… com as medidas que o Estado anuncia para os seus trabalhadores…
… os grupos privados que também se vão aproveitando para fazer o seu “ajustamento”.
No entanto, os contratos coletivos de trabalho necessitam de acordo entre patrões e organizações sindicais, ao contrário do que acontece nas negociações com o estado.
Mas o receio pelo emprego faz muitas vezes os próprios professores aceitarem baixos salários ou vigilâncias noturnas em festas de finalistas.
Além dos formadores do IEFP que perderam o seu posto de trabalho, dos professores das AEC que encontram-se ameaçados de não terem ocupação nestas atividades para o próximo ano letivo, de todos os professores contratados que dificilmente vão encontrar colocação nos próximos tempos e de uma parte dos docentes dos quadros do MEC que se sentem inseguros com a “requalificação”, juntam-se agora os professores do ensino particular que vêm também reduzir as suas condições de trabalho (já para não falar dos docentes que nos últimos anos foram despedidos das escolas particulares).
Se isto não são razões para um dia 15 de Junho superior ao que aconteceu em 2008 então mais vale abrigarmo-nos e esperar que o furacão passe.




11 comentários
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o ensino privado é uma selva, onde se têm vendido diplomas “especializados” a ignorantes. Agora a selva quer-se aproveitar dos “ajustamentos” para impôr a lei da selva total e da selvajaria radical aos profs, agora que os alunos e pais já estão a perceber a enorme fraude que é o ensino privado (superior e os outros) em Portugal. O MEC faria bem era de investigar como foi possível institutos superiores e escolas superiores privadas darem diplomas de “especialistas” para o ensino em determinadas áreas, a diplomados para a educação de infância que jamais teriam acesso a essas “especialidades”, excepto se concretizassem os créditos TODOS da área da referida especialidade, coisa que seria impossível num só ano, o 4to, que no ramos das “especialidades” nas ESE’s é todo ocupado com cadeiras relacionadas com a dita “especialidade”. Portanto seria impossível a um educador ser admitido ao 4to ano da “especialidade” e fazê-lo em conjunto com os créditos que necessitava dos 3 anos anteriores para poder ter o diploma de prof para o 2º ciclo naquela “especialidade”.
até porque o educar de infância não percebe “um boi” da “especialidade” e teria de inicar passo a passo, o que torna a sua admissão direta no 4to ano da dita “especialidade” uma desavergonhada trafulhice total.
depois foi só ir para Espanha, fazer um doutoramento em “ensino” da área da “especialidade” que a escola superior privada tuga lhe conferiu, e vai daí que agora são profs universitários… da “especialidade” em questão… surreal? Não… hum,,, Portugal.
Mas o que é que o seu discurso tem a ver com a peça?
mas claro, o ministro Crato, ele tb prof do superior, está mandatado, pelo secretário Rosalino, para bater nos profs do básico e secundário…
nos do ensino público, entenda-se, porque nos do privado, os selvagem do lucro – que grosso modo serão os mesmos que venderam diplomas a ignorantes – disso se encarregam, como a peça acima o demonstra.
Não sei de que privados está a falar, mas para ajudar de alguns até que estou de acordo. Não estou é interessado em ter uma ação pedagógica quando fala de privados. Mas já agora, com o andar deste governo, que eu não votei (não sei se é o seu caso…) acredito solenemente que é para um certo tipo de privados que pretende levar a educação com estas políticas. Por isso, acho que neste momento deve dirigir as baterias para outras paragens…
não votei. Claro que o que pretende o governo são as PPP generalizadas no ensino obrigatório, daí tentar um despedimento em massa para o negócio ficar atrativo para os grupos que o querem, depois “limpar os quadros”. Depois disso seria a generalização das situações que a peça trata, evidentemente pq nessa altura os profs já não estariam a tratar com o MEC, um governo eleito, mas com grupos privados, iguais aos privados da peça que querem impôr aqueles salários, mas em “ponto grande” e com autenticos corpos de juristas ao serviço. O grupos GPS é um deles (e sabmos das infinitas queixas dos profs que eles escravizam, para além das investigações de que são alvo, pelo MEC, que parecem não chegar a lado nenhum) e consta que o grupo Mello tb entraria.
no entanto o que pretendi foi mostrar que enquanto se desanca nos profs do básico e secundário, no superior existem situações aberrantes, inaceitáveis, ilegais, que ninguém toca e que parecem não interessar a ninguém, mesmo quando isso acontece em instituições públicas. Quanto aos do básico e secundário qualquer coisa é motivo para estudos “científicos”, fmi, ocde, etc, a provar a justeza de serem despedidos, e mto frequentemente os media ajudam à festa desanca profs. No superior ninguém toca, tem sido essa a realidade, apesar das situações serem bem mais escandalosas do que as que se podem encontrar abaixo, no básico e secundário, onde os profs entram, têm entrado (…), por concurso e não por “lugares aquecidos” por coordenadores amigos.
O facto de haver uma proposta de alteração da carreira e só os novos ficarem ligados a ela, deve-se ao facto de o privado não estar nada preocupado com os trabalhadores na carreira. Não são problema nenhum para as empresas: rescidem contrato de um dia para o outro e acabou. O problema é para a função pública!…Vá, sejam sérios e acordem. Nada de confusões.
Estiveste muito bem, Arlindo, ao exortar os docentes à mobilização por uma causa justa: a perda de direitos dos professores e a precariedade da Educação.
Bravo! Faço uma vénia à tua atitude. Esta deveria ser uma postura que se retratasse em todos os professores. Devemos perder o medo e expressar condignamente a nossa indignação perante o curso que a Educação está a tomar em Portugal.
Não devemos compactuar com as políticas miserabilistas perpetradas e engendradas pelas pessoas que mal sabem o que é a Escola e o modo como funciona. Não podendo mudar os políticos, a sua formação pessoal e cívica, ou dar-lhes uma instrução que esteja ao nível das exigências dos cargos que ocupam, teremos nós de pugnar por um dos maiores bens que este país ainda preserva.