Sobre a Prova – Não Era Mais Fácil…

… manter as isenções da prova de avaliação conhecimentos e capacidades que estavam em vigor no DL 75/2010 e até quem sabe alargar o prazo dessa isenção até ao final do ano letivo 2009/2010 e propor uma alteração ao cálculo da graduação profissional onde uma parte do resultado da prova contasse para essa graduação, deixando ao critério de cada um que estivesse isento em fazer ou não essa prova?

Tantas vezes o ministro apregoa a “liberdade” que depois impõe obrigações parvas.

Esta é uma das obrigações quase idênticas à obrigação dos docentes contratados concorrerem a duas zonas pedagógicas.

 

COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS 19 DE SETEMBRO DE 2013

 

1. O Conselho de Ministros aprovou uma alteração do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, visando regulamentar em termos concretos a realização da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades para a docência nos estabelecimentos públicos, já prevista naquele Estatuto.

A realização de uma prova visa assegurar mecanismos de regulação da qualidade do exercício de funções docentes, garantindo a comprovação dos necessários conhecimentos e capacidades transversais à lecionação de qualquer disciplina, área disciplinar ou nível de ensino, bem como o domínio dos conhecimentos e capacidades específicos essenciais para a docência em cada grupo de recrutamento e nível de ensino.

No mesmo sentido, foi também aprovada uma alteração ao decreto regulamentar que estabelece o regime da prova de avaliação de conhecimentos e capacidades prevista no Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

 

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49 comentários

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    • Joi on 19 de Setembro de 2013 at 19:33
    • Responder

    Ainda estou para saber como é que vão resolver a questão da revogação do DL 75/2010, que entrou em vigor no dia após a sua publicação, e regulamenta o regime de dispensas independentemente da data da realização da prova… Qualquer alteração nesta matéria vai retirar um direito e tem efeitos retroativos.

    Outra questão tem a ver com a não dispensa em 2013 dos colocados nas regiões autónomas. Ilegal e inconstitucional.

    1. É quase certo que este diploma vai ser chumbado nos tribunais. Só não percebo como o MEC é incapaz de perceber isso.

        • Joi on 19 de Setembro de 2013 at 19:48
        • Responder

        E voltaremos ao que se vem tornando um hábito: A cada diploma chumbado pelo TC, habilidosa e maquiavélica forma de contornar a inconstitucionalidade. Eles são criativos, tão criativos que me escusarei a dar-lhes ideias.

        O objetivo é esvaziar a nossa habilitação, só esse.

    • Fernandovsky on 19 de Setembro de 2013 at 19:39
    • Responder

    O Exame é um aberração para todos aqueles que são professores profissionalizados e que já lecionaram e obtiveram no mínimo Bom na sua avaliação.
    O resto são balelas!
    Qual é a diferença entre um professor contratado profissionalizado com 12 anos de serviço e outro com 10 mas que é QZP? A licenciatura de um é preta e a do outro é laranja ? Que treta de país é este que trata as pessoa como lixo, atropelando a justiça e bom senso em prol de caprichos de bestas quadradas/idiotas que diariamente roubam o que podem e não podem ao contribuinte português.
    Querem fazer um Exame porque desconfiam da qualidade das universidade e politécnicos?
    Façam-no, mas apenas para aqueles que nunca lecionaram, ou que tenham tido uma avaliação negativa.
    O MEC que tire as palas dos olhos e veja à sua volta, de asnos anda o país farto!

      • Carlos on 19 de Setembro de 2013 at 20:42
      • Responder

      Concordo plenamente contigo. Tenho amigos/colegas (de curso) que já são QZP e um que já é QE, com 11 anos de serviço (até agosto de 2013). Eu só tenho 9,3 anos porque nem sempre consegui horários completos e ainda sou contratado. Tanto eles quanto eu sabemos que, em termos de trabalho, somos iguais. Todos nós nos fartamos de trabalhar e, em termos de avaliação, temos tido as mesmas menções. A licenciatura deles é igual à minha porque a concluímos ao mesmo tempo e na mesma ESE. Se nós, contratados, nos tivermos de sujeitar ao exame e eles não, onde está a justiça? Nenhum de nós é melhor que ninguém. Somos iguais. Mas como eles são QZP/QE, de acordo com o MEC serão mais alguma coisa…

      Como disseste, “façam-no, mas apenas para aqueles que nunca lecionaram, ou que tenham tido uma avaliação negativa”. Ou então façam-no para todos. Quero ver se o MEC tem coragem para espicaçar essa colmeia. Até seria bom porque todos nós sabemos que, infelizmente, há docentes que nunca o deveriam ter sido…

        • Ana on 19 de Setembro de 2013 at 21:50
        • Responder

        É exatamente isto que me chateia! Nunca vi qualquer colega do quadro defender a prova para os colegas contratados. Mas o inverso acontece constantemente!

        Façam-no para todos porquê? Se é mau, se é injusto, se as licenciaturas são as mesmas… Qual é a lógica? O que se deve defender é que não é para ninguém. Ou se servir para por pessoas fora do quadro já interessa?… Pois é: somos todos iguais. Então vamos nivelar pelo que menos nos prejudica. Nivelem por cima, não por baixo!!!!

        E sabe no que também somos todos iguais? Na razão competentes/incompetentes. Ou não há professores contratados incompetentes???? Com certeza que concorda que existem… ou nunca viu nenhum? Eu já. Mas não vê os colegas do quadro referir isso até à exaustão, pois não? Nem sequer vejo isso referido uma única vez. Então, pelo menos no que toca ao domínio das atitudes e valores… parece-me que os professores do quadro estão a dar 10 a 0. Não estão aqui insultar os seus colegas contratados e a pedir que lhes façam uma prova.

          • Carlos on 20 de Setembro de 2013 at 0:31

          “Nunca vi qualquer colega do quadro defender a prova para os colegas contratados. Mas o inverso acontece constantemente!”. Claro! Então só nós é que temos de fazer o dito (maldito) exame? Por que não todos? A minha opinião é que ninguém o deveria fazer. Se não ficou esclarecida acima, fica agora.

          “Ou não há professores contratados incompetentes?”. Há. Certamente. “Mas não vê os colegas do quadro referir isso até à exaustão, pois não?”. Pois não. Há colegas que nos tratam como um “nada”. Se nunca sentiu isso na pele, ainda bem para si. Mas acredite que muitos de nós já o sentimos. Pergunte a um contratado se nunca passou por esta situação… Por isso, para que é que se iriam dar ao trabalho de falar de nós? Atenção que não estou a “meter todos no mesmo saco”! Há colegas QZP/QE fantásticos. Conheço/conheci muitos. E que lutam por nós!

          “Então, pelo menos no que toca ao domínio das atitudes e valores… parece-me que os professores do quadro estão a dar 10 a 0”. Não será bem assim…

          • Inês 510 on 20 de Setembro de 2013 at 11:55

          “Há professores contratados incompetentes?” Certamente que sim. Mas deixo-lhe uma questão: há professores dos quadros incompetentes?”. De certeza que sim; alguns com quem tenho trabalhado (a minha orientadora de estágio é um bom exemplo) não sabem fazer uma folha de cálculo no Excel….nem slides com animação.
          Já agora deixe que lhe diga: uma licenciatura em via de ensino, com estágio integrado não é a mesma coisa do que uma profissionalização em serviço. ( Eu tenho habilitação própria para lecionar no meu grupo, mas para conseguir a profissionalização tirei uma nova licenciatura em via de ensino para o mesmo grupo. Constatei qual a diferença.

          • Carlos on 20 de Setembro de 2013 at 17:39

          Inês, acho que não percebeu o que eu disse. Só estava a responder à Ana. Também há professores incompetentes que estão nos quadros. Concordo plenamente consigo. Eu também conheço alguns. Acredito que todos nós conhecemos pelo menos um . Incompetentes há-os em todas as profissões. A nossa não é exceção.

          • Inês 510 on 20 de Setembro de 2013 at 22:29

          Carlos, eu também estava a responder à Ana. Concordo consigo em tudo o que disse.

        • Ana on 20 de Setembro de 2013 at 20:24
        • Responder

        Carlos, eu também fui contratada. Também me perguntaram se era colega ou contratada. Ao que eu respondi que devia de ser contratada porque, na minha terra, colegas eram as p*. Mas também fui maltratada por colegas contratados…. pessoas são pessoas, quer sejam do quadro ou não. Sinceramente, esse tipo de coisas passam-me completamente ao lado.

        Ainda bem que concorda que há professores contratados incompetentes . Já agora, não falando por mim, porque sou de uma geração em que já se usava Excel na faculdade como uma ferramenta normal, não vejo porque é que não saber construir uma folha cálculo ou usar outra qualquer ferramenta informática torna um professor incompetente. Se o professor conseguir fazer corretamente a avaliação dos alunos usando uma máquina de calcular, qual é a diferença??

        Se os alunos aprenderem o programa de Português ou de Matemática ou de outra coisa qualquer sem slides animados, qual é o problema?? Se tiverem boa nota nos exames, se adquirirem todas as competências de que necessitam no âmbito da disciplina lecionada apenas com quadro e giz, o que há a apontar ao professor? Se calhar até é melhor professor. Não precisa de tanta muleta e tanto material de apoio. Tenho colegas e tive professores que dão excelentes aulas de quadro, giz e muita interação professor/aluno. E até lhe conto um segredo… são essas aulas que os alunos mais gostam…. tão muito fartinhos de de tanta tecnologia e tanta bonecada.

        Enquanto diretora de turma, a queixa mais frequente que oiço de pais e alunos é exatamente o uso excessivo de materiais audiovisuais. Desde que começou esta nova avaliação docente não há ninguém que não faça questão de usar qq coisa das tic; ele é filmes, slides, aplicações Java, folhas de cálculo, movie maker, power point, google earth, audacity, starry night, aquele software didático das línguas que não faço a mínima como se chama, a escola virtual a torto e a direito, enfim.
        Depois tenho eu que ouvir as “queixas” : “Já não posso ver a sala às escuras” ou “Deixo-me dormir naquela aula” ou ” “professora, tenho de estar a escrever senão não consigo estar atenta e com a luz apagada não dá”. E eu penso: mas por que raio os colegas não perguntam aos miúdos que tipo de aulas é que eles preferem? Como vê, a incompetência também é uma questão de perspetiva…

    • Joi on 19 de Setembro de 2013 at 19:43
    • Responder

    Roubam-nos nos vencimentos, roubam-nos condições de trabalho e o próprio trabalho, agora querem roubar-nos a habilitação profissional para a docência em 120 minutos, ainda por cima pagando nós por isso? Que país terceiro mundista, é o que tenho a dizer.

  1. E ainda ninguém se lembrou que os sindicatos é que fizeram o ministro alterar o que estava já no despacho? Esquecidos?

    1. ?

    • Ana on 19 de Setembro de 2013 at 19:52
    • Responder

    A única finalidade desta prova é reduzir o número de contratados a concurso. Quem reprovar na prova reiteradamente vai ter de mudar de vida. Assim, provavelmente encontra um emprego noutra área, ou melhor ainda, sai do país, e o estado já não tem de pagar subsidio de desemprego todos os anos, durante alguns meses. A lógica é obviamente apenas economicista.

    Ao mesmo tempo obrigam os quadros a deslocarem-se mais, a estarem em escolas distantes para onde foram obrigados a concorrer, enchem-nos de trabalho e de alunos e “forçam” algumas rescisões amigáveis ou reformas antecipadas e baratas.

    A qualidade do ensino ou dos professores não tem nada a ver com tudo isto.

    1. Mas qual será o problema que ele tem se os contratados querem concorrer apesar de muitos saberem de que nada adianta? Qual será a verdadeira razão (oculta) para tudo isto?

        • Ana on 19 de Setembro de 2013 at 22:06
        • Responder

        Um professor contratado que só consegue trabalho durante 7 meses por ano deve sair caro ao estado. Por causa da caducidade do contrato, que vão ter de começas a pagar a sério, do subsidio de desemprego… Presumo que queiram por mais pessoas completamente fora deste sistema. E do ponto de vista ideológico é suposto reduzir o estado.
        Por outro lado, se a privatização do ensino for posta em marcha, é necessário que haja mão de obra barata. Já há. Mas se houver muitos professores que não se possam candidatar a concurso público, será muito mais barata…

        Depois há a outra razão… a possibilidade de estenderem a pessoas do quadro e encontrar o santo graal da justa causa. Mas esta última parece-me muito remota. Seria impossível defender num tribunal de trabalho que uma prova escrita de 2 h prova a incompetência de alguém. Até porque não prova nada.. Eram anos e anos de processos judiciais com paletes de testemunhas a afirmar que o professor que teve má nota na prova é um bom profissional…era uma trapalhada….

    • Ana on 19 de Setembro de 2013 at 19:57
    • Responder

    Pois eu não farei tal prova, para quê? Com ou sem prova estou no desemprego (depois de 13 anos no ensino), para quê dar-me ao trabalho e ainda por cima pagar para a fazer?!
    E o mais estranho é que esta aberração aparentemente parece estar a ser aceite, não vejo mobilização para lutar contra, enfim, enquanto se aceitar tudo, cada vez pior…

      • Marisa on 19 de Setembro de 2013 at 20:51
      • Responder

      Ora nem mais colega Ana! Aliás, eu nem me vou dar ao trabalho de gastar dinheiro em deslocações e pagar a a dita cuja porque até para isso já nem tenho dinheiro. E TODOS DEVIAM FAZER O MESMO!!!!

      • Maria João on 20 de Setembro de 2013 at 9:02
      • Responder

      Eu também não faço prova nenhuma.
      Nunca na vida lhes vou dar o gosto desta HUMILHAÇÃO.

    • Fernandovsky on 19 de Setembro de 2013 at 20:06
    • Responder

    “A qualidade do ensino ou dos professores não tem nada a ver com tudo isto.”

    Eu sei Ana, mas é a mensagem que o Governo quer passar. Maquiavélico.

  2. Sempre se verifica a situação de que quem tiver contrato celebrado até 31 de dezembro de 2013, fica dispensado da realização da prova?

      • Joi on 19 de Setembro de 2013 at 20:35
      • Responder

      Eu estaria mais preocupado em lutar contra a aberração que é a prova, do que em passar entre os pingos da chuva. A lei ainda não saiu em DR. Não se sabe.

        • EueTu on 19 de Setembro de 2013 at 21:51
        • Responder

        Realmente… Este tipo de questões só demonstra a pequenez da pessoa.
        Sem comentários.

      • Maria João on 20 de Setembro de 2013 at 9:04
      • Responder

      É por causa de contratados assim que a prova poderá existir!
      IRRA!!!!!!!!!!!!!!

  3. E quem acabar o contrato a 22 de Dezembro, por exemplo, faz a prova?

      • Maria João on 20 de Setembro de 2013 at 9:05
      • Responder

      IRRA!

    • maria on 19 de Setembro de 2013 at 21:01
    • Responder

    Estou totalmente de acordo com a sugestão do Arlindo. Este ministro é só ideias, ideias … ainda não tomou uma medida coerente… apenas um obcecado pela avaliação. Antes tínhamos a M. Lurdes. Era dividir em Titulares /não titulares. Agora, é uma prova de avaliação aos contratados …. não seria melhor conhecer a realidade escolar antes de agir dentro do gabinete ?

    • Nelson on 19 de Setembro de 2013 at 21:23
    • Responder

    coloquei anteriormente um comentário e não foi aceite. Deve ser porque sou contratado.

    • Nelson on 19 de Setembro de 2013 at 21:39
    • Responder

    Muito bem, senhor Arlindo Ferreira, já é citado pelo jornal Público:
    “Com base na análise das listas de colocações, Arlindo Ferreira, professor e autor de um blogue sobre educação, concluiu que entre 2011/2012 e 2012/2012 houve uma redução de quase 40% de contratações. O Ministério da Educação e Ciência ainda não divulgou dados relativos ao ano lectivo passado, mas as últimas estatísticas da educação conhecidas dão conta de uma redução de 20% no número de professores contratados pelas escolas entre os anos lectivos de 2010/2011 e 2011/2012”.

    Não percebi a parte “2012/2012”.

    1. gralha, certamente.

    • Nelson on 19 de Setembro de 2013 at 21:42
    • Responder

    a prova geral de acesso (PGA) está de regresso, desta vez, para os Professores. Mais uma notícia do público:
    “Prova de avaliação para professores poderá não testar conhecimentos das disciplinas leccionadas”

      • EueTu on 19 de Setembro de 2013 at 21:52
      • Responder

      Poderá?!?
      Mas ainda há dúvidas?

    • Nelson on 19 de Setembro de 2013 at 21:45
    • Responder

    Se este país fosse como deve ser, o não acesso à carreira docente devia dar acesso, peço desculpa pela redundância, a um pedido de indemnização num tribunal civil à Universidade formadora, pela ausência curricular de uma disciplina que tivesse como objevtivo a preparação para a realização da prova geral de acesso à carreira docente.

      • EueTu on 19 de Setembro de 2013 at 21:58
      • Responder

      Devia não, dá.
      Estou matriculado num curso via ensino que, segundo publicação no DR, me capacita e me confere habilitação adequada e exigida para leccionar. Portanto, se isto for para a frente( e não pode ir, qualquer pessoa de bom senso percebe que está carregada de ilegalidade) a instituição e o estado que promulgou a publicação no DR cometeram um crime de má fé.

      Pelo que fará todo o sentido que sejam julgados por isso, e deverão pagar as custas inerentes à duração do curso (com juros) e os danos morais de daí advieram.

      Visto assim parece anedota.
      A realidade vai mostrar o contrário.
      E não sou o único predisposto a avançar.

        • mariana on 19 de Setembro de 2013 at 22:23
        • Responder

        Plenamente de acordo!

        • TPC on 19 de Setembro de 2013 at 22:52
        • Responder

        Como tenho 4 cursos em quatro universidades diferentes espero receber uma indemnização que me dê para viver o resto da vida. Assim já não me importo de fazer a prova!

    • Profa farta de medíocres on 19 de Setembro de 2013 at 22:56
    • Responder

    Vai ser inconstitucional. A prova terá que ser feita por TODOS os professores. Mesmo os instalados, e isso vai ser muito mau para eles.

      • Ana on 19 de Setembro de 2013 at 23:37
      • Responder

      E fica contente com isso porquê? Porque tem esperança que essa situação leve ao despedimento de alguém e que abra vaga de quadro para si? Ou defende que uma prova de “eduquês” pode melhorar o sistema de ensino? É que manifesta sempre bastantes reservas relativamente a esta corrente de pensamento… Importa-se de clarificar a sua posição? Palavra de honra que não percebi.

      Já agora, o que é um professor instalado? É um professor que é QA ou QZP? Ou seja, que tem aquilo que todos querem, alguma estabilidade? É que também não percebo o conceito. A colega não quer ser uma professora instalada? Penso que quer. Legitimamente. Como todos os professores contratados.

      Todos os professores de quadro foram contratados. Uns durante menos tempo outros mais. O concurso era público, transparente e aberto. E havia algumas vagas. Agora não abrem… embora fosse possível. Mas a responsabilidade dessa situação está uns pontinhos acima dos “poderosos” professores de QA. Está no MEC.

      • Maria on 20 de Setembro de 2013 at 9:44
      • Responder

      Ó profa, você outra vez? É só veneno!

    • Freitas on 20 de Setembro de 2013 at 1:08
    • Responder

    E os senhores reitores e diretores de universidades e politécnicos, respetivamente; professores catedráticos, pós-doutorados, doutorados, mestres… nem uma palavra. Isto é, nós servimos os seus objetivos, pois sem nós não exerceriam a sua atividade docente e agora quem vai ao cepo, quem vai à forca; somos nós, os que gastámos fortunas, nossas, dos nossos; os que investimos na formação… que é posta em causa por uma espécie de exterminadores e que têm os nossos formadores, parece-me a mim, como aliados; pois já ninguém acredita nos cursos via ensino; e sendo assim os senhores nossos professores terão que trabalhar no novo curso instantâneo: “Prova de extermínio profissional”. Tá-se bem; não é pessoal; mas vai haver gente a perder a cabeça antes desse dia chegar; porque isto mexe cá por dentro, mói, dói; esperem para ver. Plenamente de acordo com o Eue tu e com o TPC. Não há lei á prova de bala e el Rei D. Carlos que o diga (parábola, metáfora; pensem o que quiserem); mas isto poderá conduzir muitos de nós à loucura.

      • Maria João on 20 de Setembro de 2013 at 9:09
      • Responder

      Isso é tudo farinha do mesmo saco!

      • Ana on 20 de Setembro de 2013 at 10:56
      • Responder

      Colega Freitas, há 1 mês escrevi uma carta à universidade de Aveiro, onde me formei, a pedir que se pronunciassem sobre o assunto. Responderam que a minha carta iria ser objeto de análise. Estou a aguardar…

      • Duna on 20 de Setembro de 2013 at 20:38
      • Responder

      Freitas, as suas últimas frases vão ao encontro daquilo que eu penso… Sinto exatamente o mesmo. :(((

  4. Arlindo,
    admiro muito o seu trabalho aqui mas não posso concordar, de forma alguma, com o seguinte: «… propor uma alteração ao cálculo da graduação profissional onde uma parte do resultado da prova contasse para essa graduação, deixando ao critério de cada um que estivesse isento em fazer ou não essa prova?…»

    Seria mais uma injustiça, tal como a avaliação actual de« bom» ou «muito bom», sabemos todos que os muitos bons são limitados e vão frequentemente para os « amiguinhos » que em termos de competência ficam muitas vezes aquém do razoável ..o resultado de uma Prova nada provará no que concerne à competência de um Professor e, por isso, seria cometida mais uma injustiça.

    • Francisca on 20 de Setembro de 2013 at 12:20
    • Responder

    Eu não vou fazer a prova, não faz sentido aceitar esta imposição. Tenho 4 anos de licenciatura, 2 anos de mestrado, uma quantidade de workshops que paguei do meu bolso para complementar a minha formação. Se eu aceitar fazer a prova estou a afirmar que tudo o que fiz poderia ter sido apreendido apenas em 120 minutos.

    E vou estudar o quê? História da Cultura e das Artes + Geometria Descritiva + Desenho + Oficina de Artes + Educação Visual + Toda a vasta área de Design.
    Vamos pensar no mundo vasto destas disciplinas. Assim à pressa … isto engloba

    “História da Cultura e das Artes – Pintores, Escultores, Arquitetos, Fotógrafos, Séculos de Movimentos Artísticos, Estética…”

    “Geometria Descritiva – Projeções, Método de Monge, Perspetiva Cónica …”

    “Educação Visual + Desenho + Oficina de Artes – Técnicas de Cerâmica; Técnicas de Fotografia e impressão, Analógica e Digita; Técnicas de Serigrafia; Técnicas de Gravura; Teoria da Cor; Pintura, meios, suportes e técnicas associadas; Escultura, meios, suportes e técnicas associadas; Desenho, meios, suportes e técnicas associadas sem esquecer o desenho assistido por computador; Infografia…”

    “Design – Offset e outros métodos de impressão; Tipografia; Lettering; Ergonomia; Proxémica; Métodos de Exposição; Desenho Técnico; Photoshop; Indesign; Illustrator; Maquetes; Cad; Logotipos; Sinalética; Branding; Percepção Visual; Características dos Materiais como o Papel, Pedra, Madeira, Metais…”

    Alguma vez isto é humanamente possível, nem que eu tivesse um cabeção do tamanho de um alien.
    Estas matérias não são para ser decoradas, isto exige trabalho diário de preparação.

    Qual é a finalidade desta prova de 120 minutos? Afirmar que as Universidades não nos prepararam, que a qualidade de Ensino Superior em Portugal é medíocre?
    Eu aprendi muito e o mais importante que me ensinaram foi a aprender a aprender, agora vem dizer que o importante é ter isto tudo na ponta da língua… então isto é exatamente para quê?

    • pipoca on 20 de Setembro de 2013 at 16:57
    • Responder

    Vou fazer uma prova para quê? para saber se estou apta a continuar a ser prof. desempregada? e ainda tenho que pagar? isso é que era bom.
    Vai tudo pelo ar minha gente.

  5. Olá Arlindo! Porque afirma que este diploma possa ser chumbado em tribunal? Com base em quê? Gostaria que assim fosse.

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