2025 pode ser ano recorde de professores reformados

Portugal deve bater, em 2025, um novo recorde de professores aposentados: de acordo com o ‘Diário de Notícias’, é esperado que cerca de 4.700 docentes abandonem a vida profissional, o que, a confirmar-se, é o valor mais alto de sempre. “As escolas ficarão muito desfalcadas. 4.700 num universo de cerca de 800 escolas, são 5 professores por agrupamento. E isto não contabilizando as substituições por doença”, explicou Arlindo Ferreira, diretor do agrupamento de escolas Cego do Maio, na Póvoa de Varzim.

O também autor do blogue ‘ArLindo’, que se dedica à Educação, alertou para o facto de estarmos “a chegar a uma fase crítica”, com milhares de docentes a chegar à idade da reforma. Isto porque “houve um grande boom de diplomados nos anos 90 que estão agora a chegar ao fim da carreira”.

As previsões podem ser revistas um pouco em baixa, dependendo da adesão à medida do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de retenção dos docentes reformados. “Na minha escola, tenho três professores que se deveriam aposentar e vão ficar até ao final do ano letivo e beneficiar da medida e do acréscimo de 750 euros no ordenado. Poderá haver alguns docentes que decidam ficar mais tempo, mas os professores estão muito cansados. No entanto, explicou Arlindo Ferreira, “se não for em 2025, será daqui a dois anos a saída de todos”.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, avisou para as dificuldades em substituir os professores aposentados e para a “propagação da escassez de professores, paulatinamente, ao resto do país”. “Mais ano menos ano, teremos uma pandemia instalada na Educação em Portugal, também na Europa e no resto do mundo”, referiu.

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19 comentários

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    • Mainada on 14 de Novembro de 2024 at 15:43
    • Responder

    Seria bom que, ainda que com razão, não houvesse tanto alarmismo. Senão, nos poucos anos que atualmente separam muitos de nós da reforma, ainda pode acontecer: a) subirem a já estúpida idade da reforma ainda mais estupidamente; b) lesarem ainda mais do que já são lesados os professores nos cálculos para a reforma. Pessoa preocupadas e sem soluções podem fazer coisas mesmo beras, convencidas de que estão a fazer uma grande coisa…

      • abc on 14 de Novembro de 2024 at 22:12
      • Responder

      E não é isso o que está a acontecer?
      Já se colocam professores de Educação Visual a dar disciplinas de Informática.
      Vale tudo nesta profissão.

        • Bettencourt on 15 de Novembro de 2024 at 11:11
        • Responder

        E se estes docentes têm formação nesta área mesmo que não seja superior qual é o problema? Preparem-se porque é isto que vai acontecer para fazer face à falta de professores! Já acontece noutros país da Europa! Desde que o docente seja já profissionalizado, ou seja, deve ter preparação superior a nível pedagógico e depois se demonstrar ter formação mesmo que não seja superior numa disciplina mesmo diferente da sua base de formação de base, vai e deve poder dar essas aulas em vez de ficar sem trabalhar e alunos sem aulas! Qual é o problema de um docente de Educação Visual ensinar Informática a alunos do 2º ciclo? Será necessário um doutoramento? Até as línguas Francês, Inglês, Espanhol se o docente dominar o idioma e se tem diploma não superior neste área como o Dele, Cambrigde ? Já vi na prática docentes profissionalizados em Filosofia a dar Espanhol e sabem que mais? São Muito bons naquilo que Ensinam!!

          • Calculo... on 15 de Novembro de 2024 at 11:41

          Calculo…

      • V on 15 de Novembro de 2024 at 15:58
      • Responder

      Há gente cujo trabalho é dizer que está preocupado. Ponham os diretores a dar aulas! É bom para a tosse.

    • Mortadela on 14 de Novembro de 2024 at 16:50
    • Responder

    Não vejo a hora de sair de uma carreira onde sou desrespeitada, onde sou desconsiderada em “acordos” que me deixaram de fora , por estar no topo da carreira, onde vou ficar, consequentemente prejudicada nos cálculos da reforma .
    Com muito respeito pelos colegas que vão ficar e que ainda terão muito a penar antes de saírem, espero que sobrem muito poucos para reavivar esta carreira!Pode ser que assim a tutela percebe que há muito, mas muito mesmo a fazer para recuperar esta profissão !

      • Amilcar Barradas on 14 de Novembro de 2024 at 22:02
      • Responder

      Banalidades e lugares comuns.

      • Anónimo on 14 de Novembro de 2024 at 22:09
      • Responder

      Já eu fui desrespeitado por ter sido roubado desde 2005, por me terem insultado e ultrapassado.
      Por estar a ser desmerecido face a pessoas que vêm do privado ou que entram agora (mesmo tendo a mesma idade do que eu), e são tratados nas palminhas como se tivessem andado por cá a gastar o seu tempo pessoal e a dar o seu suor para que a Escola funcionasse.
      Compreendo-a bem.
      Esta profissão, pelo menos nas escolas que conheço, é uma m***
      Se pudesse saía já hoje.
      Quem chega, sobretudo os de meia idade, são uns oportunistas e aldrabões que nada perebem de pedagogia.
      Alguns com mestrados ou mais, mas que são umas autênticas fraudes.
      Mas este sistema está feito para eles. E vai estar sempre.

    • Fardo on 14 de Novembro de 2024 at 19:38
    • Responder

    Muito por culpa dos diretores.
    ” A fuga das galinhas ” transformaram as escolas numa fábrica de Chicken burguers!

    • 1DOLLAR on 14 de Novembro de 2024 at 19:57
    • Responder

    É mesmo isso…tal e qual! É por isso que há tantos docentes no desemprego, outros à espera de “migalhas” em horários incompletos para substituir aqui acolá e acabam por receber menos que um salário mínimo. Outros acabam seus mestrados em Ensino e vão trabalhar para as caixas de supermercado. O governo não aproveita estes recursos porque não lhes convém. Todo este alarmismo é propositado, não é mais para aumentar a idade da reforma e aumentar o tempo de letivo de 22horas!! Pois podemos agradecer aos docentes que se deixaram levar pelo dinheiro e demonstraram assim que é possível! Afundou o reconhecimento a profissão de docente como profissão de desgaste rápido. É ponto sem retorno: https://www.youtube.com/watch?v=_1f1lBuKnjc

      • abc on 14 de Novembro de 2024 at 22:11
      • Responder

      Os mestrados em ensino são uma forma de algumas universidades paparem dinheiro e darem diplomas com notas inflacionadas.
      Quem de lá sai, não passa de um ou uma emproada, que pensa que sabe mais do que os outros.

        • VIPFP on 15 de Novembro de 2024 at 11:50
        • Responder

        ahahahah então quem os mestrados em ensino não valem nada? Opá nem quero imaginar os doutoramentos… Deve ser um ou uma “velha de restelo” que julga que o seu bacharelato ou antiga licenciatura que na maioria das vezes, no seu currículo, nem uma disciplina na área da pedagogia tiveram e depois julgam seus diplomas superiores comparados com os de agora… do género “no meu tempo era melhor” e são estes que “papam ” vencimentos e futuras reformas chorudas…e na maioria das vezes nem um computador sabem utilizar como é possível! Depois de menosprezar quem estuda, acabam mesmo por gozar com quem “queima as pestanas” quem tem mais qualificações porque recebem mais do que os outros e não precisaram de estudar tanto. Mais ainda chamam de arrogante ou emproado aquele que pretende ter mais conhecimento qualificações e “alavancar” a imagem da profissão… mas no meio de tanta soberba de alguns colegas torna-se complicado, é só sabotagem…Deviam passar a pente fino todas as licenciaturas, todas sem exceção, e quem não tem no seu currículo disciplinas de pedagogia obrigar a todos estes a realizar. Não se admite que na área de Ensino e Educação, haja docentes a ensinar sem saber o que é Pedagogia e Metodologias de Ensino. É como um medico dentista apesar de saber o que é uma cárie, não sabe utilizar os utensílios para tratar uma cárie sem dor, vai ao deus -dará…

          • Mainada on 15 de Novembro de 2024 at 13:05

          As ciências da educação são sobrevalorizadas. Mas já agora, sempre lhe digo, todos os profissionalizados tiveram cadeiras de pedagogia. O que eu vejo, se me permite, é algumas pessoas a querem começar a construir a sua casa pelo telhado…

          • M on 15 de Novembro de 2024 at 16:07

          VIPFP, só tiveste pedagogias?
          Escreves tão mal!
          Construiste a casa começando pelo telhado? Olha que isso não se faz. Nem a computar disfarças.

    • Mic on 14 de Novembro de 2024 at 20:32
    • Responder

    “(…) houve um grande boom de diplomados nos anos 90 que estão agora a chegar ao fim da carreira”.

    Não percebi lá muito bem esta frase. Eu pertenço a este Boom (1992) mas, se ainda estiver vivo e com a crueldade dos 66,7 (ou +…), só me verei livre desta vida miserável lá para 2035/36…

    • Lina on 14 de Novembro de 2024 at 21:46
    • Responder

    Guardas Prisionais, há poucos . O governo colocou ordenado de entrada de 1700€

    Está á espera de fazer o quê na Educação?

      • Lumi on 15 de Novembro de 2024 at 9:42
      • Responder

      Vou já concorrer!!! Assim poderei andar sempre com o cassetete na mão 😁😁😁

    • Voilá 🥂 on 15 de Novembro de 2024 at 14:35
    • Responder

    A acrescentar à falta de professores, agora também há alunos sem vaga nas escolas. Sobretudo na zona da grande Lisboa, dizem os telejornais. Grande afluxo de migrantes. Foram entrevistados alguns pais. Brasileiros e portugueses.
    E esperem pela nova vaga em janeiro quando termina o ano letivo no Brasil.
    Bem feito nos governantes portugueses. A educação em Portugal bate no fundo.
    Não conseguiram planear nada apesar de haver uma direção geral de planeamento com economistas especializados em educação produzir estudos anacrónicos. Os sucessivos governos humilharam os professores na praça publica, descredibilizaram nos, descartaram nos como se não fossem necessários. Uma profissão menor a abater. Antônio costa disse na assembleia da república que se demitia se os professores recuperassem o tempo congelado. O PSD recuou feito cobardolas. MLR, a criminosa da educação portuguesa , disse que perdia os professores mas ganhava os pais.
    Os pais diziam que nos éramos uns merdas porque não queríamos ser avaliados …etc.
    Os professores portugueses nestes últimos 20 anos foram vítimas de assédio moral por parte dos pulhiticos, de assédio laboral por parte dos pulhas dos diretores das escolas, de assédio por parte dos pais intromissores e malcriados. Enfim. Inaudito.
    E agora o destino encarregou se de fazer justiça.
    A educação e as escolas portuguesas bateram no fundo. E os políticos andam a apanhar os cacos.
    Bebo ao destino, o grande justiceiro 🥂

    • Carlos on 17 de Novembro de 2024 at 20:04
    • Responder

    Os professores aposentam-se, os militares é que se reformam!

    A falta de rigor instalou-se nas escolas…

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