Mesmo Que Lhes Tirem os Suplementos

… há sempre alguém que goste de ser uma Maria de Lurdes Rodrigues a título gracioso.

 

Decisão infeliz e contraproducente

 

 

O problema da greve aos exames resolve-se com a definição de serviços mínimos e/ou a requisição civil dos professores.

Por outro lado, a greve ao serviço de avaliação só dificilmente produzirá resultados. De facto, no atual quadro legislativo, uma reunião do Conselho de Turma apenas é adiada caso se verifique a falta de algum membro por motivo imprevisto.

Ora, estando convocada greve, o motivo da falta não é imprevisto.

Daí, o Conselho de Turma funcionará desde que exista quórum – 50% + 1.

Nestes termos, se o diretor assumir as suas responsabilidades de garantir o funcionamento da escola e de salvaguardar os direitos dos alunos – a razão de ser da Escola – providenciará para que as propostas de classificação sejam entregues nos Serviços Administrativos até 24 horas antes da reunião, para o que bastará uma simples Ordem de Serviço.

No final, o resultado será os professores saírem ainda mais fragilizados. Infelizmente.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/05/mesmo-que-lhes-tirem-os-suplementos/

26 comentários

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    • Mais atento, ainda on 22 de Maio de 2013 at 10:28
    • Responder

    Mesmo!
    Quem é o autor deste pequeno texto?

    1. Ahhhhhhhhhhhhhhhh…pois é!!!!

    • trill on 22 de Maio de 2013 at 10:29
    • Responder

    se justiça houvesse a MLR estaria a responder pelas trafulhices da Parque Escolar em vez de continuar bem instalada na flad, onde deve ter recompensado bem os súbditos… Quanto à greve a Plataforma Sindical saberá cautelar judicialmente a situação dos professores.

      • trill on 22 de Maio de 2013 at 10:30
      • Responder

      acautelar

        • trill on 22 de Maio de 2013 at 10:35
        • Responder

        só espero é que quando sair da flad essa sra não vá ocupar um lugar neste momento ocupado por alguém competente e dedicado que a estará a substituir. Pois… é que estes catedráticos da tanga (leiam a tese de doutoramento da sra, ex-regente escolar, com o 5º ano, se vos deixarem…) ocupam postos vitalícios nas universidades tugas, sem avaliação, sem provas públicas regulares para demonstrarem que se mantêm actualizadas/os (se alguma vez estiveram…), nada de nada (muitos, felizmente, mantêm grande actualidade, mas por vontade e capacidade próprias, não porque o sistema os obrigue). Por isso as coisas estão como estão: mediocres e apodrecidas de corrupção…

    • Maria on 22 de Maio de 2013 at 10:32
    • Responder

    Ora, também gostava de saber quem foi a besta que escreveu isto. Acho o cúmulo, se bem que é à tuga. Há sempre uma maneira de dar a volta ao texto. A ver vamos então. >:(

    • Adriana Costa on 22 de Maio de 2013 at 10:54
    • Responder

    será? não pode acontecer eu “pensar” numa classificação mas ter algumas dúvidas e durante a reunião decidir?
    se as notas forem entregues dias antes será que alguém se vai responsabilizar por elas? e “aqueles” casos complicados que são discutidos em conselho de turma?
    ou será que vão alterar notas conforme a conveniência sem a presença do professor? se for possível nem sei porque fazemos reuniões…

  1. Gostava de saber o que um diretor destes fazia se todos os professores entregassem previamente o nível 2 a todos os alunos.

      • Adriana Costa on 22 de Maio de 2013 at 11:07
      • Responder

      eu também…

      • Maria on 22 de Maio de 2013 at 11:12
      • Responder

      Que boa ideia!… 🙂

    1. Copião.
      Já faço isso sempre que me solicitam muito “antecipadamente”.

    2. Precisamente!

      • Agnelo Figueiredo on 22 de Maio de 2013 at 13:01
      • Responder

      Viva Arlindo

      Na situação que relata, o diretor seria obrigado a instaurar procedimento disciplinar aos professores que o fizessem. É que estaria em causa, até, o crime de falsas declarações.
      Sabe, as escolas têm critérios de avaliação tendencialmente rigorosos. A “nota” já não é atribuída pela simples vontade do professor. Nada disso. Os alunos sabem que os testes valem x%, as fichas y%, a participação z% e por aí fora. Há escolas – a nossa é uma delas – em que os alunos já sabem a nota que vão ter, Raras vezes a ficha de autoavaliação não coincide com a classificação correta.
      Agora imagine o que seria um professor propor uma negativa a um aluno com positiva em todos os instrumentos de avaliação.
      Está a ver o tamanho da bronca, não é verdade?
      Recursos de vários alunos -> Inquérito -> Processo disciplinar.

      Cumprimentos e continue o bom trabalho que aqui tem feito.

        • júlia on 22 de Maio de 2013 at 21:42
        • Responder

        Oh…cá está o autor do “famoso Texto”!!!

        • Virgínia on 22 de Maio de 2013 at 21:45
        • Responder

        Eis o autor do “dito texto”!

    • Adriana Costa on 22 de Maio de 2013 at 11:09
    • Responder

    parece-me que este texto faz parte de uma resposta a um post noutro blog- era a suposta resposta de um diretor num cenário de greve às avaliações

  2. Pois é… Agora toca aos dos quadros… Nao me lembro de medidas tao dramaticas (para quem achar que é) para os contratados…..

    • tiazinha on 22 de Maio de 2013 at 12:02
    • Responder

    Trata-se de um texto de um director de um agrupamento .
    http://terrasdeazurara.wordpress.com/2013/05/21/decisao-infeliz-e-contraproducente/
    No fundo a fazer a sua campanha anti greve

    1. Totalmente de acordo com a intenção “de fundo” desse post”!

    • José on 22 de Maio de 2013 at 12:26
    • Responder

    Infelizmente haverá sempre um diretor a compactuar com as políticas miseráveis do governo.
    Estes tipos acham que conseguem sozinhos fazer a Escola.
    Os partidos do centrão e da governação (PS e PSD) recrutaram um bom número de diretores ao nomea-los. Agora são que nem cães que obedecem às ordens do dono. São especialistas em lamberem botas. Quero ver como ficarão quando esta política de emagrecimento de professores também chegar a eles.
    Eles que também são professores deveriam estar do lado da classe docente que pugna pela saúde da Educação em Portugal.

    • Atónita on 22 de Maio de 2013 at 12:38
    • Responder

    Na minha escola estão a marcar as reuniões de avaliação de 6º ano para dia 5 e 6 de Junho.

      • Maria on 22 de Maio de 2013 at 22:44
      • Responder

      Na minha escola as avaliações do 6º e 9º são nos dias 6 e 7 de Junho. Não há avaliações entre os dias 11 e 14 de Junho.

        • António on 23 de Maio de 2013 at 19:49
        • Responder

        Não pode ser!
        As reuniões de avaliação sumativa realizam-se após o termo das Atividades letivas – alínea b) do 2.5 do Despacho nº 8771-A/2012.
        Sou Diretor e cumpro a lei. Em vez de falarem contra o que os Diretores fazem, neste e noutros blogues, devem denunciar estas situações à DGEstE ou IGEC, pois as Atividades letivas só terminam, para 6º, 9º, 11º e 12º anos, no dia 7 de junho, pelo que só a partir dessa data (11 de junho, que é o 1º dia útil, não podendo os professores ser obrigados a ir a reuniões ao sábado) poderá haver reuniões de avaliação.
        O contrário é ilegal!

    • xavier on 22 de Maio de 2013 at 15:13
    • Responder

    Está visto que legalmente não será possível enveredar pela opção de absentismo aos conselhos de turma como forma de pressão. Desta forma perderemos os pais e toda a sociedade, que já não vê os professores com bons olhos.
    As estruturas sindicais deverão ser mais criativas sem terem de pôr em causa os professores individualmente em cada escola, perante os diretores.
    Quem não se apercebeu, já se legislou um conjunto de leis que vedam aos professores esta opção, podendo mesmo ser passível de um processo disciplinar.

    Há que ser mais criativos. No atual cenário da Educação, o que está em causa são os direitos dos alunos. Estes têm sido constantemente postos em causa. Esta deverá ser a linha condutora de futuras ações. Com os alunos estarão os seus pais e toda a sociedade portuguesa.

    Se os SINDICATOS desejam realmente fazer algo de bom pelos professores, devem agir rapidamente e de forma mais pragmática.
    Deixem-se de barulho; defendam os professores.

    • assim não valem nada on 22 de Maio de 2013 at 20:15
    • Responder

    Requisição civil de professores…não parece que aconteça

  3. O que o autor desse blogue apresenta é falso e mais o é no post que colocou aqui às 13 e qualquer coisa.
    Desculpe, Arlindo, mas, no meu entendimento, dar a “palavra” a este tipo de pessoas que “jogam” com o possível desconhecimento das leis por parte dos professores é dar-lhes a visibilidade que não merecem!

  1. […] Ao contrário do que afirmou Agnelo Figueiredo aqui. […]

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