5 de Janeiro de 2015 archive

Têm-me Perguntado se Vai Haver Concurso em 2015

Sim, vai.

 

E a DGAE deve andar à procura de alguém qualificado para esse concurso.

 

Não sei é se haverá muita gente com este perfil.
 

Experiência técnica na área dos concursos de pessoal docente, nomeadamente, especificações interrelacionais de plataformas informáticas, testes de controlo e de verificação de árvores sistémicas de processos concursais, testes primários, testes secundários e testes de qualidade, tabelas de controlo, planificações simples, planificações simultâneas, interligações e encontro de procedimentos; Competência e aptidão técnica para o exercício do cargo, capacidade de planeamento, execução, coordenação, liderança, iniciativa, gestão das motivações e boa definição de objetivos de atuação, de acordo com os objetivos gerais estabelecidos; Formação profissional adequada, nomeadamente, na área da administração e gestão escolar, educação e outra que seja relevante nas áreas de atuação do cargo a prover.

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2015/01/Procedimento-Concursal-para-Cargos-de-Direção-–-Direção-de-Serviços-de-Concursos-e-Informática.pdf”]
 
Mas o prazo de candidatura a esta OFERTA DE EMPREGO já terminou e não dei atempadamente por ela.

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Imagens…

 

 

Ainda prevalece a imagem de que o professor de 1º ciclo tem aquele lado maternal, ou paternal, que está ali para “cuidar” dos alunos, além de todas as suas competências profissionais a que a tutela o obriga. E de facto acabo por me rever nestas palavras…

A verdade é que os professores de 1º ciclo, na sua maioria do género feminino, têm uma forma diferente de estar na profissão, não que sejam diferentes dos docentes de outros ciclos ou grupos mas, porque o papel que desempenham a isso os obriga.

Lembro-me, daquelas “terriolas” isoladas, no cimo dos montes, onde os únicos carros que lá chegavam eram os dos vendedores ambulantes e o do professor. Não o vivi profissionalmente mas, como filho de professora “primária”, presenciei. Nesses lugares, o professor era uma pessoa importante, que levava o saber dos livros para a terra, levava notícias e quantas vezes até as encomendas de familiares que viviam na cidade. Eram outros tempos… Tempo em que o respeito pela senhora Professora imperava nas populações, não só pelo serviço que lhes prestava mas, por ser “A Senhora Professora”. Na verdade, ser Professor “primário” naquela altura era ter “estatuto” especial! Essa imagem, ainda é do meu tempo, ainda iniciei a minha carreira com ele.   

Vivenciei-a não por ser apenas professor, vivenciei-a por ser quem sou e como sou. Há ainda populações onde as crianças vêem o professor desse modo!

Bem, voltando ao início… Um professor de 1º ciclo, é aquele que se apanha à entrada da escola, logo pela manhã, é aquele que telefona e informa que a criança tem febre, vomitou ou “partiu a cabeça” (isto depois de lhe prestar os primeiros cuidados), é nele que são depositadas as aspirações que os pais têm para o futuro longínquo dos seus filhos, nele e só nele, não divide essa responsabilidade com mais 10 professores. Ele está ali, a um passo, presente fisicamente, sempre disposto a ajudar, a dar um conselho, a encaminhar na direção certa, a ser paternal ou maternal e, muitas vezes, tem de o ser até com os encarregados de educação, nos dias conturbados que a sociedade atravessa.

Um professor do 1º ciclo é tudo isto e muito mais mas, só porque o 1º ciclo tem especificidades, (voltaremos a este assunto noutro dia) que mais nenhum ciclo ou grupo tem. Embora persistam em o transformar como um entre tantos, sabemos que não é assim….

 

 

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Contraditório e Inconsistente

… o Decreto Regulamentar que regula a PACC.

Parecer elaborado pelo Conselho Científico do IAVE e dado a conhecer hoje pelo Paulo Guinote.

 

iave

 

Para ler com alguma atenção este relatório, datado de Novembro de 2014!

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2015/01/pacc-versao-final.pdf”]

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Reserva de Recrutamento 12 – Docentes de Carreira

Aceitação de Colocação pelo Candidato – 12ª Reserva de Recrutamento 2014/2015

Aplicação disponível até às 23:59 horas do dia 07 de janeiro de 2015 (Hora de Portugal Continental) 

Publicitação das listas de Colocação e Não Colocação – 12ª Reserva de Recrutamento

 

12ª Reserva de Recrutamento – Docentes de Carreira – ano escolar de 2014/2015



 
Na Reserva 12 foram apenas colocados 3 docentes dos quadros, no entanto, o número de docentes sem componente letiva subiu de 175 para 176.
Pelos números tão reduzidos desta RR julgo que não vale a pena apresentar qualquer quadro.

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Bastou um Espirro

… e rapidamente foi resolvido o problema com algumas escolas particulares com contrato de associação, relativamente aos alunos da educação especial.

 

 

700 alunos com deficiência voltam às aulas

 

 

Os colégios do ensino especial receberam esta segunda-feira a garantia do Ministério da Educação de que irão receber em breve cerca de 1,4 milhões de euros em falta. Rodrigo Queiroz e Melo, da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), afirmou, após uma reunião na 5 de Outubro, que esta terça-feira os oito colégios com verbas em falta vão reabrir e 700 alunos com deficiência irão assim regressar às aulas.
Segundo o responsável, a verba será disponibilizada após o visto prévio do Tribunal de Contas. Da reunião com o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, Fernando Egídio Reis, saiu a garantia de que a legislação será alterada de modo a que o problema não se repita no futuro.
Desde 2014 passou a ser obrigatório o visto prévio do Tribunal de Contas para valores acima de 350 mil euros. Segundo a AEEP, o Governo admitiu que o processo se tornou demasiado moroso e será criado um grupo de trabalho para mudar os procedimentos. O atraso está a impedir o pagamento a professores, funcionários e fornecedores dos colégios, a quem a AEEP pediu um pouco mais de paciência até o dinheiro ser disponibilizado.

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Complemento de Inglês no 1º Ciclo – Registo de Cursos

Mais um negócio criado com o Inglês no 1º Ciclo.

 

ENSINO DO INGLÊS NO 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO REGISTO DOS CURSOS DE COMPLEMENTO DE FORMAÇÃO SUPERIOR

 

  1. Através do Decreto Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro, foi introduzido, com caráter obrigatório, o ensino do Inglês nos 3.º e 4.º anos de escolaridade.
  2. Essa medida entrará em vigor para o 3.º ano no ano letivo de 2015-2016 e para o 4.º ano no ano letivo de 2016-2017.
  3. O recrutamento de professores para o ensino do Inglês nos 3.º e 4.º anos de escolaridade far-se-á para o grupo de recrutamento n.º 120, criado pelo mesmo diploma legal.
  4. A qualificação profissional para o grupo de recrutamento n.º 120 far-se-á através de mestrados em Ensino do Inglês no 1.º Ciclo do Ensino Básico, a criar pelas instituições de ensino superior e a submeter a acreditação junto da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior e a subsequente registo na Direção Geral do Ensino Superior.
  5. Para informações sobre o prazo de submissão dos pedidos de acreditação dos mestrados em Ensino do Inglês no 1.º Ciclo do Ensino Básico as instituições de ensino superior devem contactar a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.
  6. Decreto Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro estabelece que:
    a) Os titulares de qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento 110;
    b) Os titulares de qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento 220;
    c) Os titulares de qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento 330;podem, durante um período transitório, adquirir qualificação profissional para a docência no grupo 120 nos termos definidos por portaria do Ministro da Educação e Ciência.
  7. Nos termos do n.º 1 do artigo 16.º da Portaria n.º 260-A/2014, de 16 de dezembro, o período transitório vigora exclusivamente nos anos letivos de 2014-2015 e 2015-2016.
  8. As modalidades transitórias de aquisição da qualificação profissional para a docência no grupo 120 foram fixadas pela Portaria n.º 260-A/2014, de 16 de dezembro.
  9. Uma das modalidades é a de realização de um complemento de formação ministrado por uma instituição de ensino superior.
  10. Podem ser criados complementos de formação:
    a) Para os titulares de qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento 110;
    b) Para os titulares de qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento 220;
    c) Para os titulares de qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento 330.
  11. A estrutura curricular dos complementos de formação encontra-se descrita no artigo 7.º da Portaria n.º 260-A/2014, de 16 de dezembro.
  12. A entrada em funcionamento dos complementos de formação carece de registo prévio por despacho do diretor-geral do Ensino Superior.
  13. O registo deve ser requerido pelas instituições de ensino superior à Direção-Geral do Ensino Superior remetendo, para o endereço de correio eletrónico cfi@dges.mec.pt, o respetivo processo.
  14. O processo de registo da criação do curso é constituído pelas seguintes peças:
    a) O requerimento do registo, cujo modelo deve ser descarregado aqui;
    b) O ficheiro Excel com os formulários A a E completamente preenchidos, cujo modelo deve ser descarregado aqui:
    i) para titulares de qualificação profissional para a docência do grupo de recrutamento 110;
    ii) para titulares de qualificação profissional para a docência do grupo de recrutamento 220;
    iii) para titulares de de qualificação profissional para a docência do grupo de recrutamento 330;
    c) As fichas curriculares dos docentes, cujo modelo deve ser descarregado aqui.
  15. Todo o conteúdo do processo deve ser enviado num ficheiro comprimido no formato zip ou rar.
  16. A denominação desse ficheiro faz-se de acordo com as seguintes regras:
    a) Os primeiros quatro carateres são o código da instituição de ensino superior;
    b) Os três carateres seguintes são as letras maiúsculas CFI;
    c) Os três carateres seguintes correspondem ao grupo de recrutamento dos destinatários do curso (110, 220, 330).Exemplo: O ficheiro com o processo de um curso do Instituto Politécnico de Setúbal (código 1500) destinado a titulares de qualificação profissional para a docência do grupo de recrutamento 330 deverá ter como denominação 1500CFI330.
  17. Qualquer dúvida relacionada com o processo de registo dos complementos de formação destinados aos titulares de qualificação profissional para a docência nos grupos de recrutamento 110, 220 e 330 deverá ser colocada por email, para o seguinte endereço: cfi@dges.mec.pt

 

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Futurismo

O seu rosto ilumina-se ao revelar-me a descoberta. Com apenas dois cliques encontrou a solução e apresenta-me o tema que quer trabalhar. Dois outros colegas assinalam que irão juntar-se a ela para obterem nota na disciplina. Noutra secção, outra equipa acabou de me enviar um trabalho representando a sua visão d’Os Maias de um ponto de vista cinematográfico – do tratamento estilístico do vocabulário ao levantamento visual, argumentam uma nova fórmula de interpretação do livro. Dois alunos mais atrasados comunicam que ainda se encontram a pesquisar e questionam-me quais os sites e obras prioritárias como apoio ao seu percurso.

A minha sala de aula é na escola, mas os meus alunos são, em algumas circunstâncias, virtuais. Marcamos aulas presenciais e organizamos a nossa aprendizagem em torno de áreas de interesse comum. A língua portuguesa que dou, já não se limita à gramática num pacote de fichas concentradas, mas à desconstrução prática de diálogos televisivos, à discussão de reuniões parlamentares, à reflexão sobre vocabulário desaparecido que Vieira legou. Com um clique mágico a sala compõe-se e estamos todos juntos aqui.

Sim, ainda estudamos os grandes clássicos, mas eles sentam-se à mesa com o uso interativo da língua, com a concretização de pesquisas que nos devolvem acontecimentos, artes, diálogos feitos de descoberta e amor. Falar o português é viver a portugalidade onde quer que estejamos. Na verdade, a minha escola não é diferente das outras que servem, sobretudo, para criar pontes entre professores e alunos que deambulam livremente por entre várias salas de porta aberta. O conhecimento é uma interseção de vários pontos, um espaço cartesiano onde os professores se movimentam como peças do xadrez, mas são os alunos quem decide como se movimentam as peças, que direção pretendem seguir, onde desejam chegar.

Antigamente, a escola era um espaço estanque. As salas quadradas delimitavam o futuro de cada cadeira e, portanto, de cada jovem que nela se sentasse. Na verdade, as escolas eram fábricas de pessoas. E os professores os maquinistas da engrenagem.

Não vivi nesse tempo, porém. Dizem que éramos outras pessoas, mais infelizes, mais ignorantes. Os professores caminhavam de escola em escola até ocuparem um lugar que diziam ser o dele. Aqui não existe um professor em cada professor. Existem muitos, que são o mesmo e o diverso, que sobem e descem escadas, que se abraçam e desenham futuros de mãos dadas. A cada obstáculo, um sorriso de encorajamento, é para isso que servem as reuniões semanais – ponderar soluções, criar ideias felizes, obter mais direções para o caminho.

Na cúpula educacional o ministro foi substituído pelo conselho educacional – vários professores, de várias escolas, abrem o livro dos sucessos e partilham os objetivos de cada escola com empresários, artistas, cientistas, sonhadores.

Trabalha-se para atingir a felicidade comum, trabalha-se na escola para criar um país mais rico, mais culto, mais soberano, mais transfronteiriço. Trabalha-se para que a felicidade de cada um, jamais atropele a felicidade dos outros. E para que, em caso algum, alguém fique para trás.

Com a mão afasto a página do livro virtual que se projeta tridimensionalmente na sala. «Por mais que da fortuna andem as rodas (…)/  Não vos hão-de faltar, gente famosa, / Honra, valor e fama gloriosa”. Assim sucumbe no escuro a voz da estrofe 74 do canto X e assim se lança o desafio do dia seguinte. Qual dos presentes conseguirá encontrar a sua própria voz na voz de Camões?

Que honra tenho de ter nascido nesta  época distante de outros dias enegrecidos em que os professores, maquinalmente, cruzavam a escola, maquinalmente assinavam sumários, maquinalmente preenchiam folhas de tédio e suor, enterrados em burocracias vazias e deprimentes.

Que sorte tenho de ser professora neste meu presente que lhes seria futuro se o tivessem querido agarrar mais cedo, se a sociedade lhes tivesse dado esse ónus de  ânimo leve.

Demorei 18 anos a chegar aqui, 18 anos de aprendizagem, de trabalho árduo, de domínio de tecnologias anualmente mais aliciantes e desafiadoras. E, no entanto, sinto-me profundamente humilde, curiosa, entusiasmada para continuar a aprender, ainda jovem na minha já experiente caminhada.

A escola regressou ao silêncio da partida. Agarro no meu pequeno conector interativo e guardo-o na mala, como outrora alguém guardava um pau de giz. Na sala silenciosa consigo vislumbrar diluidamente o professor do meu passado. Num gesto maquinal despeço-me dele e questiono-me: saberá ele descobrir no seu escuro presente uma candeia de felicidade e acreditar que, no futuro, também sorrirá assim?

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Será que este Protocolo para Timor é Para Pagar as Viagens?

… de quem já foi selecionado em Setembro e ainda aguarda os bilhetes de ida para Timor?

Ou é mais um programa em que se vão fazer a seleção dos candidatos e depois não se enviam os docentes para lá?

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Diário de Notícias (03-01-2015)

 

Comentário deixado aqui.

 

Estamos, hoje, a 1 de Janeiro de 2015.

No Verão de Portugal, foi aberto concurso (manifestação de interesse) pela DGAE, para as ex-Escolas de Referência de Timor Leste.

Após um demorado processo de entrevistas, há quatro (04) meses, foram publicadas as listas finais de colocação e de bolsa de recrutamento.

Após isso, as colegas foram destacadas, a receberem os seus vencimentos isentos de IRS e ficaram a aguardar, nas suas casas, em Portugal, o envio aqui de Timor Leste, das suas passagens aéreas.

Os bilhetes de avião, até à presente data, ainda não foram enviados às colegas! Ao que parece, nem sequer foi feito um concurso para o fornecimento dessas viagens.

Entretanto, trabalhou-se, aqui em Timor, a dobrar, desde Julho passado, tendo, muitas de nós, estado, até ao fim do ano, a acumular (sem se ganhar mais por isso…) duas turmas – uma de manhã, outra, de tarde!

Chegámos a Janeiro e já se vai ouvindo que as colegas que estão à espera do envio dos bilhetes em Portugal, só virão, daqui por alguns meses…

Ninguém põe ordem neste regabofe?

Afastou-se a XXXX mas nem a substituta, a XXX XXXX, regressa a Dili.

Decididamente, Isto está mesmo em roda livre.

Já não há respeito?

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Uma Situação Pontual

… que afecta diretamente cerca de 1000 pessoas.

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Correio da Manhã (05-01-2015)

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