Posição da ANVPC Sobre as Vagas do CEE

Professores contratados contestam vagas e recorrem novamente a Bruxelas

 

 

Os grupos de recrutamento que vão ter mais vagas a concurso serão as de disciplinas essenciais como Português, Matemática, Física e Química, Biologia e Geologia e Ciências da Natureza

A Associação Nacional de Professores Contratados (ANVPC) exigiu hoje conhecer os critérios usados pelo Ministério da Educação para abrir 1.954 vagas de acesso à carreira docente e a respetiva distribuição por disciplinas, anunciando nova queixa à Comissão Europeia.

“Não se encontra, novamente, qualquer critério adjacente quer ao número de vagas apresentadas, quer à sua distribuição pelos vários grupos de recrutamento”, afirma a associação em comunicado.

O Ministério da Educação vai abrir 1.954 vagas para Quadros de Zona Pedagógica (QZP), ao qual os professores podem concorrer através do concurso externo extraordinário, segundo um despacho publicado na segunda-feira em Diário da República.

As quase duas mil vagas destinam-se a educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário.

No entanto, a ANVPC considera que o conceito de “necessidades permanentes do sistema” continua a ser “absolutamente nebuloso”.

Na senda de iniciativas anteriores, a associação tenciona apresentar nas próximas semanas mais uma queixa à Comissão Europeia, “demonstrando o número insuficiente de vagas disponibilizadas pela tutela”.

Os grupos de recrutamento que vão ter mais vagas a concurso serão as de disciplinas essenciais como Português, Matemática, Física e Química, Biologia e Geologia e Ciências da Natureza.

A associação defende que em alguns grupos específicos não abrem vagas ou são insuficientes, face ao número contratações dos últimos anos, citando casos de professores com três, cinco, dez ou 15 contratos para horários completos sucessivos anuais.

A associação lamenta ainda o que considera ser “um ataque severo” à Educação Artística nos últimos anos.

“Na presente portaria, no grupo de Música e de Artes Visuais não é disponibilizada qualquer vaga nacional a concurso”, refere.

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7 comentários

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  1. Concordo com a ANVPC, especialmente na última parte, nas disciplinas que serão as futuras AECs do 2º e 3º ciclo (EV, ET e EM) não há a força do desporto escolar e da educação fisica, fundamental nos exames de Matemática e de Português.

    Espero que às contas da ANVPC tenham sido retirados todos os docentes indemnizados no ano passado por caducidade de contrato, solicitado pelos próprios e que tenham em conta quantos professores de quadro terão que ser indemnizados por terem esperado mais de três anos para vincularem no estado, a lei é para todos e eu quero rever o dinheiro que gastei em deslocações, casa e comida para vincular.

    1. Colega, se se encontra desde 2001 com sucessivos contratos, a lei está do seu lado e tem toda a legitimidade para pedir indemnização.

    • margo on 28 de Maio de 2014 at 20:26
    • Responder

    Português??? No grupo 300 -Português do 3ºciclo e secundário- abriram 27 vagas! Acham que são muitas?!!!!!

    • César Israel Paulo on 28 de Maio de 2014 at 22:40
    • Responder

    Mais pormenores da reação da ANVPC em
    http://anvpc.org/a-portaria-da-discordancia-e-da-duvida/
    e em
    http://anvpc.org/envio-de-pedido-de-esclarecimento-ao-mec/

    Abraço a todos os contratados neste momento complicado de concurso.
    ESTAMOS JUNTOS, ESTAMOS VIVOS!

    • EFerreira on 30 de Maio de 2014 at 16:28
    • Responder

    Disciplinas essenciais? Já alguém reparou no número de vagas de Inglês? Não será, porventura, uma disciplina essencial num mundo cada vez mais global??

    • cocas on 30 de Maio de 2014 at 22:21
    • Responder

    Estes sindicalistas apenas sabem opinar e lamentar, mas até agora não fizeram nada de concreto para anular os concursos extraordinários neste dois últimos anos.
    Para o seu conhecimento, tenho 20 anos de tempo de serviço e não existem vagas para o grupo de artes visuais e no ano transato apenas havia uma. Acham que são muitas vagas?

    E não me venham acusar de apenas concorrer para próximo de casa, por que isso não é verdade.

  2. Gosto do que dizem: “Os grupos de recrutamento que vão ter mais vagas a concurso serão as de disciplinas essenciais como Português, Matemática, Física e Química, Biologia e Geologia e Ciências da Natureza.” As artes (EV, ET, EM) não são essenciais (eu sou de EVT – agora EV e ET). Estão em tudo o que vemos à nossa volta e estamos constantemente em contacto com elas, mas não são essenciais. Não fazem parte do nosso dia a dia nem dos nossos interesses… Pois. Só o Português e Matemática é que são importantes. O ensino de hoje pretende formatar os alunos de igual forma, sem dar valor à individualidade de cada um. Se não é bom a Português e Matemática, não presta. Pode ser excelente noutras áreas, mas essas como não são essenciais… não se dá valor. Nem todos podem – nem querem – ser engenheiros, arquitetos e doutores (não estou a criticar estas profissões. A meu ver, todas são importantes e necessárias.). A verdade é que as artes são absolutamente essenciais. E daqui a uns anos, se se deixar de dar valor às artes, vamos ter sérias dificuldades em encontrar bons engenheiros, arquitetos, designers, etc. Pensem da seguinte forma: aquele carro tem um design fantástico; aquele edifício é absolutamente lindo; este meu casaco é fenomenal etc., etc., etc… um sem fim de coisas, de objetos que fazem parte da nossa vida e no qual as artes têm um papel primordial. Mas não são essenciais…

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