Ministério quer não docentes dedicados em exclusivo às funções educativas
Fernando Alexandre referiu que a proposta do Governo pretende que os trabalhadores que lidam diretamente com os alunos possam dedicar-se, em exclusivo, às funções educativas.

O Ministério da Educação quer que as tarefas dos trabalhadores não docentes das escolas passem a ser diferenciadas, para que alguns profissionais possam dedicar-se em exclusivo às funções educativas, mas afastou a criação de uma carreira especial.
A informação foi avançada pelo ministro numa reunião com jornalistas, em que Fernando Alexandre sublinhou que os assistentes operacionais, que passaram a ser contratados pelas autarquias na sequência do processo de descentralização, “são trabalhadores indiferenciados e fazem tudo dentro da escola”.
“Há escolas que gerem isto com muita qualidade, diferenciando os perfis, e é nessa linha que estamos a preparar uma proposta para apresentar à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP)”, explicou.
Sem adiantar pormenores, o ministro referiu que a proposta do Governo pretende que os trabalhadores que lidam diretamente com os alunos possam dedicar-se, em exclusivo, às funções educativas, deixando as restantes tarefas para outros assistentes operacionais.
Questionado se a mudança implicará a criação de carreiras especiais, uma das principais reivindicações dos assistentes operacionais, Fernando Alexandre afirmou que não está previsto.
“Queremos utilizar as carreiras que existem”, disse o governante, reconhecendo que a diferenciação de tarefas implicará, no entanto, diferenciação salarial.
O processo, em articulação com o Ministério da Coesão Territorial e a ANMP, coincidirá com as eleições autárquicas de setembro de 2025 e, por isso, algumas decisões serão deixadas para depois, mas não deverá ser o caso da revisão da portaria de rácios, outra das principais reivindicações.
A promessa de olhar para a situação dos não docentes foi feita no início do ano letivo, numa carta do ministro aos trabalhadores das escolas.
Na altura, Fernando Alexandre disse, em declarações à Lusa, que nem sempre é possível garantir que aqueles profissionais têm “o enquadramento mais adequado, a formação profissional mais adequada”.
Sobre o tema, o Governo vai encomendar um estudo para avaliar o processo de descentralização na área da Educação e identificar, entre as competências transferidas para as autarquias, quais as que ainda não estão a ser exercidas.



15 comentários
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Coitados, há tantos que só entraram por serem primos do presidente da câmara!
Eu faço esse estudo e até levo preço de black friday!
Melhor, até o faço de borla!
Não tem muito que se lhe diga…
Fartinhos deste filme!
Fartinhos de ver dinheirinhos públicos serem desperdiçados na lusa micronésia!
Faz lá o estudo…
Prometo que não irei rir !
Por quê? Tu cobras e não queres concorrencia?!
Muito Bem! Então os Assistentes Técnicos que desempenham funções de um Técnico Superior, vai ganhar como Técnico Superior se tiver uma licenciatura? Então e quem entra para as Escolas para poder dar o salto para outros Ministérios, vão ter isso em consideração? Quando valorizam os Assistentes Técnicos e Coordenadores Técnicos? Quando passam o processamento dos vencimentos dos docentes para o gabinete gestão financeira? Contabilidade? Contas Gerência?
Óh tadinhos, o diretor presidente da junta casado com o mandachuva do municipio e os tabernolas do conselho geral obrigam a isso? Muito jardim e muito copo vai ficar pelas barbas!
Primeiramente, legalizar o pessoal que dá AEC pagos com falsos recibos verdes desde 2005 e que se dedicam verdadeiramente às funções educativas, sendo a maior parte desses técnicos explorados pelas associações de pais da treta, IPSS e por empresas que nada têm a ver com o assunto…uma autêntica vergonha.
E para que raio servem as AEC senão para esbanjar dinheiro público e dar emprego caseirinho às filhas do presidente da câmara?
Será?Deve ser por isso que alguns professores de AEC’s ficam meses a trabalhar, sem nada receber. Como se alguém pudesse viver do ar.
só para ganhar direiyos…
Até parece que as AEC são o EL dorado……Quais filhas do presidente da Câmara? Ninguém quer dar AEC por ser mal pago. No Município onde trabalho, neste momento, 90% desses técnicos são brasileiros que estão à espera de lhes serem reconhecidos as suas licenciaturas e feito os descontos todos, ganham 6.5 eur/hora com contrato de trabalho ou 10 eur hora a falsos recibos verdes….uma exploração. Achas que as filhas do presidente da Câmara sujeitam-se a isso???! Convém saber do assundo antes de dizer m*****das.
Mais uma guerrilha para distrair… Então não é que quase à revelia os funcionários deixaram de ser do diretor para passarem a ser do presidente da câmara?
É acabar com os diretores e os presidentes de câmara nas escolas! É devolver às escolas os Conselhos Executivos e os seus funcionários sem ajuntamentos e tudo voltará a funcionar com cada macaco no seu correto galho!
Qualquer dia os assistentes operacionais vão dar aulas.
As câmaras municipais abrem concurso para assistentes operacionais. Uns vão chamar-se trabalhadores indiferenciados e outros assistentes operacionais de educação? com este ministro parece que é só trapalhadas e nada vai resolver a sério. ze toy
No meio destas questões, pergunto: – O que pensar acerca das AEC?