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Jan 17 2013
A Vinculação Extraordinária
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/01/a-vinculacao-extraordinaria/
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15 comentários
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Quem for opositor ao concurso deve concorrer apenas a 1 QZP, não a nível nacional, como se falava
Continua a anedota… A troika manda despedir 50.000 e o governo vai efectivar 600…
Não parece coerente… contudo é interessante para os milhares de contratados acharem que estão nesses 600..
Depois, no verão, a troika manda despedir 50.600 e o problema fica resolvido!
Não sei se sou eu a ver mal, mas o artigo “condições de admissão” remete para o nº 7 do artigo 2º do ECD. O artigo 2º do ECD a que tenho acesso, não tem nº 7 – haverá quem leia de outra maneira?
Os meus comentários ao fresquinho balde de água “Concurso Da Vinculação Dita Extraordinária – Decreto-Lei N.º 7/2013” (Como diz alguém muito cómico no facebook: “a ler com modo irónico on”, não há outra forma de encarar a coisa…)
“A diversificação que tem ocorrido na oferta formativa
ao longo dos anos tem gerado necessidades temporárias
satisfeitas com recurso, especialmente, à contratação a
termo de pessoal docente.” lol
“Acresce, ainda, que o referido diploma permite ao sistema aferir da existência de necessidades tendencialmente permanentes por grupo de recrutamento.” lol
“Por outro lado, a ligação objetiva dos candidatos ao
sistema público de educação concretizado no exercício
do seu trabalho prestado nas escolas que se encontram
na dependência do Ministério da Educação e Ciência,
constitui prerrogativa essencial para os candidatos poderem beneficiar do regime extraordinário estatuído no
presente diploma.” lol
(Eu até poderei colocar aqui nomes de quem vinculará e não serão de certeza da escola pública…)
“Foram ouvidos os sindicatos, associações de sindicatos
e federações sindicais representativas do pessoal docente
do ensino da rede pública” lol
(O mal foi darem ouvidos aos sindicatos, porque representaram todos os docentes, com excepção dos que trabalham na escola pública há muitoooos anos…)
“O presente diploma estabelece um regime excecional
para a seleção e o recrutamento do pessoal docente dos
estabelecimentos públicos” (…) “Exercício efetivo de funções docentes com qualificação profissional, em pelo menos 365 dias, nos três anos letivos imediatamente anteriores ao da data de abertura do presente concurso” lol
Ou seja, vinculará quem tem 15 anos de privado + 365 dias de público; por sua vez: 15 anos de público = desemprego.
Quanto ao ponto 7 (2 – Aos candidatos que se apresentem ao concurso previsto no presente diploma não é aplicado o n.º 7), portanto parece-me bem que querem dizer o seguinte:
“Artigo 7º
Direito ao apoio técnico, material e documental
O direito ao apoio técnico, material e documental exerce-se sobre os recursos necessários à formação e informação do pessoal docente, bem como ao exercício da actividade educativa.” Lololol …
Até me sinto parva de andar a tentar perceber onde foram descobrir este nº7…
Mas, de facto na última versão (“proposta”) do MEC para a VE referia:
“2 – Aos candidatos que se apresentem ao procedimento previsto no presente decreto-lei não é aplicado o nº7 do artigo 22º do ECD.”
“7—A prova de avaliação de conhecimentos e de
competências prevista na alínea f) do n.o 1 visa
demonstrar o domínio dos conhecimentos e das competências
exigidas para o exercício da função docente,
na especialidade da respectiva área de docência, e
é organizada segundo as exigências da leccionação
dos programas e orientações curriculares da educação
pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.”
Tenho a dizer o seguinte sobre este dec-lei e sobre este “regime excecional para a seleção e o recrutamento do pessoal docente dos estabelecimentos públicos” (já mudou de nome uma série de vezes): é a maior trapalhada dos últimos anos do MEC e dos sindicatos, desejo que vão para o inferno, lá deve estar quentinho, mais quentinho que o vosso abençoado ar condicionado pago por todos os portugueses, brincam com vidas como o fazem com os números.
O MEC deve achar que mandar para os noticiários esta relíquia antes da manifestação vai ser muito útil para manipular a opinião pública.
Tenho ainda a dizer o seguinte: SPN jamais contem comigo numa manifestação convocada por vossas excelências, a não ser que tenham a coragem de pedir desculpa publicamente em todos os órgãos de comunicação social aos contratados da ESCOLA PÚBLICA e ainda que sejam corajosos ao ponto de mobilizar fortemente todos os docentes de Portugal exclusivamente em torno da nossa causa (por uma vez na vida dos precários) e não sistematicamente o contrário, eu nunca servirei para engrossar fileiras quando somos úteis. Aí sim, direi que promovem a união!
Já agora, antecipo os meus parabéns aos 600 números.
Não li todo o teu comentário, nem tive paciência……..Gostava de saber qual a diferença entre pública e privada, serão os alunos, serão os conteúdos?!!! 15+1 não, 16 anos…. Ou será que essa tua aversão ao privados se deve ao fato de, na maior parte dos casos, os professores nos privados terem de trabalhar muuuuito mais!!!!!!???
A aversão tem só a ver com o facto das vagas não irem a concurso público.
E é mais justo que, ao fim de 20 anos a trabalhar, como os outros…..pelo menos…. é justo que se passe para o fim da fila, correndo o risco de ficar atrás de um puto de 22 anos, sem qualquer experiência.
?!!
Continuamos sem vagas para os grupos…. e já agora o pessoal das regiões autónomas não pode concorrer? onde se lê isso no decreto-lei.
Requisitos de admissão: “Ter obtido avaliação de desempenho com menção qualitativa não inferior a «Bom», nos anos a que se refere a alínea a), desde que o tempo de serviço devesse ser obrigatoriamente avaliado nos termos da legislação ao tempo aplicável.
isto quer dizer “TER SIDO AVALIADO NOS ÚLTIMOS 3 ANOS!” 09/10, 10/11 e 11/12 certo?
E os que trabalharam nas aec’s, nas ilhas e no EPE que não foram avaliados?
ter TRÊS avaliaçoes ou apenas uma nos últmos 3 anos?
Subscrevo o que a colega Matilde disse com a ressalva de ter estado (sempre) em manifestações por “conta própria” ou por “movimentos” de cidadania.
A atuação neste processo, de ALGUNS SINDICATOS foi, no mínimo, patética:
i) aproveitaram a onda criada por alguns professores que, sozinhos, vêm lutando por esta “causa” há anos ;
ii) exigiram aquilo que, em princípio, não seria exequível (há alguns anos a esta parte que se fala, pelos corredores do ME, que os recursos humanos deste são brutalmente superiores a qualquer outro Ministério; FMI à porta a pedir cortes em todo o Estado; Governo a falar na refundação do Estado Social; Vitor Gaspar a falar naquilo que os portugueses podem ter com os impostos que pagam, i.e.)
iii) deixaram-se ir nas negociações: hoje era assim, depois era assado; hoje ninguém era admitido, amanhã quase toda a gente era admitida; hoje tinham que fazer uma prova; amanhã já não tinham; hoje concorrem na última prioridade, amanhã já será numa 4ª e depois, se calhar, até numa 3ª (e foi neste processo negocial que aqui se viu a divisão total da classe docente)
iv) quando viram que já não podiam voltar atrás esconderam-se e desapareceram dos meios de comunicação social e os respectivos delegados sindicais evaporaram-se das escolas.
v) no fim, em conferência de imprensa, logo a seguir a um Conselho de Ministros, o Ministro da Educação faz um a “figuraça” perante os portugueses ao afirmar que iriam admitir 600 professores apesar de todas as dificuldades que o país atravessa. A opinião, mais uma vez, fica a pensar que somos uma classe protegida e imune à crise que o país atravessa (lembro-me perfeitamente que a 1ª questão colocada por uma jornalista ao Ministro foi quanto é que isso ia custar ao Erário Público)
Assim, numa linguagem feia e tipicamente nortenha posso dizer que a equipa ministerial, que liderou este processo, enra*** completamente alguns dos figurões sindicais que por lá aparaceram.
E não me venham com tretas que isto era algo de positivo. No momento em que os sindicatos se sentaram à mesa deixou de o ser… Acho que só mesmo alguns dirigentes sindicais é que não perceberam isso (inabilidade política ou interesse político?)
No fim do dia, a colega Matilde tem razão:
“vinculará quem tem 15 anos de privado + 365 dias de público; por sua vez: 15 anos de público = desemprego.”
Declaração de Interesse:
Sou professor contratado há 11 anos, 7 dos quais na mesma escola, sempre com horário completo.
Não sou sindicalizado e não milito/simpatizo com os partidos políticos.
Mas quando é que abre o famigerado concurso?
E as vagas? Temos de concorrer às cegas?
Concordo inteiramente com Matematematicus e a Matilde. Os contratados têm servido para “encher choriços” tanto nas manif como nas escolas (lá exercemos as nossas funções como um de quadro ou até mais) mas somos carne para canhão. Os sindicatos….. “têm cagado” tudo. A falta de dignidade faz com que estes senhores se vendam por qualquer “pataca”. As viragens fazem-se com convição, com luta em defesa de um ideal para TODOS.
Artigo 7.º – Apresentação ao concurso interno Alguém me sabe traduzir este ponto que fico perdida a ler estas letras pequenas!?