Relato de uma Avaliação de Desempenho

Injustiças inqualific​áveis! Como é possível?

 

Boa tarde

 

Acabei de tomar conhecimento da minha classificação da avaliação de desempenho.

 

Não tenho qualquer reclamação a fazer a quem diretamente me avaliou que, julgo eu, ficou tão chocado como eu quando se apercebeu dos resultados. Tive uma classificação de 9,6 que se traduziu numa menção de BOM!

 

Na anterior avaliação obtive a menção Excelente, com uma classificação (quantitativa) até um pouco abaixo desta.

 

O que é que se alterou?

 

Eu até admitia esta menção de BOM se existissem muitos colegas com classificações superiores. Não foi esse o caso!

 

A causa foram os percentis!

 

O que se passou é que na avaliação anterior eu era apenas uma professora empenhada. Nesta avaliação continuei a ser uma professora ainda mais empenhada… Tão empenhada que fui nomeada coordenadora de departamento e, azar dos azares, se por milagre fossemos descongelados para o próximo ano, eu mudaria de escalão, logo fui obrigatoriamente avaliada.

 

Assim, além de todo o trabalho que sempre fiz como professora (apenas e só professora) e que me valeu a anterior menção de EXCELENTE:

– tive todo o trabalho extra como coordenadora de um grande departamento, função que tentei desempenhar com empenho total, conforme ficou traduzido na avaliação quantitativa;

– foi-me imposta a tarefa acrescida de avaliar três colegas.

– vou entrar oficialmente de férias e continuo a trabalhar, porque nunca fui de deixar tarefas por acabar e ainda há muito que fazer na escola.

 

Qual o resultado de tanto empenho e esforço?

 

Como no meu universo (coordenadores avaliados) somos apenas 2 professoras (igualmente competentes), não tenho acesso ao Excelente e ao Muito Bom!

 

Nem sequer faço questão de obter estas menções! Faço o meu trabalho como sempre fiz, mesmo quando esta avaliação não existia.

O que me revolta as entranhas é ser permitido tornar legal tamanha injustiça.

Como é possível?

 

– De que serviram as aulas assistidas (e que fui obrigada a ter, pois vou para o 3º escalão)?

Tenho a mesma menção que aqueles que as não tiveram.

 

– De que serviu ser empenhada e competente?

Fui nomeada coordenadora  e tive mais do dobro do trabalho, do desgaste ao longo do ano e das responsabilidades, para além de ter que avaliar colegas usando um modelo com o qual sempre descordei.

 

Pior ainda… fui esta semana novamente eleita pelos colegas de departamento para continuar a desempenhar o cargo de coordenadora. Já viram o azar?

Por este andar nunca mais terei uma menção superior a Bom!

 

Tenho que ser sincera: apesar do trabalho extra que implica, não deixei de sentir satisfação pelo reconhecimento de que até tinha feito um bom trabalho quando os colegas me escolheram novamente.

Mas agora, chego à conclusão que fiz tudo errado.

 

No próximo ciclo avaliativo:

– Não vale a pena ter aulas assistidas;

– Dou as minhas aulas e chega; dedico mais tempo à família.

– Ser coordenadora de departamento nem pensar – há que mostrar uma boa dose de incompetência para não me elegerem novamente.

 

Não estou, de modo algum, a querer dizer que sou melhor do que muitos dos outros colegas. Não é disso que se trata. Como disse atrás, não é a menção em si que me revolta, é a injustiça dum processo, que todos reconhecem.

Volto a frisar que não tenho qualquer reclamação a fazer relativamente a quem me avaliou nem queixar-me de falta de reconhecimento pelo meu trabalho, pelo contrário. Simplesmente foi obrigado a aplicar a lei.

 

Mesmo na minha escola, não sou o único caso. E quantos mais haverá…

 

Além da outra colega coordenadora que também foi avaliada, e que está no mesmo pacote que eu, dou outro exemplo:

 

– uma “simples professora” avaliada este ano, uma única, teve a pouca sorte de nomeada avaliadora e… o seu universo mudou por completo! Ao ser nomeada deixou de estar num universo de 26 professores (com a possibilidade de vários Muito Bom e Excelente) para passar a um universo solitário donde só ela faz parte e… puff! Muito Bom e Excelente não são mais que uma miragem!

Não sei qual foi a classificação que obteve, nem interessa, pois nunca passará do Bom, embora possa merece-lo muito mais do que outros.

 

Já viram como os azares acontecem?

Podia ter sido outra professora nomeada… mas foi ela (será por ser competente?)

Podiam existir várias avaliadoras a ser também avaliadas este ano… e as possibilidades de uma menção melhor era possível.

E até havia várias, éramos 3… mas duas tivemos o azar de ser nomeadas coordenadoras (será que também tem qualquer relação com competência?)

Podia precisar de ser avaliada noutro ano, em que maior número de professores avaliadores fosse avaliado… até porque vamos continuar congelados!

 

É esta a avaliação de professores que queremos? Ao sabor da sorte e do azar e não do verdadeiro valor que cada um tem?

 

Não sou sindicalizada nem nunca o fui, mas disse sempre NÃO a este modelo de avaliação e tentei combatê-lo até onde foi possível. Fiz as greves, fui às manifestações…

E vi, incrédula, professores e sindicatos a ceder! Ainda me custa acreditar como é que uma atrocidade destas se tornou real…legal!

Isto é igualdade de direitos? Onde que não a vejo?

 

Desculpem este texto tão extenso, talvez confuso, eu sei! É um desabafo que não consigo conter e tão turbulento que as ideias se confundem e as palavras se atropelam.

 

Escrevo para os autores dos blogs que mais consultámos (ao minuto) durante o período da greve às avaliações e que muito nos ajudaram a manter uma coesão que, pela primeira vez, me deixou um pouco orgulhosa da classe dos professores. Foram um permanente veículo de informação atualizada e foram a voz de muitos de nós, dando-nos a força necessária para continuar.

 

Assim, e porque não sei a quem mais me dirigir que o faça melhor que vós, peço-vos: tentem divulgar e alertar para estas injustiças que diariamente se praticam em nome da lei, contrariamente à consciência daqueles que nas escolas as têm que aplicar.

 

Para que muitos questionem: Como é isto possível? Como nos deixámos chegar a este ponto?

 

Creio que qualquer um que pare um pouco para refletir só poderá chegar a uma conclusão:

 

Isto tem que mudar!

Desabafo de uma professora num universo “com muito azar”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2013/07/relato-de-uma-avaliacao-de-desempenho/

93 comentários

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    • Raquel on 19 de Julho de 2013 at 18:40
    • Responder

    Colega, foi exatamente o que me acontecu há 2 anos. Mesmo assim, consegui passar de escalão antes do congelamento, o que já foi muito bom!

    • imho on 19 de Julho de 2013 at 18:49
    • Responder

    Colega,
    reclame! Apresente fundamentos objetivos. Veja o que de ilegal aconteceu no processo. Eu tb fiz o mesmo e ganhei contra quem me avaliou na minha escola. Força!

      • helder on 28 de Maio de 2019 at 17:04
      • Responder

      Pode facultar-me copia da reclamação, pois preciso de reclamar da minha avaliação mas não sei bem como fazer.

        • Anelia Gurova on 25 de Janeiro de 2021 at 14:07
        • Responder

        Boa tarde,
        pode ajudar-me, por favor na elaboração da reclamação relativamente à classificação obtida da ADD, uma vez que tem experiência? Muito obrigada
        Cumprimentos

          • Li Castro on 29 de Janeiro de 2021 at 18:07

          Boa tarde.

          Pode facultar-me copia da reclamação, pois preciso de reclamar da minha avaliação.
          Obrigada

      • maria on 1 de Agosto de 2019 at 15:23
      • Responder

      Boa tarde colega. Tive hoje conhecimento da minha avaliação e pretendo reclamar. Tem conhecimento de alguma minuta , algum exemplo ou alguém que me possa eventualmente ajudar? Obrigado

        • SANDRA MARIA ALVES CORREIA on 8 de Agosto de 2019 at 18:33
        • Responder

        Boa tarde Maria

        Estou na mesma situação que a colega, tive conhecimento da minha classificação e pretendo reclamar, pretendo manifestar o meu desagrado e tentar apresentar as injustiças que são cometidas todos os anos e pelos nossos colegas.
        Já conseguiu alguma minuta e obteve mais alguma informação relevante acerca do procedimento do ato “Reclamação”.
        Agradeço a ajuda e faço a extensão deste pedido a outros colegas que porventura estejam ou estiveram na mesma situação.

        Obrigado,
        Sandra Correia

          • Maria on 8 de Agosto de 2019 at 18:49

          Boa tarde
          A única minuta que tenho é uma retirado do SIPE. Estou a fazer a reclamação após consulta ao sindicato evocando todos os pontos que referi no relatório, todas as evidências.
          O feedback que tenho é que provavelmente não vai dar em nada , mas por uma questão de justiça tenho que o fazer.
          Exmo. Senhor Diretor Do Agrupamento de Escolas……
          Ao cuidado do Júri Especial de Recurso
          P.M.P./C.R.A.R
          ….., ….. de 2011
          ASSUNTO: Recurso apresentado da classificação final obtida na avaliação de desempenho.

          (::::::::::::::::::::::NOME:::::::::::::::::::::::), (a) do BI n.º ……., contribuinte fiscal n.º ………….., residente …………………………., quadro de nomeação definitiva do grupo de recrutamento de ……., em exercício de funções na Escola …. do Agrupamento de Escolas supra identificado, tendo sido notificado(a) em …. de ….. de 2011 do (resultado da avaliação final, da resposta à sua reclamação) na qual obteve a classificação final de INSUFICIENTE/ REGULAR/BOM/MUITO BOM, / da qual manteve a sua decisão no âmbito do preceituado nos art.º 24º do Decreto-Lei 2/2010, de 23 de Junho, vem tempestivamente, apresentar o seu RECURSO, pelos seguintes fundamentos:

          I – O Júri de avaliação decidiu avaliar-me com a classificação de ……
          (Os descritores a impugnar ou as contradições devem ser assinalados ponto a ponto, fazendo referência ao instrumento de registo, onde conste a classificação obtida e os motivos pelos quais deverá ser alterada)
          1.(…)

          2.(…)
          Pelo exposto, nestes termos, e nos mais de Direito aplicável, requer-se a V.ªs Ex.ªs que se dignem dar provimento ao presente recurso e consequentemente seja proferida decisão final de avaliação do desempenho, respeitante aos anos letivos ……/……., com a classificação global de BOM/MUITO BOM/EXCELENTE.

          Subscrevo-me apresentando os melhores cumprimentos,
          A Recorrente,
          __________________________________________

      • Clara Alves on 15 de Janeiro de 2021 at 10:23
      • Responder

      👍

      • Catarina on 6 de Fevereiro de 2021 at 13:18
      • Responder

      Boa tarde, colega
      Vivo uma situação semelhante à descrita e estou completamente indignada – agravado pelo facto de estar no 4.º escalão e assim ir para a lista nacional.
      Alguma sugestão? Alguma dica que me possa ajudar? Muito Obrigada

        • Maria Pedro Alves da Silvs on 26 de Novembro de 2021 at 18:15
        • Responder

        Boa tarde
        Consegiu a cópia da reclamaçāo? Pois preciso de reclamar a minha avaliaçāo.
        Se me puder enviar já preenchida agradecia.
        m601@sapo.pt
        Obrigadam

      • Elisabete Sanches on 15 de Fevereiro de 2021 at 17:42
      • Responder

      Olá,
      será que me pode dar indicação de como fazer a reclamação e onde? Obrigada

      • Celeste Rodrigues on 24 de Fevereiro de 2021 at 0:31
      • Responder

      Será que me pode facultar a reclamação que fez…

      Encontro-me na situação em que passei de uma classificação quantitativa de 9,45 para uma qualitativa de BOM.

      • Maria on 14 de Março de 2021 at 17:12
      • Responder

      Boa tarde
      Já reclamei e ficou e a classificação manteve-se, mas os argumentos usados não me convenceram, pelo que pretendo apresentar recurso.
      No Artº 25 refere que “No recurso o avaliado indica o seu árbitro e respetivos contactos” – tenho de indicar alguém que testemunhe a meu favor? É isso.
      Também nunca apresentei recuso, é muito diferente da reclamação?
      Alguém me pode ajudar?
      Obrigada.
      Conceição Martins

    • lili on 19 de Julho de 2013 at 18:56
    • Responder

    Reclame colega ….ACONTECEU-ME O MESMO HA 2 ANOS E NAO RECLAMEI E FICOU TUDO IGUAL….RECLAME ….

    • Manuela Lourenço on 19 de Julho de 2013 at 18:59
    • Responder

    O seu texto não está confuso… até parecia que estava a falar de mim… estamos todos no mesmo saco, esta avaliação fica ao sabor da sorte ou azar; não avalia nada e só tem como objetivo “cortar”, afunilar porque há cotas… Se se sentir com força deve reclamar e lutar! Eu não o fiz à 2 anos e desta tb não o farei… não por concordar mas por achar este processo todo MUITO DESGASTANTE e entender que tenho que valorizar o outro lado da vida. Sei que sou muito boa profissional (modéstia à parte) e que darei sempre o meu melhor aos meus alunos. Boas férias e boa sorte 🙂

    • Maria on 19 de Julho de 2013 at 19:01
    • Responder

    Colega, não baixe os braços, reclame e peça fundamentação.

    • prof on 19 de Julho de 2013 at 19:14
    • Responder

    Não posso deixar de abradecer ao autor deste blog e aos colegas que tão prontamente demonstraram a sua compreensão e apoio, partilhando as suas próprias experiências. Talvez não acreditem, mas deixaram-me de lágrimas nos olhos. Neste momento, sinto que este apoio, demonstrado por quem nem me conhece, vale muito mais que uma menção de Excelente!
    Quanto ao reclamar… eu nada tenho a reclamar com a minha escola. Eles cumpriram a lei e estavam sem saber o que me dizer. Foram os primeiros a dizer-me para procurar qualquer ponto na lei que permitisse uma alteração e, eu sei que era sincero.

    Esta avaliação é que está toda errada.

    Obrigada a todos.

      • Clara Alves on 15 de Janeiro de 2021 at 10:34
      • Responder

      Sim, isto está muito errado. Claro que é como alguém disse: o objetivo é cortar … de qualquer modo penso que há uma incorreção quando falou na colega avaliadora “única” naquele universo pois quando a aplicação dos percentuais no universo é inferior à unidade é sempre arredondado para a unidade, ou seja, a ser como diz, ela teria acesso ao muito bom ou excelente. Informe-se pois muitas vezes as escolas não conhecem a lei ou pior ainda, algumas conhecem mas querem aplicá-las conforme lhes convém. Pode ser o caso da sua escola… não sei mas sei que há escolas que “avaliam” o mérito dos amigos apenas… e os outros mesmo com excelente na avaliação externa são carne para canhão, alteram a avaliação interna por forma a obterem uma classificação que não caiba nos percentis do universo.

    • Maria on 19 de Julho de 2013 at 19:25
    • Responder

    Colega prof, é claro que tem todo o nosso apoio e empatia, não fique triste. 🙂 Boa sorte, que tudo lhe corra pelo melhor. 🙂

  1. Reclamar? “Não se pode” reclamar.

    A resposta que tive na direção do “meu” agrupamento é que é… a lei contra os 9,7 – BOM.

    Sou contratado há 15 anos!

  2. Esta avaliação é, e sempre foi, uma GRANDE TRETA. Sempre pensei (às vezes acontece-me) que o importante na avaliação do professor era a componente letiva, afinal venho a descobrir que há colegas SEM turma a serem melhores professores (com melhor classificação) que os outros. Por isso é que apenas me “candidato” a Bom (é o mínimo para não ser prejudicada). Com os meus alunos dou/faço o meu melhor “e mais além”, com os papéis/burocracias obrigatóri@s (sem qualquer utilidade para a minha vida prática) faço mínimo a que sou obrigada (e mesmo assim refilo).
    No meu grupo, ser coordenador de departamento é “um pincel”, ninguém quer, tenho a impressão que aquilo não é sinónimo de competência, aquilo é quase um castigo, dizemos sempre à colega que a achamos “a mais capaz” mas no fundo ficamos é contentes por não nos ter calhado a nós.

    1. Exatamente! Deixar a batata quente nos outros 😉

        • Alecrim Dourado on 24 de Junho de 2019 at 17:26
        • Responder

        Resumindo e concluído : a avaliação dos professores deve ser com base nas notas dos exames nacionais dos alunos. As injustiças desaparecem logo. Avaliar burocracia isso é outra conversa. Para professores : conversa mole.

        Bons resultados dos alunos em exames nacionais implicam boa nota ao professor que os preparou. Enquanto assim não for é a subjectividade em ação e injustiça nas classificações.

    • ferpin on 19 de Julho de 2013 at 19:43
    • Responder

    Este processo de avaliação é uma alarvidade em todos os aspectos.

    Salvo algumas excepções, o avaliador não faz ideia do que anda a fazer o avaliado e qual a qualidade do seu trabalho. Isto perverte qualquer processo de avaliação.
    Esse sistema das divisões e das quotas é mais uma. (No meu caso, já é a 3ª vez que sou avaliado por quem não faz ideia do que ando a fazer, e que nem sabe que chegue das minhas atividades para me avaliar. Como sabe que “sofro” de alguma consideração por parte da gestão e dos colegas deu-me boas notas. Penso aliás que todas as atividades de gestão deviam ser avaliadas diretamente pelo diretor ou sub-diretor, que é quem acompanha a atividade da maioria dos cargos)

    Mas a maneira como estão descritos os parâmetros de avaliação também torna impossível (ou quase) dar classificações acima de 9 na maioria dos parâmetros. Na minha escola qualquer avaliador que dê as notas lendo bem os parâmetros, dá 8 e qualquer coisa ao melhor trabalhador da escola.

    Porque não basta ter sido perfeito para ter 10. De 9 para cima é preciso ser mais inspirador que o obama, melhor gestor que o belmiro, melhor nas novas tecnologias que o bill gates, melhor pedagogo que o piaget, e por aí fora.
    Dou os parabéns à colega pelo 9,6.
    Na minha escola ninguém teve tal nota.

      • cristina magalhaes on 20 de Julho de 2013 at 1:13
      • Responder

      Na minha escola também é assim. Somos todos bons (infelizmente, também há os menos bons, ou se calhar mesmo maus) mas somos todos bons! Para se ser muito bom ou excelente isso é uma miragem que já quase ninguém ousa conseguir tal avaliação.

    • José Carlos Costa on 19 de Julho de 2013 at 19:50
    • Responder

    Colega,

    Aconteceu-me o mesmo na avaliação anterior! Era Coordenador de Departamento e como só podia haver um excelente, mesmo tendo 9,93 fiquei com 8,9 – Muito Bom! É este tipo de incoerências a que estamos sujeitos. E, quando dizem que não podemos ter todos excelente, o que dizer, quando na realidade as avaliações dizem precisamente o contrário! Por isso é que penso que têm vindo a brincar com a nossa vida!

    • Fernanda Maria Lobo Monteiro on 19 de Julho de 2013 at 19:55
    • Responder

    Colega como a entendo!!!
    Só que essa injustiça já vem há muito!!!!
    O “muito bom ou excelente” está em casa, na praia etc… a espera de ser convocado para algum serviço, e nós, oficialmente de férias, ainda estamos a trabalhar.
    Há colegas muito espertos que sabem utilizar a nossa vaidade em seu proveito. A colega só agora percebeu como é esta avaliação mas acredite há quem tenha percebido há muito tempo, por isso elegem…

    • PipaII on 19 de Julho de 2013 at 19:59
    • Responder

    Quem não tem turmas não pode ter aulas assistidas, logo não pode ter mais doque Bom.

    Pensava que os coordenadores eram nomeados pelo Diretor e não eleitos pelos colegas, mas se calhar ainda há escolas democráticas neste ponto.

    1. Os Coordenadores de Departamento são nomeados pelo diretor, mas os de área disciplinar são-no pelos colegas dessa área. A democracia fica a desejar. Claro está que o diretor nomeia quem lhe interessa e que vai sentar-se no C. Pedagógico…

        • Nuno coelho on 20 de Julho de 2013 at 10:17
        • Responder

        A Lei mudou no ano passado
        Agora o diretor propõem 3 nomes, que vão à votação.

          • Maria on 20 de Julho de 2013 at 12:54

          Extamente Nuno Coelho, na minha escola foi assim.Sempre é melhor do que a nomeação pura e dura.

          • Maria F on 21 de Julho de 2013 at 10:34

          Digamos que é uma democracia ao tempo de Sócrates, na Grécia antiga. “Propõe para votar”… isto cheira-me a democracia forçada.

      • Clara on 8 de Setembro de 2020 at 10:51
      • Responder

      Correção, colega: Quem não tem aulas assistidas não pode ter excelente mas pode ter muito bom!!!! É assim que está legislado!

    • prof on 19 de Julho de 2013 at 20:15
    • Responder

    Não é bem uma questão de democracia. Nestes últimos dois anos fui coordenadora nomeada pelo Diretor, mas as regras agora alteraram-se. O Diretor propõe três nomes, que obedecem a critérios definidos na legislação, e os colegas do departamento elegem um dos três.

    • Paulo Pereira on 19 de Julho de 2013 at 20:17
    • Responder

    Diretor inteligente nomeia professor A para cargo que não lhe permita ter nota excelente e assim liberta vaga para professor Y que e amigo pessoal!

    1. Exatamente

    • Maria Amorim on 19 de Julho de 2013 at 20:26
    • Responder

    Não é resposta ao texto acima, fá-lo-ei mais tarde, é só uma informação lida em educare.com

    Listas do concurso nacional de professores divulgadas na segunda-feira
    As listas de colocação de professores no concurso nacional que se realiza de quatro em quatro anos serão publicadas na segunda-feira pela Direção-Geral da Administração Escolar, disse hoje à agência Lusa fonte do MEC. (2013-07-19)

    • Jeremias on 19 de Julho de 2013 at 21:24
    • Responder

    srª professoras/es:
    vou contar tb o que aconteceu comigo. também fui coordenador e também eu sofri com essa coisa das quotas. há escolas em que os professores são (ou não) nomeados para determinados cargos tendo em conta a quota de Muito Bom e Excelente que há disponível. conheço quem foi nomeada coordenadora porque assim teria mais possibilidades de ter Muito Bom. o contrário tb aconteceu.
    há diretores/as (alguns/as, claro!) que são imensamente incompetentes, e hipócritas, pois favorecem quem diz “amen” a todas as suas ordens e penalizando quem não o faz.
    sim, é verdade que esta lei da avaliação docente é uma treta. mas também é verdade que há diretoras que ainda a tornam mais penalizadora, devido à sua ânsia de vingança e de fazer os outros sofrer.
    até quando teremos de aturar todos estes tiques de autoritarismo?

      • Jeremias on 19 de Julho de 2013 at 21:32
      • Responder

      só mais uma coisa: na escola onde leciono, foi decidido (pela diretora, claro!) que não haveria excelentes! havia quota, sim, mas ela, só ela, decidiu que ninguém ia ter excelente. quando, em reunião de sadd, lhe perguntaram porque tinha tomado essa decisão, respondeu “somos todos professores iguais”!
      se somos todos iguais, porque é que houve alguns bons e outros muito bons?
      siga…

        • Luis Vaz on 20 de Julho de 2013 at 9:42
        • Responder

        Que grande diretora!!!!!
        Sinta-se orgulhoso homem. É dirigido por uma pessoa sensata.
        Um professor excelente é um professor que é uma referência nacional para os seus pares. Eu não conheço nenhum. Apresentem-se por favor.

    • Rita Coimbra on 19 de Julho de 2013 at 22:03
    • Responder

    desde que entrou a ministra maria de lurdes…que desisti completamente da intituição escola…que é um poço de hipocrisia. Sejem é dedicados à vossa família o resto é história. Se querem emblemas de excelente e muito bom … bordem alguns e coloquem num quadro de parede. Acordem!

  3. Claro que é bom atirar para os outros a função de Coordenador…q. pincel! Trabalho q. não tem fim. Sei porque já fui apanhada …Façam para q. rode e não sempre os mesmos. Foi 1 boa trapalhada que criaram. E assim vai a ‘história’ do (des) ensino.

    • silvia leal on 19 de Julho de 2013 at 22:56
    • Responder

    Ok. É tal qual como eume sinto hoje, após ter recebido aminha avaliação: desiludida, desmotivada e desapontada. Afinal, todo o ano me empenhei, aliás como sempre, por dar o meu melhor, tanto com os alunos, como com todos os parceiros com quem trabalho diáriamente. Este ano foi particularmente desgastante, pois como professora com o 4º ano, o trabalho foi redobrado com os exames que decorreram, tendo ainda sido clasisficadora, Enfim, trabalhamos, horas e horas a fio e pela noite dentro e depois chegamos à conclusão que somos quase todos iguais… Não é que eu não goste de trabalhar, não, pelo contrário, gosto e muito do que faço, mas considero-me melhor do que “BOM” e doeu e muito ver essa classificação no papel, sem sabermos onde e em quê ainda temos que melhorar…
    Bjs à professora corajosa que escreveu e muito bem!

    • zeca on 19 de Julho de 2013 at 23:05
    • Responder

    a história está bem contada, um pouco longa e faço fé no que aí está transcrito.
    No entanto pergunto: como é que a avaliação anterior, com aulas assistidas, não contou?
    Se assim foi algo está mal na interpretação da legislação por parte da SADD. Parece-me que os dois itens com que foram avaliados os docentes com aulas assistidas (”preparação e organização de atividades letivas” e “realização de atividades letivas”) valem 60% de 70%, ou seja 42% da avaliação total. Não será assim?

    • Paulo on 19 de Julho de 2013 at 23:10
    • Responder

    Desagrada-me o fato de dizer que vai entrar em ferias e vai continuar a trabalhar. N percebe que n está a defender a nossa profissão ao fazê-lo?

    • Manuel Pereira on 19 de Julho de 2013 at 23:33
    • Responder

    Deixo aqui o meu caso: “crime”
    Em outubro de 2011 tive conhecimento da minha classificação de “muito bom” na ficha global de desempenho e assinei.
    No final do ano letivo em julho de 2012, precisei de consultar o meu registo biográfico, constatei que a minha avaliação tinha sido alterada para “bom”.
    Dirigi-me à direção e falei com o diretor e ele diz que me tinha dito verbalmente. É obvio que não, pois eu teria agido, e foi o que fiz logo de seguida. Este ainda diz: “mas quem é este para se achar muito bom!”
    Nesta situação não estive em pé de igualdade com os restantes colegas, pois poderia reclamar ou não.
    Fiz o que era devido em termos legais. Exposição para DRE, mas como houve mudanças na “casa” a resposta levou muito tempo e quando chegou foi: “processo arquivado”.
    Fui informado por advogados que era um caso de crime, pois tinha havido alteração de documento.
    Como diz Rita Coimbra, em cima, isto é tudo “um poço de hipocrisia e falsidade. Sejam dedicados aos vossos, o resto é história e sejam felizes… “

      • imho on 20 de Julho de 2013 at 10:10
      • Responder

      Devia ter seguido para a IGEC e Provedoria de justiça.

      • maria on 22 de Julho de 2013 at 16:11
      • Responder

      É grave o que descreve. Deveria ter continuado o processo para a IGEC e Provedoria da justiça. Nós, professores, temos a obrigação moral de denunciar estes casos de abuso/crime que existem nas escolas e lutar para que “toda esta palhaçada” termine o mais depressa possível.

    • Fatima on 19 de Julho de 2013 at 23:47
    • Responder

    Colega,
    estou exatamente na situação da sua colega que teve o azar de ser nomeada avaliadora. Fui-me atribuida a menção de muito bom mas…. de nada me valeu pois só podia ter bom porque não havia percentil.

    • Cristina Chabert on 19 de Julho de 2013 at 23:57
    • Responder

    Colega, para além de lhe sugerir o qur outros já o fizeram (reclamação) sugiro também que releia a legislação. Os muito bons deixaram de estar sujeitos a quotas. Portanto, devia, no mínimo, ter obtido esta classificação.

    1. Têm, têm! Os MB têm que estar no percentil 75.

  4. A avaliação enquanto não for totalmente externa é uma autêntica palhaçada….!

      • Professora e prima do Crato on 20 de Julho de 2013 at 10:44
      • Responder

      E se for externa, palhaçada irá ser.
      Ou julga que uma pessoa que o irá abordar 2/3 vezes num ano, ficará a conhecer o seu trbalho na escola? Duas aulas assistidas poderá, quando muito, dar para perceber a competência pedagógica básica. Nada mais do que isso.

      1. pois

  5. Mas quem está no 2º escalão pode avaliar os colegas?
    A legislação fala a partir do 4º escalão.

  6. E não só… mesmo para ser coordenadora de departamento tem de ser do 4.º escalão. Esta gente não lê o ECD…?

    • Olinda on 20 de Julho de 2013 at 1:40
    • Responder

    É verdade colega João, isto não passa de um embuste criado à custa dos profissionais da Educação para alimentar uns quantos lobies!! Atentado aos trabalhadores da Educação!!

  7. Este ano também me aconteceu o mesmo embora eu seja contratada… 9,31 – BOM… A única reclamação que tenho a fazer é do sistema e não de quem me avaliou, que ficou tão incrédula quanto eu, quando a informei da minha avaliação e a qual prontamente me disse “temos de reclamar”… Na realidade o que me interessa é mesmo que o meu trabalho seja reconhecido e reclamar para quê?? Para que alguém baixe a nota para eu subir??? Nã… Enfim, fiquei triste sim…

  8. b

  9. Cara colega, “Uma curiosidade”
    Classificação: 9,6 Menção qualitativa: Bom

    No fundamento da avaliação foi indicada a classificação do percentil 75 e/ou classificação do percentil 95?

    Foi indicado o critério de desempate?

    Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro
    a) Excelente se, cumulativamente, a classificação for igual ou superior ao percentil 95, não for inferior a 9 e o docente tiver tido aulas observadas;
    b) Muito Bom se, cumulativamente, a classificação for igual ou superior ao percentil 75, não for inferior a 8 e não tenha sido atribuída ao docente a menção Excelente;

    Critérios de desempate
    Quando, para os efeitos previstos no artigo anterior, for necessário proceder ao desempate entre docentes com a mesma classificação final na avaliação do desempenho relevam, sucessivamente, os seguintes critérios:
    a) A classificação obtida na dimensão científica e pedagógica;
    b) A classificação obtida na dimensão participação na escola e relação com a comunidade;
    c) A classificação obtida na dimensão formação contínua e desenvolvimento profissional;
    d) A graduação profissional calculada nos termos do artigo 14.º do Decreto -Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, alterado pelo Decreto -Lei n.º 51/2009, de 27 de Fevereiro;
    e) O tempo de serviço em exercício de funções públicas.

    Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro
    Artigo 35.º
    Conteúdo funcional

    4 — As funções de coordenação, orientação, supervisão pedagógica e avaliação do desempenho são reservadas aos docentes posicionados no 4.º escalão ou superior, detentores, preferencialmente, de formação especializada.
    5 — Em casos excepcionais devidamente fundamentados, os docentes posicionados no 3.º escalão podem exercer as funções referidas no número anterior desde que detentores de formação especializada.
    6 — Os docentes dos dois últimos escalões da carreira, desde que detentores de formação especializada, podem candidatar -se, com possibilidade de renúncia a produzir efeitos no termo de cada ano escolar, a uma especialização funcional para o exercício exclusivo ou predominante das
    funções de supervisão pedagógica, gestão da formação, desenvolvimento curricular, avaliação do desempenho e administração escolar, em termos a definir por portaria do membro do Governo responsável pela área da educação.
    7 — As funções previstas no n.º 4 são atribuídas prioritariamente aos docentes referidos no número anterior.

    É nosso entendimento que houve erro processual, pois um docente posicionado no 2º escalão não pode ser coordenador de departamento….

  10. Custa a crer como ainda há quem considere que a menção da avaliação corresponde a qualquer coisa que dignifique o que fez! Na docência ou em qualquer outra profissão.

    Mais, não há quotas, há percentis mesmo para os MB.

  11. Trabalhe malandra ou pensa que só voce é que faz algumas coisas? Quem deu o pes? Isso sim minha menina

      • Maria on 20 de Julho de 2013 at 13:02
      • Responder

      Que desagradável, Pirex! Chamar “malandra” à colega? Conhece-a, porventura? Francamente! Ponha-se de bem e deixe os outros em paz.

    • António on 20 de Julho de 2013 at 17:55
    • Responder

    Cara colega,

    só agora é que percebeu que esta avaliação é uma treta? Tem andado um pouco distraída.

    • Frederico Gastao on 20 de Julho de 2013 at 20:44
    • Responder

    A situação da colega é a que afeta a maior parte dos professores do 2º, 4º e 6º escalões. A legilação diz que estes professores têm de ter muito bom ou excelente (e para isso têm de ter aulas observadas) para não estar sujeitos a vagas na progressão da carreira (em caso de descongelamento). O problema é que, mesmo que o professor obtenha merecidamente excelente ou muito bom por parte do seu avaliador, as quotas dadas à escola que são extremamente reduzidas fazem com que tenha de lhe ser atribuída a nota de bom. Assim se em 10 “muito bom” houver lugar para apenas três “muito bom” , os sete que tenham a classificação quantitativamente inferior descem para muito bom. E há professores com excelente que também descem para bom. Eu bem sei que nem todos os professores são muito bons. Mas numa escola onde num determinado momento 20 professores concorrem para o Excelente ou o muito bom, só haver lugar para um excelente e dois ou três muito bom, acho que dá lugar a injustiças. Tendo em conta isto, não consigo perceber como é que os sindicatos não lutam contra este modelo de avaliação. Penso que esta situação devia ser denunciada pelos sindicatos no tribunal constitucional ou mesmo no tribunal europeu porque:

    – Não valoriza realmente o mérito dos professores. Pelo contrário, humilha-os e rebaixa-os ao administrativamente contrariar o valor que lhes foi reconhecido pelos seus avaliadores.
    – É discriminatório, ao sujeitar os professores a vagas na progressão da carreira e ao impor-lhe condições mais difíceis do que outros escalões.

    Podia objetar-se dizendo que todos os professores que iniciam a sua carreira vão estar sujeitos a estas regras, estando todos a ser tratados numa situação de igualdade. Esta objeção seria válida se este modelo se tivesse aplicado apenas aos professores que estivessem a iniciar a carreira. Mas não é o caso.

      • Frederico Gastao on 20 de Julho de 2013 at 20:47
      • Responder

      Nas linhas 6 e 7 deve ler-se: “descem para bom”

  12. Reclame…exija a fundamentação! Na minha ultima avaliação reclamei e a escola não me deu razão (pois eles faziam tudo tão bem feito!!!). Avancei com um recurso… a coisa ficou feita para o lado da escola… e para não haver mais barraca (sim…porque superiormente a dada altura começaram a ver que a coisa estava a ficar muito feia), acabei por ganhar o recurso com os votos todos favoráveis!(superiormente também não estavam com vontade…mas as evidências que apresentei eram demasiado evidentes…) Caso tivesse perdido o recurso, já estava tudo preparado para avançar e ia para Tribunal! É duro, deixa-nos muito cansados… mas à coisas que não pudemos deixar passar em branco. Agora, avançar ou não, tudo depende na “moça” que estas coisas nos fazem…

      • Ana Paula Fernandes Vicente on 7 de Janeiro de 2021 at 23:03
      • Responder

      Colega, encontro – me neste momento na mesma situação. Quero reclamar e ir até às últimas consequências. Esta mensagem é de 2013, mas se tiver acesso à mensagem em tempo útil, solicitava o contacto para o mail wic. ariane@gmail.com. Agradecida

      • Anabela de Fátima Moz Alves Monteiro on 1 de Fevereiro de 2021 at 19:13
      • Responder

      Colega, será que pode facultar-me copia da reclamação, pois preciso de reclamar da minha avaliação mas não sei bem como fazer.
      Quero reclamar e ir até às últimas consequências. Esta mensagem é de 2013, mas se tiver acesso à mensagem em tempo útil, solicitava o contacto para o mail afmozam@gmail.com . Agradecida

      • Cistina on 2 de Fevereiro de 2021 at 14:47
      • Responder

      Colega, será que também poderia facultar-me cópia da reclamação, pois sou mais uma docente que precisa de reclamar da minha avaliação e não sei como proceder.
      Quero reclamar e esgotar todas as instâncias, porque sinto-me prejudicada, para não dizer insultada. Sei que a sua msg é de 2013 mas se ler esta msg pedia-lhe encarecidamente que me contactasse para o mail crislopescosta@gmail.com.
      Os meus melhores cumprimentos

      • Natália Vaz on 10 de Fevereiro de 2021 at 17:29
      • Responder

      Boa tarde, colega
      Será que também poderia facultar-me cópia da reclamação, pois sou mais uma docente que precisa de reclamar da minha avaliação e não sei como proceder.
      Quero reclamar e esgotar todas as instâncias, porque sinto-me prejudicada, para não dizer insultada.
      Sei que a sua msg é de 2013 mas se ler esta msg pedia-lhe encarecidamente que me contactasse para o mail natalia.vaz.ribeiro@gmail.com.
      Os meus melhores cumprimentos

      • Nélia Gregório on 13 de Fevereiro de 2021 at 1:00
      • Responder

      Boa noite colega
      Este ano fui uma das contempladas a ingressar a lista nacional. Fiquei no 4º escalão com uma classificação de 9,19.
      Queria reclamar, mas sinto-me esgotada e desanimada. Agradecia se me pudesse facultar a minuta da sua reclamação.
      neliagregorio4@gmail.com
      Obrigada

    1. Bom dia colega,
      Recebi hoje a minha avaliação e encontro-me na mesma situação. Fiquei sem palavras, em choque, pois têm sido dois anos muito trabalhosos e por causa da “aplicação das percentagens” acabei por ter bom, não podendo avançar para o 5º escalão. Encontro-me a redigir a minha reclamação. Nunca o fiz. Será que poderia disponibilizar a sua reclamação para poder ter uma base de apoio? Agradeço desde já a atenção.

  13. Nota: 6 linha, deve ler-se “mas há coisas”, em vez de “mas à coisas” 🙂 uuupppsssssssss

    • PIREX-VINTAGE on 21 de Julho de 2013 at 0:04
    • Responder

    MALANDRA VAI MAS É PREPARAR AS AULAS QUE ÉS PAGA PARA ISSO

    • Frederico Gastao on 21 de Julho de 2013 at 1:19
    • Responder

    Não se trata de reclamar. Se houver colegas com classificação superior a nós dentro do excelente, ou do muito bom temos de descer para o patamar abaixo, por causa das quotas. A diferença de classificação é o primeiro critério. os outros só funcionam em caso de empate na classificação. Em princípio o júri aceita a classificação dos avaliadores. Então, nas aulas observadas, cuja classificação tem um peso de 70% o júri não tem voto na matéria.
    Isto é um caso para o tribunal consitucional ou para o tribunal europeu.

      • maria martins on 21 de Julho de 2013 at 10:46
      • Responder

      70% de 60% da dimensão científica e pedagógica

        • Frederico Gastao on 21 de Julho de 2013 at 12:38
        • Responder

        certo

  14. Como me parece óbvio coisas deste género já aconteceram a todos nós. Também tive avaliação quantitativa para excelente e depois ficou no muito bom. Tanto me faz. Até disse ao meu avaliador que não era excelente e que daquilo que conheço dos professores que tiveram um excelente real, daqueles a sério, com dossiers cheios de florzinhas, que ficaria bastante sentida se me colocassem no mesmo grupo. De resto para que é que isto tudo serve? Só se for para o ego do pessoal que gosta de embandeirar em arco o que faz e o que diz que faz. Estamos congelados até ao dia de são nunca. Eu estou a ser avaliada para passar para o 4º a ainda não cheguei ao terceiro… Por favor… o meu relatório de desempenho é igual desde sempre. Mudam as turmas, os cargos e as ações de formação. Nunca preparei uma aula especial para ser assistida e recuso-me a fazê-lo. Obviamente que tudo o que a colega faz eu também (excepto, claro, trabalhar em férias…) mas porque é a minha obrigação. Isso não é excelente… é normal. O reconhecimento que tenho do meu trabalho não está na avaliação docente que é inflacionada como nunca foi. Todos temos notas para excelente…Trabalho como trabalho pela boa relação com colegas, com alunos, com a direção, comigo própria, e, claro está, pelo vasto ordenado que recebo. O resto são tretas.

    1. concordo

    • maria martins on 21 de Julho de 2013 at 11:06
    • Responder

    Colega, se a classificação desceu para o bom foi exatamente por haver outros docentes com classificação superior ou igual a 8 e acima percentil 75. A ser este o caso, e a colega ter descido de um 9,7, significa que há muitos docentes com classificação superior. Não estará tudo demasiado inflacionado??!!

      • Frederico Gastao on 21 de Julho de 2013 at 12:36
      • Responder

      É claro que está inflacionado. É difícil traduzir num número o trabalho de um professor. Eu posso conseguir aperceber-me se o seu trabalho é muito bom ou excelente. Mas escolher a nota exata que define esse professor é difícil. Por isso, dentro do muito bom ou do excelente há avaliadores que procuram dar aos seus avaliados a classificação mais alta possível para que não corram o risco de vir a descer. O problema disto tudo é o número reduzidíssimo de quotas existentes nas escolas. Este modelo de avaliação é discriminatório, trata as pessoas de forma desigual. Um professor é considerado realmente muito bom por quem tem competência para o fazer e a máquina administrativa espeta-lhe com um bom. Quem se trama são os professores do 2º, 4º e 6º escalão que na progressão estão sujeitos a vagas, se não tiverem muito bom ou excelente.

        • Clara on 8 de Setembro de 2020 at 11:08
        • Responder

        Correção, colega:
        no 2º escalão não estão sujeitos a vagas para progredir; têm apenas aulas assistidas obrigatoriamente! Mas se tiverem Bom na ADD, progridem na mesma ao 3º escalão!

    • Lília Afonso on 21 de Julho de 2013 at 13:11
    • Responder

    Mas será que a ADD ainda surpreende alguém? Quem consegue vislumbrar nesta ADD um pingo de coerência? Só se for o MST..
    .Há docentes que não progrediram em 2010 por não terem sido estabelecidas vagas para acesso aos 5.º e 7.º escalões, apesar das aulas assistidas e da obtenção da menção de Excelente nesse ciclo avaliativo. Essa progressão foi possível para todos os que obtiveram as menções qualitativas de Muito Bom ou Excelente na avaliação referente ao biénio 2007/2009, quando essa consequência nem sequer estava prevista à data de encerramento daquele ciclo, apenas surgindo após a publicação do Decreto-Lei n.º 75/2010, de 23 de Junho. Quem completou o tempo de serviço exigido em Janeiro, Fevereiro, Março, Abril ou Maio de 2010 e se encontrava no 4º ou 6º escalão, mudou para o 5ºou 7º apenas com uma avaliação intercalar; a partir daí até Dezembro as aulas assistidas são obrigatórias e, pasme-se(!) para que servem as aulas se afinal é a avaliação do biénio anterior que conta para a progressão? Aquela avaliação que todos sabemos que não valorizou mérito nenhum, que foi uma aberração do princípio ao fim…e que previa a obtenção de Bom para a progressão…

    • António on 21 de Julho de 2013 at 22:59
    • Responder

    Confesso que estas histórias me deixam perplexo: Essa diretora não conhece a lei? E os avaliados que aqui têm referido situações análogas também não?
    Mesmo que no universo de Coordenadores só haja 1 a ser avaliado, pode ter qualquer classificação.
    Com efeito, o nº 7 do artº 3º do Despacho 12567/2012 refere:
    “Sempre que da aplicação do n.º 3 a cada um dos universos a que se refere o n.º 1 resultar um valor inferior à unidade é garantido o acesso a uma menção de Excelente ou de Muito Bom, desde que respeitado o limite imposto no n.º 6.”
    Logo, a justificação não pega! A Diretora (ou a SADD) é que não quis atribuir uma das menções a uma das Coordenadoras e utilizou esse subterfúgio.
    Caros colegas professores!
    A avaliação é uma nódoa, mas temos que a fazer nos termos da lei. E isto implica fazer valer os direitos de todos e não embarcar em contos de fadas. Porque todos somos obrigados a conhecer a lei.
    A colega ficou prejudicada porque não a conhece? Ou porque foi ingénua?

      • Frederico Gastao on 22 de Julho de 2013 at 17:06
      • Responder

      A colega foi prejudicada porque quer conheça ou desconheça a lei será sempre prejudicada. A lei foi feita para prejudicar.

      • Clara on 8 de Setembro de 2020 at 11:11
      • Responder

      VERDADE!

    • Susana Ferreira N. on 21 de Julho de 2014 at 15:53
    • Responder

    Estive a ler este mail, compreendo-a, também me sinto injustiçada com o que me aconteceu a mim, mas sou simplesmente contratada e, mesmo assim, “revolveu-me as entranhas”…
    De facto, quase tudo nas nossas escolas cada vez mais são simulacros!!! Definitivamente!!! É tudo a fingir… a eleição dos coordenadores é a fingir (porque nos pedem assim que chegamos que façamos a eleição da pessoa tal, ficando depois em ata que foi unânime a referida votação e eleição)…. algumas supostas reuniões são também a fingir…e a avaliação é só mais uma pedrada no charco.

    Sou contratada, sempre tive Muito Bom (apesar de também ter tido 9,5, mas como não há Excelente para os contratados (que sabe Deus trabalham bem mais do que alguns efetivos…)), e tive Excelente há três anos atrás quando pude pedir aulas assistidas…mas este ano tive um 8,5 BOM…quando vejo colegas que nem o item da formação contínua preencheram porque simplesmente não fizeram qualquer tipo de formação…”Não somos obrigadas!. dizem) Pois, eu também não sou obrigada, mas fui formanda em 2 oficinas, fui formadora de uma associação de professores e fiz 1 ano curricular de mestrado…mas faço-o porque quero, porque gosto, porque aprendo imenso e porque observo as alterações que vou fazendo na minha prática e na dinâmica do meu trabalho com as crianças e isso é MUITO GRATIFICANTE!!!
    Não sou Coordenadora nem quero ser, mas no meu agrupamento a COORDENADORA DO PRÉ-ESCOLAR tem MUITO BOM!!! Sempre!!! Porquê? Vá-se lá saber…Compadrio…e do bom, porque desde que lá está que tem sido sempre assim, apesar de os coordenadores não poderem ter…mas afinal, alguns têm…
    Talvez eu seja muito ingénua mas às vezes pergunto: “Quando é que o M E C decide fazer uma avaliação como deve ser, com pessoas externas às escolas que não conheçam os docentes de lado nenhum??? Que não sejam seus amigos e que, efetivamente, olhem para a prática de cada um de nós???Para os instrumentos que utilizamos, para os projetos que realizamos com os nossos grupos…
    Entretanto, como em tantas outras coisas, continuaremos a viver mais um simulacro, o da avaliação, mais um do que os que diariamente se vivem nas nossas escolas…e é pena. Muita pena!
    Continuamos a não premiar o mérito…

    • Regina Almeida on 24 de Agosto de 2019 at 22:14
    • Responder

    Esta avaliação é mesmo uma treta. Somos avaliados por colegas de outros grupos que não têm a menor ideia das nossas competências científicas e pedagógicas.
    É triste dizerem-nos que desenvolvemos muito mais atividades e projetos mas que tivemos uma avaliação inferior…
    Será melhor passar a dar apenas as nossas aulas, esquecer as atividades de flexibilidade e outras tretas porque nada é tido em conta.
    É mesmo triste quando dispõem de nós para fazermos avaliação externa, correção de exames, darmos formação não remunerada, desenvolvermos projetos… e no final somos avaliados com um mísero bom…

    • Anabela de Fátima Moz Alves Monteiro on 1 de Fevereiro de 2021 at 19:14
    • Responder

    Quero reclamar e ir até às últimas consequências. Esta mensagem é de 2013, mas se tiver acesso à mensagem em tempo útil, solicitava o contacto para o mail afmozam@gmail.com . Agradecida

    • Maria on 14 de Março de 2021 at 17:13
    • Responder

    Boa tarde
    Já reclamei e a classificação manteve-se, mas os argumentos usados não me convenceram, pelo que pretendo apresentar recurso.
    No Artº 25 refere que “No recurso o avaliado indica o seu árbitro e respetivos contactos” – tenho de indicar alguém que testemunhe a meu favor? É isso.
    Também nunca apresentei recuso, é muito diferente da reclamação?
    Alguém me pode ajudar?
    Obrigada.
    Conceição Martins

  15. por esse caminho ainda chega a ministro – 6 anos sem fazer nada, sim, os alunos não aprenderam nada

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