Um olhar sobre a alteração ao Decreto-Lei 3/2008

 

Sobre a alteração ao Decreto-Lei 3/2008 cabe-me dizer o seguinte:

1. O diploma traduz uma grave desconsideração pelos professores de Educação Especial e consequentemente pelos alunos com necessidades educativas especiais, ao referir-se a apenas 1 docente de educação especial integrado na equipa multidisciplinar e ao estabelecer nos art. 9º/5, 10º/7 e 13º/6 que a operacionalização das medidas se faz com os recursos materiais e humanos disponíveis na escola, dando a entender que as escolas irão ter de reduzir drasticamente à contratação de docentes da área e colocar docentes de outras áreas a apoiar os alunos com NEE;

2. O disposto nos arts. 9º/5, 10º/7 e 13º/6 revela uma única intenção economicista de racionalização de recursos à custa de uma educação inclusiva que só se consegue com recursos técnicos especializados, ou seja, com os docentes de educação especial e não com os recursos humanos disponíveis na escola e que nada têm que ver com a área;

3. O diploma deve ser reestruturado de modo a atribuir a maioria do processo de inclusão aos professores de educação especial porque são eles que estão devidamente capacitados para lidar com crianças que possuem necessidades educativas especiais;

4. O trabalho de elaboração do RTP e do PEI não deve integrar a componente não letiva, devendo ser incluído na componente letiva; Mais uma vez se revela aqui a intenção de restrição de contratação de recursos. Com efeito, propõe-se a alteração do diploma no art. 12º/10 para que este trabalho seja incluso na componente letiva, por uma questão de justiça e seriedade;

5. Os prazos previstos no art. 20º são demasiado curtos, estabelecidos por quem desconhece o terreno e seu modo de funcionamento, pelo que se devem manter os prazos previstos no Decreto-Lei 3/2008;

6. Deve definir-se cuidadosamente no diploma o funcionamento da intervenção precoce, integrando-a no presente diploma e estabelecendo a obrigatoriedade da existência de professores de educação especial nas equipas locais de intervenção precoce. O modo de funcionamento da Intervenção Precoce é preocupante, uma vez que se coloca elementos da equipa, como Técnicos de Serviço Social a dar apoio ao nível da aprendizagem em jardins de infância e em domicílios, quando o papel desse técnico deveria cingir-se ao acompanhamento das famílias na área da ação social e nunca à intervenção direta com as crianças; as equipas de intervenção precoce precisam de mais docentes que possam implementar as estratégias fornecidas pelos restantes técnicos e que possam atuar ao nível da aprendizagem. Ora o acontece com a intervenção precoce é uma redução a nível nacional dos docentes nas referidas equipas e, mais uma vez, se assiste à eliminação da possibilidade de contratação;

7. O DL 3/2008 deveria ser alterado e não revogado, porque é muito mais objetivo em todos os aspetos. Não se deve pretender alterar pela simples lógica de alterar sem se ter em conta o que de facto funciona e está devidamente operacionalizado no terreno.

Maria Graciete Baptista Teixeira

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73 comentários

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    • Fátima Carvalho on 6 de Julho de 2017 at 18:20
    • Responder

    “3. O diploma …porque são eles que estão devidamente capacitados para lidar com crianças que possuem necessidades educativas especiais;” . Tendo em conta a minha experiência substituía “estão devidamente capacitados” por “deveriam estar devidamente capacitados”.

      • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:44
      • Responder

      Muito bem. A formação será então um ponto a melhorar. No entanto não se deve colocar em causa a importância da educação especial e do trabalho dos professores de educação especial.

    • Vanessa on 6 de Julho de 2017 at 18:48
    • Responder

    Primeiro deveria ser bem definido o que são necessidades educativas porque agora qualquer aluno com as chamadas dislexia e afins, com qualquer pseudo diagnóstico é abrangido. Os pais querem a todo o custo porque assim o menino raramente reprova e ainda tem mais subsídios.
    Aqueles que têm problemas deveriam ser realmente ajudados por técnicos especializados e não professores de educação especial cuja formação é tão abrangente como nula e passam o ano a preencher papéis sobre o aluno e mesmo esses papéis que para nada servem são ainda feitos pelos professores das várias disciplinas.
    A educação especial tornou-se uma via para que os professores possam descansar já que não há turmas de 30 alunos para gerir nem testes para corrigir, tornam-se professores de apoio a tempo inteiro. Se é para isto qualquer um pode fazê-lo.

      • Pedro on 6 de Julho de 2017 at 18:58
      • Responder

      Exatamente.

      1. .
        Meu caro amigo!

        O Grupo 910 é maior das TRETAS (para não dizer das TÊTAS).

        Saiba o amigo que qualquer um tira (para não dizer compra) a especialização que permite aceder ao Grupo de Educação Especial (Grupo 910).

        Serve um gajo ou uma gaja qualquer (mesmo sem vocação nenhuma, nem sensibilidade nenhuma) desde que queira um emprego no Ministério da Educação.

        Conheço variadissimos casos de “artistas” que só agora vão vincular no 910 porque compraram a dita especialização de 1 anito numa privada.

        Adorei este comentário:
        “eu fiz a formação em Ed. Especial e sei muito bem a treta que é. Foi fazer a especialização com trabalhos copiados de outros colegas e praticamente sem assistir a aulas. Era pagar e andar. São poucas as credíveis.”

        ISTO É A REALIDADE

        TENHAM VERGONHA

        TEMOS QUE DENUNCIAR ESTA BANDALHEIRA PARA QUE AS ORGANIZAÇÕES DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SAIBAM QUEM SÃO AS PESSOAS DO GRUPO 910
        .

          • docente910 on 6 de Julho de 2017 at 19:54

          Vergonha tenha o colega, ou mais concretamente, “pseudo colega”. Sou orgulhosamente docente da Educação Especial, por vontade própria e por vocação. Sou aquela a quem os senhores/senhoras recorrem quando não sabem o que fazer com os meninos com NEE, porque, coitados, não sabem o que estão a fazer ou porque “os meninos são teus”. Engana-se, são nossos! Pelos vistos não conhece a legislação……………….. Os meus alunos e dos colegas que me acompanham têm aumentado o rendimento escolar, a sua integração efetiva na turma e na escola. Porque eu trabalho com docentes! Somos Malandros? Trabalhos copiados? Feito em 3 a 4 meses? Que água bebeu? Não me confunda consigo. Tenho vergonha de ter pessoas como o senhor ou senhora no ensino. Se há quem não faça o seu trabalho, é possível, tal como muitos docentes titulares de turma ou do 2, 3 e secundário também não o fazem Não me confunda consigo e respeite o grupo. Porque não experimenta? é melhor não. Ia ser uma péssima influência para os discentes, pessoal docente, pessoal não docente, comunidade escolar. OPORTUNISTA será o/a “colega”!…….

          • Pois on 6 de Julho de 2017 at 21:03

          Olha uma que enfiou a carapuça!!!! A verdade magoa, não é?

          • Fátima Carvalho on 6 de Julho de 2017 at 21:40

          Conheço alguns docentes de Ed. Especial 100% profissionais, contudo são raríssimos.

          • Fátima Carvalho on 6 de Julho de 2017 at 22:00

          Acredito em si.Trabalhei numa escola 2 anos onde aprendi imenso com os professores do EE, ajudaram-me a adotar estratégias para poder trabalhar em harmonia com alunos NEE, eles próprios se disponibilizavam para me prestar apoio, no entanto, estas situações são raras. Em geral, os docentes da Ed. Esp. só se apresentam nas reuniões com umas minutas idênticas e inalteráveis ao longo do tempo, nunca estão com os alunos, nem os conhecem.

          • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:35

          Os professores apresentam-se nas reuniões com essas ditas minutas que lhe chama com medidas que o resto do conselho de turma nunca quer saber de aplicar e anda-se o ano inteiro atrás dos professores a pedir que indique que medidas vão implementar com os alunos com NEE e a maioria não quer saber do que lhe é pedido pelo professor de educação especial

          • Maria Helena Moreira on 7 de Julho de 2017 at 23:15

          Sim , isso também é verdade!
          No entanto também é verdade que em algumas escolas os professores de EE pouco contribuem para o sucesso dos alunos. Alguns porque não estão para se matar outros porque não os deixam trabalhar como desejavam. Na minha opinião tudo depende de uma boa ” Gestão” !
          Não fiz especialização em EE mas apoiei meninos com NEE, Por eles tinha especial carinho e por isso procurava informação junto dos colegas ” BEM ESPECIALIZADOS”.
          Trabalhei de maneira diferente em escolas diferentes.
          Conheço escolas onde os PROFESSORES DE EE fazem um trabalho EXCELENTE com os alunos de NEE
          Agora quanto à definição de alunos com NEE na verdade não é fácil! Acreditem que esses alunos são bem mais do que aqueles que estão sinalizados. Necessidades Educativas Especiais não são só para aqueles que diferenciamos pelo olhar. Conheci e conheço alguns meninos que aparentemente não seriam alunos de NEE mas precisam de um Ensino Especial para não serem EXCLUÍDOS. Cada caso é um caso, acreditem!

          TODOS OS PROFESSORES ESTÃO BEM HABILITADOS EM QUALQUER ÁREA DISCIPLINAR DESDE QUE AMEM OS SEUS ALUNOS

          • Alda on 6 de Julho de 2017 at 20:17

          E foi esta gentinha vincular num grupo de recrutamento.
          A culpa não é só deles, é do sistema em geral.

          • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:01

          A especialização em Educação Especial é tão comprada quanto outra qualquer. Todos os cursos têm propinas. Quanto à vinculação pelo 910 convém não esquecer que os professores do 910 têm habilitação para outro grupo de recrutamento + habilitação para o 910, pelo que será de pensar se ele professor de educação especial não está mais habilitado que maioria dos outros professores.

          • Ada on 6 de Julho de 2017 at 22:34

          .
          ehehehheheheh….
          até me fez rir…….não diga asneiras.

          Eu acho é que a INSPECÇÃO GERAL DE EDUCAÇÃO (IGEC) vai ter que dar uma atenção especial a este grupo…..

          O Grupo 910 é o grupo do desenrasca…..

          • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:47

          É verdade o do desenrasca dos outros professores enrascados quando não sabem que fazer com crianças com necessidades educativas especiais.

          • Dar Banho ao Cão on 6 de Julho de 2017 at 22:49

          .
          ó maria tu deves ser cá uma especialista de primeiríssima apanha em meninos NEE….

          deves ser especialista em todas as deficiências e mais alguma……

          vai dar banho ao cão
          .

          • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 23:13

          sim até sou especialista em dar banho ao cão, como vês sou especialista de primeira.

      • Fátima Carvalho on 6 de Julho de 2017 at 21:37
      • Responder

      Nem mais.

      • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 21:58
      • Responder

      As dislexias e afins, como levianamente lhe chama, não são meros afins para quem as tem e muito menos para quem as tenta compreender. Se é professora parece-me que lhe falta sensibilidade. Quanto a técnicos especializados os professores de educação especial são precisamente isso técnicos especializados aos quais ainda acresce a mais valia da prática pedagógica. Pelo seu comentário vejo que apenas está preocupada com o trabalho que acha que os professores de educação especial fazem e nenhuma preocupação com os alunos. Se acha que a pele do outro é melhor que a sua experimente-a e depois opine – quando souber do que fala.


  1. O Ministério da Educação está a pactuar com a maior aldrabice de que há memória.

    Muitos professores que “andam aí aos caídos” e sem conseguir vincular foram fazer especializações de um ano em instituições privadas e agora vão vincular nessa grande cloaca chamada Grupo 910 (Educação Especial).

    Grande parte desta gente não possui o mínimo de sensibilidade, vocação e conhecimentos para o exercício da profissão, mas desta forma arranjaram um vinculo ao MEC.

    1. .
      Subscrevo inteiramente este comentário. Só uma adenda, tenho colegas que se especializaram em 3-4 meses.
      ,

        • MÁRIO Pacheco on 6 de Julho de 2017 at 21:32
        • Responder

        Também é verdade!

        • Clementina Ribeiro on 6 de Julho de 2017 at 21:40
        • Responder

        Colegas (todos) penso que debater quem trabalha mais quem trabalha menos, é subjetivo porque não há balanças e em todas as áreas a conversa é a mesma….mas pequenos reparos: o docente de educação Especial antes de o ser tirou uma licenciatura, fez estágio pedagógico, fez profissionalização em serviço(alguns casos)deu aulas durante vários anos a turmas de diferentes níveis, a 30, 25,… foi Diretor de turma, muitos representantes de disciplina, corrigiu testes, deu notas, avaliou, teve milhares de reuniões……e nunca fez ou faz nada!!!!!!!! quem ler estes comentários e não faça parte da comunidade educativa pensa que só bastaram 3-4 meses e “automaticamente” entraram no ensino e são do quadro….please!. Outro pequeno pormenor da Educação Especial também fazem parte meninos e jovens que estão em Unidades (multideficiência, Autismo….) desafio qualquer um dos colegas que se “fartam de trabalhar”…..a criarem atividades para lhes incutir autonomia, poderem comunicar, sentirem-se “úteis” e desejados pelos seus pares, acalmá-los quando entram em espiral de violência contra si próprios e outros colegas, a dar-lhes atenção permanente, cuidar do seu bem estar pessoal, apoiar as famílias que ainda não fizeram o “luto” por terem um filho assim, tentar fazer os melhores encaminhamentos possíveis, institucionais, profissionais e outros…. para que possam ainda, assim, serem pessoas ativas na sociedade e do seu futuro possa fazer parte um projeto de vida …..etc….etc……queria convidar cada um dos colegas a analisar mais profundamente a Educação Especial e quem nela trabalha e não por experiências menos corretas, que ninguém em cada uma das suas áreas não passou já por colegas do seu grupo em que são verdadeiras abéculas…….já passaram, nesta área é igual e não são menores que ninguém. A não ser, é evidente que se pense ainda com mentalidade de IDADE MÉDIA, que parece ser o caso de algumas pessoas…que estes miúdos deviam estar fechadinhos e amarradinhos nas instituições e simplesmente não incomodassem ninguém quer quer trabalhar imenso com muitos testes para corrrigir, notas para dar e aturar 30 alunos, porque esse é que é o verdadeiro trabalho numa escola e a pessoa humana que temos à nossa frente….é simplesmente “secundária” e esta “nova” escola não é para os “coitadinhos” mas para jovens fortes resistentes em que os seus professores têm um só objetivo…obedecer a rankings, corrigir muitos testes e aturar 30 alunos….coitadinhos, colegas têm toda a minha solidariedade e ao mesmo tempo tenho pena de vós que só encaram o ensino como debitar matéria, por isso, AINDA BEM…..QUE SOU DOCENTE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL.

          • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:48

          Concordo é preciso seriedade.

        • era_o_que_faltava on 6 de Julho de 2017 at 22:36
        • Responder

        Isso existe e é uma vergonha. Um prof de educação especial em 1988 teria de fazer três anos de especialização no Instituto António Aurélio da Costa Ferreira, mais um complemento de formação na ESELisboa. E só entrava um prof e um educador por distrito. Esses Cursos marados não são exclusivos da Ed. Especial, infelizmente.

          • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:49

          Mas então regresse-se a esses cursos.

      • docente 910 on 6 de Julho de 2017 at 19:59
      • Responder

      Sou orgulhosamente docente da Educação Especial, por vontade própria e por vocação. Somos Malandros? Trabalhos copiados? Feito em 3 a 4 meses? Que água bebeu? Não me confunda consigo. Tenho vergonha de ter pessoas como o senhor ou senhora no ensino. Se há quem não faça o seu trabalho, é possível, tal como muitos docentes titulares de turma ou do 2, 3 e secundário também não o fazem Não me confunda consigo e respeite o grupo. Porque não experimenta? é melhor não. Ia ser uma péssima influência para os discentes, pessoal docente, pessoal não docente, comunidade escolar.

      • Fátima Carvalho on 6 de Julho de 2017 at 21:41
      • Responder

      Disse tudo.

      • era_o_que_faltava on 6 de Julho de 2017 at 22:33
      • Responder

      Se quer colocar as coisas nesses termos terá de incluir todos os grupos pois no privado não há compras exclusivas para o 910. Mas esse assunto no atual sistema nem deveria colocar-se porque mesmo os que não dão aulas têm uma carreira igual aos que dão aulas. Há no sistema injustiças bem maiores: quantos professores estão destacados nas bibliotecas sem curso de bibliotecários, quantos professores de ed. física estão no 1.º ciclo porque Sócrates um dia acordou generoso e disse: ok, façam aí uma Lei para resolver o problema do desemprego dos prof de ed. física. O ensino precisa resert, precisa de gente séria que faça um pacto de regime para pôr o sistema a funcionar. Infelizmente foi dado ao bloco para se irem entretendo sem chatear muito.

  2. O grupo 910 é porreiro porque não se faz um caraças. Andamos a entreter os “meninos” sendo que grande parte dos miúdos nem se conseguem exprimir para denunciar as autenticas aberrações que são muitos dos setores da educação especial.

    A maioria dos que estão na educação especial foram para a área para fugirem a dar aulas (a turmas de 30 alunos) e, neste momento, é a grande porta para se arranjar um emprego no Ministério da Educação.

    Não vejo ninguém chocado com este assalto à educação especial por parte de OPORTUNISTAS (que mesmo sem qualquer vocação, sem perfil, sem conhecimentos) compraram uma especialização de 3 a 4 MESES para poderem Vincular no Grupo 910 ao Ministério.
    ,

      • docente910 on 6 de Julho de 2017 at 20:03
      • Responder

      Não se faz nada?? Malandros? Porque não experimenta? Não somos todos como o/a colega. Eu não falo para 30 e se apanhar apanhou! Sabe o que é apoio pedagógico personalizado e trabalhar competências específicas? Aberração é consigo. Não me confunda nem a quem está no 910 para trabalhar. É mil uma vez mais gratificante trabalhar com um aluno NEE do que docentes de faz de conta.

        • Fátima Carvalho on 6 de Julho de 2017 at 21:48
        • Responder

        Sei o que é apoio pedagógico personalizado e trabalhar competências específicas. Fi-lo para vários alunos sem apoio do docente dito especial. No momento da avaliação, e dentro das limitações dos alunos, a atribuição da avaliação 5 ou Sat. Bast. era mal vista. Nunca presenciei situações de insubordinação que me foram narradas sobre esses alunos. Há falta de sensibilidade e muita.

      1. .
        “apoio pedagógico personalizado”

        …………………..NUNCA ME RI TANTO….

        ……………..esta malta do 910 julga que anda tudo de olhos fechados….mas não andam e até os pais desses meninos já começam a conhecer quem são realmente os “pseudo-docentes” deste glorioso grupo….
        .

          • Maria on 6 de Julho de 2017 at 23:16

          Alguns do 910…Esses são iguais a alguns docentes de outros grupos que acabaram a faculdade e como não arranjaram emprego foram dar aulas…pedagogia ZERO e TEORIAS DE APRENDIZAGEM ZERO..Depois tiveram uma profissionalização de meses. E Isso nota-se!!! Diferenciação pedagógica nem sabem o que é e trabalhar sem manual escolar nem pensar!!!

          • Fátima Carvalho on 7 de Julho de 2017 at 15:03

          Concordo consigo.

      • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:14
      • Responder

      Qual é a sua solução para esses alunos? Pô-los fora da escola?

      1. A solução para os alunos devia existir sim. Os Professores de Educação Especial deviam ter uma sólida preparação para tal e passarem por um CRIVO MUITO APERTADO para aferir da sua competência para lidarem com crianças indefesas.

        A Educação Especial não devia ser um escape para um conjunto de CHICOS(AS) ESPERTOS(AS) arranjarem emprego como atualmente ou para fugirem a dar aulas a turmas de 30 alunos.

          • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:32

          O crivo devia ser tão apertado quanto o é para os restantes professores. Nisso estaremos de acordo. No entanto, não é o professor de educação especial que está mal, mas sim o processo de formação. Então, se assim é porque se ataca o professor de educação especial?

          • Fátima Carvalho on 7 de Julho de 2017 at 15:05

          Nem mais. Não me compete narrar-lhe situações surreais que demonstram a falta de preparação de muitos docentes deste grupo. Nem imagina Maria!!! A culpa é do ME, sem dúvida.

    • Moisés (o Profeta) on 6 de Julho de 2017 at 19:58
    • Responder

    Nesta vida o que é preciso é ter latosa.

    Que maravilha:

    “O diploma traduz uma grave desconsideração pelos professores de Educação Especial e consequentemente pelos alunos…”

    Eu diria…. GRAVÍSSIMA DESCONSIDERAÇÃO

    Certamente ainda desejam que o FORROBODÓ da chamada Educação Especial (grupo 910) vá mais longe, ou seja, desejam que o ESTADO (os CONTRIBUINTES) ainda faça mais despesa com malta que, na sua grande maioria, apenas anda a ENTRETER MENINOS.

    É como digo. ISTO ESTÁ A SAQUE.

    A DIVIDA PUBLICA é pequena e, portanto, há que AUMENTAR A DESPESA
    PUBLICA.
    .

      • pessoal docente on 6 de Julho de 2017 at 20:10
      • Responder

      Quem é este? Saiu de onde? E se o seu filho fosse NEE? Quem lhe vai valer?
      Está muito preocupado com a despesa pública. Tem medo que não chegue para o rendimento de inserção social? É que pago-me a mim mesmo….. Com os meus descontos. Lata? Não será sua?

        • Noemia on 6 de Julho de 2017 at 22:09
        • Responder

        Minha senhora 910, eu tirei o curso na Fernando Pessoa e sei muito bem como se tira a especialização na educação especial. Aquilo que foi dito….foi muito bem dito

        anda tudo a tirar (comprar) especializações rápidas no 910 porque é o que está a dar….

        também é verdade que é uma grande porta de entrada no sistema e que tem sido uma fuga a dar aulas a turmas de 30 alunos.

        tirar uma especialização em educação especial para o 910 faz-se em menos de 1 ano…são apenas uns meses e saímos de lá praticamente como entramos….sem saber nada

        • Monhe on 6 de Julho de 2017 at 22:18
        • Responder

        Vª. Exa deve ter mesmo queda para ajudar meninos NEE……ou será que a queda é outra?????…..

        Será que a queda é o dia 23 de cada mês e trabalhar o mínimo possível????

      • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:13
      • Responder

      Diria que sabem entreter bem, ao passo que outros nem isso sabem fazer, a não ser lançar foguetes ao ar.

        • Fátima Carvalho on 7 de Julho de 2017 at 15:08
        • Responder

        Há professores do EE que querem os meninos de CEI a tempo inteiro dentro da turma e eu até concordo. No entanto, estes docentes deveriam estar a apoiar os professores titulares, dentro da sala de aula, o que não fazem. Qd lhes pergunto de que padecem os alunos “E eu é que sei?” Vai ler o dossier. Francamente deplorável. Felizmente, há exceções.

    • maria on 6 de Julho de 2017 at 20:19
    • Responder

    Este diploma é mais do mesmo do 3, equipas educativas já existem, os professores não vão ser prejudicados.

      • MÁRIO Pacheco on 6 de Julho de 2017 at 20:25
      • Responder

      A conversa do costume: “isso já nós fazemos há anos” ou ” mais do mesmo” , expressões de quem atrofiou!….quando não é nada disso que se trata

        • Fátima Carvalho on 7 de Julho de 2017 at 15:13
        • Responder

        Estive numa escola em que a Unidade Especializada já era PLURAL, aberta a todos os que tinham dificuldades, com professores dinâmicos prontos a ajudar com palavras de esperança e incentivo. A única até hoje.

  3. A maioria dos professores de Educação Especial fugiram de um grupo de recrutamento por motivos pouco nobres! Quer seja depressão, esgotamento ou incapacidade em arranjar trabalho, tudo foram motivos para tirar uma especialização de meia dúzia de horas e cair na Educação Especial!

    Esse é que é o assunto que deveríamos estar a discutir! Esta trapalhada das colocações neste grupo!

    O resto, são pormenores insignificantes…

      • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:11
      • Responder

      O grupo 910 é tão questionável quanto outro qualquer. O problema dos professores é que acham sempre que a sua área é a melhor. Devia-se procurar refletir sobre o assunto com seriedade e não com estereótipos sobre as coisas. Se há necessidade de se repensar a formação exigida aos professores de educação especial, faça-se, mas não se pense que eles são menos formados e capazes que todos os outros para lidar com crianças que precisam de apoio específico ao nível das aprendizagens. Eles têm um curso base + especialização, e essa especialização é na área da educação especial, por isso quer queira quer não estão melhor preparados para lidar com esses alunos. Se há maus professores de educação especial, claro que há, tanto como os há de matemática, português ou outra área qualquer.

        • Fátima Carvalho on 7 de Julho de 2017 at 15:14
        • Responder

        Sem dúvida.

    • Fátima Carvalho on 6 de Julho de 2017 at 21:36
    • Responder

    O CNE( Conselho Nacional de Educação) , no seu relatório de 9 de junho de 2014, “Recomendação sobre Políticas Públicas de Educação Especial” diz o seguinte ”
    Docentes de educação especial
    No caso específico da formação dos/as docentes de educação especial, a qualidade da formação especializada, já referida em anteriores pareceres e recomendações do CNE como uma fragilidade, não tem registado melhorias
    significativas e indicia, na atualidade, riscos de degradação e de maior ineficiência. A profusão de cursos de educação especial, com qualidade diversa e, por vezes, duvidosa e sem qualquer regulação por parte da tutela, tem permitido o acesso ao sistema educativo de docentes que não estão preparados/as para intervir junto de crianças e jovens com NEE e que não dispõem do perfil necessário para esta missão. Em alguns casos, a apresentação a concurso em educação especial não decorre da escolha intencional de um percurso profissional, mas antes da possibilidade de obtenção de emprego ou de aproximação à residência, uma vez que os grupos de recrutamento de educação especial possibilitam maior facilidade na colocação de docentes. Esta questão é ainda mais relevante no presente momento, uma vez que a quase totalidade de crianças e jovens com NEE frequenta a escola. No entanto, mantém-se a carência de uma intervenção especializada de docentes e outros profissionais que reúnam competências e conhecimentos adequados, nomeadamente para a conceção e desenvolvimento de estratégias, metodologias e a mobilização de instrumentos de apoio educativo.
    Não estando claramente definido o perfil de competências das/os docentes de educação especial, o seu desempenho nas diversas escolas varia consoante a interpretação individual ou o entendimento das estruturas educativas, não sendo
    possível determinar um conjunto de procedimentos de base comum a todos os/as docentes de educação especial. “

      • Maria Serrana on 6 de Julho de 2017 at 22:20
      • Responder

      Reforme-se a formação, mas não se elimine a educação especial que é tão importante para alunos com necessidades de aprendizagem diferenciadas.

      • Maria on 6 de Julho de 2017 at 23:23
      • Responder

      Quando o Sr. Presidente do Conselho Nacional De Educação é a favor da utilização de um “termómetro” para avaliar as escolas de um país, com características e diferentes variáveis não lhe reconheço semelhante prestigio. Pois durante as suas apresentações, nunca conseguiu fundamentar a organização das nossas escolas e a fundamentação de tal avaliação, quando é o oposto do que as teorias da aprendizagens nos dizem e sem respeito pelo desenvolvimento humano.

    • Maria on 6 de Julho de 2017 at 22:55
    • Responder

    A Educação Especial é um departamento, como tantos outros, com bons e maus profissionais!
    O importante é não generalizar…mas, se afinal os lugares destes docentes são assim tão invejados e a formação desses docentes posta em causa, proponho que se candidatem para fazer a formação e avancem para o terreno…talvez mudem de opinião!!

      • Fátima Carvalho on 7 de Julho de 2017 at 15:20
      • Responder

      Não invejo estes lugares por não ter formação nem vocação para lidar com estas crianças, contudo as minhas atitudes diferem das ditas especializadas: é inadmissível reter estes alunos, não avaliá-los dentro das suas limitações, pô-los fora da sala de aula quando estão irrequietos e perturbam, puni-los como se fossem idênticos aos outros. Haja paciência!!!

    • INDUCAÇÃO ESPECHIAL on 6 de Julho de 2017 at 22:59
    • Responder


    Vou reforçar a INDUCAÇÃO ESPECHIAL com setôras espechiais e de pesuuuuuu…

    Estão a ver!…… esta aqui ao meu lado é da INDUCAÇÃO ESPECHIAL ou cheja é uma ESPEXIALIDADE….
    .
    https://ominho.pt/wp-content/uploads/2017/01/Tiago-Brandao-Rodrigues-visita-escolas-enquanto-Ministro-da-Educacao.jpg

    • Livresco on 7 de Julho de 2017 at 0:08
    • Responder

    Não há paciência.

      • Três Mosqueteiros on 7 de Julho de 2017 at 12:45
      • Responder

      .
      Não há é VERGONHA…..isso é que não há…..

      A bandalheira atingiu todos os limites do aceitável….

      Penso que as ASSOCIAÇÕES DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA tem que estar muito atentas a estes ARTISTAS DO 910 e DENUNCIAR tudo o que venha a COLIDIR COM OS DIREITOS desses meninos.
      .

    • Paula Marisa Costa on 7 de Julho de 2017 at 2:05
    • Responder

    Mas os comentários não deveriam ser construtivos, analisando, comentando e opinando sobre este diploma que está para debate público??? Para quê perder tempo a menosprezar profissionais, quando já se sabe que em todas as profissões há bons e maus? Eu estou a fazer uma análise escrita para enviar para o email fornecido, quero participar construtivamente. Não deveriam vocês fazer o mesmo? Mas que cultura do desdém, da crítica e ofensa a colegas que estão nas escolas pela mesma razão que nós… Eu sou docente do 1. Ciclo.

      • Fátima Carvalho on 7 de Julho de 2017 at 15:29
      • Responder

      Também já o fiz. Muito mais abrangente, apelando à responsabilidade de todos os agentes. O Centro de apoio à aprendizagem PLURAL, DINÂMICO…, parecem-me bem; e a EQUIPA MULTiDISCIPLINAR com docentes de várias áreas do saber também, o tempo de análise das situações muito mais célere céleres impedirá a retenção tão desejada…, etc. Só não concordo com a avaliação externa dos alunos com medidas seletivas. De qualquer modo farei mais duas leituras do documento com uma análise pessoal.

  4. É engraçado que um diploma economicista esteja em debate na altura de férias ou quase férias, onde os professores não se encontram para debater o mesmo!

      • Fátima Carvalho on 7 de Julho de 2017 at 15:29
      • Responder

      Já está de férias?

  5. O disposto nos arts. 9º/5, 10º/7 e 13º/6 revela uma única intenção economicista de racionalização de recursos custa de uma educação inclusiva que só se consegue com recursos técnicos especializados, ou seja, com os docentes de educação especial e não com os recursos humanos disponíveis na escola e que nada têm que ver com a área;

    Uma novidade pouco nova! Pelo menos no universo limitado que conheço! Há professores que estiveram muitos anos na Educação Especial, mas sairam depois de muitos anos de dedicação. Eu pessoalmente discordando dos mini cursos de especialização. Não tive a sorte de colegas com mais um ano ou dois do que eu, que se aposentaram, e aos 60 anos, preparo-me para enfrentar mais seis, provalvelmente como professor de apoio. Ora perante a lei nada tenho a ver com a área, mas não considero tabu ajudar alunos com NEE.

    Há também uma verdade maior sobre o tema, mas não vou desenvolver porque detesto polêmicas inúteis.

    • Maria Alice Caravelas on 7 de Julho de 2017 at 10:12
    • Responder

    Meus caros, a generalização não abona a favor de ninguém e a ignorância é inimiga da verdade. Como sabemos, nas escolas, há professores dedicados e aqueles que não o são, independentemente do grupo de recrutamento (GR) a que pertençam. A formação em Educação Especial, que alguns dizem insuficiente, deve ser complementada com a constante pesquisa, leitura, formação, com a capacidade de questionar, reconhecer lacunas… Tal como nos outros GR a experiência traz confiança e aperfeiçoamento de práticas. Ao invés de criticarem, articulem, perguntem, disponibilizem-se para aprender e compreender, ajudem e pensem nos alunos, pois muitos professores não sabem nem querem saber o que andam a fazer, por isso, por ignorar não deviam comentar (o mesmo se passa com muitos do 910). Dizer que um professor do 910 não faz nada é o mesmo que dizer que um professor do 300, 500, 400, ou outro, não faz nada. Tudo depende do professor, certo? Há muita coisa que poderia estar melhor (lei, professores, direções, pais, recursos materias…), mas não é impossível trabalhar com o que se tem desde que que haja bom senso, entreajuda, apoio mútuo e articulação. Utopia talvez…

      • Fátima Carvalho on 7 de Julho de 2017 at 15:31
      • Responder

      Nem mais.

    • piazzola on 7 de Julho de 2017 at 13:26
    • Responder

    Estes comentários só espelham a tendência de desvalorizar o trabalho alheio e valorizar o nosso próprio. Quanto a mim, assusta-me o desrespeito e desconsideração que mostramos uns pelos outros… Afinal o que andamos a fazer nas escolas? Não deve ser trabalho colaborativo mas sim lobbying! “só o meu grupo é que trabalha, só o nosso trabalho é importante, os outros andam a viver às nossas custas!” Tenham vergonha e parem de olhar para os vossos umbigos.

    Esta desvalorização institucional dos professores de EE vem abrir caminho para a contratação de técnicos, que não professores, e essa contratação futuramente ficará a cargo da câmaras. Isto é que nos deve assustar: a partidarização da EE e de todos os grupos de professores! Como já acontece com as AEC, que abrem caminho para o compadrio à custa da exploração de professores em início de carreira. A regionalização está na agenda e não pensemos que estamos a salvo, é o objetivo de muita gentinha conseguir controlar os professores das escolas! O concurso de professores tem muitas falhas mas os concursos de contratação para as câmaras são uma formalidade apenas para o papel.

    Por enquanto conseguimos ser independentes mas quando o nosso emprego depender de simpatias políticas isso vai acabar. Estamos apenas no início de todo esse processo…

  6. Sou Professor.
    Lecionei Filosofia durante 18 anos e estou a lecionar na Educação Especial há 5 anos, fiz a especialização para o grupo 910 há 7 anos, esta durou 9 meses de intenso trabalho individual e em grupo. Aprendi bastante e para ter 16 valores tive que trabalhar muito. Explicito que, atualmente, trabalho na EE porque gosto e quero e é neste grupo que vou vincular. Já agora elucido que reúno condicões para vincular em Filosofia também.
    Ao ler estes comentários a primeira coisa que vejo é ignorância sobre o que é a Educação Especial. Depois vejo sentimentos mesquinhos que não merecem ser comentados …
    No primeiro ano que trabalhei na EE vi-me numa sala de apoio da EE com 18 meninos com Currículo Específico Individual (CEI), raramente dava para estarem dois professores em simultâneo. Um numa cadeirinha de rodas que tinha que levar ao WC regularmente (não havia auxiliar), outro com 12 anos que usava fralda, que eu tinha que mudar, várias trissomias muito complicadas, paralisias cerebrais … Quase todos os dias trazia estes problemas para casa e continuava a trabalhar quando devia estar a dar apoio à minha família … Não foi fácil pensei várias vezes em desistir.
    O que nos define como sociedade não é o que fazemos com os meninos ditos “normais” (este conceito de norma é cultural), mas sim as condições de equidade que criamos para os meninos com necessidades educativas específicas.

    • Agnelo Figueiredo on 9 de Julho de 2017 at 3:04
    • Responder

    Este projeto de decreto é muito penalizador para os alunos com NEE.
    – Desvaloriza os professores de EE
    – Não quantifica o máximo de alunos em turmas com alunos com NEE
    – Atira para as escolas a pretensa autonomia de gerir a matéria DESDE QUE NÃO ENVOLVA CONTRATAÇÃO NEM AUMENTO DO NÚMERO DE TURMAS EM REDE.

    Tudo muito mau e perigoso.

    • Dina Almeia on 10 de Julho de 2017 at 18:19
    • Responder

    Concordo .
    O documento aproxima-se do velho 319.
    Exceto…Nas funções do professor de educação especial.É quase marginalizado do sistema ,como se fosse um incompetente.
    Houve um retocesso claro , por exemplo, na educação de surdos. O Artigo 15º ignora a educação de surdos, comete erros científicos , de inclusão e pedagógicos que já tinham sido ultrapassados.O surdo voltará a ser, como antigamente, aquando do 319 ( para não falar no antes), que o ignorava, discriminado dentro da turma regular. O intérprte de LGP não tem bagagem formativa para interpretar todos os conteúdos das diferentes disciplinas.
    Isto não passa deum postulado. Carece ser regulamentado. Não se percebe. Não é assertivo.Não é funcional. É academicista e economicista.
    A terminologia é vaga, enroupada do humanismo inclusivo. Há termos que não se justificam na nossa língua, nos nossos contextos de escola.
    Com uma cortina de inclusão, o documento pretende poupar nos cofres do estado e os alunos serão ainda mais excluídos.

    • Lourdes Antunes on 12 de Julho de 2017 at 14:54
    • Responder

    Arlindo, Moderador do Blog,
    Há comentários que valha-me Deus…
    Soam a inveja mas nem sei de quê…
    Será que estes “meninos”, digo professores, não tiraram licenciaturas, bacharelatos, …etc para um dia “fazerem” alguma coisa pela vida? Ou será que se acham no direito de avaliar os outros pelo trabalho que fazem? Qualquer um pode fazer uma especialização em educação especial, verdade? então estes meninos que o façam… Não era o ideal todos os grupos fazerem uma formação em Educação Especial para que assim não houvesse “inveja”? Vamos lá … Em vez de falarem do que não sabem melhor será que se apliquem e estudem…tirem especializações…sobretudo na Educação Especial…Não se esqueçam que para tal têm de ter uma licenciatura em qualquer área…depois ser docente com mais de cinco anos de experiência…depois ter uma boa nota, depois pertencer a um quadro de escola ou Qzp, depois concorrer para mudar de grupo… depois esperar…e ir parar a cascos de rolha…então? onde está a facilidade?
    Para concluir estes “meninos” ás vezes até escrevem bem… mas quando se trata da Educação Especial não chega ser só licenciado…tem de se ter o know-how e a coragem para mudar de grupo por gostar-se do que se faz!!

    • Maria Figueiredo on 30 de Outubro de 2017 at 9:56
    • Responder

    Centrar o processo de educação especial dos alunos nos docentes de educação especial e não no conselho de turma e respetivo diretor de turma, é uma boa medida de promoção para que os conselhos de turma se demitam do acompanhamento destes alunos e a segregação integrada ou integração segregada.
    Ao longo dos vários anos verifico que os docentes de educação especial desenvolvem frequentemente o papel dos diretores de turma e estes permitem e depois até o exigem na sua ignorância. Os Docentes de educação especial são extremamente importantes, mas não para desenvolver o papel dos restantes intervenientes e sim dar o suporte necessário e extremamente importante.
    Enquanto cada interveniente não desenvolver o seu papel, procurando COLABORAR na condução dos processos e não dominar a sua condução, sobrepondo-se aos restantes agentes educativos, como se uma guerra de egos se tratasse, nunca a educação especial e o acompanhamento dos alunos com necessidades educativas especiais será adequado.

  1. […]   O disposto nos arts. 9º/5, 10º/7 e 13º/6 revela uma única intenção economicista de racional… […]

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