E fica mais uma vez uma denúncia sobre o tratamento diferente que a AEEP “promove” dentro das suas escolas ultrapassando mesmo o que determina o Contrato Coletivo de Trabalho que foi recentemente denunciado pela própria AEEP.
Nos últimos anos, os professores do ensino particular e cooperativo têm vindo a ver os seus horários letivos aumentados na componente letiva à custa do ensino profissional, podendo mesmo chegar aos 30 tempos letivos por semana. Os horários têm sido calculados tendo por base a divisão do número de horas a lecionar no ano pelos meses do ano, esquecendo que a componente letiva tem lugar a uma equivalente componente não letiva que não tem sido atribuída. Assim estes docentes apesar de estarem a contrato ou efetivos na escola são pagos como se de um recibo verde se tratasse.
Os diretores esquecem também que a hora letiva de um professor é de 50 minutos e não de 60, como está definido no Despacho normativo 7/2003 de 11 de junho de 2013.
Esta diferente forma de tratamento dos docentes do particular em relação ao ensino público necessita urgentemente de ser averiguada.
AL



8 comentários
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Estão à espera que vos ofereçam os direitos que a lei determina? Lutem por eles! Há muitas formas: uma queixa formal nas autoridades competentes, uma greve, etc. Sim, eu sei, lutar pelos direitos é uma chatice. Onde estavam vocês no dia 17 de junho de 2013? Pois …
apoiado colega
olhe que no privado despedem mais fácil do que mudam de camisa. Eu não seria capaz de escrever o que vc escreveu. Aliás é esse regime de brutal escravatura medieval que os Mec’s gostariam de impôr no Estado (e depois passar tudo para os privados que sacam as benesses – $$$ – do Estado e assim passariam a recebê-lo, ao orçamento para a educação, todo ou quase)
não se deixem escravizar , sujeitem-se ao concurso nacional e não pactuem com os colégios privados querem sol na eira e chuva no nabal? Ninguém vos dá nada, se não lutarem por isso.
Lol descobriram a pólvora lol
No ano letivo de 2011/2012, “dei” 35h letivas semanais, ao 3º ciclo, no ensino particular, na Zona da Grande Lisboa. A “Direção Pedagógica” refugiava-se no contrato que tinha assinado relativas a um período semanal de trabalho de 35h (não especificado). Daria “pano para mangas”, mas não havia tempo para um sindicato (entrava às 8h e saía às 18h, “non stop”, apesar dos telefonemas para o sindicato e do “help” desesperado, a srª que atendia, mto prestável, só pedia que “fosse ao apoio a sócios”_já agora, adianto, SPGL, continuo sindicalizada, mas triste…tanto mais que a dita srª há mais de uma década que presta serviço no sindicato através de uma empresa de recrutamento, ou seja, não é funcionária do SPGL, contraditório, certo?). É claro que na dita “escola” o contrato não foi renovado, que não sabiam se teriam alunos para o ano seguinte, que em caso de necessidade que me ligariam em setembro….as conversas habituais…também não queria e não me admirei: “bufei ” na sala dos profs. durante o ano letivo…adianto: “Opus Dei”!
será que a inspecção não inspeciona privados???
Inspecciona. Mas não é a mesma coisa.