Sei que este retrato é extensivo a tantas escolas deste interior – numa análise superficial parece que as “reduções” que atingiram os grande meios (por exemplo em Viseu..) centraram-se nas ofertas dos CEF´s e cursos profissionais…., e não tanto nas turmas da “mono docência”. E esta leitura parece confirmar a forma como tudo isto nasceu e os critérios “pedagógicos” que presidiram às decisões – uma redução à cabeça de x turmas para cada região, aplicada sobre uma grelha de Excel, independentemente da localização e tipo de agrupamentos atingidos, se têm ou não os alunos concentrados em centros escolares ou mais dispersos, como acontece por exemplo aqui na nossa região de Seia, Gouveia, Trancoso…., com algumas zonas afastadas das sedes de Concelho ainda a manterem as suas escolas, com alunos/turmas devidamente constituídas, cumprindo o determinado por lei. Se assim não fosse é óbvio que as mesmas já teriam sido extintas na devida altura e com a concordância (que a lei exige…) por parte da autarquia, o que não foi o caso…. cai assim por terra a explicação naif / delicodoce de hoje ao fim do dia do nosso ministro Crato, quando vem afirmar que as escolas têm a oferta necessária…..poeira meus caros, poeira para os olhos!
Na sequência do teu recente post sobre a “tortura” que está a ser infligida aos docentes (com o adiamento da indicação para Dacl), então o que dizer das ultimas decisões da DGEsTE relativas a assuntos de rede. Após planeamento das escolas (com pelo menos um Mês), preenchimento de plataformas (Sinaget), reuniões de rede, distribuição (inicial…) de serviço, planeamento do próximo ano e férias, cai nas escolas durante a tarde de Sexta, a surpreendente (ou não!)decisão final sobre a aprovação das turmas. Além do timing – lembro os prazos para indicação dos colegas a DAQL (Segunda), início dos concursos etc, o que dizer de todo o trabalho entretanto efectuado pelas escolas e seus responsáveis no sentido de gerar e garantir a maior tranquilidade (possível) para o próximo ano escolar. Será este o tipo de tranquilidade de que tanto fala o nosso ministro Crato? Se isto não é falta de respeito eu não sei o que isto será?. Em resumo, partilho as informações anexas relativas a um Concelho do interior , “esquecido e ostracizado”. Isto só não seria trágico se fosse original – este é, infelizmente, o retrato hoje do resto do país.
– Os 3 Agrupamentos Locais receberam na Sexta (26 de Julho, durante a tarde), e as diferenças e efeitos em relação ao previsto (negociado) inicialmente, em função do qual as escolas trabalharam, distribuíram os horários, fizeram as previsões para DACL.. e programaram férias de “dirigentes”;
– Agrupamento de Escolas A:
– Jardins-de-infância: em 11 Jardins menos 8 Turmas;
– 1º Ciclo: em 27 Turmas iniciais, passam para 18, perdem 9 Turmas;
– Não aprovaram 1 CEF…(na profissional ao lado, um Instituto privado, aprovaram os 3 CEF´s previstos) e outras 4 Turmas (3ºCiclo/Profissionais) –
– Total – menos 22 Turmas;
– Nº Total de Professores previstos a indicar para DACL: 30
– Agrupamento de Escolas B
– 1º CEB e Pré-Escolar: de 39 propostas, aprovadas 29 – Menos 10 Turmas;
– Regular (2º,3º,CEF/Profissionais) – menos 5 Turmas;
– Total: menos 15 Turmas;
– Cerca de 22 Professores para DACL
– Agrupamento de Escolas C
– 1º CEB e Pré-Escolar: de 27 propostas, aprovadas 15 – Menos 12 Turmas;
– Regular (2º,3º,CEF/Profissionais) – menos 8 Turmas;
– Total: menos 20 Turmas;
– Cerca de 50 Professores para DACL
Questões anexas relevantes: As turmas previstas para os 1º CEB/Pré-Escolar estavam propostas segundo a Lei; o Concelho ainda tem Escolas dispersas por outras localidades, que não a sede de Concelho, algumas, a 40 Km da sede do Concelho/Centro Escolar…; A Câmara Municipal em causa não foi informada desta “nova rede”, o que viola claramente a lei pois esta tem algo a dizer sobre o assunto…Transportes?