Os 50% da Graduação e da Entrevista ou Avaliação Curricular

Tinha prometido ao Bruno Reis que hoje ia abordar este assunto e aproveito um mail que me chegou para o fazer.
 

Peço-lhe o favor de analisar este meu ponto de vista.

 

No meu entender, uma ponderação de 50% para a “Graduação Profissional” e uma ponderação de 50% para a “Entrevista ou Avaliação Curricular” significa que quer a Graduação Profissional quer a Entrevista têm a mesma importância na seleção do candidato.
Na segunda página da circular que publicou no seu blog consta uma tabela intitulada de “Modelo exemplificativo para grupos de recrutamento”, que sendo correto o meu pensamento, deveria ser corrigida para a tabela que se segue:
TMachado.

 

modelo exemplificativo

 

Não sei se a interpretação do TMachado esteja errada ou não, mas sinto que o ponto 6.2 estará mal redigido e que pode levar a estas confusões.

Também não acho que o modelo exemplificativo esteja assim tão mau, visto que a escala de ambas as partes vai de 0 a 5 e é possível desta forma somar duas partes que já estão na mesma escala.

Mas continuo a achar que o erro está na forma como está escrito o 6.2 da circular que indica que a pontuação máxima para cada item ou pergunta vale 5, quando devia dizer que a pontuação máxima para cada conjunto de itens ou pergunta vale 5.
 

No entanto não sou de Matemática e posso estar para aqui a dizer asneiras sem saber.

 

circular OE

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27 comentários

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    • Machado on 18 de Setembro de 2013 at 22:56
    • Responder

    O problema na tabela publicada pela DGAE é o facto de a “Entrevista ou Avaliação Curricular” valer 3 vezes mais que a “Graduação Profissional”, o que contra o ponto 1 da primeira página.

    • Caçador De Bestas Quadradas on 18 de Setembro de 2013 at 23:16
    • Responder

    Duas notas:

    1) 2*100/15 = 13,333 … e não 13,333% (13,333% = 0,1333)

    2) No exemplo dado, a graduação profissional dos candidatos B e C difere de uma milésima (em 20 valores) mas a respectiva pontuação difere de 1 ponto (em 5). Ora, 0,001/20 = 0,00005 , 1/5 = 0.2 e 0,2/0,00005 = 4000. Isto significa que a diferença ente os candidatos é aumentada 4000 vezes

      • Machado on 18 de Setembro de 2013 at 23:34
      • Responder

      Caro Caçador De Bestas Quadradas,

      Com um identificador como o que utilizou (Caçador De Bestas Quadradas), o seu comentário têm um valor que deveria ser desprezado, pelo que aconselho-o a tornar-se um cidadão civilizado. Contudo vou tentar clarificar-lhe o que penso que não percebeu.

      Para mim, o erro que consta na tabela da circular da DGAE referente ao assunto em causa é o facto de estarem a atribuir um peso de 25% à Graduação e não 50% como é referido no primeiro ponto da mesma circular.

      1) Na “Regra de 3 Simples” que está a seguir à tabela que foi postada, o “100” está em percentagem, logo o resultado de “x” também é expresso em percentagem.
      2) Todos os cálculos foram realizados com arredondamentos à milésima. Pode clarificar o seu ponto 2?

    • Paulo on 18 de Setembro de 2013 at 23:20
    • Responder

    Tem de ser o conjunto das perguntas a valer 5 de modo a ser 50/50. se fosse a valer 15, tinhamos que a graduação valia 25% e a entrevista 75%.

      • Machado on 18 de Setembro de 2013 at 23:43
      • Responder

      Foram exatamente essas contas que corrigi na tabela.
      Como a “Entrevista ou Avaliação Curricular” pode valer ir de 0 a 15, passei essa pontuação para uma escala de 0 a 5 para ficar concordante com a pontuação da “Graduação”.

        • Sandra Marques on 19 de Setembro de 2013 at 0:27
        • Responder

        Machado o seu raciocínio está ótimo. Outra alternativa será dividir o total da entrevista por 3 e então depois somar o resultado à coluna I. E a ordem é a que o Machado apresenta.
        Obrigada pelo seu contributo.

          • Machado on 19 de Setembro de 2013 at 0:47

          Sim, essa é a maneira prática de realizar as mesmas operações Matemáticas 🙂

        • Fátima Santos on 20 de Setembro de 2013 at 19:42
        • Responder

        Também questionei a DGAE sobre essa tabela inacreditável. Sem resposta, é claro. Não a vou aplicar porque não me parece bem elaborada!

      • Eternamente Contratada on 18 de Setembro de 2013 at 23:47
      • Responder

      Muito bem Paulo… 🙂

    • Eternamente Contratada on 18 de Setembro de 2013 at 23:45
    • Responder

    O Toni tem toda a razão. É a forma que todas as escolas deveriam fazer… A ponderação de 50% é para isso mesmo. A forma apresentada no Modelo exemplificativo não está a fazer qualquer ponderação… simplesmente atribui os valores a cada critério e soma… IMPORTANTE RETIFICAR para evitar injustiças

    • PIT on 18 de Setembro de 2013 at 23:58
    • Responder

    Quer dizer quando eu chamei a atenção para isto ninguém me ligou nenhuma….

    • Pedro Sousa on 19 de Setembro de 2013 at 0:35
    • Responder

    Efetivamente, o exemplo na circular está mal concebido.
    Parece-me claro que o ponto 6.2 não está correto, porquanto é óbvio que o CONJUNTO de perguntas/itens terá que valer 5, para manter a igualdade.
    O problema maior deste método é que distancia irremediavelmente os vários candidatos no que se refere à classificação profissional pois uma diferença que seria de décimas (por vezes centésimas) passa a ser de unidades, sendo quase impossível ao 5.º ou 4.º candidato poder vir a ser seleccionado…

    Saudações!

    • Pedro Sousa on 19 de Setembro de 2013 at 0:57
    • Responder

    Para além disso, o exemplo para técnicos especializados só contem 5 candidatos. Sabemos que neste caso não há tranches de 5, devendo todos os candidatos ser entrevistados. E se forem 50?
    A escala a usar será de 1 a 50?

    Saudações!

    • cristina silva on 19 de Setembro de 2013 at 1:29
    • Responder

    acho que estão a querer complicar…
    analisando o texto e o exemplo da circular, a tabela parece-me correta – se é ou não justa isso é outra questão…

    vamos lá então perceber a circular:
    – 1ºpasso: ordenam-se os candidatos pela sua graduação e o primeiro recebe 5 pontos, o segundo 4 pontos, etc.
    – 2ºpasso: realizam-se as entrevistas/avaliações curriculares com 3 questões, em que cada uma vale 5pontos (portanto, 15 de pontuação máxima)
    – 3ºpasso: ordenam-se os candidatos pela sua entrevista/avaliação curricular e o primeiro recebe 5 pontos, o segundo 4 pontos, etc
    – 4ºpasso: somam-se as duas pontuações (portanto, 10 de pontuação máxima) e procede-se à ordenação final

    parece-me que isto é coerente com o texto e o exemplo da circular.

    o que se pode (ou não) discutir é justiça do processo, que, como já referiram, pode empolar as diferenças na graduação. mas encontrar outro método também não é tão simples como parecem querer mostrar, porque a graduação profissional não tem um limite superior…

      • Pedro Sousa on 19 de Setembro de 2013 at 3:42
      • Responder

      O 3.º passo que refere não está implícito na circular (nem no exemplo isso transparece).
      Além disso, ficando o 5.º candidato com 1 ponto na gradução profissional, só por milagre ultrapassa os outros 4. Por isso, para quê uma tranche de 5? Uma de 2 seria suficiente…
      Esta circular não veio ajudar, pelo contrário.
      Amanhã terei 52 técnicos especializados para entrevistar e graduar e não usarei este método, naturalmente, Pois se usasse, bastar-me-ia chamar 3 ou 4… pouparia horas de trabalho e obedeceria à injustiça decorrente da aplicação da circular.
      Além de que, mesmo que quisesse, não poderia usar este método… já perguntei ali em cima. Se tenho 52 entrevistados, e atribuir de 1 a 52 pontos (porque de 1 a 5 não posso) na experiência profissional, que pontuação máxima terei que usar na entrevista e no portefólio?

      Saudações!

    • António on 19 de Setembro de 2013 at 7:57
    • Responder

    Penso que há aqui uma grande confusão, criada pela Circular, pois o exemplo não está, quanto a mim, correto.
    No meu caso, optámos por uma escala de 0 a 20 para cada factor a ter em conta na avaliação curricular, na entrevista, no portefólio e na experiência profissional. Resultado, temos sempre uma classificação de 0 a 20 ponderada, que, junta à graduação profissional, dá o resultado final.
    Ver http://efcastro.pt/default.aspx?Canal=172

      • Pedro Sousa on 19 de Setembro de 2013 at 10:29
      • Responder

      Eu também usava o mesmo método, António. No entanto, porquê 20 e não 50? E porque não 5?
      A injustiça manter-se-ia, quer se usasse 20, 50, 5 ou 100. Na realidade, tal como a circular aconselha e, do meu ponto de vista, muito bem, deve-se usar a mesma escala para todas as componentes. Assim sendo, deveríamos converter a graduação profissional numa escala (que até poderia ser de 0 a 20). Esta conversão obriga a determinar um valor máximo possível para a graduação profissional que, do meu ponto de vista, poderia ser perfeitamente 75 (55 de valor máximo para o tempo de serviço + 20 de classificação máxima profissional).
      Percebo que não é um valor “simpático” nem o processo de cálculo simples mas seria mais justo!

      Saudações

        • António on 19 de Setembro de 2013 at 13:28
        • Responder

        Concordo que se deve usar a mesma escala. Mas põe-se o problema de saber a que graduação profissional fazer corresponder o 20 ou o 5.
        Assim, cá vamos fazendo o que consideramos melhor e mais justo.

    • Crow on 19 de Setembro de 2013 at 9:28
    • Responder

    Eu acho que todos os horarios com mais de 8h deveriam ir para Contratação Inicial e posteriormente RR.
    Esta forma de recrutamento é um perfeito disparate ainda para mais legislaram mal estas definições, senão vejamos:
    Sendo 50% para graduação e 50% Avaliação Curricular, deveriam todos serem chamados ou avaliados e não só os 5 primeiros, porque imaginemos que o 1º da lista tem uma graduação de 26,430 e o 6º da lista que por sinal não é avaliado tem 26,100
    O 6º da lista poderia perante tão pouca diferença na graduação ter nos outros 50% um valor que o colocasse por exemplo em 1º ou até mesmo em 2º
    Enfim acabem com esta merda de OE, e coloquem tudo na lista à excepção de horário menores de 8h

      • Caçador De Bestas Quadradas on 19 de Setembro de 2013 at 13:12
      • Responder

      Bem visto

    • sofia500 on 19 de Setembro de 2013 at 11:37
    • Responder

    Concordo com o TMachado…a lei pode ser dúbia mas a matemática não é!!!

    • David on 19 de Setembro de 2013 at 12:33
    • Responder

    Todos nos temos de fazer médias ponderadas para avaliar alunos, de acordo com critérios específicos e gerais dos agrupamentos onde leccionamos…
    Assim, isto é a mesma coisa.
    Considerando
    Graduação (G) – 50% (convertida de 1 a 5)
    Subcritério 1 (S1) – 20%
    Subcritério 2 (S2) – 15%
    Subcritério 3 (S3) – 15%

    Então Classificação Final = 0,5xG + 0,2xS1 + 0,15xS2 + 0,15xS3

    Já agora, para converter a pontuação da entrevista da tabela para uma escala de 0 a 5 (caso cada subcritério tenha o mesmo peso, tal como é considerado), bastaria dividir o total da entrevista por 3:
    2/3=0,667
    4/3=1,333
    5/3=1,667

      • Caçador De Bestas Quadradas on 19 de Setembro de 2013 at 12:58
      • Responder

      Explique como converte a graduação para a escala 0-5

        • Bruno Reis on 19 de Setembro de 2013 at 19:22
        • Responder

        Converter a graduação numa escala de 0 a 5, tal como está proposto na circular não faz qualquer sentido matemático e gera injustiças flagrantes entre os concorrentes. Mas é possível fazê-lo correctamente, se fosse adoptada a proposta do Pedro Sousa, à qual apenas alteraria o valor máximo de graduação (o que equivaleria ao 5) de 75 para 55, decorrente da seguinte soma: 20 pontos da nota de curso + 35 pontos dos anos de serviço.

          • Pedro Sousa on 20 de Setembro de 2013 at 0:04

          35 anos de serviço para quem se forma aos 23 anos equivale a 58 anos de idade, Sabemos que a reforma está para os 67 anos (para quem quiser…)
          Daí que… no meio termo está a virtude: 65 era perfeito (45 de tempo + 20 de nota de curso)

          • Caçador De Bestas Quadradas on 20 de Setembro de 2013 at 1:00

          Eu sei que é possível fazer a conversão da GP, conforme disse, e muito bem, o Pedro Sousa. Relativamente ao intervalo da GP, consideraria 10-65. Mas como também disse o Pedro Sousa, mais uma vez, muito bem, em vez de se considerar uma escala de pontuação 0-5 , dever-se-ia considerar a escala 0-N, em que N é o número total de candidatos. Sendo X a GP de um candidato, a sua pontuação P seria calculada do modo seguinte: P=N(X-10)/55. É claro que o valor de P pode não ser inteiro mas isso não constitui problema. Como exemplo, tome-se o caso em que N=50 e X=20. Neste caso, P=9,090909 …

    • António Costa on 20 de Setembro de 2013 at 8:56
    • Responder

    O problema destes génios, é que não sabem que o candidato em causa, andas nestas coisas á 33 anos…

    33×0.35=11.55 …

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