Adormeceram Professores e Acordaram Sem Turmas

Uma excelente reportagem de Graça Barbosa Ribeiro a retratar o drama de quem se viu envolvido em ausência da componente letiva.

 

Não ficam desempregados, como os professores contratados, mas não sabem o que farão em Setembro. Mudanças como a revisão dos currículos e o aumento do número de alunos por turma deixaram milhares com horário zero, ou seja, sem aulas para dar. Tinham uma situação que julgavam estável e uma escola que consideravam sua. Do ministério dizem que muitos serão “repescados”; eles aprendem a viver com a incerteza.”

 




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23 comentários

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    • manue on 22 de Julho de 2012 at 21:24
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    chorei em cada artigo que li

    • sofia on 22 de Julho de 2012 at 22:12
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    São relatos extraordinários e tristes. Fiquei angustiada. Ainda não foi este ano que fiquei com horário zero, mas penso nisto todos os dias. No próximo ano como será? Estou solidária com todos os colegas do quadro e contratados. Todos trabalhamos para um bem comum: a educação – pilar essencial de qualquer sociedade. Infelizmente, este ministro assim não vê. Estou farta deste governo e deste ministro. VAMOS PARA A RUA…. TEMOS QUE COMEÇAR A LUTAR E A MOSTRAR QUE ESTAMOS INDIGNADOS E REVOLTADOS.

    • fernanda on 22 de Julho de 2012 at 22:12
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    I R R I T A N T E

    • João Santos on 22 de Julho de 2012 at 22:36
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    Gostei particularmente do filósofo: com 57 anos, não vai a manifestações desde adolescente e vai ficar à espera que alguém combata estas políticas!

    Não fosse o caso tão sério só daria para rir.

    Com colegas destes ainda se admiram de aqui termos vindo parar…

    • relva-mos on 22 de Julho de 2012 at 22:44
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    Puseram-nos lá, agora aguentem.

    • teresa on 22 de Julho de 2012 at 23:06
    • Responder

    O colega de filosofia tem tanto direito de não ir a manifestações como outros têm de ir. Os professores não lutam juntos pelos seus direitos e muito menos estão juntos. Não e resolvem problemas em manifestações. Temos poder suficiente para TODOS JUNTOS bloquearmos o sistema – dentro da escola e sem parar de trabalhar – o nosso problema é medo e cobardia. Em vez de nos unirmos e, por exemplo, deixarmos as avaliações no cofre, deixarmos de marcar faltas, não fazermos correcções, etc etc etc, andamos a perder dinheiro com greves idiotas e a estragar a garganta em manifestações parvas. Depois chegámos à escola e fazemos tudo o que nos mandam mesmo achando que não faz sentido. O problema da educação não está em nenhum ministro, está na falta de união e inteligência dos professores. Lamentável.

      • Rui Cruz on 24 de Julho de 2012 at 2:01
      • Responder

      E enquanto os trabalhadores protestam e lutam, os revolucionários da treta vociferam contra os sindicatos, não se manifestam, não fazem greves, e enquanto a revolução não aparece feita, inventam desculpas para não fazer nada.” è esta a titude dos professores. Agora mostram-se muito indignados, fazem vigilias, pois saiu aqueles que as fazem a fava no bolo rei. Mas quando a única organização que luta por eles e por todos os que trabalham CGTP/FENPROF, determina ações não participam.

      • Rita on 24 de Julho de 2012 at 17:16
      • Responder

      Como se justifica que não tenhamos ainda uma Ordem?

  1. Triste, mesmo. Não sei como conseguiram indicar colegas na ICL sem terem feito todas as contas possíveis… Porque eu não acredito que,de repente, tanta gente ficasse assim dispensável. É o pior dos sentimentos que se pode fazer alguém sentir – esse de que é descartável.

  2. Triste, mesmo. Não sei como conseguiram indicar colegas na ICL sem terem feito todas as contas possíveis… Porque eu não acredito que,de repente, tanta gente ficasse assim dispensável. É o pior dos sentimentos que se pode fazer alguém sentir – esse de que é descartável…

    • teresa on 22 de Julho de 2012 at 23:13
    • Responder

    E não me venham falar de requisição civil e tretas afins, se TODOS bloqueassem o sistema não podia haver represálias. Ainda não houve nenhuma medida alterada por causa de greves e manifs. É triste viver-se neste país mas é o país que merecemos ter, não são os políticos que se auto-elegem. O poder que temos revela as gentes que votam (sejam os que estão lá sejam os que estiveram – desgraça total). Maior desgraça está nos que ficam em casa e nem sequer se dignam ir lá colocar o papel, seja lá ele qual for. Portugal no seu melhor – a vidinha – vamos andando – antes assim que pior……. and so on

    • Martins on 22 de Julho de 2012 at 23:32
    • Responder

    Falta o relato dos contratados. Certamente que é mais triste!!!!

      • Antero on 23 de Julho de 2012 at 1:56
      • Responder

      Con-tra-ta-do – nem canto, nem grito… Fico possuído por uma força, capaz de acabar com isto tudo: pesadelo, tristeza, dor, revolta… Já nem sei que diga ou que faça… sou professor contratado… há mais de 10 anos (milhares e milhares de Km… antes estive nos quadros de uma instituição de ensino superior privado (10 anos)… onde não me foi contado um único dia de tempo de serviço, pelo facto de ter a categoria profissional de monitor…) Sou profissionalizado para os grupos 300 e 330 (licenciatura – 5 anos) antes de Bolonha…; 530 (bacharelato + profissionalização em serviço – convocado pela DGRHE – muito antes de Bolonha)… escandalosamente arredada do curriculum, ilegal, injusto, alguém ainda vai pagar por tudo isto… Mestre em ensino de Inglês e Espanhol…(2 anos letivos) profissionalizado ao grupo 350… nem isto vai restar… tenho o meu projeto de Doutoramento em fase de andamento… tudo pelo ensino… tudo pelo futuro deste PAÍS: PORTUGAL.. vergado aos malditos políticos e politicas desastrosas, ruinosas que ainda hão-de por em causa a nossa soberania… Que País é este? Que vergonha, ver crescer o meu filho nesta podridão, por mais que lhe tente esconder, ele percebe… Não digo mais nada… nem Fé, nem alma, nem corpo algum resiste a estas forças malditas… Abraço colegas.

  3. Poderá estar em risco a reunião agendada para esta segunda-feira à tarde no Ministério da Educação. Pais, directores de escolas, professores e sindicatos pediram uma reunião conjunta com o ministro, Nuno Crato, mas a tutela agendou reuniões em separado.
    Nuno Crato marcou encontros separados, mas a Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap) ameaça não participar se assim for.
    Dividir para reinar? “runiões” onde aposto não faltarão os negociadores profissionais da treta!

    • Telma on 23 de Julho de 2012 at 13:40
    • Responder

    Se os professores do quadro “bloqueassem o sistema” era uma maravilha.
    Apareciam RODOS de contratados, que até a 4€/h trabalham.

    Enquanto existirem contratados sem dignidade nada se bloquea.

      • João Santos on 23 de Julho de 2012 at 15:25
      • Responder

      Telma: alguma ponderação e respeito pelos nossos colegas contratados.

      Quem trabalha a 4 euros por hora fá-lo por necessidade e não por falta de dignidade.

      Alguns têm tanto tempo de serviço como eu e como a Telma. Apenas não tiveram sorte com o grupo disciplinar, a vida e os governos.

    • Temas on 23 de Julho de 2012 at 16:16
    • Responder

    Desculpa mas NINGUÉM deveria trabalhar a 4€/h

    Queria ver se não aumentavam logo esses 4€

    Enquanto existirem pessoas que não dignificam o trabalho não merecem ter nada.

    • Temas on 23 de Julho de 2012 at 16:17
    • Responder

    Aliás 4€ é pior do que ficar quieto.

    • José on 23 de Julho de 2012 at 20:04
    • Responder

    …”Solução”…
    …1º UNIÃO dos professores, contratados e os de quadro ou zona pedagógica (…pq esse foi um dos GRANDES erros no sistema de avaliação!!! …e como já estão a sentir na pele, também são dispensáveis!!!);
    …2º Não é só o Min.Edu. que tem que OUVIR os professores, os sindicatos também, pois muitas vezes têm posto o “pé na poça” e vão na cantiga do ministério;
    …3º Começar a fazer GREVE, mas não de ficar em casa ou ir de férias ou fim de semana mais cedo, é ir às 8:30 para a escola e ficar na sala dos professores até ao fim da tarde, mas sem lecionar as aulas, pois assim não se mostrava a balda que são as greves marcadas às sextas ou fins de semana como fazem normalmente…
    …e muito mais se pode fazer, no entanto, enquanto o “1º” ponto não se tornar “CONSISTENTE” …vamos continuar a ser “HUMILHADOS” e “MAL TRATADOS”!!!
    …pensem bem que só nestes últimos anos deram-nos, burocracias com avaliações e afins, mais horas de componente letiva, mais alunos/trabalho, “incertezas” e “dores de cabeça”, e por outro lado, retiraram-nos tempo de preparação das aulas, de “descanço” e os subsídios que tanta falta fazem…e mais não digo!!!
    cumprimentos a todos os “Guerreiros” e não se acomodem (…vejam o caso dos Médicos e os seus BRAVOS sindicatos,…nós os professores somos o “outro” pilar da sociedade)!!!

    • Rui Cruz on 24 de Julho de 2012 at 1:59
    • Responder

    E enquanto os trabalhadores protestam e lutam, os revolucionários da treta vociferam contra os sindicatos, não se manifestam, não fazem greves, e enquanto a revolução não aparece feita, inventam desculpas para não fazer nada.” è esta a titude dos professores. Agora mostram-se muito indignados, fazem vigilias, pois saiu aqueles que as fazem a fava no bolo rei. Mas quando a única organização que luta por eles e por todos os que trabalham CGTP/FENPROF, determina ações não participam. Agora vêm com conversa fiada.O que é que fizeram antes para que isto não acontecesse. Manifestaram-se, fizeram greve?. Não? Agora vem a FNE que assinou todos os acordos, juntamente com a UGT, que assinou o código laboral, mandar bitaites. Que moralidade da treta.

    • Maria on 25 de Julho de 2012 at 5:05
    • Responder

    Não é uma questão de ir ou não a manifestações, e a educação é só mais uma questão num país inteiro que definha…

    É má gestão, é roubo, traição, falta de ética… gente sem escrúpulos que se aproveitou de um povo inteiro.

    A partidarite, os interesses económicos, as lojas maçónicas, a trama germinada nos escritórios de advogados, a corrupção epidémica das esferas do poder …colocaram um país a saque…

    Somos “irritantemente calmos”, até todos percebermos que “nos mataram” o futuro dos nossos filhos.

  4. Trabalhar a 4euros/hora?
    Para isso vou trabalhar como mulher a dias… elas hoje em dia não levam menos que 6 euros à hora…

    Há alguma maneira de ter acesso ao número de docentes do quadro com horário zero numa determinada região?
    Obrigada

    • maria on 26 de Julho de 2012 at 11:19
    • Responder

    Pois é… Enquanto os problemas não entrarem em nossa casa não é nada connosco. Este problema não é recente, arrasta-se desde 2005, só que afetava mais outro ciclo.
    O antigo governo fez o que quis…aumentou o horário letivo do 1º ciclo, reduziu os vencimentos, retirou o subsídio de férias, fechou escolas do 1º ciclo… E, onde estavam os sindicatos? A defender os interesses deles próprios, porque corriam o risco de ir trabalhar e ainda conseguiram arranjar mais um escalão para o topo da carreira, para serem beneficiados, enquanto os escalões mais baixos ficaram congelados.
    Nem sequer falam do número de alunos por turma do 1º ciclo (26 alunos com 6 anos) que ainda não sabem estar sentados, nem calados numa sala de aula.
    Já há muitos anos anos que ser professor é ter uma profissão incerta em muitos grupos. Hoje em todos. Havia que escolher outras profissões.
    Gostei do comentário da Ana – Antes queria trabalhar como mulher a dias, – ganha-se mais e tem-se menos responsabilidades. E não estão com horário zero.

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