O Óbvio

 

Professores sem horas para dar ajuda suplementar a alunos

 

 

Ministro Nuno Crato admitiu que metade dos estudantes do primeiro ciclo precisa de apoio para recuperar notas, mas a FNE não vê como, por falta de horas disponíveis.

A Federação Nacional de Educação diz não dispôr de uma bolsa de horas que lhe permita apoiar de forma mais intensa os alunos, do ensino básico, em dificuldades.

Entrevistado pela RTP, Nuno Crato admitiu que metade dos estudantes do primeiro ciclo precisa de apoio para recuperar notas. O ministro da Educação garantiu, por outro lado, que 47 mil horas do trabalho dos docentes vão ser aplicadas na ajuda a esses alunos.

Ouvido pela Renascença, João Dias da Silva, o secretário-geral da FNE, sublinha que os horários dos docentes não podem ser ampliados sistematicamente.

“Não vejo que exista, neste momento, essa bolsa de horas disponível para que possam ser definidos regimes imediatos de apoio. De qualquer maneira achamos fundamental que as escolas sejam dotadas de mecanismos que permitam ajudar os alunos em dificuldades e que esses apoios sejam concedidos por professores sem que os horários aumentem sistematicamente, com acumulação de horas e mais horas de trabalho directo, em desrespeito para com aquilo que é o seu tempo de trabalho individual.”

João Dias da Silva reconhece que é elevada a percentagem de alunos, do ensino básico, a precisar de uma ajuda suplementar. Nuno Crato aponta para cerca de 50% mas a FNE não dispõe de números.

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9 comentários

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    • 12345 on 4 de Janeiro de 2013 at 14:59
    • Responder

    Isto é para fazerem o que querem, aumentar a componente lectiva! Assim´já têm um motivo para aumentar aos do 1ºciclo!

    1. Os docentes do 1º ciclo já tem 27h de componente lectiva (25+2). Estes burros de carga já não aguentam mais tempo em sala de aula e os alunos também não. Há alunos com 38h semanais em sala de aula (c/ as AEC incluídas).

    • João Pires on 4 de Janeiro de 2013 at 17:41
    • Responder

    Há muitos professores do 2.ºCiclo sem fazerem nada nas Escolas. Têm as horas ocupadas com serviços que não são prioritários, mas que dão jeito porque tapam buracos nos seus horários. Neste casos os diretores têm culpa porque alimentam estas situações e até as propõem. Há que acabar também com os dias livres para irem às compras.

  1. Senhor João Pires: fique sabendo que os dias “livres” servem para organizar os outros dias em que não há tempo. Lecionar implica organizar e preparar material, fazer fichas, preparar e corrigir testes, etc. Não é chegar a uma sala, com 28 alunos (ou mais) e improvisar. E, acredite, esse dia livre NÃO chega para tudo o que há para fazer semanalmente. Infelizmente, as escolas não têm condições para que todos os docentes disponham de um espaço onde possam trabalhar individualmente, sem terem de levar trabalho para casa. Quem me dera não ter de gastar/usar o meu computador pessoal (sim, porque nós devemos ser os poucos profissionais que têm de comprar o seu próprio material de trabalho, desde canetas para corrigir testes aos portáteis, para projetar aulas e/ou preparar todo o resto) e eletricidade da minha casa, já para não falar do monte de papéis que tenho sempre acumulado no carro e em casa…

    Ao sábado e ao domingo, em vez de ir às compras ou passear para o shopping, tenho de ficar em casa MUITAS VEZES a trabalhar. Por isso, posso perfeitamente dar me ao luxo de retira uma hora ou duas ao meu dia “livre” para compensar isso ou para compensar as reuniões tardias e a correção de testes até à meia noite ou mais…

    É fácil falar quando não se está dentro. Mas, digo-lhe, acredito que todos os professores preferiam um horário fixo, tipo o do comércio, do que estarem assim como estamos…

      • João Pires on 5 de Janeiro de 2013 at 16:42
      • Responder

      Judite basta ver os horários. Têm um dia livre e ainda uma tarde de 4.ª feira livre para reuniões, mas nem sempre reunem, e ainda mais outra tarde livre que pode ser a qualquer dia da semana. Têm ainda a redução do art.º79. Bom podemos ficar por aqui. Ao contrário do que diz eu sei do que falo. Também sei que alguns docentes fazem o que Judite refere. Sem dúvidas que existem professores que trabalham muito mais para além do que deviam, apesar que nem todos o fazem… O que eu quis dizer e tendo em conta o post publicado é que alguns estão na Escola com horas atribuídas realizando atividades que não são prioritárias, que podiam ser feitas por uma funcionária, só para ocupar tempo(por exemplo fazer o inventário da biblioteca) e que podiam muito bem estar a dar apoio a alunos nomeadamente ao 1.ºciclo. Só que isso ia estragar os seus horários. Tb sou a favor das 7 horas na escolas e a grande maioria das escolas já possui condições para isso, tanto a nível do 2.º e 3.º ciclo como a nível do 1.ºciclo, mas, ao contrário da Judite, tenho algumas dúvidas que os professores trocassem os horários que têm agora por um horário fixo, até apostava consigo. Para finalizar quero dizer que respeito tudo o que disse mas quero lembrar que os professores do 1.ºCiclo estão a fazer neste momento 27 horas lectivas, 25 letivas mais duas de TE , que fazem no apoio ao estudo com os seus alunos por isso são letivas também. Não têm qualquer possibilidade de terem uma tarde livre para reuniões, tendo que reunir sempre depois das 17 horas. Os professores do 1.ºciclo não têm redução de horário para desempenho de cargos, nem de outros serviço que lhes sejam atribuídos, não julgue que também não têm de chegar a casa e organizar o trabalho, corrigir fichas, elaborar fichas, preparar material, etc,etc… .

        • Judite Lopes on 5 de Janeiro de 2013 at 17:40
        • Responder

        Não estou muito por dentro do 1º e do 2º ciclos. Ao nível do 3º ciclo e secundário temos reuniões a começar, muitas vezes, às 18.30. E são reuniões muito regulares, que demoram, por vezes, 90 minutos… As reduções são coisa rara, hoje em dia, incluindo as de antiguidade. Os cargos e o serviço burocrático, é o próprio Governo que o estabelece. Como lhe disse, pouco sei acerca do 1º ciclo mas sei que, para compensarem a ausência de reduções, tb têm a reforma mais cedo que os restantes docentes.

          • Carmen on 5 de Janeiro de 2013 at 19:55

          Isso é chão que já deu uvas…acho que devia informar-se melhor antes de falar…

          • Judite Lopes on 5 de Janeiro de 2013 at 20:52

          Não tenho de me informar: falo por mim própria. Dou aulas há 22 anos, efetivei pouco depois e não tenho reduções de antiguidade. Os mais velhos têm, mas os mais “novos” já não têm… Ser delegado ou representante de grupo também já não dá reduções… E mesmo DT, varia um pouco de caso para caso: Há os que têm e os que não têm!

    • Judite Lopes on 5 de Janeiro de 2013 at 20:58
    • Responder

    Parece que o OE deste ano acabou com essa desigualdade… Afinal, não estou assim tão desatualizada! http://www.profblog.org/2012/10/proposta-de-orcamento-para-2013-poe-fim.html

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