A Catastrofe Pré-Manifestação

… com números atirados um pouco para o ar.

15 mil professores poderão estar a caminho da mobilidade especial

 

A FENPROF vem a público acusar o Ministério da Educação e Ciência (MEC) de ter, desde julho do ano passado, 15 mil professores sinalizados com horário zero para serem incluídos na mobilidade especial – munindo-se da primeira listagem de horários zero divulgada pela tutela.

 

Porque como bem diz António Leite pelo PS Porto, os dados do relatório do FMI são de 2010 e desde essa data já milhares de docentes foram e continuam a ir para a aposentação e infelizmente outros milhares já ficaram sem trabalho este ano.

 

Por esta razão não acredito que 15 mil docentes possam parar à mobilidade especial embora não descarte a possibilidade de uma parte poder sair por rescisão de mútuo acordo. E acredito que muitos se tenham mantido no exercício de funções um pouco à espera de receber alguma contrapartida para sair da função pública ou a aguardar um descongelamento para chegarem aos índices 340 e 370.

E é provável que a pressão para abandonar a profissão venha a recair sobre os últimos.

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18 comentários

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    • Prof.ª (Des)empregada on 21 de Janeiro de 2013 at 21:14
    • Responder

    Quando uma classe não é unida, infelizmente, o resultado é catastrófico. Que tal se unirem?

    • JCP on 21 de Janeiro de 2013 at 23:51
    • Responder

    Pois…
    Devem ser apenas cerca de 10 000, o que constituirá uma grande vitória “negociada” pelos sindicatos do costume:

    • Alberto on 22 de Janeiro de 2013 at 0:56
    • Responder

    Que tal finalmente a Greve de Zelo? Por que motivo os sindicatos se recusam a largar a “bomba atómica” que poderia equilibrar as forças? O que dizes Arlindo? Afinal és um dos dirigentes da FNE!!!! Mais uma vez é optimista, só 15 000 mil? E os 48 000 Professores contratados despedidos em 1 de Setembro?!…

    • Tareco on 22 de Janeiro de 2013 at 1:38
    • Responder

    Mas a sua gloriosa e amarela FNE, nem isso faz.

    É muito feio morder a mão que nos dá de comer, não é?

    • Manel on 22 de Janeiro de 2013 at 3:10
    • Responder

    Se estamos assim, agradeçemos aos sindicatos e demais representantes! Estes vendem-sepor um prato de lentilhas, por qualquer coisinha já os satisfaz! Perdemos o respeito e a dignidade. Agora, “bico” calado. Temos que pôr os “olhos” na classe Médica, esses fincaram os pés e não vergaram. Quanto à nossa classe baixam o “c´” para tudo e aínda
    agradeçem. Cambada de parolos!!!!

      • Inês 510 on 22 de Janeiro de 2013 at 12:02
      • Responder

      Faço minhas as suas palavras. Já para não falar na TAP: conseguiram que não fosse privatizada! Pelo menos por agora…

    • maria on 22 de Janeiro de 2013 at 8:27
    • Responder

    os sindicatos preocupam-se com a medição de pilinhas.

    • Alberto on 22 de Janeiro de 2013 at 9:53
    • Responder

    ARLINDO, volto a escrever e a colocar a questão incómoda, mas urgente:

    “Que tal finalmente a Greve de Zelo? Por que motivo os sindicatos se recusam a largar a “bomba atómica” que poderia equilibrar as forças? O que dizes Arlindo? Afinal és um dos dirigentes da FNE!!!! Mais uma vez é optimista, só 15 000 mil? E os 48 000 Professores contratados despedidos em 1 de Setembro?!…”

    DEPOIS DE TODOS MORTOS JÁ É TARDE!!!

    • serpico910 on 22 de Janeiro de 2013 at 9:55
    • Responder

    aqui está desmontada a teia de uma conspiração que se avizinha assustadora para os professores, pedem “amostras” de outros tempos para justificarem que afinal só vão despedir 20000 quando o FMI disse que tinham que ser 50000,para os mais esquecidos, lembro que o ano transato, foram despedidos do MEC 30000 (pessoal docente e não docente), tendo como base o relatório do ano de 2010, facilmente concluo que desde 2010 até 2013, foram despedidos mais que os 50000 exigidos pelo FMI, mas este governo quer mais…e nos também queríamos mais qualidade sobretudo de quem nos representa, estes senhores só tem um catalizador – números sempre fantasiosos

    • heras on 22 de Janeiro de 2013 at 10:14
    • Responder

    E faz sentido haver tantos horários zero?
    Como é que é possivel quererem receber por um serviço que não prestam?
    Quando houver uma manif para fechar os cursos de educação nas universidades publicas, podem contar comigo.

    • Alberto on 22 de Janeiro de 2013 at 10:30
    • Responder

    ARLINDO, PENSO QUE ADIVINHO A TUA RESPOSTA. Será algo do tipo: A greve de zelo não é uma modalidade prevista na lei, e ponto final.
    Mas este governo não é ele próprio um fora-da-lei?

    Não é uma questão de “modalidade”, seria uma forma diferente de estar na Escola, apenas cumprindo o que está na Lei e trabalhando as 35 horas na Escola e nada, mesmo nada fora desta. Nada de levar dezenas de horas de trabalho para casa e gastar as nossas coisas. Haveria atrasos incríveis em todo o processo, mas isso obrigaria pela primeira vez os pais e os encarregados de educação a também assumirem a sua responsabilidade na situação de destruição da Escola Pública, pelo facto de nunca se envolverem e considerarem que se trata de “um problema dos Professores”…
    O que pensas(pensam)?…

    1. Greve de Zelo está prevista na Lei! Já a pratiquei várias vezes 🙂

    • JCP on 22 de Janeiro de 2013 at 11:34
    • Responder

    Se o governo divulga o relatório do FMI, anunciando o despedimento de 50 0000, para despedir, vá lá….10 000, não é legítimo os sindicatos inflacionarem a catástrofe, para acordar e mobilizar os professores?
    Ou fazemos-nos de anjos papudos????
    Ou fazemos como a FNE e ficamos felizes por não se chegar aos números do FMI, assistindo ao despedimento de uns milhares como uma benção do governo????

    1. Para que conste.
      Estou incluído na lista dos 15 mil do início de Agosto e não tenho perspectivas de trabalhar no meu grupo disciplinar nos próximos anos.

    • Alberto on 22 de Janeiro de 2013 at 12:25
    • Responder

    O SILÊNCIO DOS CEMITÉRIOS…

    Ou será antes isto:

    http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=66787

    Temos sido pouco negociados, temos, temos…

    • Alberto on 22 de Janeiro de 2013 at 13:55
    • Responder

    CONTINUO À ESPERA, AGORA FELIZMENTE SENTADO, POIS PARECE-ME QUE SÓ TEREI RESPOSTA DENTRO DE DOIS MESES, OU ALGO SEMELHANTE…

    1. Algo grande tem de ser feito, não digo que não, mas acho que uma greve de zelo como a defines não é bomba atómica nenhuma.

    • alcindo on 22 de Janeiro de 2013 at 15:25
    • Responder

    A Frenprof não me merece o mínimo de respeito, apenas priviligia os amigos como é o caso da graduação no ensino especial.O despacho foi feito para fazer favores aos seus associados.E por certo haverá muito sindicalista que até diplomas falsos tem

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