Mai 18

Não Confirmo, Nem Desminto

… mas que os suplementos remuneratórios estão a ser revistos, estão, e não é para melhorá-los com certeza.

E o único projeto de lei que conheço sobre os suplementos remuneratórios está datado do dia 3 de Maio e encontra-se aqui.

 

Outra BOMBA que vai “abater” os professores que integram as Direções das Escolas  e Agrupamentos de Escolas: o GOVERNO prepara-se para anunciar (em breve), a  REDUÇÃO em 75%, do valor da remuneração (suplementar) que é atribuída aos  docentes que compõem essas direções de Escola. Ou seja: quem ganhava (como  suplemento) 300 euros, passará a ganhar A PARTIR DE SETEMBRO, cerca de 75 euros.  Esta notícia requer ainda confirmação, mas a minha fonte é (quase) SEGURA!!! 

Mário Ferreira

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Mai 18

Ferramentas – Cloud COPY

Já utilizam o COPY?

É um sistema de armazenamento e partilha de ficheiros na “nuvem” (cloud), do género da Cloud PT ou Dropbox. Atualmente dá de forma gratuita 15 Gb.

Um post no Twitter vale um extra de 2 Gb.

E o MELHOR… Cada amiga ou amigo meu que aceite este convite, registe-se e instale a pasta COPY no seu computador, aumenta 5Gb extra de espaço!

É simples: basta aceder a este link, registar-se no COPY, validar no vosso email a conta e instalar a aplicação que não é mais do que uma pasta onde podem colocar os vossos ficheiros e automaticamente ficam sincronizados na vossa conta online!

Mas é MESMO IMPORTANTE instalar a aplicação (sem riscos pois o que têm lá só vocês têm acesso e apenas se quiserem é que partilham) Conto com a vossa ajuda!

Acedam a este link para instalar o COPY ou podem usar algum dos links deixados na caixa de comentários deste post. (basta colocarem o link gerado em Learn about bonuses e em this referral form que tem este aspeto https://copy.com?r=XXXXXX)

Se quiserem ter espaço suficiente para os vossos Backups instalem este programa no Windows, no Linux ou no MacOS. Para instalarem no Android depois de o instalarem no PC ir a este Link ou através do Google Play.

A partir daqui acedem em qualquer lugar aos ficheiros que colocaram no COPY. (é excelente para organizarem as vossas fotografias e documentos)

 

copy

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Mai 18

Para Mais Logo no Colégio D. Leonor

Boa noite!
Venho por este meio relatar e denunciar mais uma iniciativa do Colégio Rainha D. Leonor   que atropela os direitos básicos do pessoal docente desta escola (o que infelizmente não é novidade no Grupo GPS)…
Este Sábado no colégio, tem lugar a iniciativa “CRDL ALIVE” , supostamente dinamizada por alunos do 12.º ano , com início previsto para as 22 horas e que terá o seu final às “10.00 horas” do dia seguinte…
Estarão a atuar bandas e DJ´s “All Night Long” , os alunos pagam 2€ de ingresso e os acompanhantes 4€ … fundos que reverterão para a organização do Baile de Gala  da Escola …até aqui nada de novo … porém aos professores desta escola, foram destinadas por escrito, pela Direção Pedagógica tarefas durante toda a noite , com escalas ou turnos de 2h de duração …
POR EXEMPLO das 2.30H às 4.30H / 4.30H às 6.30H, etc..
assim as tarefas de vigiar alunos no recinto escolar, zona de concertos, zona de tendas, controle das redes durante a noite (para evitar a entrada de bebidas e outros produtos menos aconselháveis) , quartos de banho. etc …será que esta situação pode passar despercebida … será que vale tudo  em prole do  marketing externo?
Qual a função dos professores afinal?
A escravatura já não pode passar despercebida. …Professores na tarefa de vigilantes noturnos… em turnos de duas horas, em pleno fim de semana!!!  Docentes que dificilmente arranjarão colocação no sistema público de ensino  e que sob coação e o terror do desemprego tudo fazem e a tudo se rebaixam … até quando?!!

Atenciosamente

 

CRDL ALIVE

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Mai 17

Consulta Nacional – FNE

CONSULTA NACIONAL AOS PROFESSORES E EDUCADORES PORTUGUESES

 

Estando em preparação um processo de decisão de ações de contestação e luta, pedimos que nos informe, até às 14:00 horas do dia 21 de maio 2013, sobre quais as formas que considera mais adequadas de combate às medidas que o Governo pretende impor.

*Obrigatório

A EDUCAÇÃO EM AÇÃO POR UM FUTURO MELHOR

PRECISAMOS DE OUTRAS POLÍTICAS
Qual ou quais as formas de contestação e luta que julga mais adequadas?
Votações Aqui.

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Mai 17

Da Subversão

… de interpretação, pelo simples facto dos exames do 4º, 6º e 9º ano se chamarem provas finais de ciclo.

Comentário colocado neste post, com sublinhados meus.

 

 

Tendo surgido dúvidas suscitadas por alguns professores classificadores sobre a aplicação do Despacho n.º 18060/2010, de 3 de Dezembro, relativo à constituição da Bolsa de Classificadores do Ensino Secundário, designadamente, invocando o n.º 5 do artigo 5.º do referido despacho, que reproduzo:

“Aos professores classificadores que durante o período destinado à classificação das provas tenham atribuídas funções lectivas apenas poderá ser atribuído um número máximo de 25 provas de exame por chamada/fase.”

vimos esclarecer o seguinte:

1. O Despacho n.º 18060/2010, de 3 de dezembro, estabelece as normas para a criação de uma bolsa de professores classificadores dos exames nacionais, e apenas se refere a exames nacionais;

2. Tendo em conta que, para o ensino básico, de acordo com o Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, a avaliação externa é efetuada através da realização de provas finais de ciclo, no 4.º, 6.º e 9.º anos de escolaridade, o despacho referido, por só se referir a exames nacionais, não se aplica de todo ao processo de classificação daquelas provas finais;

3. O processo de classificação das provas finais de ciclo efetua-se com uma bolsa de classificadores constituída pelo Júri Nacional de Exames, regulada pela Mensagem n.º 02/JNE/2013, de 19 de abril, no caso do 1.º ciclo, cujos critérios de seleção dos classificadores são substancialmente diferentes dos critérios utilizados para a constituição da bolsa de classificadores dos exames nacionais, estabelecidos no despacho em apreço;

4. Por outro lado, todo o processo de classificação estabelecido para a bolsa de classificadores criada para as provas finais do 1.º ciclo ao abrigo da Mensagem n.º 02/JNE/2013 é significativamente diferente do processo estabelecido para os exames nacionais;

5. Pelo exposto podemos referir que as normas estipuladas no Despacho n.º 18060/2010 não se podem aplicar, em caso algum, à bolsa de classificadores constituída para as provas finais do 1.º ciclo do ensino básico.

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Mai 17

Blogosfera – Incluso

Habilitação profissional para a docência em educação especial

 

 

Deixo também aqui a resposta da DGAE à necessidade dos docentes terem 5 anos de serviço para concorrerem à Educação Especial.

 

 

ESCLARECIMENTO DGAE EE

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Mai 17

Recomendações do Conselho Nacional de Educação

Recomendação n.º 3/2013

Recomendação sobre Políticas Públicas de Educação e Formação de Adultos

Preâmbulo

No uso das competências que por lei lhe são conferidas e nos termos regimentais, após apreciação do projeto de Recomendação elaborada pelos Conselheiros Carlos Alberto Chagas, Jorge Miguel Marques da Silva, José Luís Azevedo Presa e Maria Emília Brederode Santos, o Conselho Nacional de Educação, em reunião plenária de 24 de abril de 2013, deliberou aprovar o referido projeto, emitindo assim a sua primeira Recomendação no decurso do ano de 2013.

 

Recomendação n.º 4/2013

Recomendação sobre Formação Contínua de Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário

Preâmbulo

No uso das competências que por lei lhe são conferidas e nos termos regimentais, após apreciação do projeto de Recomendação elaborada pelos Conselheiros Almerindo Janela Afonso, Assunção Folque, Maria Arminda Bragança e Paulo Sucena, o Conselho Nacional de Educação, em reunião plenária de 24 de abril de 2013, deliberou aprovar o referido projeto, emitindo assim a sua segunda Recomendação no decurso do ano de 2013.

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Mai 17

Manifestação das AEC no Porto

Profissionais das Actividades de Enriquecimento Curricular contra propostas do Governo

 

Manifestação no Porto juntou duas centenas de professores contra a redução de horário imposta pelo Executivo.

 

aec

Foto retirada daqui

 

Mais de duas centenas de profissionais das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) manifestaram-se nesta quinta-feira junto à Câmara do Porto, no seguimento da proposta do Governo de alteração ao funcionamento destas actividades.

A principal modificação sugerida pelo Executivo e aprovada pela Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) prende-se com a atribuição de apenas cinco tempos semanais às actividades extracurriculares, por oposição aos 25 tempos por semana (no máximo) actuais.
Nuno Silva Gomes, um dos responsáveis pela manifestação, explicou que “esta é uma forma de demonstrar a insatisfação dos profissionais e uma tentativa de fazer o Governo mudar de ideia”.

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Mai 17

Posição da FNE Conhecida Terça Feira

O que é perfeitamente lógico já que o órgão que pode convocar uma Greve é o Secretariado Nacional e não os representantes na reunião do dia de ontem.

FNE convoca Secretariado Nacional extraordinário para apreciar ações de contestação  

 

 

A  Federação Nacional da Educação (FNE) convocou para a próxima  terça-feira, dia 21 de maio, pelas 14h30m, em Lisboa, uma reunião extraordinária do Secretariado Nacional, para apreciar as ações que, na reunião de associações sindicais de professores ocorrida no dia 16 de  maio, mereceram um amplo consenso.

Com efeito, a FNE  participou ontem numa reunião onde estiveram presentes várias  organizações sindicais de professores e que serviu para analisar a atual situação política, social e económica e debater a possibilidade de  ações convergentes entre os diversos sindicatos.

Face ao que ficou  decidido nesta reunião, a FNE revê-se na declaração conjunta, divulgada no final do encontro, a qual é claramente convergente com o conteúdo da resolução do Secretariado Nacional da FNE, reunido no passado dia 15 de  maio.

Entretanto, e com vista à apreciação das decisões tomadas na referida reunião de associações sindicais, o secretariado nacional da FNE reunirá na próxima terça-feira, após consulta aos sindicatos membros.

No final do Secretariado Nacional, que se prevê para as 18h00, será divulgada a respetiva resolução.

Porto, 17 de maio de 2013

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Mai 17

Divulgação – Pró-Ordem

Se a convergência vai neste caminho ainda chegamos ao dia 17 de Junho só com o Mário Nogueira em Greve.

POSIÇÃO DA PRÓ-ORDEM SOBRE A GREVE AOS EXAMES NACIONAIS

 

Em virtude de alguma comunicação social ter noticiado que a generalidade dos sindicatos de professores irá aderir à greve às avaliações e aos exames, a Pró-Ordem (Associação Sindical dos Professores Pró-Ordem) informa que, devido ao sectarismo do Secretário-Geral da Fenprof, não pôde estar presente na reunião de sindicatos realizada ontem à tarde em Lisboa.

Confrontado, ontem de manhã, com o facto de ter excluído a Pró-Ordem desta reunião, Mário Nogueira afirmou não ter gostado de um artigo que o Presidente da Pró-Ordem publicou há uns meses atrás, na página de opinião do jornal “Público”, e no qual criticava algumas práticas da Fenprof.

Por esta ordem de razões, a Pró-Ordem ainda não deliberou sobre a adesão ou não ao calendário de manifestações e greves agendadas pela Fenprof.

Num momento em que seria desejável a convergência e a unidade de todas as associações sindicais, é lamentável que a Fenprof continue igual a si própria, tenha imensa dificuldade em conviver com o direito à diferença, o debate livre e a crítica, típicos da Sociedade Aberta, e tenha excluído uma organização com base em “delito” de opinião.

Lisboa, 17 de maio de 2013

Pela Direção Nacional

O Presidente

Filipe do Paulo

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Mai 17

Comunicado Conjunto das Organizações Sindicais

Organizações sindicais de professores rejeitam atuais políticas e  medidas que o Governo pretende impor e decidem unir-se para lutar

 

As organizações sindicais de professores ASPL, FENPROF, FNE, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB e SPLIU reuniram-se em Lisboa a 16 de maio para analisarem a atual situação política, social e económica do país e as suas graves implicações na Educação.

 

Num momento marcado por uma contínua desvalorização da Escola Pública, uma acentuada degradação das condições de trabalho nas escolas E um enorme aumento da instabilidade e do desemprego dos professores é com forte preocupação que as organizações registam a intenção do governo de impor mais e mais graves medidas, tais como a aplicação da mobilidade especial aos professores já a partir do próximo mês de setembro, a possibilidade de despedimento de professores na sequência da cessação dos seus contratos de trabalho, o anunciado aumento do horário de trabalho para as 40 horas e a eventual eliminação das tabelas salariais que constam dos seus estatutos de carreira.

Acrescem estas medidas a outras como a imposição de muitas que se destinam unicamente à eliminação de horários de trabalho, de onde relevam a criação de mega-agrupamentos, o aumento do número de alunos por turma ou as alterações curriculares que entraram em vigor no presente ano letivo. Também os cortes orçamentais previstos para o funcionamento das escolas, a par dos que se repercutirão nos apoios sociais devidos aos alunos mereceram a reprovação destas organizações sindicais. Por fim, denunciam publicamente a intenção da AEEP de impor um novo contrato coletivo de trabalho (CCT) para os docentes do Ensino Particular e Cooperativo (EPC) que é um verdadeiro atentado à profissão de Professor e às suas condições de exercício profissional.

Face à situação vivida e ao seu anunciado agravamento, as organizações decidiram:

- Denunciar qualquer alteração ao ECD que não decorra de processos negociais efetivos a desenvolver em sede de Ministério da Educação e Ciência, rejeitando, assim, a estratégia do governo que passa por enviar propostas de Lei para a Assembleia da República e que são da autoria das Finanças;

- Solicitar reuniões às Confederações de Pais e suas federações distritais com o objetivo de debater a atual situação na Educação e encontrar formas comuns de intervenção;

- Dirigir-se a todas as associações de pais e associações de estudantes com o objetivo de expor a sua apreciação da atual situação e proporem tomadas de posição convergentes;

- Solicitar reuniões a todos os partidos políticos com representação parlamentar;

- Exigir, de imediato, ao governo a garantia de não aplicação da mobilidade especial e despedimentos, a manutenção do horário de trabalho nas 35 horas e o respeito pelos estatutos de carreira, incluindo no que respeita a remunerações;

- Repudiar veementemente as propostas de revisão do CCT do EPC que preveem um violento aumento dos horários de trabalho e uma redução salarial que chega a ultrapassar os 30%, entre outros aspetos propostos pela AEEP;

- Exigir também a aprovação de medidas que permitam dar resposta positiva ao grave problema do desemprego que afeta o setor dos professores e rejeitar qualquer alteração às condições previstas para a aposentação, assim como quaisquer medidas que impliquem a redução das pensões de aposentação;

- Convocar uma Manifestação Nacional de Professores, Educadores e Investigadores para 15 de junho, em Lisboa. Mereceu ainda amplo consenso a convocação de greve ao serviço de avaliações para os dias 11, 12, 13 e 14 de junho, bem como a convocação de Greve Nacional de Professores, Educadores e Investigadores Portugueses para 17 de junho.

As organizações manifestaram a sua total abertura ao diálogo e à negociação no sentido de serem encontradas soluções para os problemas que levaram a que tomassem estas decisões. Reafirmam a sua oposição às políticas e medidas a que estão a ser sujeitos a Educação em geral, a Escola Pública e todos os profissionais do setor, sejam do público ou do privado, e que põem em causa a qualidade do ensino, a igualdade de oportunidades de muitas crianças e jovens no que respeita ao acesso e sucesso escolar e educativo, bem como o futuro de muitos milhares de professores, educadores e investigadores.

As Organizações Sindicais de Professores 16/05/2013

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Mai 16

À Espera do Milagre

Só que o milagre da Nossa Senhora de Fátima já foi usado na 7ª avaliação da Troika e o milagre do Comboio foi usado na Cimeira Luso-Espanhola.

E assim de repente não me lembro de mais nenhum.

Como o costume, uma mensagem com um mail válido neste post para partilharmos o milagre dos 62 milhões de euros. :D

 

 

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Mai 16

Se Há Greve aos Exames

Então que se cumpram as previsões desta sondagem, que continua aberta a votações.

Porque uma coisa é um clique num PC, outra é a vida real e as desculpas de última hora. E se uma greve deste género tivesse 90% de adesão muito se podia evitar.

 

 

greveconcordo

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Mai 16

Carta aos Pais

Da Escola Secundária Francisco de Holanda, em Guimarães.

 

 

 

fh

 

 

Ex.mo Sr.

Encarregado de Educação:

 

Tendo em conta a gravidade da situação do país e, muito em particular, da Escola Pública, dirigimo-nos, deste modo, aos Pais e Encarregados de Educação.

 

Como é sabido, o Governo tem vindo a encetar uma série sucessiva de cortes nas funções do Estado e, em particular, na Escola Pública, visando, ao que dizem, equilibrar as contas públicas e diminuir a dívida do país.

 

No entanto, como também é público, não só a dívida global do país tem aumentado como também o défice, pese embora o crescente empobrecimento de funcionários públicos e pensionistas, não dá sinais de estabilizar. Em grande parte, a subida da dívida e a manutenção do défice nos valores atuais deve-se a que as políticas de austeridade têm conduzido a um brutal aumento do desemprego, e consequentes encargos sociais, e à diminuição do consumo em geral, fazendo diminuir, ao mesmo tempo, os resultados das coletas de impostos, em virtude da diminuição acentuada da atividade económica.

 

No entanto, o efeito destas políticas especificamente sobre a Escola Pública é ainda mais terrível. Tendo como objetivo a sua desestruturação, o Governo decidiu encetar na Educação uma série de políticas, das quais destacamos:

 

  • cortes nos apoios socioeconómicos às famílias (SASE, NEE, apoios escolares…);
  • aumento do preço dos manuais escolares;
  • aumento do custo dos passes de transportes escolares;
  • aumento do número de alunos por turma, até ao máximo de trinta;
  • aumento do horário de trabalho letivo dos professores, implicando a diminuição de aulas de apoio individualizado aos alunos;
  • aumento de número de turmas e de alunos por professor, que pode, em alguns casos, chegar a mais de 250 ou mesmo 300 alunos por professor;
  • diminuição do número de horas dos professores para receber as famílias dos alunos;
  • quase eliminação de horas no horário de trabalho dos professores para o trabalho individualizado ou não disciplinar com os alunos;
  • congelamento das carreiras e progressões profissionais dos professores, há pelo menos seis anos;
  • redução acentuada dos salários;
  • redução do número de funcionários auxiliares/administrativos.

 

Todas estas políticas, incluindo um novo e considerável aumento do horário de trabalho dos professores, nova redução de salarial, anunciado aumento das propinas dos alunos (espécie de taxas moderadoras da educação), das refeições escolares/bar/reprografia têm um único objetivo: reduzir o investimento na educação até um mínimo desprezível, permitindo o despedimento do máximo de professores e outros funcionários das escolas, abrindo espaço à privatização do ensino público e à sua transformação num negócio, transformando a Escola Pública numa escola exclusiva para pobres.

 

Claro que conhecemos uma certa argumentação segundo a qual o despedimento de professores tem diretamente a ver com a redução do número de alunos. Mas isso simplesmente não é verdade. O número de professores aposentados nos últimos anos tem sido verdadeiramente esmagador, compensando a relativa diminuição do número de alunos, para já não falar no enorme número de adultos e jovens adultos portugueses com baixíssimas qualificações que procuram as escolas portuguesas mas a que estas, pelos cortes produzidos, não são capazes de responder.

 

A Escola Pública está no centro da Democracia portuguesa. Ela é o seu mais poderoso instrumento de ascensão, mobilidade e igualdade social, tendo produzido as mais qualificadas gerações da história de Portugal, permitindo que os jovens de todas as classes sociais e níveis económicos pudessem aspirar a uma vida melhor. O que estas políticas do Governo pretendem é, pelo contrário, diminuir a capacidade de ação educacional e cívica da Escola Pública, entregando ao mercado e à competição económica a tarefa de qualificar os portugueses. Todos sabemos onde isso nos irá conduzir: à criação de uma sociedade com dois níveis: um para ricos e outro para pobres, sem espaço para a justiça e a igualdade social. A curto prazo é a própria democracia portuguesa que está em causa.

 

Todas estas políticas afetarão imediatamente as vidas de milhares de professores, muitos com dezenas de anos de serviço, conduzindo-as à pobreza, mas, logo a seguir, afetarão também profundamente todos os portugueses e a capacidade da Escola Pública para educar e formar as crianças e jovens, eliminando as suas perspetivas de um futuro com um mínimo de esperança e prosperidade.

 

Todas as posições que os professores venham a adotar visam defender a Escola Pública. Neste sentido, vimos apelar aos pais dos nossos alunos para que se ponham do nosso lado na defesa de uma educação de qualidade; sem um número mínimo de professores e condições profissionais, o seu trabalho será crescentemente difícil ou, até, uma triste impossibilidade, cujo preço final não deixará de ser pago pelos alunos das escolas portuguesas.

 

A defesa da Escola Pública e do trabalho, com qualidade, dos professores, é, afinal, a defesa das crianças e jovens de Portugal (vossos e nossos filhos), para os quais se exige a nossa mobilização e ação conjuntas.

 

Contamos consigo.

Os signatários do manifesto aprovado em plenário de professores em 8.05.2013

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Mai 16

Tomada de Posição, Escola BS Quinta das Flores, Coimbra

EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA

 
 
“A aposta na educação como garantia de futuro, mesmo em momento de crise, é uma das recomendações gerais inúmeras vezes reiterada pelo Conselho Nacional de Educação (…). Na situação atual, em que a crise económica e o aumento do desemprego são muito graves, a aposta na educação e qualificação deveria constituir uma prioridade, um modo de quebrar o isolamento e dar mais atenção às pessoas e ao desenvolvimento e valorização dos seus saberes. Contribuiria seguramente para combater o desânimo, sobretudo onde existam situações dramáticas do ponto de vista individual, familiar ou comunitário.

A aposta na educação em tempos de crise económica pode também ser a estratégia por excelência para a promoção da coesão social e construção de uma cidadania solidária, inclusivamente em domínios de urgência europeia e mundial, como sejam o desenvolvimento sustentável ou a resposta às exigências da globalização.” (Conselho Nacional de Educação (2012): Estado da Educação – Autonomia e Descentralização, CNE – Editorial do Ministério da Educação e Ciência, p. 10)

 

Em defesa de uma Escola Pública verdadeiramente inclusiva e de qualidade, pela valorização dos Professores e da sua dignidade enquanto profissionais e cidadãos que, com o seu trabalho, acrescentam valor à sociedade!

 

Norteados por estes princípios, os docentes da Escola Básica e Secundária Quinta das Flores, Coimbra, decidiram, em reunião de professores, alertar para a necessidade de combater a política educativa seguida pelo Ministério da Educação e Ciência, consubstanciada em medidas extremamente gravosas para a qualidade da educação pública, nomeadamente:

 

  1. A diminuição do investimento na educação (2009 – 5,9% do PIB; 2012 – 3,9% do PIB; média da OCDE – 6,2% do PIB);
  2. O elevado número de alunos por turma;
  3. A exigência de um mínimo de 20 alunos para funcionamento de disciplinas de opção;
  4. O elevado número de turmas, alunos e níveis por professor (com maior gravidade, nas disciplinas com menor carga letiva semanal);
  5. O não reconhecimento de todas as atividades pedagógicas desenvolvidas com os alunos como atividade letiva;
  6. A constituição de mega-agrupamentos;
  7. A criação de falsos horários zero, como resultado de medidas como as enunciadas anteriormente;
  8. A limitação da oferta curricular e formativa da escola (disciplinas de opção, cursos profissionais, etc.) aos recursos humanos e materiais existentes, coartando a liberdade de escolha dos alunos e condicionando a concretização do Projeto Educativo;
  9. A impossibilidade de formação de turmas mistas nas disciplinas de opção;
  10. A falta de resposta às necessidades permanentes, concretizada na não abertura de vagas a concurso coincidentes com as necessidades reais e permanentes das escolas;
  11. A exigência de trabalho aos professores que ultrapassa em muito as 35 horas semanais (investigação e atualização científico-pedagógica, preparação de aulas, elaboração de materiais, correção de trabalhos e portefólios, elaboração e correção de testes, avaliação de alunos, reuniões, atividades extracurriculares, preparação e participação em visitas de estudo, projetos, clubes, desempenho de cargos como o de direção de turma e de coordenação intermédia, trabalho burocrático, vigilância e classificação de exames…), não existindo nas escolas as condições necessárias para que todos os docentes desempenhem as funções que lhe são exigidas no seu local de trabalho;
  12. O anúncio do aumento do horário de trabalho dos professores de 35 para 40 horas (em 2012: média de 761 horas de trabalho em Portugal contra 704 horas da OCDE);
  13. O anunciado fim da redução da componente letiva (Artigo 79º do ECD);
  14. A municipalização do ensino;
  15. A criação de condições para a privatização do ensino;
  16. A continuação do financiamento de escolas particulares com contrato de associação quando, no mesmo espaço geográfico, existem escolas da rede pública com capacidade de resposta;
  17. A mobilidade especial / requalificação profissional;
  18. A ameaça de rescisões amigáveis, claramente lesivas para os funcionários;
  19. O congelamento de carreiras;
  20. O não reposicionamento na carreira dos diferentes professores tendo em conta o seu tempo de serviço.
  21. O aumento da idade da reforma, dado o desgaste físico e emocional inerente ao desempenho da profissão docente.

 

Perante esta política educativa, entendem os subscritores deste documento:

 

  1. Exigir uma revalorização da educação enquanto aposta estratégica fundamental para o futuro do país e o correspondente aumento do investimento.
  2. Exigir uma política educativa centrada na qualidade e que salvaguarde uma efetiva igualdade de oportunidades, o que só é possível com condições de trabalho que as medidas já tomadas e anunciadas de forma nenhuma favorecem.
  3. Exigir que todas as atividades pedagógicas desenvolvidas com os alunos sejam incluídas na componente letiva.
  4. Exigir uma adequada definição da rede escolar de modo a que, havendo capacidade de resposta por parte das escolas da rede pública, não sejam estabelecidos contratos de associação.
  5. Rejeitar em absoluto o aumento do horário de trabalho letivo e/ou não letivo dos professores, por ser incompatível com um trabalho docente digno e profissional, que exige um esforço físico, intelectual, emocional, de atualização científico-pedagógica e de acompanhamento pedagógico dos alunos.
  6. Rejeitar em absoluto a integração de qualquer professor na chamada mobilidade especial/requalificação profissional, por se considerar que não há professores a mais na escola. Pelo contrário, há professores a menos nos quadros para se poder dar uma resposta adequada às exigências colocadas pela especificidade dos diferentes alunos. (Ver estatísticas do relatório Estado da Educação – Autonomia e Descentralização, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação, de 2012, p. 101, fig. 3.4.3.).
  7. Apelar aos diferentes órgãos representativos do poder, sensibilizando-os para o desastre anunciado na Educação, caso prossiga esta política.
  8. Anunciar a disposição de recorrer ao Direito de Resistência previsto no artigo 21.º da Constituição da República, sempre que as medidas referidas ameacem pôr em causa direitos fundamentais.
  9. Adotar diferentes formas de luta que podem passar pela adesão a diferentes tipos de greve coincidentes ou não com períodos de avaliação e/ou exames e que incluam a greve de zelo.
  10. Suspender a realização de todas as atividades que dependam apenas da iniciativa dos professores.
  11. Enviar o presente documento ao MEC, à DGEstE, aos sindicatos, à comunicação social, ao Conselho Geral da Escola e ao Presidente da Associação de Pais.
  12. Divulgar ainda este documento junto de outras escolas.

 

Coimbra, 15 de maio de 2013

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Mai 16

O Disparate do Dia na Assembleia da República

… dos Verdes e do Fernando Negrão que vai ser agora votada.

E andamos nós a pagar a esta gente para fazer estas tristes figuras.

 

Não vale a pena dizer nada quando já foi quase tudo dito nestes dois posts.

 

Fernando Negrão, o cábula

 

Do Disparate

 

 

 

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Mai 16

Despacho 18060/2010

O Despacho 18060/2010, de 3 de Dezembro estabelece:
a) As regras de apresentação das propostas de docentes para o exercício da função de professor classificador dos exames nacionais dos ensinos básico e secundário;
b) As funções do professor classificador;
c) As condições de criação de uma bolsa de professores classificadores dos exames nacionais.

Sendo este o primeiro ano da realização do exame nacional do 4º ano as regras terão necessariamente de ser as mesmas que estão contidas neste despacho.

Assim, as funções a desempenhar pelo professor classificador são as constantes no artigo 5º e qualquer outra interpretação diferente por parte das escolas, do GAVE e do JNE deve ser motivo para reclamação.

Como os docentes do 4º ano ainda estão com componente letiva, o número máximo de provas que podem corrigir não deve ultrapassar as 25.

 

 

Artigo 5.º
Funções a desempenhar pelo professor classificador

1 — Ao professor classificador compete:
a) Classificar um máximo de 60 provas de exame por chamada/fase;
b) Participar nas reuniões de aferição de critérios de classificação com os supervisores, quando aplicável;
c) Cumprir as orientações determinadas pelo GAVE e pelo Júri Nacional de Exames.
2 — As funções mencionadas no número anterior integram o conteúdo funcional do docente, aprovado pelo Estatuto da Carreira Docente, não havendo lugar a qualquer remuneração adicional pelo exercício das mesmas.
3 — O docente que exerça a função de professor classificador é dispensado das tarefas não lectivas durante o período em que decorre a classificação. Este período tem início no dia de distribuição, nas escolas sede do agrupamento de exame, das provas de exame que vai classificar.
4 — O número de dias de dispensa das tarefas não lectivas para a classificação dos exames nacionais das diferentes disciplinas e para cada uma das chamadas/fases é definido anualmente através de despacho interno do membro do Governo responsável pela área da educação.
5 — Aos professores classificadores que durante o período destinado à classificação das provas tenham atribuídas funções lectivas apenas poderá ser atribuído um número máximo de 25 provas de exame por chamada/fase.

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Mai 16

Denúncia do Contrato Colectivo de Trabalho no Sector Privado

Pelos grupos privados que esfregam as mãos de contentes a olhar para tudo o que acontece no ensino público.

 

 

No setor privado, acaba de ser denunciado o Contrato Coletivo de Trabalho do setor, tendo sido apresentada uma proposta de novo CCT que aumenta o tempo de trabalho e reduz brutalmente os salários.

 

Retirado da Resolução do Secretariado Nacional da FNE, de 15 de Maio

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