FNE identifica questões por resolver para uma escola para o sucesso de todos
Nesta reunião de negociação suplementar, a FNE identificou as seguintes questões, tendo apresentado propostas concretas de alteração do articulado:
- evitar que a componente não letiva constitua uma fonte inesgotável de tempo de trabalho dos docentes, promovendo-se a sua contabilização, e determinando-se que em caso de ultrapassagem do limite de 150 minutos se aplique a compensação em termos de remuneração adicional que a lei prevê, no artigo 83º do ECD;
- garantir que o tempo de intervalos nos professores de primeiro ciclo é contabilizado na componente letiva;
- melhorar as condições de exercício da função de diretor de turma, dotando-a de um crédito próprio, autónomo do crédito global da escola, e correspondente a duas horas da componente letiva por turma;
- dotar as escolas de mais recursos para responderem adequadamente às necessidades de intervenção para promoverem eficazmente o sucesso de todos os seus alunos, reformulando a fórmula que serve para determinar os créditos horários, de forma a ter um resultado mais forte para constituir um recurso ao serviço das medidas de promoção do sucesso escolar.
O Ministério da Educação acolheu positivamente a disponibilidade da FNE para participar em processos de acompanhamento da utilização do crédito horário atribuído às escolas, de forma a identificar limitações, constrangimentos e potencialidades, no sentido da preparação do despacho de organização do próximo ano letivo.
- revisão do Estatuto da Carreira Docente, nomeadamente no que diz respeito à definição da dimensão e da clareza do conteúdo da componente letiva e da componente não letiva, de um regime especial de aposentação para docentes, e da consideração do desgaste profissional com impacto na redução da componente letiva, em função conjugada da idade e do tempo de serviço;
- promoção de orientações que definem a redução do número de alunos por turma e de número de alunos e níveis por professor;
- revisão dos agrupamentos escolares de dimensão excessiva;
- revisão do calendário escolar, incluindo a questão das interrupções letivas dos Educadores de Infância;
- revisão das matrizes curriculares do ensino básico;
- revisão do regime de formação contínua de docentes.




10 comentários
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Onde está a FNE? Pergunto há anos?
Já houve um ano em que organizei assim as AEC mas deu mau resultado.
E porquê?
Porque o máximo que se pode atribuir a um técnico docente das AEC é 10 horas semanais. Ora, 10 horas é pouco.
Consequentemente, tive de fazer inúmeras substituições durante o ano porque sempre que lhes aparecia um horário melhor, rescindiam.
Parece-me que um esquema equilibrado é o que permite um tempo de AEC no intervalo do almoço. Assim, conseguem-se horários de 15 horas, o que já é razoável.
Não estou a perceber como fica um tempo de AEC no intervalo de almoço.
É fácil, Silvia. Imagine a AEC de Atividade Física e Desportiva, por exemplo. Tem 3 tempos semanais. 2 podem ser no final das aulas e 1 pode ser imediatamente antes do almoço. Não altera em nada o horário do docente do 1.º Ciclo.
Mas, neste caso, o problema das rescisões não parece decorrer: se um técnico docente tiver um horário de 10 horas, não há alternativa, quer dizer, não aparecerá um horário melhor.
Tudo não passa de intenções…E apenas para 2017/2018. No 1º CEB a escravatura continua. Na escola de sol a sol.
https://oduilio.wordpress.com/2016/05/31/injusticas-3/
Os docentes do 1º ciclo continuarão eternamente à espera.
Já não se aguenta tanta mentira e tanta hipocrisia por parte dos sindicatos.
E incrivel!!!!!!!Remeter para o proximo ano letivo aquilo que deve ser negociado ja so pode ser brincar com os professores. Com aplicacao deste DOAL as condicoes de trabalho dos professores degradam-se de forma abrupta e sem paralelo na historia recente ( a Maria de Lurdes coraria de vergonha). O que faz a politica a nossa educacao e inarravel. Comprar os sindicatos com promessas que nao podem cumprir. Isto so melhora se a proposta de credito proprio para o DT for contemplada ainda que ligeiramente. Se isso nao acontecer, e o desastre total.
A FNE devia defender todos os professores e os alunos, e não os interesses instalados de quem se encontra efetivo. Impedir os docentes das AECs de terem um horário decente e privar os alunos de matérias fundamentais da sua formação não é defender a educação.
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