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… não me parece mal.

 

Governo admite recorrer a professores para formar adultos

 

O Governo admitiu nesta terça-feira o recurso a professores dos quadros do Ministério da Educação para a formação de jovens e adultos que procurem os novos centros que vão substituir a rede de Centros de Novas Oportunidades (CNO).

 

 

A colocação de professores neste tipo de oferta significa que estamos a promover o emprego desses professores. A resposta, quer seja no ensino profissional, quer nos EFA [Cursos de Educação e Formação de Adultos], ou outro tipo de formação, [faz com que ] garantamos também por essa via o emprego dos professores, não vindo nenhum mal ao mundo”, disse nesta terça-feira o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, no parlamento.

O secretário de Estado esteve numa audição conjunta com o secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins, na Comissão de Educação, Ciência e Cultura, na Assembleia da República, a propósito da reestruturação dos CNO, a ser substituídos por uma rede de 120 Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional (CQEP).

João Grancho admitiu também que a nova rede de CQEP “mais pequena”, vai necessitar de técnicos, mas já não como formadores, ainda que tenha deixado a garantia de que serão respeitados os direitos dos técnicos e formadores que têm contrato no âmbito dos CNO ainda em funcionamento.

João Grancho sublinhou o caráter de “plataforma de encaminhamento” para jovens e adultos que o Governo pretende dar aos CQEP, que não tendo em si capacidade formadora instalada, vão funcionar como orientadores para percursos educativos e formativos de acordo com as ofertas existentes a nível nacional.

Se para os jovens, sublinhou o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, o objetivo é orientar o percurso educativo e formativo, consoante estejam ou não ainda em idade de escolaridade obrigatória, para os adultos a meta é “reforçar as competências para incrementar a sua empregabilidade”, apesar do contexto de crise económica e de previsões de aumento da taxa de desemprego.

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3 comentários

    • Luisa Gomes on 30 de Janeiro de 2013 at 20:34
    • Responder

    Acabem com os CNO de uma vez por todas. Aquilo foi a maior vergonha do ensino português. E corram com esses FORMADORES, TÉCNICOS E PSICÓLOGOS MANHOSOS DOS CNO PARA QUE NUNCA MAIS TRABALHEM NO ENSINO.

    • Ana Barreira on 30 de Janeiro de 2013 at 21:17
    • Responder

    O pior é que toda a formação de adultos (com exceção dos cursos regulares que apenas existem em escassas escolas), vai passar para esses centros. Portanto mais uma vez (tal como no IEFP) se vai recorrer essencialmente a formadores, e até fazem o jeito de deixar alguns quadros de escola lecionar. Já viram a redução de horários que isso significa? Neste momento os cursos EFA que existem nas escolas são lecionados por professores (QE ou contratados). Com o ensino profissional a passar para alguns politécnicos e IEFP, sem os cursos EFA, afinal os professores profissionalizados, supostamente com competências para ensinar vão ensinar quem? e o quê? já se começa a perceber o despedimento dos 50000…
    Arlindo…a mim parece-me muito mal!

    Ana B.

    • quero trabalhar on 31 de Janeiro de 2013 at 10:05
    • Responder

    Alguém tem alguma ideia de como serão contratados estes professores? será através do concurso nacional ou oferta de escola

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