Balanço dos dois primeiros meses de aulas

Por muito que tentemos aqui no Blog não conseguimos ter acesso aos dados assinalados a vermelho no gráfico seguinte. Conseguimos apenas saber os dados assinalados a verde no gráfico.

Uma coisa são as necessidades de uma determinada semana fruto das colocações na Reserva de Recrutamento ou dos Horários que vão a Contratação de Escola que mantém os dados elevados de alunos sem aulas no presente momento, outras são os alunos que ainda não tiveram qualquer aula até ao dia 20 de novembro. E estes dados nunca foram apresentados em anos anteriores.

Mas se de facto houve uma redução de 89% destes alunos que nunca tiveram pelo menos uma aula é sinal que a preocupação do MECI neste problema apresentou bons resultados.

Mas não deixa de ser preocupante que todos os anos existam tantos alunos sem aulas num determinado momento.

Falou-se que as colocações iriam acelerar e o que vemos por estes dias é que as Reservas de Recrutamento tiveram uma pausa de 15 dias, sem que haja algum professor colocado para estas necessidades. Sim, a Reserva de hoje não saiu para acumular horários para as colocações dos novos docentes no concurso da Mobilidade Interna. Mas também não se pode pedir novos horários, por isso estranho esta decisão.

Mas se o número de alunos que nunca tiveram baixou tanto também não podemos saber quantos deles tiveram apenas uma ou duas aulas no 1.º período? É que com tantos pedidos de exoneração e a continuidade de tantas baixas médicas acredito que muitos dos alunos que conseguiram já ter uma ou duas aulas possam não ter continuidade para o resto do ano com essas mesmas aulas.

 

Reduzido em 89% o número de alunos sem aulas desde o começo do ano letivo

 

2 338 alunos dos Ensinos Básico e Secundário estão sem aulas a uma disciplina desde o início das aulas, menos 89% do que no ano letivo passado, afirmou o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, na conferência de imprensa na qual fez o balanço dos dois primeiros meses do programa +Aulas +Sucesso, que tem como fim acabar com a falta de aulas durante períodos prolongados.
«O que nos interessa é medir o efeito nas aprendizagens. E o efeito é tão mais grave quanto o número de disciplinas» sem aulas, disse Fernando Alexandre na escola secundária D. Dinis em Lisboa.
No ano letivo passado, houve 20 887 alunos sem aulas a uma disciplina durante todo o 1.º período, o que significa que o Governo reduziu em 89% o número de alunos sem aulas a uma disciplina. O objetivo fixado pelo Governo era de reduzir em 90% este cenário.
Os dados da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) somam o número de disciplinas a que o aluno está sem aulas: por exemplo, se um aluno não tiver professor a três disciplinas, este aluno é contado três vezes.
Fernando Alexandre referiu ainda que entre os 2 338 alunos mais de mil estão sem aulas a Educação Moral e Religiosa, uma disciplina opcional.
No balanço, o Ministro acrescentou que desde setembro 41 573 alunos tinham ficado temporariamente sem aulas a uma disciplina, na maioria dos casos devido a ausências temporárias causadas por doença, aposentação, gravidez, licenças de maternidade.

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10 comentários

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    • Mainada on 22 de Novembro de 2024 at 23:21
    • Responder

    As baixas médicas (que só não são mais por milagre do divino, tendo em conta a insalubridade das escolas e a faixa etária prevalecente nos docentes) não são um problema em todo o país. Onde estou, por exemplo, é questão de uma semanita para haver substituição.

    • ND on 22 de Novembro de 2024 at 23:31
    • Responder

    Como assim: “ Sim, a Reserva de hoje não saiu para acumular horários para as colocações dos novos docentes no concurso da Mobilidade Interna.” ??
    Para que serve a acumulação de horários para a MI se os candidatos não podem concorrer a outros QZP para além daqueles que tinham vaga no terminado CEExtraordinário? Nem sequer a dois obrigatórios QZP limítrofes alguns colegas podem concorrer! O MECI condicionou as preferências à MI às vagas do CEE. E a maioria dos QZP a norte de Lisboa não terão colocação de nenhum candidato à MI, a menos que haja alterações de última hora. Portanto essa acumulação faz muito pouco ou nenhum sentido.
    https://www.fenprof.pt/mobilidade-interna-de-docentes-que-ingressaram-em-quadro-atraves-do-concurso-externo-extraordinario

    • Rosinha on 22 de Novembro de 2024 at 23:55
    • Responder

    Acho que sim.Que não deveria ser limitada a Mobilidade Interna.AMobilidade interna deveria puder ser alargada a TODOS OS QZPs para todos os docentes que concorreram e ficaram vinculados.Era mais justo e melhor para todos,para as escolas, professores e alunos.

    • Rosinha on 23 de Novembro de 2024 at 0:58
    • Responder

    Mais: aquando da candidatura ao concurso externo extraordinário, a plataforma permitiu-me concorrer atodos os QZPS do país, aos 63 QZPs.Eu concorri a todos.

    • ND on 23 de Novembro de 2024 at 10:21
    • Responder

    O embuste da Mobilidade Interna para as escolas carenciadas – caso prático

    1. Dos 4 QZP limítrofes, em pleno Alentejo, apenas posso manifestar preferência a 2 (há colegas que não podem concorrer a nenhum QZP limítrofe);

    2. No total, posso concorrer a 3 QZP, o de colocação mais 2 limítrofes;

    3. Nesses 3 QZP da região carenciada, dos 18 AE/ENA apenas 6 são “escolas carenciadas”;

    4. Ou seja, para os restantes 12 AE/ENA não há qualquer apoio à deslocação.

    A DGAE e o MECI têm de entender que enquanto não forem coerentes no discurso (entre o que passam para a opinião pública e o que verdadeiramente chega aos professores), instigarem o conflito judicial e criarem entropia à vida dos professores, nunca terão professores motivados a trabalhar, e a partir daí terão os resultados que toda a gente conhece.

    • Júlia on 23 de Novembro de 2024 at 14:13
    • Responder

    Não me espantava que o ministério esteja a avaliar como melhor sair de um concurso de mobilidade que pode dar inúmeros litígios em tribunal e acabar por colocar apenas os docentes que tiverem vaga no qzp provimento na próxima semana, para depois permitir um aperfeiçoamento para os qzp limítrofes de acordo com o que legislou inicialmente, isto é, permitir a escolha de quaisquer qzp limítrofes. Não consigo imaginar outra razão para não existirem notas informativas quando há tantas questões.

      • Rosinha on 23 de Novembro de 2024 at 16:33
      • Responder

      Ou permitir a mobilidade Interna de modo mais alargado e para todos os professores vinculados neste concurso.

    • ana on 23 de Novembro de 2024 at 16:54
    • Responder

    No ministério da Educação manda a incompetência!!

    No concurso 2024/2025 culparam o algoritmo pela não colocação de docentes da NT.
    Por esse motivo o ministério vinculou administrativamente um conjunto de docentes.

    No entanto, os docentes não foram vinculados na escola ou QZP ou ficariam se tivessem concorrido a todo o país e se o algoritmo tivesse sido executado corretamente.

    Qual foi o critério de colocação? Não se sabe.
    O certo é que desse grupo já há registos e provas de que foram vinculados administrativamente docentes em escolas para onde outros docentes, muito mais graduados e com prioridade superior, concorreram mas não vincularam!

    Esta ilegalidade não está a ser assumida pelo ME e os sindicatos, como foram coniventes com a situação, fecham os olhos.

    Somos geridos por incompetentes e gente mal formada!!

    • Júlia on 25 de Novembro de 2024 at 15:51
    • Responder

    Recebi a informação por parte da escola onde me apresentei, a qual validou a minha candidatura no CEE, de que na sexta-feira passada receberam informações do ministério a informar de que não nos deveríamos apresentar e apenas aguardar os resultados da mobilidade. Alguém consegue confirmar o mesmo em outras escolas uma vez que não há acesso a esta informação? Tendo em conta que há escolas que distribuíram serviço não se percebe tanto atropelo da lei (que os próprios criaram e implementaram neste concurso) e tanta falta de esclarecimento que acaba por brincar com a vida e o trabalho das pessoas. Impensável o rumo que este concurso está a tomar.

    • John on 3 de Março de 2025 at 17:01
    • Responder

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