Porque hoje é dia 30 e faltam apenas 30 dias para o concerto no Porto.
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Abr 30 2013
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Abr 30 2013
… é o que está a passar em rodapé na SICN.
Já percebemos que o governo faz cortes para além da Troika, agora ficamos a saber que também faz cortes para além do limite da sua governação que termina em 2015.
E andamos nisto.
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Abr 30 2013
A tutela do Instituto do Emprego e Formação Profissional deverá ser partilhada entre os ministérios da Economia e da Educação, afirmou hoje Álvaro Santos Pereira.
Esta partilha de responsabilidades deverá ocorrer apenas na área de formação profissional para jovens.
Falando na comissão parlamentar do Trabalho, Santos Pereira sublinhou a importância do ensino dual e referiu várias medidas contidas na nova estratégia para o Crescimento, apresentada recentemente. Entre as medidas, consta o cheque-formação que, de acordo com o acordo tripartido assinado em Janeiro de 2012, já devia ter chegado ao terreno.
Memorando para o crescimento é sinal para o Mundo Santos Pereira afirmou que este “memorando” para o crescimento é o primeiro a nível europeu, acrescentando que é um “sinal” que Portugal está a dar ao mundo.
O ministro reforçou que as empresas portuguesas são as mais endividadas da Europa e que é preciso actuar a esse nível. O documento será discutido com os partidos políticos e com os parceiros sociais.
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Abr 30 2013
Não vejo em parte alguma do manual de validação qualquer referência a esse campo, o que não deixa de ser estranho.
Acho que ainda devem andar à procura de uma resposta legal que justifique não atribuir essa prioridade aos docentes das escolas agregadas que se encontram no limite das vagas negativas da portaria.
Se calhar até vou concorrer só por isso. 😀
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Abr 30 2013
… a oferta de Peniche.
Só não percebo como estas coisas passam pela “validação”, ou melhor, percebo, ninguém lê os critérios.
Data: Tue, 30 Apr 2013 15:23:33 +0100
De: “Maria João Nunes (DGEstE-DSRLVT)” <xxxxxxxx@dgeste.mec.pt
Assunto: RE: Contratação de escola (adenda) Para: xxxxxx@portugalmail.pt
Exmo. Sr.
Contactada a Direção do Agrupamento de Escolas de Peniche, informa-se que o concurso em apreço foi anulado, tendo já sido validado um novo pedido.
Com os melhores cumprimentos,
Maria João Nunes
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Abr 30 2013
Como é possível a aplicação de validação de candidaturas perguntar se há lugar à recuperação automática de vaga caso o docente QA/QE seja colocado noutro quadro ou transferido de grupo de recrutamento?
Porque podem concorrer numa escola 20 professores e as vagas negativas serem uma ou duas. E nesse caso a escola como vai adivinhar quem é o professor que pode sair para dizer que a vaga dele é recuperada?
Parece-me que a acrescer às vagas negativas o que se pretende é que também não exista recuperação de vagas.
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Abr 30 2013
Entre o dia 29 de Abril e o dia 9 de Maio encontra-se aberta para as entidades de validação a aplicação para a validação da candidatura eletrónica.
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Abr 30 2013
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Abr 30 2013
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Abr 30 2013
Se até ao concurso do ano passado era possível anular algumas preferências manifestadas, desta vez a anulação parcial do concurso apenas permite a anulação de um grupo de recrutamento na sua totalidade e a anulação total da candidatura a anulação de todo o concurso.
Por isso, se pretendem vir a anular preferências numa fase posterior ficam a saber que não vão conseguir. Tendo em conta o que tenho dito sobre este concurso também isto não terá grande importância, mas ficam já avisados para o concurso da mobilidade interna e da manifestação de preferências para a contratação que deve ocorrer em Julho.
Já foi assim em Julho do ano passado, conforme se confirma neste, neste e neste post.
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Abr 30 2013
… até podiam cortar 100% na Educação que ele continuava com o discurso de fazer mais com menos.
E como foi ontem anunciado que só serão conhecidas algumas das medidas do Documento de Estratégia Orçamental (DEO) na próxima sexta-feira isto fará com que os candidatos da 2ª slot possam concorrer em vantagem sobre os que terminam o prazo de candidatura na próxima sexta-feira.
Parece que não, mas este pormenor pode ter uma enorme vantagem.
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Abr 29 2013
Que sendo apenas um pormenor não deixa de fazer sentido a questão que o Luís coloca.
Mas como os efeitos da avaliação nos contratados só tem implicações a partir de duas menções consecutivas de insuficiente, acredito que quem faz este concurso pouco se importe com estes pequenos pormenores.
Depois de ter estado quase 1h à espera que me atendessem o tel. no CAT… e, ninguém soube “ajudar-me”/esclarecer-me, pedindo-me que recorresse ao” e-concurso” (que só depois de o utilizar percebi que só posso colocar uma questão por dia e estou limitado a 500 caracteres… absurdo!)
E a resposta que me deram foi: “Boa tarde. Se nunca foi avaliado no âmbito do Estatuto da Carreira Docente terá de selecionar Não.”
A minha questão é em relação ao quadro:

No meu caso, nunca fui avaliado… (sou licenciado desde de 2008 mas, só consegui dar algumas aulas nas AEC).
Uma vez que o que está em questão é se fui avaliado com uma nota igual ou superior a BOM?
Ao responder, não! Estou a assumir que fui avaliado com uma nota inferior a bom! (O que não faz sentido nenhum!)
É óbvio que quem elaborou a aplicação não pensou nestes casos… o que não deixa de ser lamentável… não sei o trabalho que dá… mas, o que deviam fazer… era alterar esse campo na aplicação… e não, estarem a dizer aos professores para fazerem escolhas que não são verdadeiras…
Parece que o objetivo desta questão é apenas a atribuição da bonificação de 1 ponto a quem responde, sim. Mas, na prática não é só isso que vai acontecer, uma vez que nas futuras listas, serão distinguidos os professores que responderam “SIM” dos que responderam “NÃO”, ou seja, quem foi avaliado com “regular” ou “insuficiente”… e quem não foi avaliado…… não terá distinção… peço desculpa mas, não consigo concordar com isso… 🙁
A minha dúvida é se no futuro… quando tentar concorrer a uma oferta de escola… se não poderei ser “prejudicado” ao responder, não?
Luis Miguel Guerreiro
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Abr 29 2013
Diz Roberto Carneiro, ao Jornal SOL.
O ex-ministro da Educação Roberto Carneiro diz ser impossível fazer mais cortes na Educação sem provocar “feridas profundas” no sistema e considera que chamar as famílias a comparticipar directamente o ensino obrigatório abriria mais uma guerra constitucional.
“Dez por cento do orçamento do Ministério da Educação e Ciência (MEC) é para investimento e nisso não se pode tocar. O investimento é mínimo”, disse à agência Lusa, acrescentando que os restantes 90 por cento asseguram despesas com pessoal.
Para Roberto Carneiro, só seria possível cortar 500 a 600 milhões em pessoal ou salários.
Mas à questão se ainda há pessoal dispensável nas escolas, responde que não: “Já foi feita uma tal razia nos últimos anos!”.
Entre aposentações e contratados a prazo terão saído do sistema cerca de 30 mil professores, estima, recordando que as turmas já passaram para 29/30 alunos por professor.
“Pode haver uma gordurazita aqui ou acolá, mas é preciso cortar gordura, não se pode cortar músculo. A cortar músculo o sistema morre de incapacidade de se aguentar”, adverte.
O ex-governante independente de Cavaco Silva (1987-91) crê que, se o MEC tiver de cortar mais 500 a 600 milhões de euros, ficará “muito mal”.
“Não vejo que seja possível fazer o sistema funcionar bem dessa maneira”, sublinhou.
Roberto Carneiro defende que o país precisa de investir na Educação, até porque, apesar dos progressos alcançados nos últimos anos, continua a ter uma das mais baixas taxas de escolarização de toda a Europa.
“É preciso levar os miúdos até ao secundário e bem. Não vejo grandes possibilidades de cortar aí sem provocar profundas feridas e lesões no sistema”, declarou.
O especialista não vê margem para uma maior comparticipação das famílias no ensino obrigatório através da introdução de propinas ou qualquer outra taxa: “Acho que isso é inconstitucional. O básico e secundário é gratuito e universal para todos, como está na Constituição. Não vejo que seja possível fazer outra guerra constitucional. Se o Governo quiser fazer essa guerra, acho que a perde”.
Da mesma forma, acredita que nem os professores nem os pais aceitariam turmas maiores e mais horas de aulas para os docentes.
Sobre o ensino dual, frisou – à semelhança de outros especialistas – que Portugal não tem a cultura nem o tecido empresarial da Alemanha ou da Suíça, em que as empresas “participam fortemente” neste sistema de via profissional.
Em Portugal, referiu, “não é fácil por as empresas a participar, a pagar”.
“Normalmente querem receber dinheiro para receber alunos do ensino dual”, disse, sublinhando: “O nosso tecido empresarial é sobretudo de mini e microempresas. Estão com a corda na garganta”.
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Abr 29 2013
O quadro seguinte apresenta o número de horários pedidos em Contratação de Escola até ao dia 15 de Setembro de 2012, por QZP e grupo de recrutamento, em horário completo.
No entanto muitos destes horários foram ocupados por docentes dos quadros no dia 31 de Agosto de 2012.
Ainda não percebi exatamente quem pode ter a renovação da colocação porque a leitura que se faz do nº 5, do artigo 38º, do Decreto-Lei 132/2012 é ambígua, porque não diz se a 1ª colocação em horário anual é a 1ª colocação do docente ou a 1ª colocação no horário em concurso.
Também é difícil identificar se algum destes horários é anual porque atualmente as contratações de escola são identificadas como mensais.
Por isso estas razões este quadro vale pouco.
NOTA: retirei desta lista os grupos das escolas artísticas e dos técnicos especializados.
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Abr 29 2013
… no correio da manhã.
Entre hoje e amanhã apresento um quadro com os dados relativo às contratações de escola (escolas que pediram horários, por grupo de recrutamento e número de horas).
Os professores recrutados diretamente pelos diretores este ano letivo através de contratação de escola vão poder renovar os seus contratos, segundo as regras fixadas pelo Ministério da Educação e Ciência, algo que é vedado aos restantes docentes contratados, e está a gerar inúmeras queixas.
A medida prejudica docentes mais experientes, colocados em setembro de 2012 na contratação inicial e que não podem renovar, arriscando assim o desemprego. Além disso, as irregularidades já detetadas nas contratações de escola levantam dúvidas sobre a possibilidade de renovação.
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Abr 28 2013
… que ocorreram no mês de Março de 2013.
Pela primeira vez resolvi tirar dados estatísticos do chat deste blog e durante todo o mês de Março participaram no chat 438 comentadores com diferentes nomes e foram registados 58628 comentários.
Para quem tiver curiosidade de ver a participação destes 438 comentadores e o número de vezes que participaram podem clicar aqui.
Na pesquisa avançada que fiz no pdf, encontrei 10876 instâncias com um ponto de interrogação. Em muitos casos este ponto de interrogação é uma dúvida que pode ter tido ou não resposta de alguém, pode ter sido uma dúvida relacionada com a profissão ou apenas com o desenrolar da conversa, mas quase sempre alguém respondeu.
Pela importância que o chat vai tendo agradeço que se portem à altura dos números que são aqui apresentados.
Dentro de uma semana volto a retirar estes dados, agora do mês de Abril.
Para quem ainda não sabe como participar no chat deixo esta imagem com as instruções que de vez em quando coloco por baixo do chat.
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Abr 28 2013
É permitir que os docentes de QZP no quadro de manifestação de preferências por um outro QZP possam colocar mais do que um agrupamento no campo 5.1.7.
Se existem limites máximos de 100 agrupamentos, 50 concelhos e 10 QZP que podem ser colocados no espaço de manifestação de preferências, a aplicação assumindo um novo quadro para manifestação de preferências de um 2º QZP (apenas aplicável aos docentes dos quadros de zona pedagógica) podem ser de novo colocados outros 100 agrupamentos e 50 concelhos.
E isto leva alguns a pensarem que no primeiro quadro apenas se pode manifestar preferências pelo QZP de origem e no segundo quadro se coloca as preferências de um outro QZP.
Se porventura existisse grande possibilidade de colocação dos docentes dos quadros de zona pedagógica em quadro de agrupamento diria que este erro da aplicação pudesse ter repercussões graves para alguns, assim, passará despercebido porque serão raros os que ficarão colocados em QA.
E como está escrito na página 31 do manual de candidatura dos docentes em QZP fica no ar a ideia que se deve repetir as mesmas preferências no quadro 5.1.7 o que é um absurdo.
A rever este aspeto num próximo concurso, porque bastava que existisse um espaço para colocar um agrupamento de um 2º QZP no campo 5.1.7, ou então que a aplicação fosse suficientemente inteligente para detetar se no quadro anterior já estava colocado um agrupamento do 2º QZP.
E como estão os QZP a preencher as preferências neste quadro?
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Abr 27 2013
O único critério para determinar a graduação profissional será o tempo de serviço, quando o habitual é o resultado da combinação dos dois critérios.
O concurso está a ser muito contestado nos blogues de educação, onde já se aventava a possibilidade de impugnação judicial. Docentes com notas de curso elevadas temem ser ultrapassados nas listas por outros com mais experiência. A confirmar-se este regime, um professor com média final de curso de 20 e com 3000 dias de serviço pode ser ultrapassado por outro com média de 10 que lecione há 3001 dias.
A justificação alegadamente apresentada pela tutela e sindicatos é o concurso pretender cumprir a diretiva comunitária que obriga a vincular ao quadro docentes com mais de três anos de serviço, tal como sucede no setor privado. O critério do tempo de serviço seria, assim, o único relevante.
Em carta publicada no blogue DeArLindo, um docente questiona se os pais aceitarão um método que afastará os melhores docentes. O CM tentou, sem sucesso, ouvir os sindicatos.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/04/ainda-sobre-o-concurso-da-ram/
Abr 27 2013
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Abr 27 2013
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Abr 27 2013
Deixo aqui a folha em Excel dos docentes que concorreram em 2009 ao concurso interno e não obtiveram colocação.
Esta lista praticamente não tem utilidade tendo em conta o número reduzido de vagas abertas neste concurso.
Para quem é QZP podem sempre por aqui verificar a vossa ordenação. (devem ter atenção que para saberem a vossa posição devem verificar também incluir na filtragem os docentes da 4ª prioridade e que são providos no vosso grupo)
Como também já tinha dito, não vale a pena fazer muitas análises a este concurso porque serão raros os docentes de QZP que entrarão para QA/QE e nenhum docente contratado conseguirá vincular neste concurso (esta não pode ser uma razão para não concorrerem, porque para estarem nas listas da contratação inicial e das reservas de recrutamento têm de ser obrigatoriamente candidatos ao concurso externo).
Os únicos docentes de QZP que ainda assim terão alguma possibilidade de ingressar em QA/QE são os docentes dos grupos da Educação Especial que entraram no concurso externo extraordinário, desde que não se verifique mudanças de grupo dos docentes em QA/QE que vão concorrer na 3ª prioridade e com menos probabilidade os docentes dos grupos 310 e 350. Um ou outro docente dos grupos 540, 550, 560 e 620 também poderão entrar em QA/QE.
No total não devem entrar mais de 20 docentes de QZP em QA/QE.
Por isso não se atrapalhem muito com este concurso se forem QZP de um grupo que não identifiquei em cima.
A tabela geral resume essa análise.
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Abr 27 2013
No concurso extraordinário de docentes da RAM, os defensores de que seja considerado para ordenação dos candidatos unicamente o tempo de serviço, têm argumentado que tal se deve ao facto de se tratar de um concurso extraordinário que visa combater a injustiça de existirem vários contratados há 9, 10, 11 e 12 anos, não se cumprindo assim a lei geral do trabalho que determina que após 3 anos de contrato ininterrupto, o contratado passe a vincular.
Os seus argumentos para que não seja utilizado o critério mais justo, o de ordenar todos os contratados com mais de 3 anos, todos os que se encontram em situação igualmente ilegal, pela graduação profissional, que combina com equilíbrio a nota de final de curso com o tempo de serviço, são estes: de que se trata de um concurso único e que pretende efetivar os professores que estão contratados há mais anos (9,10,11 e 12 anos de serviço).
Estes argumentos caem por terra de uma forma tão simples, que passarei a explicar, que é quase incompreensível o facto de, pelo menos, os sindicatos não terem sido capazes de ver o óbvio.
Se queremos promover a justiça, analisemos com calma.
Afirmam que este concurso é especial por ser único. Mas, então, daqui a 4 anos, não estarão os professores que agora têm 8, 9 e 10 anos de serviço e que irão continuar contratados com, nessa altura, 12, 13 e 14 anos de serviço e, ainda, contratados. Nessa altura não se sentirão eles com o legítimo direito de exigir igual tratamento? Não se sentirão com a legitimidade de exigir, com os mesmos argumentos, outro concurso extraordinário?
É aqui que surge o grande problema, que implode, de forma automática, com a legitimidade deste concurso.
É que nessa altura, se a Secretária Regional da Educação e dos Recursos Humanos (SRERH) disser que não, não permitindo novo concurso extraordinário, então estará a perpetrar uma autêntica injustiça, pois também esses contratados serão de longa duração e também esses contratados estarão há 12, 13 e 14 anos ilegais.
Por outro lado, se disser que sim, aí, meus caros amigos, a injustiça será ainda muito maior, pois o que na realidade passará a acontecer será o de que, na Madeira, serão mudados de forma permanente os critérios no acesso à carreira docente. Pois, afinal, o concurso extraordinário não foi único. Isto levará a que, na Madeira, o acesso à carreira docente não se proceda mais com base na graduação profissional, que inclui a nota de fim de curso com o tempo de serviço, mas apenas com o tempo de serviço. Eu não sei se já pensaram nas repercussões tamanhas que isto irá trazer.
Em primeiro lugar, os cursos via ensino passam a ser meras fantochadas onde acabar com 10 ou 19 passa a ser exatamente igual. Duvido que se possa sequer pensar em pactuar com isto. Os alunos dos cursos via ensino deixarão de se preocupar com os seus processos de formação, tentando a todo o custo conseguirem uns diazitos de serviço seja lá de que forma for. Em segundo lugar, a SRERH jamais poderá proclamar aos alunos da região que procurem a excelência e mérito no ensino, quando transmite esta mensagem de que não quer saber para nada das notas de fim de curso dos professores que vinculam na região. Ou seja, proclama que é necessário esforço, mas depois marimba-se para o esforço dos que concorrem aos seus quadros. Em terceiro lugar, tal será a descredibilização completa da classe, pois, ao contrário de todas as outras classes onde se contabiliza, como é lógico, a nota de fim de curso na graduação profissional, na nossa, ao contrário de todas as outras, o mérito académico passa a ser uma miragem. Que engraçado seria, ser exatamente na classe dos docentes em que as notas aferidas afinal não contam para nada.
Todas estas consequências levariam a outras, num processo constante de repercussões extremamente nefastas para toda a classe docente. Seria, por completo, a promoção da mediocridade e não da excelência. Seria, de facto, uma vergonha e desgraça para toda a classe.
Com os melhores Cumprimentos,
David Fazendeiro
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