Convergência Sobre os Serviços Mínimos

FNE recusa enviar proposta de serviços mínimos para as greves de professores

A Federação Nacional de Educação (FNE) decidiu  hoje não enviar à tutela qualquer proposta de serviços mínimos para as greves  de professores agendadas para junho, alegando que não houve negociação prévia,  mas antes uma imposição desses serviços.

FENPROF respondeu ao MEC sobre os serviços mínimos, exigindo respeito pela lei

 

O MEC quis que a FENPROF indicasse até às 14 horas de hoje serviços mínimos para a Greve de Professores, Educadores e Investigadores.  A forma como o MEC parece pretender estabelecer serviços mínimos é ilegal e foi isso que, hoje mesmo, a FENPROF fez saber aos responsáveis do Ministério da Educação e Ciência.

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3 comentários

    • Alberto on 28 de Maio de 2013 at 9:20
    • Responder

    O problema foi o uso abusivo, desde pelo menos 1993(!), de Professores obviamente necessários ao Sistema Educativo, sem os vincular a um Quadro. Estes Professores foram assim contratados, ano após ano, com salários anedóticamente baixos (sabem que há vários índices salariais, para os contratados, antes do 151?).
    Estes Colegas tapavam buracos em qualquer lugar, com qualquer número de horas pagas, por qualquer tempo…
    Para os “sindicatos”, estes colegas foram sempre a apetecível moeda de troca. Para o Ministério da Educação “eram o sonho tornado realidade”, pois estes Colegas foram sucessivamente aumentando as suas habilitações, sendo já comum possuírem três cursos Superiores.
    Para a maioria dos colegas do “Quadro”, estes eternamente contratados também davam muito jeito, pois além de outras vantagens, permitiam com o ganho em salários, aumentar os seus índices e os seus próprios salários. Claro que o contratado teria sempre os piores horários, as piores Turmas, as piores situações…
    Mas isto tornou a classe frágil, desconfiada dos “sindicatos”, alimentou ressentimentos entre pares, criou fracturas, agora totalmente óbvias…
    Quem ganhou? O Ministério da Educação.
    Quem perdeu? Portugal.
    Os Colegas contratados, e as suas famílias, sim, não esquecer também que eles também têm família, foram exterminados a 1 de Setembro de 2012, tendo-se tornado um resíduo neste ano lectivo. Os últimos serão exterminados agora.
    Quanto a nós dos “Quadros”, bem chegou o aparentemente impensável… Mas, não seria de esperar, que após o extermínio dos Colegas contratados, chegasse a nossa vez? Não teríamos sido nós a cavar a nossa própria sepultura com estas posturas?
    Quem perde? Será Portugal. Quantos Povos sobrevivem sem um Sistema Educativo? Sabemos da História da Humanidade que nenhum…
    Será tarde para mudar a sorte do jogo? Não, não é, se mudarmos a forma como interagimos enquanto classe e, não esquecer, enquanto Portugueses com responsabilidades acrescidas…
    Se não houver união, pelo menos agora no holocausto, será o fim, também para os “Quadros” (para quem ainda só pense no seu umbigo) e acima de tudo o fim do sonho Portugal…
    PELO MENOS AGORA, UNIÃO!!!

    1. Se não houver união, pelo menos agora no holocausto, será o fim, também para os “Quadros” (para quem ainda só pense no seu umbigo) e acima de tudo o fim do sonho Portugal…

      Como sobrevivente do holocáustico, que tenho sido, também espero que haja agora a união que não tem havido aquando de outras batalhas que aos do “quadro” aparentemente pouco interessaram. Mas não estou muito confiante…

    • Scroc on 8 de Junho de 2013 at 12:01
    • Responder

    Compreendo a “aflição” dos professores, não é de todo uma situação desejável. Contudo, eu pergunto, e não sou uma pessoa letrada no assunto, todos estes professores que se revoltam contra o sistema que cada vez caminha para pior têm consciência que o Estado não é a santa casa da mesiricórdia e que provavelmente deveriam ter ponderado as saídas profissionais do curso que tiraram na faculdade e se queriam mesmo tirar aquele curso específico deveriam ter em consideração que poderiam nunca vir a leccionar? Ou será que como a maioria dos Portugueses o interesse fixava-se no que era bué cool andar na faculdade? E agora, o que é que temos em Portugal? Desempregados efectivos, sem canudo, que devido a várias circunstancias, nomeadamente fecho de empresas, entre outros é só ver o jornal da noite, sobrevivem à custa de um subsídio de desemprego por período fixo e depois sabe-se lá! E temos também os professores que já sabiam de antemão que ser professor em Portugal não tinha saída profissional mas teimaram no seu estatuto de senhores professores e na obrigação do Estado em “arranjar” meios para solução de uma situação que já hà décadas está sem solução.

    Senhores Professores, os “incultos” de Portugal, que são o Estado também e a sua larga maioria, estão a ficar fartos de birras de meninos encartados por faculdades de ensino superior que não souberam explicar aos seus pupilos que tirar um curso não é sinónimo de Emprego e muito menos quando está o “holocausto” implantado em Portugal.

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