alguns exemplos, facilmente enchia logo 10 folhas, é uma situação em que me fogem as palavras para outras menos politicamente correctas. Deixo só três exemplos: as cores de um cabo de rede utp e velocidades de transmissão, os comandos  SQL, e, tecnicas de animacao de video e som. Além de serem assuntos completamente  distintos albergam uma monstruosidade de conhecimentos, e não nos esqueçamos que informatica não tem manual do professor nem livro adoptados.

Concluo com o seguinte, o potencial que esta prova tem para “exterminar” todos os candidatos do 550 é enorme,  basta a pessoa que fez a prova assim o quiser, ou, se tiver sido instruído para tal.

Emanuel Louro

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46 comentários

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    • Mónica on 18 de Março de 2015 at 9:52
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    Não é só o caso do grupo 550. No caso da prova de música, se um professor do 250 não pode concorrer ao grupo 610, porque é que tem que fazer a mesma prova? Estive a analisar a prova de música e alguns colegas só com a licenciatura de professores ensino básico com variante em educação musical, terão muita dificuldade em realizá-la.

      • Elisa on 18 de Março de 2015 at 13:10
      • Responder

      Da mesma maneira que os professores do 1º ciclo irão fazer a mesma prova de matemática que os professores de matemática do 2º ciclo.Sou professora do 1º ciclo, sinto-me segura no meu trabalho, mas a verdade é que não tive o nível de preparação que um professor de matemática teve na faculdade.

    • informatico on 18 de Março de 2015 at 10:31
    • Responder

    Acho este artigo ridículo. Informática é só uma disciplina e aqueles conteúdos estão escolhidos de modo exemplar.

    Vou falar da realidade do norte, porque é a que conheço. Muitos professores de informática do norte tirou a licenciatura na Portucalense, ou afins. Existiram anos em que essa faculdade lançava centenas de licenciados. Nas escolas, quando vejo um professor dessa faculdade até fico enojado. Não sabem nada, precisam de ajuda para as coisas mais básicas e, quando se fala do PTE, são uma vergonha. Nem um computador sabem formatar, quanto mais programação informática! Esses professores, acredito que tenham imensos problemas na prova.

    Os restantes, que se licenciaram na Universidade do Minho ou Porto, vão concluir esta prova facilmente, porque estes conteúdos são básicos para um engenheiro ou programador! E são esses futuros profissionais que eles formam nos cursos profissionais…

    Por isso, este senhor Emanuel devia ter vergonha do seu receio e esconder-se, em vez de o anunciar publicamente!

    PS – Ainda me lembro do dia em que uma colega do 550 perguntou: “quantas linguagens de programação sabes”. Respondi: “Centenas”. Ela pensou que estava a brincar… Não, não estava, para um informático, a resposta é banal e encarada normalmente…

      • Informático on 18 de Março de 2015 at 10:36
      • Responder

      Tive que acrescentar isto: Na informática, se fizessem uma prova aos professores do quadro, chumbavam 90%. Acham mentira? Vejam o panorama nas vossas escolas! A maioria dos professores de informática não têm competências para ocupar o cargo que ocupam… Mais uma vez, repetindo-me, antes de me criticarem, vejam o panorama das vossas escolas!

        • suzi on 18 de Março de 2015 at 12:10
        • Responder

        Parabéns Senhor informático teria na prova 100% se a fosse fazer, mas como não vai… é fácil falar…

      1. Se fosse só em informática… Se fizessem uma prova aos professores do quadro, noutras áreas, 90% chumbavam!

      • Pois on 18 de Março de 2015 at 10:41
      • Responder

      Com estas provas vêm os podres à tona. Concordo consigo!

      • Informática da Portucalense on 18 de Março de 2015 at 11:32
      • Responder

      Informática é só uma disciplina? Agora fiquei confusa. Aplicações, tecnologias de informação e comunicação, programação, sistemas graficos, gestão de redes e etc… são só uma disciplina? e os professores da universidade do minho e do porto sabem todas e os da portucalense não? …Eu tinha cuidado em não por tudo no mesmo saco… E do PTE bem…. eu ja vi de tudo no PTE e ja vi o PTE a servir para tudo e “dar horas” a tudo menos professores do grupo 550. … querem manutenção em ordem nas escolas e redes e computadores a funcionar? Há pessoas especializadas para isso… contratem. ……

        • jose on 18 de Março de 2015 at 12:14
        • Responder

        Foi graças também ao PTE que muitos tiveram colocação, tive um ano que a coordenadora tinha algumas 10 ou mais horas de pte, era uma autêntica festa isso do pte

          • Informático on 18 de Março de 2015 at 14:36

          Era uma festa mas eram esses que te mantinham o material em condições para poderes trabalhar! Ou não?!? Há escolas com mais de 100 computadores para gerir e imenso trabalho onde os PTEs colaboravam… Olha que na escola por onde andei não faltam pessoas a andar com os PTEs ao colo!

          Pode é também ser o caso de a tua escola estar ainda no tempo da pedra!

          • jose on 18 de Março de 2015 at 15:15

          Só para rir, quem mantinha o equipamento em condicoes era eu, porque o resto da equipa, desde história, religião e moral, etc, não percebiam nada, e não era culpa deles, tinham sido colocados lá e pronto. Era uma festa porque as horas eram por vezes mal distribuídas e quem tinhá de andar para a frente era sempre o informático, era e ainda é, poupam-se milhares de euros em assistências à custa do escravo de informática.

          • Sara on 18 de Março de 2015 at 15:22

          acho indecente (é mesmo a expressão) o que fazem pelas escolas todas aos colegas de informática. É como quando encontramos um médico na rua e dizemos, “que bom ver-te! ah, já agora, dói-me em tal sítio…”.

        • Informático on 18 de Março de 2015 at 14:32
        • Responder

        Ok, são várias disciplinas, mas do mesmo grupo. É como um cozinheiro dar pastelaria e serviço de mesa ou um matemático dar álgebra ou estatística! Duas disciplinas mas a mesma ciência!

        A afirmação que as pessoas de uma universidade sabem tudo e de outra não não é assim linear. Mas posso dizer que há muita gente que demonstra muitas lacunas e que esses vêm maioritariamente das privadas. Isso é uma verdade! Por isso, têm medo dos PTEs e preferem não ter horas no horário para manutenção, empurrando a tarefa para outros… Eu tinha vergonha disso!

      • jose on 18 de Março de 2015 at 12:08
      • Responder

      Concordo com algumas coisas que disse mas não acho o artigo ridículo, informatica são várias disciplinas, digo eu, que já dei a componente tecnológica de vários profissionais e também trabalho como consultor, obviamente que existem coisas que é obrigatório saber, mas pelo que pude constatar a diversidade de conteúdos é de tal forma grande que se torna complicado.
      Não foi só na Portucalense que isso existiu, eu conheço professores que não sabem ligar 2 computadores em rede e coisas bem mais básicas
      Sabe centenas de linguagens? Pois é capaz de saber os conceitos teóricos de todas elas elas, ciclos, tipos de dados, etc, mas sabe a sintaxe exacta de cada uma delas? É óbvio que não. Eu sei e dou Sql mas sei tudo sobre sql? Claro que não e acho que é aí que está o problema, para quem vai fazer a prova pode muito bem deparar-se com questões pouco abordadas o não os torna menos informáticos.
      Estive a ver a prova e a última pergunta, é uma excelente pergunta, agora a outra do barramento, mas quem é que tem aquilo sempre presente na cabeça, sei como funciona, agora os nomes todos, se precisar vou ver ás dezenas de livros que aqui tenho, agora imagine-se isso multiplicando pelos milhares de tópicos possíveis, e se em vez de barramento falar de tensões de uma psu? quantos rails, amperagens e afins? e para que serve o north e SouthBridge? E ficheiros png, tiff, e taxas de compressão? e como se cria um botão em flash? Uiiiii, se calhar não é tão fácil como pensa…

      90% dos que lá estão seriam corridos? Eu até apostava numa percentagem maior.

      • 550 on 18 de Março de 2015 at 13:09
      • Responder

      Só uma disciplina? Só eu já lecionei pelo menos 11 diferentes!! TIC (7, 8, 9, Efa, secundário profissional, secundário módulos), multimédia, ICORLI, IMM,AE, Gbd, sistemas de informação, bases da programação, aplicações informáticas, linguagens de programacao, sistemas digitais e arquitetura de computadores). Concordo quando diz que houve universidades que lançaram fornadas de alunos em pouco espaço de tempo, muitos com médias altíssimas que nada tem a ver com as suas reais capacidades, especialmente os saídos da portucalense. Mas não nos meta a todos no mesmo saco!!! Eu próprio estou a ser muito prejudicado com isso, vejo muitos colegas à minha frente, com bons horários e até nós quadros que sei que não mereceram a média obtida e muito menos a nota atribuída no estágio. Mas daí a dizer que são todos incompetentes vai uma grande distância. Estive no PTE e tenho consciência que fiz muito bom trabalho, trabalhei e dediquei muitas mais horas às minhas tarefas do que as que constavam do meu horário, dei sempre tudo em cada disciplina diferente que tinha. Profissionais incompetentes há em todos os grupos. Quanto ao PTE, vi muito trabalho bem feito, trabalho excelente. Mas também sei que em muitas escolas eram dadas horas a colegas do quadro dos mais variados grupos para “não atrapalharem” pois a direção tinha queixas dos pais.

        • 550 on 18 de Março de 2015 at 13:15
        • Responder

        Quanto a resultados na prova, muitos chumbariam certamente. Mas isso não seria apenas neste grupo. Coloquem um professor de matemática do 3 ciclo a fazer um exame de 12 e vejam o resultado!!!

      • Informático on 18 de Março de 2015 at 14:26
      • Responder

      Ok, concordo com alguns comentários… O grupo Informática não é uma disciplina pois os docentes do grupo têm de leccionar várias disciplinas! Também já dei AC, RC, PSI, TIC, entre outras! Eu até já disciplinas de electrónica já dei tb! Mas não me venham o comentário que um professor de informática só tem de estar preparado para algumas delas… É como dizer que um professor de matemática só está preparado para álgebra e que não poderá sair estatística na sua prova, porque não seria justo.

      A verdade é que alguns professores NÃO SABEM mais do que os materiais que têm preparados há anos e se os tiram da sua zona de conforto, é uma desgraça! É mentira isto?

      E tb não é arrogância, pois de certeza não tiraria 100%. Mas tenho vontade suficiente para dizer que esta prova é justa!

        • jose on 18 de Março de 2015 at 15:05
        • Responder

        algebra e estatística estão muito mais próximos que redes e processamento de imagem, a única coisa que os liga é o computador. Estão em lados completamente opostos do espectro. Eu estou de fora e assusta-me os conteúdos da prova, e é facílimo fazer uma prova que reprovasse todos, inclusive os melhores dos melhores, porque é simplesmente impossível saber tudo, e se és informático sabes bem os pormenores que cada conceito, componente, etc podem ter.

        • Andreia on 18 de Março de 2015 at 15:30
        • Responder

        Queria ver se te aparecesse uma pergunta sobre os mosfet da Motherboard seguida das voltagens de um fonte atx, seguido de uma pergunta sobre cablagens para uma wan, mais uma pergunta sobre scripts do lado servidor, mais outra sobre o revolve de animacao 3d, mais uma sobre erp ou crm e por aí fora, se continuavas com essa atitude. Se temos de saber muita coisa sim, muita gente não sabe o básico? Sim. Que os conteúdos são completamente exagerados? Não tenho a minima dúvida.

          • Informático on 18 de Março de 2015 at 18:25

          Qual seria o problema? Só não concordaria com uma questão sobre mosfet porque isso é conteúdo para o grupo de electrónica. De resto, cablagem de rede, scripts e vídeo 3d até é o mais básico! 🙂 Acho que onde mais gente se vai mesmo espalhar é na algoritmia…

          Os erp e crm são dois excelentes exemplos de SGBD, que uso para ilustrar o uso das bases de dados no mundo empresarial. Não faz mal nenhum saber esses conceitos. Até porque essas aplicações de gestão para empresas são um excelente tema para as FCTs. Quem não sabe o que significam, tem menos hipóteses de correctamente encaminhar os alunos dos profissionais no último ano.

          • Pedro on 18 de Março de 2015 at 19:21

          Hahahahaha, sem palavras, não sei mesmo o que estás a fazer no ensino, alguém com todas essas qualidades todas deveria estar, sei lá, talvez em Marte. Só alguém de outro planeta é que pode achar vídeo 3d fácil, manda-te para a Pixar. Espera, não me digas que foste tu que fizeste o Toy Story ao mesmo tempo que davas aulas?
          Estas foram as primeiras e últimas palavras que te dirijo, não gosto de trocar argumentos com quem se acha mais do que os outros, geralmente fazem-no quando são exactamente o contrário para tentar desviar as atenções da natural incompetência e a tua necessidade de tentar demonstar que sabes de informática prova isso mesmo.

          • Pois on 18 de Março de 2015 at 21:15

          Não é isso que está em causa, o ter ou não competências para a Pixar. Isso é retórica e discussão que não vale sequer a pena. É a discussão dos fracos que não têm nada a dizer sobre o assunto essencial. Claro que não tenho competências para a Pixar, nem é isso que está aqui em causa. Sei apenas fazer animações simples, competências que uso com os alunos quando fazem projetos de jogos informáticos. E chega…

          Às vezes, quando não há argumento, rebaixa-se a conversa a discussões paralelas supérfluas.

          O que estou a dizer NÃO é que sou mais que os outros, apenas que concordo com a prova e com as competências que ela avalia, que me parecem ser bem mais acessíveis que as exigências de uma carreira numa empresa multinacional das mais conceituadas do mundo.

          Eu sou o que se deveria considerar NORMAL num professor.

          AGORA, quando um professor que me diz que deveria estar numa empresa, por me sentir especial, não posso de ficar triste por ele! Por isso é que a sociedade nos olha como incompetentes, uma vez que até os próprios professores se sentem incapazes e inferiores aos seus pares.

          Se vocês próprios se acham inferiores, gostava de ver o que transmitem aos alunos, principalmente aos dos últimos anos do profissional, quando vão para os estágios. Quando vão às empresas devem rir-se de vocês… 🙂 Com essa atitude, duvido que lhes incutam competências e sejam vistos com respeito…

    • José on 18 de Março de 2015 at 11:25
    • Responder

    Docente ‘porno’

    Vídeo realizado na sala incluía carícias em partes íntimas.

    A professora que lecionava na Escola Básica de Penilhos, Mértola, acusada de ter feito filmes pornográficos no interior da sala de aulas, foi expulsa do ensino, apurou o CM junto do Agrupamento de Escolas de Mértola.

    O caso remonta a novembro de 2013. Na altura, os pais dos alunos da escola de Penilhos ficaram em choque após terem visualizado o vídeo na internet: a docente de 42 anos exibia o corpo e acariciava partes íntimas com recurso a materiais pedagógicos utilizados para lecionar.

    A professora justificou-se e disse que as imagens tinham sido manipuladas. A Inspeção-
    -Geral de Educação e Ciência abriu um inquérito, que culminou agora com a expulsão da docente. O CM contactou o Ministério da Educação para um esclarecimento, mas sem sucesso.
    Maravilhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
    Isto é que é uma provaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

    http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/docente_porno_expulsa_da_escola.HTML

  1. Caro colega do 550, senti o mesmo quando li as orientações para o grupo de Ed. Física. Abarca uma imensidão de conhecimentos não alicáveis no dia a dia escolar. Enfim… somos carne para canhão

    • Sara on 18 de Março de 2015 at 13:50
    • Responder

    Para os colegas de informática talvez possam dar uma vista de olhos à prova do 540. O que me dizem da pergunta 3? http://pacc.gave.min-edu.pt/np4/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=46&fileName=ELE_4100_2015_IP.pdf

      • Sara on 18 de Março de 2015 at 16:47
      • Responder

      Alguém que me corrija se eu estiver enganada, mas a pergunta 3 do 540 tem de certeza erros! Cheguei a consultar o site http://www.ee.calpoly.edu/media/uploads/resources/KarnaughExplorer_1.html e resolvi lá o problema e deu-me exatamente a mesma solução! E nenhuma das que estão lá apresentadas!

        • 600 Artes Visuais on 19 de Março de 2015 at 11:23
        • Responder

        Tem razão. Já tinha ouvido isso. A prova dotem um erro e já foi detetado há dias. Ninguém fala disso. Talvez porque seja um grupo com pouca expressão. Façam pressão!

    • Sara on 18 de Março de 2015 at 14:04
    • Responder

    E já agora a última pergunta da de informática tem um pequenino erro, mas claro que se subentende que quando se diz se > n, quer dizer se m > n.

      • jose on 18 de Março de 2015 at 14:18
      • Responder

      Pois, também reparei nisso e se falamos em linguagens de programação, cada uma com a sua sintaxe, onde os operadores podem ter variadas denominações, como é que se pode conhecer todas, a não ser que os avaliados sejam como o autor de um post em cima que diz que conhece 100.

        • Sara on 18 de Março de 2015 at 14:38
        • Responder

        pois, também pensei em sintaxe mas poderia estar a comparar outra variável qualquer. mas não achei grave. fiquei foi intrigada com o mapa de karnaugh da prova do 540.

        • informático on 18 de Março de 2015 at 14:39
        • Responder

        Muito simples. Porque há uma coisa que se chama Algoritmia e que se aplica a qualquer linguagem de programação.

        Depois, há as linguagens declarativas e imperativas, cada uma delas com as suas características.

        Conhecendo a Algoritmia e os paradigmas imperativo e declarativo, não há nenhuma linguagem que seja bicho papão, porque todas se regem pelas mesmas regras, basta alterar a sintaxe.

        Como nunca ouviu falar disto, acha que o número 100 é descabido!

          • Sara on 18 de Março de 2015 at 14:41

          talvez estivéssemos a pensar que sabia a sintaxe de 100 linguagens de programação. então estamos todos de acordo. é uma discussão que não vale a pena.

          • Informática on 18 de Março de 2015 at 14:57

          Para bom entendedor, meia palavra basta. Mas não vou dizer que não sei as 100, porque em algumas delas o problema pode ser apenas não me recordar da sintaxe, o que pesquisa e leitura de poucos minutos resolverá!

          O problema deste artigo é que não fala numa incapacidade em recordar um assunto, é mesmo a incapacidade em responder, por falta de bases. Há pessoas que nunca ouviram falar em alguns tópicos e não sabem mesmo responder ao teste, independentemente do estudo que façam!

          • Sara on 18 de Março de 2015 at 15:18

          Percebo o que o informático diz relativamente a alguns colegas mas não me revejo na sua postura. Claro que eu, tal como o informático, com uma breve pesquisa ou até mesmo com algumas tentativas e leitura das mensagens de erro, acertaria na sintaxe. Mas numa prova como esta isso não é possível. Tal como o jose disse, é muito fácil fazer uma prova para reprovar todos. E também concordo com a separação que o jose fez, poderíamos dividir a informática em mais áreas até.

          Infelizmente não é esta prova que vai separar o trigo do joio, nem filtrar professores que estão colocados há muitos anos e que só dão certas disciplinas porque não dá para mais. E às vezes sabe como.
          Eu também gosto mais de umas áreas do que outras, mas pelas colocações que tenho tido tenho vindo a estudar coisas novas todos os anos (ou atualizar), o que me faz ter humildade para reconhecer que, pelo menos nos grupos 540 e 550, é muito difícil dominar tudo.
          No 540 ainda tem a dificuldade da separação eletrotecnia/eletrónica (as chamadas correntes “fortes”/”fracas”).

          • jose on 18 de Março de 2015 at 15:44

          Pois mas esta prova é sem consulta, sem compiladores e inpretadores que nos apontem os erros. Eu também posso por aqui um texto todo bonito sobre isto e aquilo mas para quem faz a prova, se não se lembra se que aquela instrução termina ou não com um “;” então já era, tão simples quanto isso.

          • PP on 18 de Março de 2015 at 16:46

          Se és tão bom na informática, faz-me um site.

          • Informático on 18 de Março de 2015 at 18:27

          Já fiz muitos Deixa o contacto que eu mando-te o meu portefólio e um orçamento 🙂

          • PP on 18 de Março de 2015 at 16:49

          Se és assim tão bom como dizes, poderias estar a programar numa grande empresa multinacional ou mesmo portuguesa, porque há falta de programadores, por exemplo, em JAVA, a ganhar 3000 euros ou mais com ajudas de custo (muitas vezes estas pessoas podem fazer o trabalho em casa sem horários) e estás no ensino, a aturar malucos todos os dias, a ganhar 1000 euros. Deves ser mesmo bom, deves.
          Um pouco de humildade faz bem a todos.
          Em cinco minutos de pesquisa, fazia um teste em que TU, sim TU iluminado, reprovavas e lá se iam os 1000 Euros.

          • Informática on 18 de Março de 2015 at 18:29

          Não é necessário ser um especialista mundial para ser professor, mas é necessário ter alguma qualidade. A não ser que sejas daqueles que pensa que quem não sabe fazer mais nada vai para professor!!!!

          • Informática 550 on 18 de Março de 2015 at 19:13

          Concordo com muitos dos comentários que fizeram, pois nós somos tratados como técnicos, temos muitas turmas e muitos alunos. dá mos assistência ao parque informático todo da escola e ainda aos colegas que nos solicitam a cada momento… Se não sairmos da escola para fazermos as nossas coisas não teríamos tempo para nada…Será que alguém nos dá o devido valor?

          • PP on 18 de Março de 2015 at 19:49

          E quanto ao exame para te reprovar, nada dizes sabichão?

    • tic0 on 18 de Março de 2015 at 22:17
    • Responder

    O colega tem toda a razão em reclamar! Estou solidário consigo, embora seja QA. Nenhum licenciado em informática, no privado, precisa de saber 10% do que aqui é exigido! Por exemplo, um programador não percebe nada de administração de sistemas; e, inversamente, um sysadmin muitas vezes só usa scripts para automatizar tarefas e não percebe nada de programação, embora ambos tenham um conhecimento geral das principais áreas. E quantos deles não reprovariam num exame destes?

    Ao senhor “Informático”: um bocadinho de humildade fazia-te bem, é que na “Informática” há sempre ao virar da esquina alguém que nos “passa a perna”. Por exemplo, alguém que realmente percebe de informática nunca usa o termo “informático”. Outro exemplo: dizeres que sabes programar só porque achas que sabes algoritmia e estruturas de dados, é ridículo: é que isso só não serve de nada! Se eu te pedir para implementares um “web crawler” em Python, quero ver como te safas (coisa que nem é difícil), é que é algo diferente do teu portefólio de “sites”. E já agora, quando programas como um pro, aposto que és daqueles gajos que nunca ouviram falar em “buffer overflows” e “input sanitization” (e depois os ataques acontecem e não foi ninguém…). Fazes lembrar-me um gajo que gostava de me humilhar dizendo que tinha bué de horas de php: um belo dia perguntei ao cromo se ele já tinha ouvido falar em “sql injection”: ficou com cara de parvo a olhar para mim! O que eu adorava “interagir” com os belos sites em php desse cromo hehehe… há gente que merece mesmo…

      • tic0 on 18 de Março de 2015 at 22:29
      • Responder

      E ainda: escandaloso é ganharmos 1000 euros e termos de saber o mínimo de praticamente tudo, sem sequer termos: a) oportunidade de evoluir nos nossos conhecimentos, porque acabaram com o PTE e porque, por outro lado, há nas escolas umas “lapas” que se agarram aos cargos de manutenção de equipamentos e não deixam mais ninguém interferir; b) direito a certificações pagas pelo patrão, como certos gajos no privado que ganham de 2000 para cima e ainda são pagos para evoluir nos seus conhecimentos.
      O 550 tem de começar a exigir HORAS para ter direito a evoluir nos seus conhecimentos, e que isso dê direito a uma certificação profissional do tipo CCNA, RHSE e afins… é o mínimo que temos de exigir.

    • 600 Artes Visuais on 19 de Março de 2015 at 11:34
    • Responder

    à semelhança do que acontece no grupo de informática, também a prova de artes visuais vai ser uma razia. Temos 3 páginas cheias de matéria para saber, o que várias disciplinas: Educação Visual (7º, 8º e 9º), desenho A (10º, 11º e 12º), Oficina de Artes (12º), Oficina multimédia (12º), história e cultura das artes (10º e 11º), geometria descritiva (10º e 11º) e ainda referem que a prova pode incluir “outras disciplinas específicas, obrigatórias ou opcionais,
    dos Cursos Tecnológicos e dos Cursos Artísticos Especializados”. A questão é mais gritante diz respeita à história e cultura das artes, porque quem costuma dar essa disciplina na grande maioria das escolas são docentes de história. Ninguém fala destas questões, especialmente em tempo de concursos, quando as pessoas andam “entretidas”.
    este entretenimento permitiu a aplicação da prova aos colegas de inglês e nem houve praticamente contestação. Para o ano que vem vão exigir exame a todos os corretores de exames nacionais? Abram os olhos!

      • Atento on 19 de Março de 2015 at 19:32
      • Responder

      Ena..qÁ tantos!!!! Como é possível professores com mestrado em Educação Visual e Tecnológica no ensino básico estarem confinados a concorrer apenas ao 5º e 6º ano nesta disciplina (a saber que esta na realidade é EV e ET e o básico vai até ao 9º ano) e depois vê-se apenas licenciados com um leque tão abrangente de grupos de ensino…Isto demonstra a desvalorização dos graus de qualificações académicas. Santa paciência para quem cria estas leis, isto é no mínimo ridículo!!!

    • norte on 19 de Março de 2015 at 13:33
    • Responder

    Tirando o sr informático concordo com a maioria dos comentários mas acho que nos desviamos do assunto.
    Esta prova visa avaliar os conhecimentos à saída da faculdade, e em nenhum curso esse absurdo numéro de conteúdos é leccionado, só um professor com muitos anos de experiência e em muitas disciplinas é que talvez consiga aproveitamento na prova.
    Esta prova tem como obectivo suportar as políticas de extermínio de um ministro que tem falhado em toda a linha. Quando saírem os resultados iremos ver um Ministro todo sorridente a dizer que tinha toda a razão em implementa-lá.
    Por minha parte segue queixa para o provedor de justiça

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