Exames de Matemática Antecipados para Dia 26

Foi esta decisão de Nuno Crato em virtude da greve geral marcada para dia 27 de Junho.

E o que acho que pesou nesta decisão terá sido o facto de a greve ser geral e implicar com a mobilidade dos alunos pela adesão à greve das empresas privadas ou públicas de transporte.

É triste mas deve ser verdade.

 

ADENDA: e afinal foi verdade.

 

Exames de Matemática do 6.º e 9.º ano antecipados para dia 26

 

“O Ministério responde, assim, ao apelo dos pais e encarregados de educação, e, mais uma vez, toma a decisão que mais protege os alunos, que poderiam ser prejudicados quer pela impossibilidade de chegarem a horas em função dos transportes, quer pela ausência de professores e funcionários”, pode ler-se no comunicado.

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31 comentários

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  1. Mais que isso, pesou o medo da repetição da confusão do dia 17 e da reação da opinião pública, agora sem o foco centrado exclusivamente nos professores:

      • Cid. on 19 de Junho de 2013 at 19:43
      • Responder

      Em democracia a maioria é a que conta e a maior parte dos alunos realizaram os exames.

      1. Sabe Deus em que condições, só se saberá quando saírem os resultados e aí…
        Agora os de 6º e 9º vão ter menos um dia para estudar Matemática …
        Já não prejudica os alunos? E o seu plano de estudos onde está o patriarca de Lisboa, os comentadores, o representante dos Pais e todos os filhos ….

    • Rosa on 19 de Junho de 2013 at 19:29
    • Responder

    Mas isso nunca será admitido! Era bom que os pais que viram os filhos prejudicados pela pouca-vergonha das condições dos exames realizados no dia 17 fizessem alguma coisa com estrondo, para esses pseudo ditadores se verem ao espelho!

    1. Essa é a sua opinião e vale pelo que vale.

      1. Então pai não apoia o seu filho…

          • Pai on 19 de Junho de 2013 at 19:56

          Por apoiar o meu filho é que estou contra a greve que Vª. Exas. fizeram dia 17. Greve aos exames? Isso não se deveria fazer. Assim estão a “minar” a escola pública e não a defendê-la.

          • pf on 19 de Junho de 2013 at 20:01

          Sabe que todas as regalias conseguidas pelos trabalhadores (que o seu filho não vai conseguir ser,) foram através de lutas e greves, senão estariam em trabalho escravo que espero seja o seu.
          Coitado do seu filho, com um pai mente capto deve ter imensa vergonha de si.

          • Contarprofbaldas on 19 de Junho de 2013 at 22:07

          O seu filho, se não poder fazer exames porque o seu pai/mãe fez greve deve ter muito orgulho de um paras..ta com Vª Exª. Por pessoas como o(a) pf é que a classe docente está mal vista. Por acaso não é daqueles que mete constantemente atestado e apresenta-se nas férias escolares para não ir à junta médica?

  2. Quem está a minar a escola pública é o governo que quer acabar com ela, para dar o dinheiro aos privados que esfregam as mãos, mas atenção já houve um tempo não muito distante em que só os que tinham dinheiro podiam estudar. Espero que aí se lembrem que existiram uns professores 90% que lutaram pela escola pública, pelos seus direitos e pelos direitos dos seus alunos, enquanto uns quantos papás que pensam que protejeram os rebentos dando como exemplo a falta de tomates
    O mesmo se passa na saúde, na justiça etc.

      • TINTIM on 19 de Junho de 2013 at 22:01
      • Responder

      Se tivesse duas escolas à escolha, uma onde os professores não faziam greves e outra onde os Srs professores faziam constantemente greves, onde matriculava o seu filho?

      1. Caro Tintim

        Eu matriculá-lo-ia na escola onde existissem os melhores professores. Se por acaso fosse na escola dos profs. grevistas, procuraria informar-me da razão da greve. Se fosse um totó que não percebe nada do que é ser professor, pediria para dar aulas por uma semana, para perceber. Sugira isto ao ministro da Educação, se quiser.

        Já agora, não sabe que a greve tem efeitos nefastos propositadamente? Para chamar a atenção que algo de mal se passa?

    • Xana G. on 19 de Junho de 2013 at 20:36
    • Responder

    Santana Castilho:

    Em 17 anos de exames nacionais, dos 39 que já leva a democracia, o país nunca tinha assistido a tamanho desastre. A segunda-feira passada marca o dia em que um ministro teimoso, incompetente e irresponsável, implodiu a cave infecta em que transformou o ministério da Educação. A credibilidade foi pulverizada. O rigor substituído pela batota. A seriedade submersa por sujidade humana. Viu-se de tudo. Efectivação de provas na ausência de professores do secretariado de exames, com o correlato incumprimento dos procedimentos obrigatórios, que lhes competiriam. Vigilantes desconhecedores dos normativos processuais para exercerem a função. Vigilantes do 1º ciclo do ensino básico atarantados, sem saber que fazer. Examinandos que indicaram a professores, calcule-se, que nunca tinham vigiado exames, procedimentos de rotina. Exames realizados sem professores suplentes e sem professores coadjuvantes. Exames vigiados por professores que leccionaram a disciplina em exame. Ausência de controlo sobre a existência de parentesco entre examinandos e vigilantes. Critérios díspares e arbitrários para escolher os que entraram e os que ficaram de fora. Salas invadidas pelos “excluídos” e interrupção das provas que os “admitidos” prestavam. Tumultos que obrigaram à intervenção da polícia. Desacatos ruidosos em lugar do silêncio prescrito. Sigilo grosseiramente quebrado, com o uso descontrolado de telefones e outros meios de comunicação eletrónica. Alunos aglomerados em refeitórios. Provas iniciadas depois do tempo regulamentar.

    O que acabo de sumariar não é exaustivo. Aconteceu em escolas com nome e foi-me testemunhado por professores devidamente identificados. Para além da gravidade dos acontecimentos na Escola Secundária Sá de Miranda, em Braga, Alves Martins, em Viseu, e Mário Sacramento, em Aveiro, referidos na imprensa, muitos outros poderiam ser nomeados. No agrupamento Tomás Ribeiro, de Tondela, onde estava previsto funcionarem 10 salas, os exames foram iniciados, a horas, em 4. Mas, 20 minutos depois, por sortilégio directivo, acrescentaram-se mais duas salas. Na Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, em Abrantes, houve reuniões de avaliação coincidentes com a realização do exame. Os professores presentes em reuniões, que acabaram por não se realizar, foram mobilizados, no momento, para o serviço dos exames. Quem acedeu ficou ubíquo: assinou a presença na reunião e no serviço de exames.

    Ou Crato tem uma réstia de juízo e anula o exame, com o fundamento evidente da violação das normas mínimas que garantem a seriedade e a equidade exigíveis, ou isto termina nos tribunais administrativos. A coisa é um acto académico. Mas o abastardamento da coisa transforma-a num caso de tribunais. Não faltará quem a eles recorra. Porque décimas da coisa determinam o sentido de vidas.

    O Júri Nacional de Exames, que se prestou a cobrir a cobardia política de Crato, não se pode esconder, agora, atrás do mandante. Não há cobardia técnica. Mas há responsabilidade técnica. O Júri Nacional de Exames tem que falar. Já devia ter falado. O País está à espera.

    A Inspecção-Geral da Educação e Ciência tem que falar. Há responsabilidades, muitas, a apurar. O País está a ficar impaciente.

    Crato errou em cascata. Deu como adquirida a definição de serviços mínimos, mas o colégio arbitral não viu jurisprudência onde ele, imprudente, a decretou. Arrogante, fechou a porta que o colégio abriu, sugerindo a mudança do exame para 20. Forçou a realização de um exame sem ter garantidas as condições mínimas exigíveis. Criou um problema duplamente iníquo: de um lado ficou com 55.000 alunos, potenciais reclamantes ganhadores, porque foram submetidos a um exame onde todas as regras foram desrespeitadas; do outro tem 22.000 alunos discriminados, porque não puderam realizar um exame a que tinham direito. Com as normas que pariu, ridicularizou o que sempre sacralizou: uma reunião de avaliação é inviabilizada pela falta de um professor; mas um exame nacional pode realizar-se na ausência de 100.000. Aventureiro, quis esmagar os sindicatos, mas terminou desazado. Se não violou formalmente a lei da greve, o que é discutível, esclareceu-nos a todos, o que é relevante, sobre o conceito em que a tem. Cego, não percebeu que, de cada vez que falava, mais professores aderiam à greve. Incauto, não se deu conta de que as coisas mudaram para os lados da UGT. Demagogo, convidou portugueses mal-amados no seu país, quantos com recalcamentos que Freud explicaria, a derramaram veneno sobre uma classe profissional que deviam estimar. Irresponsável, declarou guerra, e foi abatido. Crato substituiu Relvas. É agora o fardo que o Governo, nas vascas da morte, vai carregar até que Portas marque o velório. Ter ontem Crato nas televisões, de lucidez colapsada, ladeado por dois ajudantes constrangidos em fácies de cangalheiros, não pode ser o fim burlesco da palhaçada.

    In “Público” de 19.6.13

    • Joao pestana on 19 de Junho de 2013 at 21:11
    • Responder

    O ministro mais uma vez mente dizendo que houve duas reuniões distintas em que numa delas foi discutida a alteração de data e dessa não há gravações….. Quem mente??????

      • João Pires on 19 de Junho de 2013 at 21:53
      • Responder

      Mas o ministro mente porquê?

  3. Senhor professor
    Pode e deve defender a nossa classe. Só não deve ofender quem faz um comentário pouco favorável. O senhor insulta um cidadão, o qual não conhece, nem faz ideia dos quantos sacrifícios que fez e qui ça faz pelo filho.
    Defenda os professores, mas não ofenda quem é contra, porque em democracia devemos respeitar a opinião dos outros, mesmo que oposta à nossa.

    1. A verdade é que estou a fazer-lhe um favor, estou a defender o filho dele, para que ele possa um dia ter emprego e não ser um escravo submisso.
      Espero mesmo ter mudado aquela cabeça e é verdade respeito a opinião contrária gosto é de gente que pensa e não carrneirada

        • Anónimo on 19 de Junho de 2013 at 22:14
        • Responder

        Se o pf é realmente professor, tenho pena dos alunos que entregam todos os anos a esse mal educado. Se o director os tivesse no sítio, já tinha sido corrido do ensino. Espero bem que seja o primeiro a ir para a mobilidade para depois ir pastar com a cabr.. da …dele (isto para não ofender a ovelha). Que linguagem mais asquerosa tem. Deve ter algum problema com carneiros. Não lhe pesarão na cor…ura?

        • Anónimo on 19 de Junho de 2013 at 22:19
        • Responder

        Mas alguém lhe pediu favores ó palha…o? Deves ser um professor exemplar deves?

        • Anónimo on 19 de Junho de 2013 at 22:21
        • Responder

        Se não gosta do seu patrão porque não cria o seu próprio emprego?

  4. Quem mente? o colega tem dúvidas, claro que é o rato que nem esteve na reunião foi o secretário de estado venham as gravações exigimos que os sindicatos todos as exijam.

      • João Pires on 19 de Junho de 2013 at 21:54
      • Responder

      Claro venham as gravações. Depois do exame já mais alguém ouviu os sindicatos pedirem as gravações?

      • Anónimo on 19 de Junho de 2013 at 22:23
      • Responder

      Este pf cospe na mão de quem lhe dá de “comer”.

  5. Os pais que dizem que um professor que fez greve aos exames prejudica os alunos é uma falácia como se pode provar pela birra do ministro que esse sim prejudicou os alunos tanto os que fizeram em condições…(pode ler acima) miseráveis como os que não fizeram. Pais que mandam os filhos doentes para a escola pois não podem faltar porque senão são despedidos , pais que estão desempregados e não têm que dar de comer aos filhos que comem na escola e ainda levam para casa,, quem colocou estes pais, nesta situação foram os professores grevistas?
    Lutar pelos direitos dos professores e da escola é lutar pelos alunos e os pais devem apoiar os professores, felizmente alguns conseguem faze-lo porque não estão formatados à escravidão.

      • Anónimo on 19 de Junho de 2013 at 22:25
      • Responder

      Se não gosta do seu patrão porque não cria o seu próprio emprego? Este pf “cospe” na mão de quem lhe paga o ordenado.

      • Anónimo on 19 de Junho de 2013 at 22:27
      • Responder

      Mal agradecido. Se não gosta do seu patrão porque não cria o seu próprio emprego? Este pf “cospe” na mão de quem lhe paga o ordenado.

      • Anónimo on 20 de Junho de 2013 at 23:45
      • Responder

      O pf “cospe” na mão que lhe dá de comer.

    • Joao pestana on 19 de Junho de 2013 at 21:51
    • Responder

    Os sindicatos terão é de arranjar forma de tornar a mobilidade sem efeito na educação. Diria que com um estudo aplicado no ambito dos proximos 4 anos com incidencia no concurso seguinte. Alias, uma vez que o concurso de docentes é de 4 em 4 anos, essa mobilidade só fará sentido, por questão de real abertura de vagas nesse período temporal… Necessariamente com a possibilidade de ocupar cargos na fp com mais valia para a mesma no âmbito de formação especializada. Alem desta questão, devera ficar acordado um acordo de principio sobre o que será componente letiva, sendo que o enunciado na entrevista desta noite pelo ministro me parece bem…. Atividade letiva é toda a atividade em que o professor esta a trabalhar com aluno numa sala de aula ou espaço análogo de aprendizagem…

      • Prof.Infinito on 20 de Junho de 2013 at 0:16
      • Responder

      O que ele diz sobre a atividade letiva é muito bonito, mas não é a realidade! Para tal, basta ver o ECD: “A componente lectiva do horário do docente corresponde ao número de horas leccionadas e abrange todo o trabalho com a turma ou grupo de alunos durante o período de leccionação da disciplina ou área curricular não disciplinar.”
      Onde fala nos apoios, sala de estudo, etc, onde o professor também trabalha com os alunos, onde também, na sua maioria das vezes, também tem de fazer uma preparação para esses momentos?

    • Paulo Lopes on 19 de Junho de 2013 at 23:57
    • Responder

    Adoro o meu país, sou patriota, mas não sou nacionalista!
    Lamento que existam portugueses e portuguesas que ainda acreditem neste (des)governo… lamento que se preocupem com a greve do dia 17 e não se preocupem pelo “dia depois de amanhã”! Lamento que decidam atacar os professores… logo os professores! Aqueles que cuidaram de nós; que foram “mães” e “pais”, educadores, amigos… dedicados quando os progenitores biológicos se dedicavam descansadamente (quando a escola ainda era segura…) aos seus afazeres; lamento que não se preocupem com a quebra grave da natalidade e com os reformados; lamento que não se preocupem com a ruína das finanças públicas quando têm de escolher entre financiar as PPP, as Pseudofundações e BPN´s e afins ou garantir um estado social – escolham sempre as primeiras!; lamento que a comunicação social esteja a soldo do poder… lamento que viva num país onde, trabalhando com total dedicação mais de 50 horas semanais, ainda me peçam para trabalhar mais e receber menos; lamento não saber se terei a bênção de poder continuar a trabalhar; lamento ter de me lamentar!

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