Pelo Menos 2000 vagas no Concurso Interno de 2015

É o que já prevejo para o concurso interno de 2015, apesar desta notícia meter os pés pelas mãos no que respeita à identificação dos concurso de 2015, trocando o nome da mobilidade pelo do concurso interno.

 

E já antecipo o título do post porquê?

Em primeiro lugar pelo que aconteceu em 2013, em que o número de vagas de agrupamento/escola que abriu no concurso interno foi praticamente coincidente com a abertura de lugares de QZP no Concurso Externo Extraordinário de 2013. As publicações de 20 de Abril de 2013 confirmam essa semelhança em todos os QZP.

Em segundo lugar, pelas afirmações de Casanova de Almeida no dia de hoje onde diz que “Todos os professores dos quadros vão concorrer [no concurso de mobilidade (seguramente era interno o que a jornalista queria escrever) de 2015] à frente dos que vão entrar agora. Não haverá qualquer ultrapassagem“, aqui refere-se à prioridade dos docentes que entrarem agora no quadro, mas de seguida já indicia a abertura de pelo menos o mesmo número de lugares de quadro nos QZP onde foram abertas agora as 1954 vagas, O secretário de Estado explicou que, tal como está previsto no diploma, os docentes contratados que este ano concorreram a um lugar nos quadros, e o venham a conseguir, terão obrigatoriamente que concorrer ao concurso de mobilidade geográfica previsto para 2015 (mais uma vez acho que seria o concurso interno de 2015), onde o lugar que ocuparam será colocado a concurso, podendo vir a ser ocupado por um professor dos quadros com maior antiguidade, se este manifestar interesse em ocupar a vaga.

 

Pela semelhança dos concursos, acredito que pelos menos 1954 vagas de quadro de agrupamento serão criadas nos mesmos grupos e zonas pedagógicas abertas neste concurso externo extraordinário.

Mas como as 1954 vagas de QA/QE não vão chegar para todos os que se encontram a trabalhar fora do seu QZP, a partir dessa altura as ultrapassagens já vão acontecer e os “desterrados” podem ficar eternamente nessa condição.

 

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15 comentários

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    • Nuno Domingues on 4 de Junho de 2014 at 22:37
    • Responder

    Se as vagas forem as correspondentes às deste CEE serão ocupadas pelos quadros já existentes e remeterão para horário-zero os recém-entrados no quadro. É que no último CEE as prioridades eram bem diferentes das deste! Vai ser bonito! O próximo governo que feche a porta!

    1. Não é bem assim, por exemplo, se o colega for quadro do 1º ciclo e for concorrer à mudança de grupo, como entraram 100 contratos em 2014, entraram 164 em 2013 e em 2015 abrirem para os quadros outras 100 vagas, se o colega for o 101 na lista de concurso prmanece no 1º ciclo em horário zero e 264 contratos passaram-lhe à frente.

  1. Essa dos horários zero é futurologia, as vagas a abrirem deveriam ser mais, pelo menos em alguns grupos disciplinares. Apesar dos cortes na educação as reformas e as rescisões nos últimos anos foram uma autêntica avalanche, é óbvio que o sistema não suporta todos os contratados que concorrem actualmente, mas ainda há lugar para mais nos quadros, quem dá aulas há 15 e 20 anos como contratado tem lugar no sistema, caso contrário toda a lógica estaria errada, só não vê quem não quer ou não lhe dá jeito ver.

    • Luis Cabral on 4 de Junho de 2014 at 23:08
    • Responder

    O problema é: um prof do grupo 260, tem habilitação e está vinculado ao 1 ciclo, não tem oportunidade de concorrer a estas vagas porquê?
    E esta situação aplica-se a muitos mais casos de profs das variantes, que estão à anos à espera de uma oportunidade…

  2. Só gostaria de perguntar, a quem me souber responder, o que acontece a quem como eu, sendo do grupo 260 (vinculado ao 1 ciclo) nunca terá a hipótese para concorrer às novas vagas abertas a concurso para vínculo no meu grupo… Com esta tanga de concurso há milhares que sendo das variantes, mas vinculados no quadro do 1 ciclo, ficam efectivamente num patamar injusto de desigualdade… E os docentes dos quadros que estão nas ilhas desterrados há inúmeros anos que também ficam impossibilitados de concorrer?

    1. Claro que nunca mais vamos poder concorrer, as vagas para mudança de grupo ficam numa prioridade inferior à dos que entram no externo e não vão abrir vagas suficientes para todos os colegas que concorrem.

    • antonio on 4 de Junho de 2014 at 23:56
    • Responder

    “o MEC, … em nota enviada à imprensa, garante que em breve será aberto o concurso de mobilidade interna, “ao qual os professores dos quadros poderão candidatar-se seja por não terem seis horas de componente lectiva atribuída, para aproximação à residência ou por estarem colocados em Quadros de Zona Pedagógica (QZP)”. No próximo ano lectivo, lê-se ainda na mesma nota, “será aberto um concurso interno que permitirá aos professores dos quadros movimentarem-se de forma a mudarem em definitivo de quadro de escola e a aproximarem-se da sua residência”: “Nesse concurso será também permitido pela primeira vez aos professores dos quadros de escola ou agrupamento movimentarem-se para um QZP. Os professores que passarem a integrar os quadros do MEC na sequência do Concurso Externo Extraordinário de 2014 concorrerão no concurso interno na última prioridade, garantindo-se assim que não haja ultrapassagens.” fonte: publico . pt

      • Cristina_ on 5 de Junho de 2014 at 0:13
      • Responder

      Dúvida: um QE pode passar a ser um QZP, e um QZP pode mudar de QZP??????

      1. Ou seja, mostram a cenoura para depois carregarem o burrinho, um QA passar para QZP, ainda que mais perto, será para tapar buracos num QZP que tem não sei quantos Km….

      • Professora on 5 de Junho de 2014 at 11:58
      • Responder

      A MI serve apenas para necessidades temporárias e não para necessidades permanentes.

      O que o MEC deveria fazer era de facto abrir já o interno e as vagas reais para permitir o ajuste de quadros e a vinculação dos docentes contratados de acordo com as necessidades e não o blá, blá,blá que amanhã logo se vê se ainda se mantém ou não… e claro já não convence ninguém.

      Basta analisar o interno de 2013 completamente minado de vagas negativas e com uma percentagem diminuta de vagas positivas, quando comparadas com as necessidades apuradas pelas direções das escolas e agrupamentos.

  3. Antes desterrados que desempregados…

      • Adriana Costa on 5 de Junho de 2014 at 22:14
      • Responder

      para estar empregada, mais ou menos desterrada já estive bastante desterrada… não adivinhei…

    • Adriana Costa on 5 de Junho de 2014 at 22:12
    • Responder

    se assim for a palhaçada será tão grande como no anterior… e quantas vagas negativas?

    eu continuo com fé, muita fé mesmo! é ano de eleições…

      • Ana g. on 5 de Junho de 2014 at 23:01
      • Responder

      Adriana. Eu também tenho fé, mas só pelas Santas Eleições. Pelos governantes não teria fé nenhuma.

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