Ainda a Homologação da Profissionalização em Serviço

… já falada aqui no blog.

 

 

Boa noite,

Escrevo para dar conta do meu (e de mais uns quantos) descontentamento com o comportamento DGAE relativamente ao processo de homologação da 4ª edição da profissionalização em serviço que aliás já tinha sido notícia aqui no blog de ar lindo pelo facto de produzir efeitos a partir duma data anterior à conclusão do referido curso. Contudo, recentemente coisas mais espantosas têm ocorrido, senão vejamos:

– quem pediu a homologação em Março/Abril, viu-a deferida e publicada em diário da república em tempo recorde (para alguns 15 dias)
Foi enviado para cada um dos colegas um e-mail a comprovar a homologação, com vista a poderem concorrer condicionalmente ao CN enquanto não fosse publicada em DR.
– Lembro que nessa altura eram pelo menos largas centenas de processos.

Agora em contra-ponto:

Quem pediu depois dessa fase (em menor número), como no meu caso, ainda está à espera pela publicação:

– Fiz o pedido em Maio e na altura deram-me como previsão 15 dias para publicação em DR, no entanto já lá vão 4 meses
– Recentemente, telefonei para a DGAE, para saber do processo disseram que nada podiam adiantar
– Pedi então que me enviassem tal como haviam feito aos meus colegas, um e-mail comprovativo da homologação para poder concorrer ás ofertas de escola,  tendo obtido uma resposta negativa.

Confrontei-os com a diferença de tratamento, ao qual, para minha estupefacção, responderam que em Março houve envolvimento pessoal do Sr. Diretor, acrescentando que foi uma loucura, pois nessa fase trabalharam muito (será que queriam dizer que agora é tempo de descansar?).

Mas o que quererá isso dizer?… “envolvimento pessoal do Sr. Diretor?” Não deveria envolver-se sempre(ou nunca!)?
E o que determina o envolvimento pessoal do director?…Será a chuva ou sol?… sim, o que terei de fazer para que o Diretor também se envolva pessoalmente no meu caso?

E mesmo que não se envolva, o que/quem legitima que uns tenham tratamento de 1ª e outros de 2ª e 3ª? Não existirá um protocolo a seguir que determina as fases e os tempos destes processos? E se esse protocolo foi quebrado para uns, abrindo um precedente, não deveria ser para TODOS? (Se é que houve, podem apenas estar a descansar agora, ou com má vontade…)

Gostaria muito de assinar este e-mail, mas por enquanto vou manter o anonimato, pois senti que sou uma formiga a lutar contra um gigante, que em certos sítios as pessoas podem fazer e desfazer consoante lhes dá na real gana. Infelizmente/felizmente sei que há mais formigas(ou burros) à espera da publicação na mesma situação…Contudo o anonimato é provisório pois quando saírem as ofertas se ficar desempregado vou ter muito tempo para lhes “meter” um processo em cima, nem que para isso gaste os meus trocos!!!

Atentamente,
Um Professor

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/09/ainda-a-homologacao-da-profissionalizacao-em-servico/

43 comentários

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  1. A homologação da minha profissionalização só demorou um ano a sair em DR…pedi em Março de 2010 e foi publicada em Maio de 2011…

    • Carlos on 6 de Setembro de 2013 at 10:54
    • Responder

    Fui eu que alertei para a situação, quando vi colegas do CSP4 a passarem à minha frente nas listas, tendo eu o CPS3. Também gostava de saber qual é o raio desse envolvimento pessoal do diretor, que através de uma simples circular, passa uma homologação a centenas de colegas, sem saber se muitos deles iriam sequer acabar a profissionalização, ultrapassando muitos colegas que já a tinham concluído. Podem dizer o que quiserem, mas eu continuo na mesma. Não está certo passar uma homologação meia dúzia de meses antes de ela acabar. Eu fiz a CPS3 e DEPOIS, esperei ainda alguns meses. Mas não tive envolvimento pessoal do diretor Não está correto e fui ultrapassado por alguns colegas nesta situação do CPS4.

    • Miguel on 6 de Setembro de 2013 at 10:57
    • Responder

    Desculpa lá, mas os de habilitação própria nunca deveriam sequer ser profissionalizados… Quem seguiu a via ensino, tinha o gosto e o desejo de assim prosseguir o trabalho de professor, agora os de outros cursos enveredarem pelo ensino só porque não têm “jeito” para o curso que tiraram, valha-lhes a republica da bananas (Portugal)… E para concluir não sei porque estás tão ofendido, é que da forma como está o ensino, da forma como há pouquissimos horários, não entendo como não segues as saídas profissionais do teu curso de origem.

      • Ana on 6 de Setembro de 2013 at 13:27
      • Responder

      Ou seja, para decidir ser professor é necessário ter entre 17 e 20 anos. Basicamente na adolescência. Quem pensa nisso depois já não tem esse direito. E parte do princípio que o colega não tem “jeito” para exercer o curso que tirou porquê? Ainda vivemos num país livre… as pessoas podem decidir serem o que entenderem, quando entenderem. Mesmo sendo uma má opção.

        • Marco Garcias on 6 de Setembro de 2013 at 13:53
        • Responder

        Tal como a Ana referiu, nem sempre a nossa vocação é a certa na idade em que somos obrigado a escolher e mesmo na altura de conclusão da licenciatura. Por outro lado se decidimos optar pelo ensino como uma vocação e paixão não vejo qual o problema de o fazermos se decidimos fazer a profissionalização. E Carlos, quanto ao “jeito” que falas, tive 7 anos no ensino e vi muito boa gente que optou pela via ensino e não tem “jeito” nenhum para o mesmo mas essa questão daria pano para mangas…

    • Carlos on 6 de Setembro de 2013 at 11:04
    • Responder

    Há disciplinas que não têm professores via ensino, por isso é que existe a profissionalização em serviço para esses casos, estou a falar da área técnica. Também não estou ofendido e gosto de ensinar. Cada caso é um caso e não dá para generalizar.

    • Vampire Holiday Weekend on 6 de Setembro de 2013 at 11:19
    • Responder

    Só um pedido de esclarecimento…. ainda estamos em Portugal???
    Obrigado desde já!

    • Inês 510 on 6 de Setembro de 2013 at 11:22
    • Responder

    É uma vergonha existir profissionalização em serviço. Eu tinha habilitação própria mas para poder concorrer aos concursos tive que ir para a faculdade e tirar uma nova licenciatura; mesmo com as equivalências ainda tive que fazer cerca de 20 cadeiras e 1 ano de estágio. Foram 3 anos.
    Conheço situações muito estranhas mas que há pouco tempo conheci… uma colega entrou para os quadros não sei como, aldrabaram-lhe o tempo de serviço pois jamais poderia ter 5 anos e fez a “bendita”… sem precisar de fazer uma única componente pedagógica. Claro que está bem melhor que eu e muitos dos profissionalizados contratados.
    Esses é que deveriam fazer a prova….

      • Ana on 6 de Setembro de 2013 at 13:40
      • Responder

      Se teve de o fazer foi porque não conseguiu colocação com habilitação própria durante tempo suficiente para requerer a profissionalização em serviço. A “bendita” são só as pedagógicas, por isso algo está muito errado nesse exemplo.

        • Inês 510 on 6 de Setembro de 2013 at 21:58
        • Responder

        Está visto que não está em sintonia com o que se passa hoje em dia: Para poder fazer a profissionalização em serviço, no meu grupo, 510, tenho que ficar nos quadros e quando alcançar os 5 anos posso então fazer a profissionalização. A profissionalização em serviço não engloba realização de estágio, nem de disciplinas técnicas, por lapso anteriormente referi pedagógicas.
        Tenho uma licenciatura em Eng. Química no Instituto Superior Técnico, e tal como muitos outros colegas tive que enveredar pelo ensino. Só os que seguiram para uma nova licenciatura em via de ensino podem concorrer aos concursos; dos restantes ninguém conseguiu fazer a profissionalização em serviço! Não existem vagas para os quadros

          • Ana on 8 de Setembro de 2013 at 22:18

          Exatamente o que se passava na minha altura, cara colega! Só que eu tive a sorte de ficar no quadros ao fim de 6 anos… outros tempos… e claro que não precisaria de fazer disciplinas técnicas… com a licenciatura que tem acha que faria algum sentido?? Agora que fez as duas licenciaturas, acha que as cadeiras que fez na 2ª licenciatura lhe fazem muita falta? O estágio ainda pode ser útil. O resto… enfim.

          Resumindo, por aquilo que percebi, só é contra porque não conseguiu fazer a sua profissionalização em serviço. Fora isso, que outras razões apresenta para ser contra?

          • Teresa Tavares on 19 de Setembro de 2014 at 15:59

          Olá Inês. Eu também tirei engenharia no IST e agora preciso da profissionalização ara continuar a dar aulas… Como faço?

    • Miguel on 6 de Setembro de 2013 at 11:33
    • Responder

    Carlos “disciplinas que não têm professores via ensino”, isso já aconteceu agora já há mais que oferta em todos os grupos e nos casos que ainda acontece é como dizes em disciplinas técnicas (não têm grupo de ensino), ou seja são disciplinas que nem sempre há horário para elas, daí que não faz lógica nenhuma profissionalizar quem quer que seja… E continuo a dizer o mesmo, não concordo com a profissionalização via tempo de serviço (estou de acordo com a Inês510 até porque se eu quero ser engenheiro tenho que tirar o mestrado não me chega andar a brincar aos engenheiros x tempo)….. Só mesmo em portugal é que se começou a banalizar a profissão de professor, aliás até nas universidades quem mais dá aulas é advogados, economistas etc é engraçado ver isso estes génios a substituirem professores doutorados.

      • Ana on 6 de Setembro de 2013 at 13:35
      • Responder

      Pois… na universidade em que eu tirei o curso, tirando os assistentes (que dão as práticas e assistem os professores), que tinham apenas o doutoramento ou estavam a fazê-lo, não havia, nem há, ninguém a assegurar uma cadeira que não tivesse cátedra. Universidades diferentes.

      • Ana on 6 de Setembro de 2013 at 15:00
      • Responder

      A comparação com a engenharia é interessante. Há muitos profissionais, não engenheiros, a exercerem (de forma competente e remunerados adequadamente) funções que são atribuídas à engenharia. Normalmente, ao fim de alguns anos, tiram a licenciatura ou mestrado para “legitimarem” conhecimentos que já possuem e aprenderem mais umas coisas. Usualmente em versão “light”. Exatamente como a profissionalização em serviço.
      Por outro lado, eu que sou licenciada em engenharia, seria incapaz de substituir um desses profissionais. Porquê? Porque sou professora. O que define um profissional, não é a licenciatura que tirou, mas sim o que faz.
      Para ser engenheiro não basta a licenciatura… é preciso o know-how do terreno, das empresas… No Técnico é dito, na primeira semana de aulas, que a licenciatura (ou mestrado, como se chama agora) corresponde a uma pequena parte das competências que têm de ser adquiridas. O resto vem depois… Penso que será assim para a generalidade dos casos.
      Haverá certamente situações em que a formação académica é decisiva, mas não será certamente o caso da engenharia e muito menos do ensino.
      É muito português e terceiro-mundista agitar um canudo aos quatro ventos, como se isso provasse a competência de alguém ou determinasse que uma pessoa terá de ser isto ou aquilo até ao fim da vida. Uma licenciatura pode ser o princípio ou o fim do processo de aprendizagem.

    • Carlos on 6 de Setembro de 2013 at 12:52
    • Responder

    Quando eu disse disciplinas técnicas, estava a referir-me especificamente ao grupo disciplinar 540. Que eu saiba, ainda não existe via ensino para este grupo. Não estava a falar de técnicos especializados. Por isso se é um grupo disciplinar, faz toda a lógica a sua profissionalização.

    • sandra s. on 6 de Setembro de 2013 at 13:05
    • Responder

    É por causa destes casos que paga uma classe. A questão da prova é um exemplo. Sei de profissionalizações que valha-nos Deus… para não dizer mais nada. Há aqui também outras situações de que ninguém fala. Dos técnicos que entraram em escolas profissionais há uns anos e quando essas escolas se tornaram públicas foram integrados automaticamente nos quadros e muitos ainda nem profissionalização têm. O que é certo é que têm trabalho garantido e nós….

      • Ana on 6 de Setembro de 2013 at 13:30
      • Responder

      Eu também sei de cursos via ensino que valha-nos Deus…

        • Profa farta de medíocres on 6 de Setembro de 2013 at 15:21
        • Responder

        Ambas concordam então comigo: prova de conhecimentos para todos os docentes.

          • Ana on 6 de Setembro de 2013 at 18:31

          Sinceramente tanto me faz fazê-la ou não. Mas por princípio não concordo. Presta-se provas quando se tenta aceder a algo. A filosofia por detrás dos exames, por exemplo, é que se o resultado for bom, o examinando fica numa situação melhor do que a que estava. Se o resultado for mau, não modifica em nada a situação atual. Se pensar bem, é sempre assim, porque é assim que faz sentido.

          Aqui a filosofia é totalmente inversa: se o resultado da prova for bom o professor fica exatamente na mesma situação em que estava. Se for do quadro continua efetivo, se for contratado continua a poder concorrer. Se o resultado for mau é despedido ou deixa de poder concorrer. Ou seja, o professor que faz a prova nunca ganha nada. Só pode perder.

          Os únicos beneficiados por este sistema seriam os contratados pior posicionados na lista de graduação e que obtivessem bons resultados. Provavelmente seriam mais facilmente colocados. Assim sendo, o que me pedem, é que faça uma prova que, independentemente do resultado alcançado, nunca poderá ser benéfica para mim. Apenas para terceiros.

          Outro argumento que poderá utilizar e e que desde já tomo a liberdade de antecipar, é a tão proclamada qualidade do ensino e defendida por todos. Não me parece que exista uma casualidade direta entre ser bom professor e bom aluno. Vamos supor que eu própria tinha a pontuação máxima na prova: fica provado que sou boa aluna de 12º ano. E daí? É que nem bem ao ego me faria… mal seria se não conseguisse fazer o 12º ano outra vez….
          E onde é que provei que sou professora? Nunca. Poderia ter tido exatamente a mesma nota com 18 anos, quando acabei o 12º ano. Assim sendo, segundo o ministério da educação, estou apta a dar aulas desde os meus tenros e saudosos 18 aninhos, uma vez que dominava todos os conteúdos que leciono atualmente.

          • Profa farta de medíocres on 7 de Setembro de 2013 at 15:33

          Não concordo consigo mas a sua tese está muito bem defendida. Concordo com a prova baseado-me numa premissa que adquiri ao longo de 20 anos de aulas. Nenhum mau professor é bom cientificamente na sua área. Atenção que não quer dizer que ser-se bom cientificamente é condição suficiente para ser um bom professor; mas ser bom cientificamente é condição necessária para se ser um bom professor. É aqui que a prova vai fazer uma triagem.

          Para mim havia opções muito melhores. Mas os professores sempre as rejeitaram desde sempre. Estou referir-me à análise dos resultados dos alunos na avaliação externa. É incrível como quando estamos a trabalhar com uma amostra significativa, uma turma chega, as conclusões que se podem tomar e os farsolas que são desmascarados.

    • Carlos on 6 de Setembro de 2013 at 13:16
    • Responder

    E os das privadas com 0 dias antes da profissionalização e nós tivemos que esperar 6 anos? Há muita coisa que vai mal neste ministério.

    • Sebastião Coelho on 6 de Setembro de 2013 at 13:17
    • Responder

    E ainda há o caso dos que realizaram duas profissionalizações de serviço. Na segunda, foi à Relvas, só tiveram de realizar uns trabalhitos

    • Ana on 6 de Setembro de 2013 at 13:50
    • Responder

    Eu não tirei um curso via ensino. Gostaria que me apresentassem exemplos de coisas que não sei e de limitações que tenha por não o ter feito. Agradeço esclarecimentos.

      • Profa farta de medíocres on 6 de Setembro de 2013 at 15:22
      • Responder

      Muito pelo contrário, está em enorme vantagem. Não foi sujeita à lavagem cerebral que a esquerda desgraçadinha faz nas pedagógicas.

        • Eu e Tu on 6 de Setembro de 2013 at 19:25
        • Responder

        Esses malandros que comem criancinhas ao pequeno almoço.
        Não estivesse a direita a destruir os ganhos imensos que se fizeram na educação na última década, e essa argumentação ainda poderia ter uma pontinha de seriedade.
        Assim não passa de mais uma, entre tantas outras, cujo crédito é nulo.

          • Profa farta de medíocres on 7 de Setembro de 2013 at 15:40

          Ganhos imensos??? Lol, em quê? Há realmente um parâmetro que melhorou muito nos últimos tempos: o abandono escolar. Mas o seu valor é algo aldrabado. Basta dar aulas numa escola para se saber que o abandono escolar não diminuiu, foi mascarado, e agora aparece de uma outra forma.

          Se um aluno abandonar a escola antes do 9º ano vai trabalhar no quê?
          Os PIEF, TEIP, CEF, PCA, Profissionais estão cheios de alunos que só têm presença física na escola. Tudo o resto não está lá.

          A atitude perante a escola continua quase igual .

          • Profa farta de medíocres on 7 de Setembro de 2013 at 15:46

          Quando eu vir os srs professores dos departamentos de pedagogia das U´s e politécnicos a darem boas aulas ao 8º ano, então sim eu curvo-me perante as pedagógicas. Enquanto não me provarem isto que referi, não passam de departamentos farsolas, a viver do contribuinte e dos pobres dos portugueses.

          Sabe qual é a área do conhecimento em Portugal que menos publica internacionalmente? Ciências da Educação. No entanto não há praticamante uma cidade portuguesa QUE NÃO TENHA UM DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA. Triste não é?

    • Paulo on 6 de Setembro de 2013 at 13:57
    • Responder

    Boa tarde,

    Eu sou mais um do CPS4 que ainda continua à espera (3,5 meses) e sem direito a qualquer informação sobre o estado do processo. É impressionante as coisas que podem acontecer quando existe o referido “envovlvimento pessoal”…..

    E boa iniciativa do professor em causa (ricky deve ser homem?) pois estando eu na mesma situação nunca me lembrei de expor esta situação asquerosa..

    • Vampire Holiday Weekend on 6 de Setembro de 2013 at 15:45
    • Responder

    Bem, depois de ler todos os comentários quase que começo a acreditar que a prova de conhecimentos afinal é uma boa ideia!!! (Just kidding)

    P’ra que é que precisamos de um Ministério que nos diga que a avaliação que obtivemos nos cursos que frequentámos (durante 5 anos ou mais) é duvidosa, quando é o COLEGA DO LADO que nos diz exactamente o mesmo??

    Será que Portugal nunca vai evoluir para um País onde se aponte o dedo a quem está acima em vez de se apontar o dedo a quem está ao lado?
    Serão resquícios ainda incutidos pelo Salazarismo?
    Não me admirava nada que o velho tivesse cá deixado essa sementinha…

      • Ana on 6 de Setembro de 2013 at 17:53
      • Responder

      Não ponho em causa, como ponto de partida, a competência de alguém por ter tirado um curso de ensino, feito a profissionalização em serviço, o magistério, ou outra coisa qualquer. Apenas defendo que as pessoas ou são competentes ou não são. A sua origem académica nem sempre é relevante.
      Os comentários que escrevi são apenas resultantes de um exercício de argumentação que pretende contrariar a animosidade manifestada contra professores que fazem a profissionalização em serviço.

    • CM on 6 de Setembro de 2013 at 15:59
    • Responder

    Acho incrível a forma como se comentam assuntos sem ter o mínimo conhecimento de causa. Ninguém do CPS4 recebeu confirmação de homologação antes de terminar o curso. O mesmo ficou concluído após a saída da última avaliação em inícios de Março de 2013. Todos os que fizeram pedido de homologação apresentaram os documentos legalmente impostos, nomeadamente a certidão da profissionalização com a respetiva avaliação. Como se pode profissional alguém sem a respetiva classificação profissional? O pedido destes alunos foi acompanhado de uma carta onde se pedia sensibilização para o facto em breve existir concurso de professores e onde se pedia agilização do processo para ainda podermos concorrer. Juntaram-se diversos processos e foram entregues em conjunto para facilitar a comprovação dos documentos. A carta foi assinada por cerca de duas centenas de colegas. Nunca nos foi confirmado que teríamos a homologação a tempo do concurso mas apenas que iriam fazer os possíveis. Efetivamente, a quem tinha toda a documentação, foi enviado um email a confirmar a homologação e a informar que teria sido enviada para publicação em DR (em inícios de Maio). A publicação em DR efetivou-se a 20 de Maio. Os colegas que não conseguiram terminar na época normal, acusam agora de diferença de tratamento mas nada fizeram no sentido de se organizarem e pedirem esta agilização de processo. Gostaria que todos conseguissem obter essa homologação rapidamente (no meu caso esperei 2 meses). No entanto, sabemos que o período de férias é complicado, para além disso, alguns colegas terminaram o curso em meados de Julho e já estão indignados pelo facto de ainda não ter sido homologado!

    • Carlos on 6 de Setembro de 2013 at 17:29
    • Responder

    “Ninguém do CPS4 recebeu confirmação de homologação antes de terminar o curso. O mesmo ficou concluído após a saída da última avaliação em inícios de Março de 2013”. até aqui tudo bem. Só não percebo é isto, de acordo com o despacho nº 6512/2013, “A classificação profissional produz efeitos a partir de 1 de setembro de 2012”. Se alguém me puder explicar, como é que um curso qua acaba em 2013 produz efeitos a partir de 2012, eu aceito que alguns me tivessem passado à frente nos concursos.

    • CM on 6 de Setembro de 2013 at 18:07
    • Responder

    O CPS4 foi autorizado para o ano letivo de 2011/2012. Iniciou com 6 meses de atraso (tempo que o MEC demorou a publicar o despacho de autorização em DR). O despacho que o regulamenta 17019/2011 só foi publicado em DR a 12/12/2011, o que impediu que o curso abrisse logo em Setembro de 2011. O arranque foi adiado para Março de 2012 e terminou em Março de 2013, no entanto, foi enquadrado no ano letivo de 2011/2012. Desta forma, a homologação produziu efeitos de forma retroativa em 01.09.2012. Se verificar no DR há muitos casos semelhantes, nomeadamente dos CPS1, 2 e 3, que só concluíram o curso agora com o CPS4 mas tiveram efeitos retroativos à altura em que completaram 6 anos de serviço e que lhes permitiram a entrada na profissionalização.

    • NM on 6 de Setembro de 2013 at 19:53
    • Responder

    Queria deixar aqui a minha opinião em relação a alguns assuntos abordados.
    Relativamente à homologação da CPS4 a produzir efeitos a 1 de Setembro de 2012 só acontece neste país onde as leis são um conjunto de regras que só se cumprem quando dá jeito. Se o despacho refere que a homologação só produz efeitos a 1 de setembro do ano que termina o curso, a cps4 nunca poderia produzir efeitos a 1 de setembro de 2012. Se o curso iniciou tardiamente os lesados poderiam interpor uma ação judicial contra o ministério, nunca “ganhar” sete meses de tempo de serviço como profissionalizados. Quanto a este tema está a decorrer um processo na provedoria de justiça uma vez que após as diversas queixas de colegas, esta entidade considerou motivo para efetuar diligências junto da dgae.
    Quanto às iluminadas opiniões relativamente à existência da profissionalização em serviço, devo referir que tenho encontrado colegas nas escolas formados em faculdades e cursos via de ensino de excelência e sem a mínima vocação para lecionar. Mais importante que a formação é a vocação, qualidade que não é concedida nos cursos via de ensino.
    Boa sorte para todos os contratados!

      • Carlos on 7 de Setembro de 2013 at 9:33
      • Responder

      Nem mais. Estes atropelos à lei conforme a conveniência de cada um é que não está certo. A lei é igual para todos, mas neste nosso país, enfim é o que se vê. Não acredito é que o processo que está a decorrer na provedoria vá alterar alguma coisa. Bom resumo da situação.

    • CMCC on 6 de Setembro de 2013 at 22:58
    • Responder

    Esta desinformação total e mesquinhez que para aqui vai, embora já tenha sido mais que esclarecida a legislação que serviu de base ao Cps4 e quais os condicionalismos que permitiram a sua homolgação que qualquer um poderá ler e confirmar, só merece um comentário de minha parte e à altura deste texto: têm de melhorar a vossa aparência e o desempenho sexual para o Diretor também se envolver convosco! O senhor provavelmente não se sentiu estimulado!

    • Luis Nunes on 9 de Setembro de 2013 at 14:52
    • Responder

    Bom dia

    Finalizei a profissionalização em serviço, na Universidade Aberta, em Julho de 2013 e oportunamente enviei para o MEC, todos os documentos de acordo com o despacho 17018/2011 de modo a obter a homologação da profissionalização.
    Pretendo concorrer em ofertas de escola em Setembro de 2013 já como profissionalizado, pela leitura do ponto 2 do referido despacho, poderei fazê-lo já que reuno as condições para tal.
    Desde meados de Agosto que todas as semanas tento contactar a DGAE, não atendem os telefones e não respondem aos emails.
    Se houver aqui mais gente nesta situação, poderemos tomar uma posição conjunta e tentar marcar uma reunião em Lisboa na DGAE.

    Despacho n.º 17018/2011

    2 — Para os efeitos previstos na alínea b) do n.º 1 do artigo 22.º do
    ECD, são reconhecidos como detentores de habilitação profissional os
    candidatos que ao abrigo do presente despacho reúnam, cumulativamente,
    os seguintes requisitos:

    a) Que à data da inscrição no curso sejam titulares de habilitação
    própria para a docência, nos termos da legislação aplicável e possuam
    cinco anos completos de serviço docente em 31 de Agosto de 2012;

    b) Possuam seis anos completos de serviço docente efectivo em 31 de
    Agosto de 2013, estando, assim, nos termos do artigo 43.º do Decreto -Lei
    n.º 287/88, com as alterações introduzidas pelo Decreto -Lei n.º 345/89,
    de 11 de Outubro, dispensados do segundo ano da profissionalização;

    c) Tenham concluído o curso da profissionalização em serviço ao
    abrigo do presente despacho até ao final do ano escolar de 2012 -2013.

      • Ana Benedito on 18 de Setembro de 2013 at 11:09
      • Responder

      Colega, aceito a sua sugestão, encontro-me na mesma situação.
      Concluí a profissionalização em janeiro, solicitei a homologação em junho (o certificado demorou mais do que devia).
      As dúvidas quanto às ofertas de escola são muitas, e convinha alguma ética no processo.
      Por mim, pode marcar o dia, ’tou em Lx.

      • isabel ceia on 5 de Setembro de 2014 at 10:55
      • Responder

      OLÁ COLEGA

      Estou na mesma situação e não consigo obter nenhuma resposta. Gostava de saber se já houve novidades entretanto. Se me puder contactar, via mail agradecia.
      isabel.ceia@iol.pt

    • Graça Luzia on 15 de Setembro de 2013 at 23:40
    • Responder

    Colega Luis

    Estou na mesma situação. Será que podemos concorrer ás ofertas de escola com a profissionalização? Eu faço a mesma leitura que o colega.
    Estou de acordo, podiamos tomar uma posição conjunta.Como posso entrar em contacto consigo?

    • Ilda on 28 de Março de 2022 at 12:22
    • Responder

    Tem piada eu fiz a licenciatura em português e inglês. Fiz as pedagógicas e como fiquei doente não pude fazer o estágio (2 turmas durante um ano) no ano seguinte deixou de haver estágios para o meu curso. Estive 30 anos a lecionar numa escola de línguas legalizada pelo ministério de educação e 5 anos a lecionar em escolas secundárias. Não tenho direito à profissionalização ? Porquê

    • Ilda on 28 de Março de 2022 at 12:43
    • Responder

    Tem piada eu fiz a licenciatura em português e inglês. Fiz as pedagógicas e como fiquei doente não pude fazer o estágio (2 turmas durante um ano) no ano seguinte deixou de haver estágios para o meu curso. Estive 30 anos a lecionar numa escola de línguas legalizada pelo ministério de educação e 5 anos a lecionar em escolas secundárias. Não tenho direito à profissionalização ? Porquê

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