Sou professora de Educação Tecnológica, na condição de Quadro de Agrupamento. A minha experiência de vida, leva-me a concluir que temos o dever de dar a conhecer, à opinião pública, o que pensamos sobre a eliminação da disciplina, no 3º CEB.
Assim, considerando que:
1– terá decorrido um estudo prévio, por parte do MEC, antes de se proceder às alterações constantes da 1ª proposta de revisão curricular;
2– a disciplina de Educação Tecnológica figurava nessa 1ª proposta, sendo, então, considerada necessária para a formação básica dos cidadãos;
3– decorreu um debate público sobre o assunto;
4– findo o debate, o motivo do mesmo foi eliminado, pelo MEC, deixando, a disciplina de Educação Tecnológica (3º CEB), de figurar na última versão da proposta de revisão curricular;
5– a referida disciplina se integra, agora, num conjunto de áreas de oferta de escola, podendo, ou não, vir a ser opção do estabelecimento de ensino;
6– o MEC mantém a informação de que não estão em causa os lugares dos professores de quadro;
7– os professores de quadro podem, então, ficar sem trabalho, mas ser remunerados;
8– o Estado assumirá, assim, encargos com professores de outras áreas disciplinares que preencherão as referidas ofertas de escola;
9– os alunos do 3º CEB deixam de beneficiar de conhecimentos técnicos proveitosos para o seu futuro laboral;
10– num momento tão difícil que o país atravessa, o Estado assume, portanto, dois encargos com a mesma situação,
proponho que as Associações representativas dos professores de Educação Tecnológica convoquem uma conferência de imprensa, de forma a transmitir as informações acima referidas, aos contribuintes do Estado, alunos, pais, encarregados de educação e público em geral.
Luísa Maria Costa
Professora de Educação Tecnológica