Como é que os alunos não haviam de estar desmotivados?

Só os alunos mais responsáveis, que têm maior maturidade ou que gostam muito de estudar ou agradar, conseguem acompanhar os estudos.

Como é que os alunos não haviam de estar desmotivados?

A crescente desmotivação dos alunos tem sido sentida com preocupação tanto pelos pais como pelos professores. Sabemos que muitos, sobretudo a partir do 2.º ciclo, consideram as aulas maçudas, pouco interessantes e o currículo difícil e demasiado extenso.

A parte mais motivadora do tempo que passam na escola é com os amigos no recreio – o que é extremamente importante em vários aspetos – e muitas das aulas são, na melhor das hipóteses, sofríveis.

Há ainda muitos jovens que acham que têm de ter boas notas só para os pais ficarem satisfeitos, que estão na escola para lhes fazerem um favor ou simplesmente por obrigação. São poucos os que conseguem estabelecer uma relação direta entre a escola e o seu futuro e, como sabemos, é impossível ter motivação para fazer uma caminhada de 1000 km se não houver um objetivo pessoal bem definido.

Quando os alunos chegam ao segundo ciclo sentem um enorme choque e geralmente ficam muito perdidos. Deixam de ter um tutor que os guia e, no auge da sua vida frenética, cheia de mudanças, solicitações, emoções e desafios – como bons jovens que são –, rapidamente perdem o fio à meada, enquanto tentam acompanhar a matéria, os testes e os trabalhos, que vão sendo projetados por uma espécie de lançador de bolas de ténis acelerado. Ainda conseguem apanhar as primeiras, mas depois já não têm onde as guardar, nem mãos para as apanhar, e acabam por se dar por vencidos. Sentem-se só mais um, perdido e esquecido, entre os professores e as disciplinas que se atropelam, os conteúdos demasiado desligados da sua realidade, do que lhes parece útil e fundamental.

CONTINUAI AQUI

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/11/como-e-que-os-alunos-nao-haviam-de-estar-desmotivados/

26 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Mainada on 18 de Novembro de 2024 at 14:28
    • Responder

    Conversa fiada. Não houve uma mudança genética da espécie. O que houve foi demasiada irreponsabilidade e demasiado mimo por parte dos pais e das escolas. Se os adultosvestão estupidamente perdidos, os mais novos aproveitam. Claro.

      • Agreste on 19 de Novembro de 2024 at 12:11
      • Responder

      Ora agora é que disseste tudo!

    • Zéi tóxico on 18 de Novembro de 2024 at 15:01
    • Responder

    Vão chamar pai ao vizinho do 2ª esq.

    O nível de imbecilidade dos professores chegou ao fundo.

    Sejam profissionais e proficientes não uns sabujos e bajuladores dos “poder ranhosos” . Qual cascavéis de tanto se contorcerem e assimilarem os venenos dos “profetas de regime”.

    Abrirem os horizontes não é submissão a autoritarismos para conseguirem o melhor que a “avaliação de merda” vos condicionou. Tenham orgulho de serem cidadãos e exerçam a cidadania no local onde trabalham.

      • Maria on 20 de Novembro de 2024 at 2:03
      • Responder

      Cidadania? Quando já nem sequer se pode por os meninos a pensar porque os pais acham tudo muito tabu, é tudo muito polémico….

    • Forever on 18 de Novembro de 2024 at 15:23
    • Responder

    Na educação é preciso hver rigor, disciplina e empenho e estudo.
    Abaixo o facilitismo e ofaz de conta para passar todos os alunos…

    • Calves on 18 de Novembro de 2024 at 15:33
    • Responder

    A senhora psicóloga chegou ao fim do mestrado (supondo eu que o fez) com um ensino à medida dos seus interesses pessoais? Das suas motivações desde o 1.° ciclo?
    “O ensino, de uma forma geral, não respeita os alunos, porque não vai ao encontro dos seus interesses, da sua curiosidade e objetivos, da sua forma de aprender e de pensar.”
    Se não há um tronco comum de saberes que são ensinados e aprendidos , História, Geografia, Matemática, Português, Filosofia, Ciências, Educação Artística e Educação Física, Educação Literária e Educação para a Saúde, Competências Digitais, etc. como despertar talentos, vocações e motivações por esta ou aquela área do saber?

    “Infelizmente, as notícias transmitidas pelos estudos #PISA e #TIMSS sobre a educação em Matemática na Europa são profundamente preocupantes e agravaram-se devido ao encerramento de escolas e à disrupção causada pela pandemia de Covid-19. Neste artigo, o Nuno Crato e eu discutimos a magnitude destas perdas educativas e o crescente fosso entre a maioria dos países europeus e regiões como o Sudeste Asiático, frequentemente ignorado. Simples análises estatísticas revelam que os alunos europeus estão, em média, um a dois anos escolares atrás dos seus pares nos países mais avançados, e este fosso está a aumentar. Estas tendências terão inevitavelmente um impacto negativo na força de trabalho europeia, na competitividade económica e no desenvolvimento. Além disso, é provável que dificultem o ensino superior e a investigação em Matemática no nosso continente. Reconhecer o problema é o primeiro passo essencial para o enfrentar.
    https://euromathsoc.org/magazine/articles/210
    A Ler!

    • Bekas510 on 18 de Novembro de 2024 at 16:11
    • Responder

    É a primeira vez que concordo com todos os comentários lidos …
    Realmente estou cheia de ouvir “coitadinhos, passam de um tutor para … ” Adorei chegar aos 9 anos, ouvir outros assuntos, ter mais do que uma pessoa! Se aos 13 anos gostei de todas as disciplinas? Não, mas tinha de as ter para perceber o que queria mesmo! Se algumas aulas eram chatas? Claro que eram …por acaso, na nossa vida, é tudo bom? Mas nós estamos preparados para a vida …. Os nossos alunos, com estas balelas todas, pensam que na vida adulta só vão fazer o qu gostam, só vão trabalhar com quem gostam de estar, …
    Continuem com a psicologia barata e aos 25 anos estão todos deprimidos …. Mas claro, os psicólogos precisam de trabalhar!

    • Bruxa21 on 18 de Novembro de 2024 at 16:53
    • Responder

    Um grande número de pais que por razões muito legítimas, ou muitas vezes nem tanto, não consegue proporcionar aos seus filhos afeto nem tempo de qualidade, substituem-nos, tanto quanto possível, por tecnologia da mais alta qualidade, roupa e calçado de marcas de luxo, bilhetes para tudo quanto é festival de verão ou evento tecnológico…
    Tudo menos dizer NÃO aos seus rebentos.
    E estes, habituados a considerar que não existem dificuldades e que não é necessário qualquer esforço para alcançar os objetivos, irão sucumbir à mínima contrariedade.

    • Luluzinha! on 18 de Novembro de 2024 at 17:07
    • Responder

    Chorrilho previsível de lugares-comuns, de mais um/a ” técnico/a” simplista de gabinete. Enfim…

    • Carlos Moreira on 18 de Novembro de 2024 at 17:14
    • Responder

    Mais uma treta!! Os professores é que andam há muito tempo desmotivadíssimos, cansados, exaustos, doentes e fartos(falo por mim)!!
    A maioria dos alunos quer saber é cada vez menos de estudar!!

    • Amilcar Barradas on 18 de Novembro de 2024 at 18:12
    • Responder

    Bullshit

    • Manuel, o impoluto on 18 de Novembro de 2024 at 18:36
    • Responder

    Mais uma psicóloga de vão de escada.
    Estes psicólogos de agora acham-se todos médicos. Como na worten, sabem de tudo e mais não sei quê. No ensino especial então, é disléxicos a rodos. É só pedir o papel e temos logo RTP para todas as criancinhas. É uma geração de deficientes a todos os níveis. Haja paciência para tanto disparate.

    Esta, pela idade que aparenta, também já foi criada no facilitismo. De certeza que não sabe a prova dos nove.

    • Voilá on 18 de Novembro de 2024 at 20:02
    • Responder

    Os miúdos portugueses se fossem estudar para o Japão ou para China suicidavam se logo.
    Não estão habituados à disciplina, ao rigor e ao esforço. Ao sacrifício. A objetivos.
    Querem tudo na maionese. E as famílias também.
    São uns bebezões até muito tarde. A cultura portuguesa é a culpada.

      • Padre Marx on 18 de Novembro de 2024 at 20:08
      • Responder

      Não vale a pena reagir a provocações chungas de gente que trabalha em clínicas chiques e que escreve na folha de couve do Arquitecto atrasado mental. Acho piada a quem colocou aqui o texto, pois quando foi professor, se calhar não gostava de ser chamado de “tutor”

    • Mário on 18 de Novembro de 2024 at 21:57
    • Responder

    É isso mesmo. Coitadinhos dos crianços. Coitadinhos que ninguém os respeita.

    • IAAN on 19 de Novembro de 2024 at 0:35
    • Responder

    Conversa da treta.
    Daqui a nada os professores têm que colocar um nariz de palhaço para as suas aulas serem “divertidas” e do agrado dos alunos. Não se esqueçam de dizer às entidades patronais, daqui a 10 anos, para também tornar os empregos entusiasmantes e do agrado dos empregados, para estes atuais jovens se sentirem “motivados” na sua atividade profissional. A realidade é que se estes não quiserem trabalhar, não falta quem queira, em especial imigrantes.
    Na minha altura os estudantes eram lutadores e reivindicativos. Fazíamos manifestações contra provas globais, etc. Estes jovens sentam-se no sofá, jogam no telemóvel, estão nas redes sociais e ficam à espera que tudo lhes caia do céu. Há anos que não vejo manifestações ou lutas estudantis. Vem aí uma atividade de “Faz-te ouvir”, vamos ver quantos aderem nas escolas do 3ºciclo e secundárias.

    • Mariana on 19 de Novembro de 2024 at 6:15
    • Responder

    Vá dar aulas a umas turmas desses tais alunos desmotivados e fale depois. Nunca vi uma psicóloga a consegui dar aulas a turmas de crianças e jovens. Fogem logo para os gabinetes.

    • Catarina on 19 de Novembro de 2024 at 14:59
    • Responder

    Nem sei o mais me incomodou neste artigo, se a afirmação implícita de que a maior parte dos jovens é constituída por gente imatura e irresponsável, se a peregrina ideia de que o ensino devia ser redesenhado para apelar a imaturos e irresponsáveis. É patético. E pateta também.

    • Carlos de Matos on 19 de Novembro de 2024 at 17:10
    • Responder

    Tadinhas das criancinhas que nada as motiva. Aos professores restará fazer o pino e um nariz de palhaço!
    Se o artigo é de uma psicóloga, rato de gabinete, já estou mais descansado pois como não sabem o que é o mundo real nunca as levei a sério…

    • Maria Correia on 19 de Novembro de 2024 at 20:29
    • Responder

    Como é possível que deixem qualquer um, dizer qualquer disparate, à sombra do anonimato, mas qual é afinal o objetivo deste blogue?

    • mario silva on 20 de Novembro de 2024 at 0:19
    • Responder

    E o mundo laboral, que será o destino de todos, faz diferente disto?…
    “que não se adapta às especificidades de cada aluno, sem atender às suas capacidades e interesses. Que não apoia aqueles que têm necessidades específicas. Que não se preocupa e não reflete o facto de haver cada vez mais alunos medicados para conseguirem acompanhar aulas de 90 minutos depois de um dia inteiro de escola. Que não pára para os observar, ouvir e entender. Para refletir sobre as notas, sobre o desânimo.”
    Um pedagogo americano afirmou que a função principal do professor é ensinar o estudante a desenvencilhar-se sozinho, a lidar com o aborrecimento e injustiça. Confúcio afirmou que não podia ensinar a falar a quem não se esforça para falar e que aprende-se fazendo (trabalhando).
    Qual a maturidade intelectual e psico-emocional para que os jovens saibam quais as suas necessidades para a sua vida futura?
    Apliquem essas teses psico-pedagógicas e depois veremos que efeitos têm na vida real social…

    • Ana on 20 de Novembro de 2024 at 8:18
    • Responder

    Sou professora …
    Os meninos de agora são uns merdas…resultado de tanto mimo k levam em casa e na escola. Coitadinhos vamos ajudar … Coitadinhos têm dificuldades, coitadinhos tão deprimidos porque morreu o piriquito … Tretas. Dou aulas aos 9 °anos e posso afirmar k quanto mais ajudamos, quanto mais lhes facilitamos a vida, mais querem… Damos-lhes matriz do teste, fichas formativas iguais ao teste … Colocamos as ditas fichas e resolução no classroom… Não fosse o caderno e a pasta com as fichas serem comido pelo cão na véspera do teste … E no final, ainda metem em causa as notas e ficam em dúvidas se a nota terá sido bem dada … Ou seja, TDS os pontos contados … não estamos só a criar futuros deprimidos, futuros Peter pans … Estamos a criar futuros manipuladores

    • Professora on 20 de Novembro de 2024 at 9:45
    • Responder

    Estou estupefacta com estes comentários de merda, usando a linguagem que por aqui abunda. Felizmente, os velhos do Restelo serão substituídos por pessoas com maior amplitude mental. Que vergonha da minha geração caduca e que nem se informa devidamente e baseia as suas opiniões em jargões populistas. Reforme-se e deixem as crianças em paz porque esse azedume todo é lixo tóxico.

    • Isilda Soromenho on 20 de Novembro de 2024 at 12:15
    • Responder

    Saltou- se de um extremo para outro esquecendo que o equilíbrio se situa no meio.
    De um rigor considerado, actualmente, excessivo, caiu- se numa permissividade sem conta nem medida. Sem ter a percepção exata das consequências que resultam da melhor das intenções com que ” limpamos as pedras do caminho que os filhos percorrem e o pintamos de verde e rosa” estamos a criar- lhes a ideia de que a vida é uma utopia e não vale a pena esforço, trabalho e perseverança para contornarmos as situações desagradáveis e difíceis com que, inevitavelmente, se irão depara num futuro onde já não entram os pais para lhas resolverem e continuar a dar mais umas demãos a rosa e verde nos seus caminhos.

Responder a Maria Correia Cancelar resposta

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores:

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading