Isto Também é Fazer Mais com Menos?

Uso abusivo de carro do Estado

 

O Ministério da Educação está a averiguar o alegado uso abusivo de uma viatura do Estado por um responsável da Direção de Serviços da Região Norte (ex-Direção Regional de Educação).

 

Aristides Sousa, delegado regional de Educação, faz diariamente uso pessoal de uma viatura do Estado, com motorista. Aristides vive em Viana do Castelo e trabalha no Porto, a 75 quilómetros. O motorista vai buscá-lo a casa de manhã e leva-o ao fim do dia, num total diário de 300 quilómetros. Como o motorista tem de fazer este serviço fora do seu horário, recebe horas extraordinárias.
O carro utilizado por Aristides Sousa integra-se na categoria dos veículos de serviços gerais. A lei determina que estes veículos “destinam-se a satisfazer necessidades de transporte normais e rotinadas dos serviços”, não sendo para uso pessoal. Aristides foi vereador em Viana do Castelo e nº 2 do CDS-PP pelo distrito às legislativas de 2011. O CM pediu esclarecimentos a Aristides Sousa. Foi solicitado o envio de perguntas por escrito, que não foram respondidas até ao fecho da edição.

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18 comentários

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  1. Para ir e vir do trabalho, que tal usar o carrito pessoal, os transportes públicos ou uma partilha de boleias, como qualquer outro trabalhador?

    Acho muito bem que esta gente seja questionada sobre os abusos dos bens públicos.

    1. Nada que me admire…Para quando uma investigação séria sobre a utilização destes carros????….Para mim todo o carro do estado devia de ter cores bem fortes, claramente visíveis para qualquer cidadão mais distraído…( Ao invês da caracterização discreta e um autocolante do tamanho da palma da mão a dizer « património do estado» que é tão conveniente.)
      Eu pelo meu lado saberia para que carros do estado os meus impostos vão, e alguns não se sentiria tão à vontade em chegar à sua terra num carro verde florescente!!!.

    • Manuel Carvalho. Trofa. on 6 de Março de 2013 at 19:40
    • Responder

    Já toda a m—-, mete o focinho no caldeiro. É por tudo isto que quem realmente trabalha tem que se sentir injustiçados estes Merdeiros, não fazem nada e andam a consumir os nossos impostos. É realmente um País sem lei nem Roque. Este abutre tem que ser demitido e indemnizar o Estado e ir para a cadeia por abuso de confiança.

    • arystydes on 6 de Março de 2013 at 20:34
    • Responder

    Na semana passada o grupo parlamentar do PP apresentou na assembleia da republica resolução para diminuição para metade dos carros do estado. Os camaradas do PP apressaram-se a indicar boys incómodos. Tudo vai ficar como dantes?

    • naria marques on 6 de Março de 2013 at 21:00
    • Responder

    Isto é escabroso!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu faço 100km por dia… Mas ninguém põe mão nisto?????????????????

    • maria on 6 de Março de 2013 at 22:16
    • Responder

    As DRE não iam acabar? aAo que parece só mudou o nome.O tachismo continua. É tudo farinha do mesmo saco….Já não dá para acreditar em nenhum deles.

    • maria martins on 6 de Março de 2013 at 22:21
    • Responder

    tem mesmo de ser reposta a legalidade. Quem não ouviu dizer que uma diretora regional depois de um acidente de viação em Famalicão, ou arredores, a conduzir o carro do estado ficou impune mesmo que o balão acusasse taxa ilegal de alcoolemia? Tudo abafado, como o vinho abafado! basta!
    Alguem preso?

  2. O mesmo se passa com um graduado da GNR!!!! mas a viagem é em sentido inverso: mora no Porto e trabalha em Viana….

    • Gouveia on 7 de Março de 2013 at 9:07
    • Responder

    Eu também faço 300 Km por dia para vir trabalhar… mas no meu carro. Este, é um corte permanente no meu rendimento, há muito tempo.

  3. Há só uma coisa: 75 + 75 = 150;
    Não podem ser 300/dia. São 150 / dia.
    Ou o carro faz mais 150 kms às voltas pelo Porto por dia? É precisa muita volta!

      • I. Cruz on 7 de Março de 2013 at 10:48
      • Responder

      Se o motorista viver no Porto as contas estão certas, não?

      1. Sim Cruz, claro.
        Parti do princípio que o motorista viria de VC também.
        Aliás, acho que nem foi bem isso.
        Assumi que para se ir trabalhar, são precisas 2 viagens e não 4- que é o normal e o esperado.
        Fui burrita, sim senhora! 🙂
        Ou ingénua, por pensar que ao menos haveria o bom senso do motorista ser de VC também.
        Mas bom senso? O que é isso em determinadas capelas do país??

      • I. Cruz on 7 de Março de 2013 at 10:48
      • Responder

      Se o motorista viver no Porto as contas estão certas, não?

      • Cocas on 7 de Março de 2013 at 22:33
      • Responder

      Depende!
      Há dias em que o Delegado Regional prefere ir a Trás-os- Montes, com os amigos, para comer um bom bife de cavalo grelhado.

  4. Obviamente, a DREN não é uma empresa privada.
    E mesmo nas privadas, ninguém tem motorista! E a ter, seria o CEO. Em Portugal devem contar-se pelos dedos os que têm esse benefício. Talvez na banca haja disso.
    Os carros nas empresas privadas são para usufruto integral do detentor do carro.
    Nada a apontar. São políticas internas das empresas do privado.Mas não há motoristas para ninguém.
    Estes gajos, têm uma função de merda numa coisa que se já nem se justifica- as DRE’s- e é o que se vê.
    Ponto para o Secretário de Estado na moralização da situação.

  5. Resolução da Assembleia da República n.º 21/2013. D.R. n.º 47, Série I de 2013-03-07
    http://www.dre.pt/util/getpdf.asp?s=diad&serie=1&iddr=2013.47&iddip=20130459

    Assembleia da República

    Propõe a reavaliação do atual modelo de utilização e atribuição do parque automóvel do Estado

    Resolução da Assembleia da República n.º 21/2013
    Propõe a reavaliação do atual modelo de utilização e atribuição
    do parque automóvel do Estado
    A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5
    do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo
    que:
    1 — Identifique, e transmita à Assembleia da República,
    nos três meses seguintes à publicação desta resolução,
    o número de viaturas atribuídas a titulares de
    cargos políticos, de altos cargos públicos e de cargos
    dirigentes da Administração Pública, o número de dirigentes
    e funcionários em autocondução e o número de
    motoristas ao serviço dos titulares de cargos políticos,
    de altos cargos públicos e de cargos dirigentes da Administração
    Pública.
    2 — Identifique, e transmita à Assembleia da República,
    nos seis meses seguintes à publicação desta resolução,
    o número de viaturas de serviços gerais e liste as
    respetivas regras de utilização seguidas até ao momento,
    nomeadamente com identificação das regras relativas a
    quilometragem.
    3 — Analise os custos anuais, para o Estado, do atual
    modelo de gestão do parque automóvel do Estado.
    4 — Reavalie o atual modelo de utilização e atribuição
    de viaturas do parque automóvel do Estado, nos seis meses
    seguintes às comunicações referidas nos n.os 1 e 2 desta
    resolução, e reduza, até final de 2014, os seus custos,
    através de:
    a) Redução do número de titulares de cargos políticos,
    de altos cargos públicos e de cargos dirigentes
    Diário da República, 1.ª série — N.º 47 — 7 de março de 2013 1277
    da Administração Pública com atribuição de viatura
    oficial;
    b) Partilha das viaturas entre os cargos dirigentes da
    Administração Pública e os serviços gerais;
    c) Redução, entre 33 % e 50 %, da frota automóvel
    ao serviço dos titulares de cargos políticos, de altos cargos
    públicos e de cargos dirigentes da Administração
    Pública;
    d) Revisão das regras de utilização e acesso a viaturas
    de serviços gerais;
    e) Redução do número de motoristas ao serviço dos
    titulares de cargos políticos, de altos cargos públicos e de
    cargos dirigentes da Administração Pública.
    5 — Estabeleça novos tetos máximos, inferiores aos
    atuais, para a aquisição, no futuro, de novos veículos para
    a prestação do serviço automóvel a titulares de cargos
    políticos, de altos cargos públicos e de cargos dirigentes
    da Administração Pública.
    6 — A presente resolução não se refere nem se aplica
    às viaturas ao serviço das forças e serviços de segurança
    pública ou defesa, cujos recursos devem ser geridos de
    acordo com critérios próprios.
    Aprovada em 8 de fevereiro de 2013.
    A Presidente da Assembleia da República, Maria da
    Assunção A. Esteves.

    • Manuel Carvalho. Trofa. on 7 de Março de 2013 at 18:41
    • Responder

    Muda-se o nome à merda, mas as moscas são as mesmas. Antes DREN agora DRE’s. Palhaçada continua e o ZÉ POVINHO que se lixe, para não empregar um palavrão!

    • azevedo on 8 de Março de 2013 at 21:24
    • Responder

    Aristides Sousa deve ser responsabilizado por gastar assim o nosso dinheiro. O dinheiro do contribuiente não pode ser usado assim para usso próprio e benefeciar os amisgos, neste caso o motorista. Urge analisar quantos casos existem em Portugal igual ao do senhor Aristides. Algum jornalista já questionou o Paulo Portas em relação a este caso insólito e envergonha um partido de direita. Por onde andará este senhor … vejamos deve ter outro “tacho” e continuar a viver à custa do povinho …. uma vergonha.

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